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Matérias correlatas à disciplina portuguesa

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https://www.proximosconcursos.com/wp-content/uploads/2016/10/modelo-de-resumon-3.jpg     O acento gráfico é apenas um sinal de escrita e não deve ser confundido com o acento tônico. O acento tônico tem maior intensidade de voz apresentada por uma sílaba quando pronunciamos determinadas palavras: Ela era uma criança muito sábia.   Margarida não sabia nada sobre a prova. O sabiá tem o canto mais lindo. As sílabas que formam cada uma das palavras destacadas são pronunciadas com maior ou menor intensidade. sá bi a sa bi a sa bi á A sílaba em destaque em cada um dos exemplos é pronunciada com maior força em relação às outras. É nela que recai o acento tônico, sendo, portanto, chamada sílaba tônica. As sílabas restantes recebem o nome de sílabas átonas. Acentos gráficos A sílaba tônica pode ser indicada, na escrita, por um sinal sobre a vogal: sábia. Esse sinal, inclinado para a direita (´), indica que a tônica tem som aberto e recebe o nome de acento agudo. Se a sílaba tônica é fechada, temos o acento circunflexo (^): avô. O acento grave, inclinado para a esquerda (`), possui outra função, que é assinalar uma fusão, a crase. Monossílabos tônicos e átonos As palavras de apenas uma sílaba também podem ser pronunciadas com maior ou menor intensidade de voz: Estou com um nó na garganta desde ontem. Recebi um telefone pedindo para eu aguardar no parque. As palavras destacadas apresentam apenas uma sílaba: são monossílabos. Comparando nó e no é possível perceber que nó é mais forte do que no. A primeira é um monossílabo tônico, já segunda é um monossílabo átono. Para identificar se um monossílabo é tônico ou átono, é preciso pronunciá-lo numa frase. Mesmo sem o acento, se a pronuncia for mais forte, é tônico, se for mais fraca, átono. Classificação das palavras quanto à posição do acento tônico Em relação ao acento tônico, é possível observar que o mesmo pode recair na última, na penúltima ou na antepenúltima sílaba. ca-quí es-té-ril ló-gi-ca Estando o acento tônico na última sílaba, a palavra é chamada de oxítona; se o acento incide na penúltima sílaba, a palavra é paroxítona, se recai na antepenúltima sílaba, a palavra é proparoxítona. Hiatos, ditongos e tritongos A sequência de fonemas vocálicos numa palavra dá-se o nome de encontro vocálico. Este pode ser hiato, ditongo ou tritongo. Hiato = é a sequência de vogal com vogal em sílabas separadas: po-e-ta; sa-ú-de; ca-í-da. Ditongo = é a sequência de vogal com semivogal (decrescente) ou semivogal com vogal (crescente) na mesma sílaba: vai-da-de; can-tei, ár-duo. Tritongo = é a sequência de semivogal com vogal e outra semivogal na mesma sílaba: em-xa-guei; i-guais; a-guou Os hiatos e os ditongos são importantes para o estudo da acentuação gráfica. Regras de acentuação Monossílabos tônicos Acentuam-se graficamente os terminados por: -a(s) → chá(s), má(s) -e(s) → pé(s), vê(s) -o(s) → só(s), pôs Logo, não se acentuam monossílabos tônicos como: tu, nus, quis, noz, vez, par... Vale lembrar que: Os monossílabos tônicos formados por ditongos abertos -éis, -éu, -ói recebem o acento: Exemplos: réis, véu, dói. No caso dos verbos monossilábicos terminados em “-ê”, em que a terceira pessoa do plural termina em “-eem”, forma verbal que antes era acentuada, agora, por conta do novo acordo ortográfico não leva acento. Assim:   Ele vê - Eles veem Ele crê – Eles creem Ele lê – Eles leem No entanto, isso não ocorre com os verbos monossilábicos terminados em “-em”, uma vez que a terceira pessoa termina em “-êm”, permanecendo acentuada. Logo: Ele tem – Eles têm Ela vem – Elas vêm Oxítonas Levam acento todas as oxítonas terminadas em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)” e “em(ens)”, seguidas ou não de “s”. cajá – até – jiló – armazém – parabéns Sendo assim, não se acentuam oxítonos como: saci(s), tatu(s), talvez, tambor e etc. Paroxítonas São acentuados graficamente todos os paroxítonos, exceto os terminados por –a(s), -e(s), -o(s) (desde que não formem ditongos), -am, -em e ens: útil, caráter, pólen, tórax, bíceps, imã, glória, série, empório, jóquei, órfão, órgão... Paroxítonos como imã, órfã etc não terminam por –a, mas por ã. Paroxítonos como glória, série, empório e etc. não terminam, respectivamente, por –a, -e e –o, mas por ditongo crescente. Não são acentuados graficamente os prefixos paroxítonos terminados por –i e –r: semi, super, hiper, mini... Não se acentuam as paroxítonas formadas pelos ditongos orais abertos –ei e –oi: ideia, geleia, boleia, assembléia, jiboia, paranoia, claraboia, espermatozoide, androide ... Não se acentuam as vogas i e u, precedidas de ditongos, das palavras paroxítonas: sainha, cheinho, feiura e etc. Abaixo, um exemplário de terminações de paroxítonos que devem receber acento gráfico: l: afável, incrível, útil... -r: caráter, éter, mártir... -n: hífen, próton... Observação: quando grafadas no plural, não recebem acento: polens, hifens... -x: látex, tórax... -os: fórceps, bíceps... -ã(s): ímã, órfãs... -ão(s): sótão(s), bênção(s)... -um(s): fórum, álbum... -on(s): elétron, próton... -i(s): táxi, júri... -u(s): Vênus, ônus... -ei(s): pônei, jóquei... -ditongo oral (crescente ou decrescente), seguido ou não de “s”: história, série, água, mágoa... * De acordo com a nova ortografia, os ditongos terminados em –ei e –oi não são mais acentuados. Proparoxítonos Todos os proparoxítonos são acentuados, sem exceção: médico, álibi, ômega, etc. Hiatos Acentuam-se as letras –i e –u desde sejam a segunda vogal tônica de um hiato e estejam sozinhas ou seguidas de –s na sílaba: caí (ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú) e etc. Quando o –i é seguido de –nh, não recebe acento: rainha, bainha, moinho etc. O –i e o –u não recebem acento quando aparecem repetidos: xiita, juuna e etc Hiatos formados por –ee e –oo não devem ser acentuados: creem, deem, leem, magoo, enjoo e etc. Acento diferencial O acento diferencial foi eliminado na última reforma ortográfica, em 2008. Assim, apenas as palavras seguintes devem receber acento: Pôde ( 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder) para diferenciar de pode (3ª pessoa do singular do presente do indicativo desse verbo); Têm (3ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ter) e seus derivados (contêm, detêm, mantêm etc.) para diferenciar do tem (3ª pessoa do singular do presente do indicativo desse verbo e seus derivados); O verbo pôr para diferenciar da preposição por. Trema O sinal de trema (¨) é inteiramente suprimido em palavras da língua portuguesa. Deve, no entanto, ser empregado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: mülleriano (de Müller).
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Flexão nominal e verbal   Flexões Nominais: indicam gênero e número Ex.: casa – casas, gato – gata   De gênero: Os substantivos masculinos são antecedidos pelo artigo “o”. Como exemplo temos os substantivos o lança-perfume, o tapa, o champanha, o dó, o diabetes. Já os substantivos femininos são antecedidos pelo artigo “a”. É o caso de a agravante, a bacanal, a fênix, a alface, a ênfase, a poetisa. A maioria dos substantivos têm duas formas: uma para o masculino, e outra para o feminino. São os substantivos biformes. Veja algumas regras de formação do feminino para o masculino, funcionando também o oposto com a mesma regra:   1) Substantivos terminados em “o” mudam para “a”: o sapo = a sapa 2) Substantivos terminados em “ão” mudam para “ã”, outros para “oa” e ainda para “ona” (neste caso, em aumentativos). o capitão = a capitão tecelão = a tecelã/ teceloa o chorão = a chorona 3) Substantivos terminados em “or” formam o feminino com o acréscimo de “a”. o doutor = doutora 4) Alguns substantivos terminados em “or” podem fazer feminino mudando essa terminação para “eira”.  0 sufixo “eira”pode indicar qualidade e, portanto, adjetivação: mulher trabalhadeira; pessoa faladeira o arrumador = a arrumadeirao lavador = lavadeirao trabalhador = trabalhadeira 5) Alguns substantivos com terminação “e” podem fazer o feminino mudando a terminação para “a”. o infante = infantao governante = a governanta 6) Substantivos terminados em “ês”, “L” e “z” fazem o feminino com o acréscimo de “a”. o freguês = a freguesao oficial = oficialao juiz = juíza 7) Há ainda substantivos que são masculinos ou femininos, conforme o sentido com que se acham empregados: a cabeça (parte do corpo) o cabeça (o chefe)a grama (relva) o grama (unidade de peso)   De números: Os nomes ( substantivos, adjetivos, pronomes, numerais ), de modo geral admitem a flexão de número: Singular e plural.   Plural dos substantivos simples Aos substantivos que terminam em vogal, ditongo oral e consoante ‘n’ devem ser acrescidos a consoante ‘s’ ao final da palavra. Observe os exemplos: herói – heróis   Aos substantivos que terminam em consoante ‘m’ devem ser acrescidos as consoantes ‘ns’ ao final da palavra. Observe os exemplos: abordagem – abordagens Aos substantivos que terminam com as consoantes ‘r’ e ‘z’ devem ser acrescidos ‘es’ ao final da palavra. Observe os exemplos: hambúrguer – hambúrgueres Nos substantivos que terminam em ‘al’, ‘el’, ‘ol’, ‘ul’, deve ser substituída a consoante ‘l’ por ‘is’. Observe os exemplos: girassol – girassóis * Há duas exceções: mal – malescônsul – cônsules Os substantivos que terminam em ‘il’ são pluralizados de duas formas: a) Em palavras oxítonas terminadas em ‘il’: juvenil – juvenis b) Em palavras paroxítonas terminadas em ‘il’: inútil – inúteis Os substantivos terminados em consoante ‘s’ fazem o plural de duas formas: a) Em substantivos monossilábicos ou oxítonos, há o acréscimo de ‘es’. algoz – algozes b) Os substantivos paroxítonos ou proparoxítonos são invariáveis. férias – fériasônibus – ônibus Os substantivos terminados em ‘ão’ podem ser pluralizados de três formas:   Você está prestando o concurso da SEDUC-AM? confira nosso conteúdo! Prestando outro concurso? Veja aqui as apostilas disponíveis!     a) Substituindo o ‘ão’ por ‘es’: doação – doações b) Substituindo o ‘ão’ por ‘ães’: alemão – alemães c) Substituindo o ‘ão’ por ‘ãos’: cidadão – cidadãos d) Os substantivos terminados em consoante ‘x’ são invariáveis: córtex – córtex Flexões Verbais: Dentre todas as classe gramaticais, a que mais se apresenta passível de flexões é a representada pelos verbos. Flexões estas relacionadas a: Pessoa – Indica as três pessoas relacionadas ao discurso, representadas tanto no modo singular, quanto no plural. Número – Representa a forma pela qual o verbo se refere a essas pessoas gramaticais. SingularPlural Eu gosto de estudarNós chegamos cedo Tu andas depressaVós estais com pressa Ele é muito gentilEles são educados Por meio dos exemplos em evidência, podemos constatar que o processo verbal se encontra devidamente flexionado, tendo em vista as pessoas do discurso (eu, tu, ele, nós, vós, eles). Tempo – Relaciona-se ao momento expresso pela ação verbal, denotando a ideia de um processo ora concluído, em fase de conclusão ou que ainda está para concluir, representado pelo tempo presente, pretérito e futuro. Modo – Revela a circunstância em que o fato verbal ocorre. Assim expresso: Modo indicativo – exprime um fato certo, concreto.Modo subjuntivo – exprime um fato hipotético, duvidoso.Modo imperativo – exprime uma ordem, expressa um pedido. Para que possamos constatar acerca de todos esses pressupostos, basear-nos-emos no caso do verbo cantar, tendo em vista o modo indicativo.   Modo Indicativo   Voz A voz verbal caracteriza a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, classificada em:   Voz ativa – o sujeito é o agente da ação verbal. Os professores aplicaram as provas. Voz passiva – o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo. As provas foram aplicadas pelos professores. Voz reflexiva – o sujeito, de forma simultânea, pratica e recebe a ação verbal. O garoto feriu-se com o instrumento. Voz reflexiva recíproca – representa uma ação mútua entre os elementos expressos pelo sujeito. Os formandos cumprimentaram-se respeitosamente.   Existem dois tipos de desinências verbais: Desinências modo-temporal (DMT) e desinências número-pessoal (DNP). Ex.: Nós corremos, se eles corressem (DNP); se nós corrêssemos, tu correras (DMT)
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Pronomes: emprego, forma de tratamento e colocação – Resumo   Pronomes: A palavra que acompanha (determina) ou substitui um nome é denominada pronome. Ex.: Ana disse para sua irmã: – Eu preciso do meu livro de matemática. Você não o encontrou? Ele estava aqui em cima da mesa. 1. eu substitui “Ana”2. meu acompanha “o livro de matemática”3. o substitui “o livro de matemática”4. ele substitui “o livro de matemática” Flexão Quanto à forma, o pronome varia em gênero, número e pessoa: Gênero (masculino/feminino) Ele saiu/Ela saiu Meu carro/Minha casaNúmero (singular/plural)  Eu saí/Nós saímos Minha casa/Minhas casasPessoa (1ª/2ª/3ª) Eu saí/Tu saíste/Ele saiu Meu carro/Teu carro/Seu carro   Função O pronome tem duas funções fundamentais: Substituir o nomeNesse caso, classifica-se como pronome substantivo e constitui o núcleo de um grupo nominal.Ex.: Quando cheguei, ela se calou. (ela é o núcleo do sujeito da segunda oração e se trata de um pronomesubstantivo porque está substituindo um nome)Referir-se ao nomeNesse caso, classifica-se como pronome adjetivo e constitui uma palavra dependente do grupo nominal.Ex.: Nenhum aluno se calou. (o sujeito “nenhum aluno” tem como núcleo o substantivo “aluno” e como palavra dependente o pronome adjetivo“nenhum”)   Pronomes Pessoais São aqueles que substituem os nomes e representam as pessoas do discurso: 1ª pessoa – a pessoa que fala – EU/NÓS 2ª pessoa – a pessoa com que se fala – TU/VÓS 3ª pessoa – a pessoa de quem se fala – ELE/ELA/ELES/ELAS Pronomes pessoais retos: são os que têm por função principal representar o sujeito ou predicativo. Pronomes pessoais oblíquos: são os que podem exercer função de complemento.       Pronomes oblíquos Associação de pronomes a verbos: Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando associados a verbos terminados em -r, -s, -z, assumem as formas lo, la, los, las, caindo as consoantes. Ex.: Carlos quer convencer seu amigo a fazer uma viagem. Carlos quer convencê-lo a fazer uma viagem. Quando associados a verbos terminados em ditongo nasal (-am, -em, -ão, -õe), assumem as formas no, na, nos, nas. Ex.: Fizeram um relatório. Fizeram-no. Os pronomes oblíquos podem ser reflexivos e quando isso ocorre se referem ao sujeito da oração. Ex.: Maria olhou-se no espelho Eu não consegui controlar-me diante do público. Antes do infinitivo precedido de preposição, o pronome usado deverá ser o reto, pois será sujeito do verbo no infinitivo Ex.: O professor trouxe o livro para mim.(pronome oblíquo, pois é um complemento) O professor trouxer o livro para eu ler. (pronome reto, pois é sujeito) Pronomes de tratamento São aqueles que substituem a terceira pessoa gramatical. Alguns são usados em tratamento cerimonioso e outros em situações de intimidade. Conheça alguns: você (v.) : tratamento familiar senhor (Sr.), senhora (Srª.) : tratamento de respeito Vossa Majestade Imperial (V.M.I.) : para imperadores Vossa Alteza (V.A.) : para príncipes, princesas e duques 1- Os pronomes e os verbos ligados aos pronomes de tratamento devem estar na 3ª pessoa. Ex.: Vossa Excelência já terminou a audiência? (nesse fragmento se está dirigindo a pergunta à autoridade) 2- Quando apenas nos referimos a essas pessoas, sem que estejamos nos dirigindo a elas, o pronome “vossa” se transforma no possessivo “sua”. Ex.: Sua Excelência já terminou a audiência? (nesse fragmento não se está dirigindo a pergunta à autoridade, mas a uma terceira pessoa do discurso)   Pronomes Possessivos São aqueles que indicam idéia de posse. Além de indicar a coisa possuída, indicam a pessoa gramatical possuidora. As principais palavras que podem funcionar como pronomes possessivos:   Existem palavras que eventualmente funcionam como pronomes possessivos. Ex.: Ele afagou-lhe (= seus) os cabelos.   Pronomes Demonstrativos Os pronomes demonstrativos possibilitam localizar o substantivo em relação às pessoas, ao tempo, e sua posição no interior de um discurso. PronomesEspaçoTempoAo dito Enumeração este, esta, isto, estes, estas Perto de quem fala (1ª pessoa). Presente Referente aquilo que ainda não foi dito. Referente ao último elemento citado em uma enumeração. Ex.: Não gostei deste livro aqui. Ex.: Neste ano, tenho realizado bons negócios. Ex.: Esta afirmação me deixou surpresa: gostava de química. Ex.: O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, mas esta é mais oprimida. esse, essa, esses, essas Perto de quem ouve (2ª pessoa). Passado ou futuro próximos Referente aquilo que já foi dito. Ex.: Não gostei desse livro que está em tuas mãos. Ex.: Nesse último ano, realizei bons negócios Ex.: Gostava de química. Essa afirmação me deixou surpresa aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas   Você está prestando o concurso da SEDUC-AM? confira nosso conteúdo! Prestando outro concurso? Veja aqui as apostilas disponíveis!     Perto da 3ª pessoa, distante dos interlocutores. Passado ou futuro remotos Referente ao primeiro elemento citado em uma enumeração. Ex.: Não gostei daquele livro que a Roberta trouxe. Ex.: Tenho boas recordações de 1960, pois naquele ano realizei bons negócios. Ex.: O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, mas esta é mais oprimida que aquele. Pronomes Indefinidos São pronomes que acompanham o substantivo, mas não o determinam de forma precisa. Alguns pronomes indefinidos:   Algumas locuções pronominais indefinidas: cada qual qualquer um tal e qual seja qual for sejam quem for todo aquele quem quer (que) uma ou outra todo aquele (que) tais e tais tal qual seja qual for Uso de alguns pronomes indefinidos: Alguma) quando anteposto ao substantivo da idéia de afirmação “Algum dinheiro terá sido deixado por ela.”b) quando posposto ao substantivo dá idéia de negação “Dinheiro algum terá sido deixado por ela.” Obs.: O uso desse pronome indefinido antes ou depois do verbo está ligado à intenção do enunciador. DemaisEste pronome indefinido, muitas vezes, é confundido com o advérbio “demais” ou com a locução adverbial “de mais”. Ex.: “Maria não criou nada de mais além de uma cópia do quadro de outro artista.” (locução adverbial) “Maria esperou os demais.” (pronome indefinido = os outros) “Maria esperou demais.” (advérbio de intensidade) TodoÉ usado como pronome indefinido e também como advérbio, no sentido de completamente, mas possuindo flexão de gênero e número, o que é raro em um advérbio. Ex.: “Percorri todo trajeto.” (pronome indefinido) “Por causa da chuva, a roupa estava toda molhada.” (advérbio) CadaPossui valor distributivo e significa todo, qualquer dentre certo número de pessoas ou de coisas. Ex.: “Cada homem tem a mulher que merece.” Este pronome indefinido não pode anteceder substantivo que esteja em plural (cada férias), a não ser que o substantivo venha antecedido de numeral (cada duas férias). Pode, às vezes, ter valor intensificador : “Mário diz cada coisa idiota!” Pronomes relativos São aqueles que representam nomes que já foram citados e com os quais estão relacionados. O nome citado denomina-se  ANTECEDENTE do pronome relativo. Ex.:“A rua onde moro é muito escura à noite.” onde: pronome relativo que representa “a rua” a rua: antecedente do pronome “onde” Alguns pronomes que podem funcionar como pronomes relativos: FORMAS VARIÁVEIS  FORMAS INVARIÁVEIS MasculinoFeminino o qual / os quais a qual / as quais quem quanto / quantos quanta / quantas que cujo / cujos cuja /  cujas onde O pronome relativo QUEM sempre possui como antecedente uma pessoa ou coisas personificadas, vem sempre antecedido de preposição e possui o significado de “O QUAL” Ex.: “Aquela menina de quem lhe falei viajou para Paris.” Antecedente: meninaPronome relativo antecedido de preposição: de quem Os pronomes relativos CUJO, CUJA sempre precedem a um substantivo sem artigo e possuem o significado “DO QUAL” “DA QUAL” Ex.: “O livro cujo autor não me recordo.” Os pronomes relativos QUANTO(s) e QUANTA(s) aparecem geralmente precedidos dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. Ex.: “Você é tudo quanto queria na vida.” O pronome relativo ONDE tem sempre como antecedente palavra que indica lugar. Ex.: “A casa onde moro é muito espaçosa.” O pronome relativo QUE admite diversos tipos de antecedentes: nome de uma coisa ou pessoa, o pronome demonstrativo ou outro pronome. Ex.: “Quero agora aquilo que ele me prometeu.” Os pronomes relativos, na maioria das vezes, funcionam como conectivos, permitindo-nos unir duas orações em um só período. Ex.:A mulher parece interessada. A mulher comprou o livro. (A mulher que parece interessada comprou o livro.)   Pronomes interrogativos Os pronomes interrogativos levam o verbo à 3ª pessoa e são usados em frases interrogativas diretas ou indiretas. Não existem pronomes exclusivamente interrogativos e sim que desempenham função de pronomes interrogativos, como por exemplo: QUE, QUANTOS, QUEM, QUAL, etc. Ex.: “Quantos livros teremos que comprar?” “Ele perguntou quantos livros teriam que comprar.” “Qual foi o motivo do seu atraso?”
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O verbo indica um processo localizado no tempo. Podemos distinguir: presente, pretérito e futuro. Tempo presente: exprime um fato que ocorre no momento da fala. Ex.: Estou fazendo exercícios diariamente. Tempo passado: exprime um fato que ocorreu antes do momento da fala. Ex.: Ontem eu fiz uma série de exercícios. Tempo futuro: exprime um fato que irá ocorrer depois do ato da fala. Ex.: Daqui a quinze minutos irei para a academia fazer exercícios. O pretérito (ou passado) subdivide-se em: • Pretérito perfeito: indica um fato passado totalmente concluído. Ex.: Ninguém relatou o seu delírio. • Pretérito imperfeito: indica um processo passado não totalmente concluído, revela o fato em sua duração. Ex.: Ele conversava muito durante a palestra. • Pretérito mais-que-perfeito: indica um processo passado anterior a outro também passado. Ex.: “... sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida...” (Mário de Andrade) O futuro subdivide-se em: • Futuro do presente: indica um fato posterior ao momento em que se fala. Ex.: Não tenho a intenção de esconder nada, assim que seus pais chegarem contarei o fato ocorrido. • Futuro do pretérito: indica um processo futuro tomado em relação a um fato passado. Ex.: Ontem você ligou dizendo que viria ao hospital. Empregos especiais: • Presente: - pode ocorrer com valor de perfeito, indicando um processo já ocorrido no passado (presente histórico). Ex.: Em 15 de agosto de 1769 nasce Napoleão Bonaparte. (nasce = nasceu) - pode indicar futuro próximo. Ex.: Amanhã eu compro o doce pra você. (compro = comprarei) - pode indicar um processo habitual, ininterrupto. Ex.: Os animais nascem, crescem, se reproduzem e morrem. • Imperfeito: - pode ocorrer com valor de futuro do pretérito. Ex.: Se eu não tivesse motivo, calava. (calava = calaria) • Mais-que-perfeito: - pode ser usado no lugar do futuro do pretérito ou do imperfeito do subjuntivo. Ex.: Mais fizera se não fora pouco o dinheiro que dispunha. (fizera = faria, fora = fosse) - pode ser usado em orações optativas. Quem me dera ter um novo amor! • Futuro do presente: - pode exprimir ideia de dúvida, incerteza.  Ex.: O rapaz que processou o patrão por racismo, receberá uns trinta mil de indenização. - pode ser usado com valor de imperativo. Ex.: Não levantarás falso testemunho. • Futuro do pretérito: - pode ocorrer com valor de presente, exprimindo polidez ou cerimônia. Ex.: Você me faria uma gentileza? Modos verbais• Modo indicativo: exprime certeza, precisão do falante perante o fato. Ex.: Eu gosto de chocolate.• Modo subjuntivo: exprime atitude de incerteza, dúvida, imprecisão do falante perante o fato. Ex.: Espero que você esteja bem.• Modo imperativo: exprime atitude de ordem, solicitação, convite ou conselho. Exs.: Não cante agora! Empreste-me 10 reais, por favor. Venha ao hospital agora, seu amigo vai ser operado. Não ponha tanto sal, isso pode lhe fazer mal.Infinitivo pessoal ou impessoal  • Infinitivo impessoal: terminado em r para qualquer pessoa. Ex.: comprar, comer, partir. Emprega-se o infinitivo impessoal: a) Quando ele não estiver se referindo a sujeito algum. Ex.: É preciso amar. b) Na função de complemento nominal (regido de preposição). Ex.: Esses exercícios não são fáceis de resolver. c) Quando faz parte de uma locução verbal. Ex.: Ele deve ir ao dentista. d) Quando, dependente dos verbos deixar, fazer, ouvir, sentir, mandar, ver, tiver por sujeito um pronome oblíquo. Sujeito Deixei-as passear. = eles   e) Quando tiver valor de imperativo. Ex.: Não fumar neste recinto. • Infinitivo pessoal: além da desinência r vem marcado com desinência de pessoa e número. Ex.: cantar – ø cantar - es cantar - ø cantar - mos cantar - des cantar – em Ex.: Com esse calor convém tomarmos um sorvete. - Usa-se o infinitivo pessoal quando o seu sujeito é diferente do sujeito do verbo da oração principal. Ex.: A única solução era ficarmos em casa.
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Vozes verbais: quais são as vozes do verbo? Os verbos apresentam flexão em voz. As vozes do verbo indicam se o sujeito gramatical é o agente ou o paciente da ação verbal, ou seja, se pratica ou se sofre a ação. Existem três vozes verbais no português: ativa, passiva e reflexiva. Voz ativa: Eu vi o menino no parque.Voz passiva: O menino foi visto por mim.Voz reflexiva: Eu vi-me ao espelho. Voz ativa A voz ativa é usada quando o sujeito gramatical pratica a ação verbal. Indica, assim, que o sujeito gramatical é o agente da ação. Frases na voz ativa Eu comi o bolo. Meu filho comprou o chapéu. Os alunos leram os livros. Voz passiva A voz passiva é usada quando o sujeito gramatical sofre a ação verbal. Indica, assim, que o sujeito gramatical é o paciente de uma ação que é praticada pelo agente da passiva.  Conforme o seu processo de formação, a voz passiva pode ser classificada em voz passiva analítica e voz passiva sintética. Voz passiva analítica Na voz passiva analítica, as frases apresentam a seguinte estrutura: sujeito paciente + verbo auxiliar + particípio + preposição + agente da passiva Frases na voz passiva analítica: O bolo foi comido por mim. O chapéu foi comprado pelo meu filho. Os livros foram lidos pelos alunos. Voz passiva sintética Na voz passiva sintética, as frases apresentam a seguinte estrutura: verbo transitivo + pronome se + sujeito paciente Frases na voz passiva sintética: Comeu-se o bolo. Comprou-se o chapéu. Leram-se os livros. Voz reflexiva A voz reflexiva é usada quando o sujeito gramatical pratica e sofre a ação verbal. Indica assim que o sujeito gramatical é ao mesmo tempo o agente e o paciente da ação. Apresenta, obrigatoriamente, um pronome oblíquo reflexivo (me, te, se, nos, vos, se) que atua como objeto de um verbo na voz ativa. A voz reflexiva é considerada recíproca quando estão presentes dois sujeitos que praticam e sofrem a ação um do outro. Frases na voz reflexiva Ele se feriu com a tesoura. Alimento-me sempre de forma saudável. Eles olharam-se longamente. Conversão da voz ativa na voz passiva Na passagem da voz ativa para a voz passiva ocorrem algumas mudanças. Conversão da voz ativa na voz passiva analítica O sujeito se transforma em agente da passiva. O objeto direto se transforma no sujeito da passiva. O verbo transitivo se transforma em locução verbal. Exemplo de conversão da voz ativa na voz passiva analítica: Voz ativa: O diretor alterou o horário de funcionamento da empresa. O sujeito (o diretor) passa para agente da passiva (pelo diretor). O objeto direto passa para sujeito da passiva (o horário de funcionamento da empresa). O verbo transitivo (alterou) passa para locução verbal (foi alterado). Voz passiva analítica: O horário de funcionamento da empresa foi alterado pelo diretor. Conversão da voz ativa na voz passiva sintética O objeto direto se transforma no sujeito da passiva. O sujeito se transforma na partícula apassivadora se. Não há agente da passiva e o verbo transitivo mantém-se. Exemplo de conversão da voz ativa na voz passiva sintética: Voz ativa: O diretor alterou o horário de funcionamento da empresa. O objeto direto passa para sujeito da passiva (o horário de funcionamento da empresa). O sujeito (o diretor) passa para partícula apassivadora (se). Não há agente da passiva e o verbo transitivo mantém-se. Voz passiva sintética: Alterou-se o horário de funcionamento da empresa.
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Concordância verbal e nominal é a parte da gramática que estuda a conformidade estabelecida entre cada componente da oração. Enquanto a concordância verbal se ocupa da relação entre sujeito e verbo, a concordância nominal se ocupa da relação entre as classes de palavras: concordância verbal = sujeito e verboconcordância nominal = classes de palavras Exemplo: Nós estudaremos regras e exemplos complicados juntos. Na oração acima, temos esses dois tipos de concordância: Ao concordar o sujeito (nós) com o verbo (estudaremos), estamos diante de um caso de concordância verbal. Já, quando os substantivos (regras e exemplos) concordam com o adjetivo (complicados), estamos diante de um caso de concordância nominal. Conheça as principais regras em cada caso: Concordância Verbal 1. Sujeito composto antes do verbo Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre no plural. Exemplo: Maria e José conversaram até de madrugada. 2. Sujeito composto depois do verbo Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no plural como pode concordar com o sujeito mais próximo. Exemplos: Discursaram diretor e professores.Discursou diretor e professores. 3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo também deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível gramatical, tem prioridade. Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a 2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles). Exemplos: Nós, vós e eles vamos à festa.Tu e ele falais outra língua? Veja também: Concordância Verbal Exercícios de Concordância Verbal Concordância Nominal 1. Adjetivos e um substantivo Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, os adjetivos devem concordar em gênero e número com o substantivo. Exemplo: Adorava comida salgada e gordurosa. 2. Substantivos e um adjetivo No caso inverso, ou seja, quando há mais do que um substantivo e apenas um adjetivo, há duas formas de concordar: 2.1. Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo. Exemplo: Linda filha e bebê. 2.2. Quando o adjetivo vem depois dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos. Exemplos: Pronúncia e vocabulário perfeito. Vocabulário e pronúncia perfeita.Pronúncia e vocabulário perfeitos.Vocabulário e pronúncia perfeitos.       Observe os exemplos a seguir: Exemplo 1: Os gêmeos estão quietos. Exemplo 2: Gêmeos quietos. No primeiro exemplo o verbo “estar” se flexiona (modifica) na terceira pessoa do plural para concordar com o sujeito (os gêmeos). Depois, o adjetivo “quieto” se flexiona da mesma forma para concordar com o número (plural) e gênero (masculino). Em ambos os casos as concordâncias se correspondem, ou seja, de pessoa, número e gênero. Porém, nem sempre é assim, como você verá adiante. Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, e pode ser verbal ou nominal. Concordância verbal   Na concordância verbal, o verbo se flexiona para concordar com o sujeito. Sujeito simples Quando o sujeito é simples, haverá concordância do verbo de acordo com o número e pessoa. Exemplo: Roberto foi ao estádio de futebol. Como “Roberto” está na terceira pessoa do singular (ele), o verbo deve estar conjugado na mesma pessoa. Exemplo: Os casais se reuniram na igreja. O sujeito “os casais” está na terceira pessoa do singular (eles), então o verbo “reunir” deve se flexionar para adequar-se (eles se reuniram). Seria muito fácil se a regra se aplicasse a todas as situações, não é mesmo? Mas temos muitos casos particulares: Expressões Partitivas Quando se refere a partes de um todo, o verbo tanto pode ficar no singular quanto no plural, dependendo de que parte se refere. Exemplo: A maioria dos participantes saiu mais cedo (concordando com “a maioria”). Mas também é correto dizer que “A maioria dos participantes saíram mais cedo” (concordando com “os participantes”). Essa regra vale para “metade”, “uma parte”, “a maioria”, “uma porção”, “grande parte”, etc., desde que estejam seguidas de um substantivo ou pronome no plural. Em nosso caso: “participantes” é o substantivo determinante. O mesmo vale para coletivos. Exemplo: Um bando de galinhas fugiu/fugiram do sítio nesta noite. Cabe a você decidir se quer se referir à unidade do conjunto (um bando) ou a galinhas (elementos formadores do conjunto). Quer mais casos particulares? Temos vários! Quantidade aproximada Quando a quantidade é aproximada (cerca de, em torno de, menos de) mais numeral e substantivo, o verbo deve concordar com o substantivo. Exemplo: Em torno de mil manifestantes estiveram na praça hoje. Mas, quando se tratar de “Mais de” seguido de verbos com reciprocidade, o verbo concorda com o plural. Exemplo: Mais de cinquenta pessoas se machucaram na briga (um machucou o outro). Sujeito apenas no plural Se o sujeito só existir no plural, a concordância varia de acordo com a presença ou ausência do artigo. Com o artigo, use no plural. Sem o artigo, mantenha no singular. Vejamos os exemplos: Exemplo 1: Os Estados Unidos estão sofrendo com o inverno rigoroso. Exemplo 2: Minas Gerais possui cidades históricas bonitas. Exemplo 3: Os Mistérios do Chocolate tornaram a autora Joanne Fluke conhecida no Brasil. Sujeito pronome Nos casos onde o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido no plural (como “Quem”, “Quais”, “Quantos”), acompanhado por “de nós” ou “de vós”, o verbo pode concordar: Com o primeiro pronome, utilizando a terceira pessoa do plural (eles): “Quais de nós vão à excursão?” Com o pronome pessoal: “Quais de nós vamos à excursão?”. Se o pronome estiver no singular, utilize o verbo no singular: “Qual de nós vai à excursão?” Porcentagem mais substantivo Quando o sujeito apresentar uma porcentagem mais um substantivo, deve-se concordar o verbo com o substantivo. Exemplo: 1% do time concorda com a regra. 1% dos estudantes chegaramatrasados. Se não houver substantivo após a porcentagem, concordamos verbo e número. Exemplo: 1% faltou. 25% estão aqui. Pronome “que” Quando o sujeito é o pronome relativo “que”, fazemos a concordância de número e pessoa com o antecedente do pronome. Exemplo 1: Fui eu que abri a janela. Exemplo 2: Foram eles que abasteceram o carro. Exemplo 3: As pessoas que trouxeram comida foram à cozinha. Sujeito “um dos que” No caso de o sujeito ser “um dos que”, a concordância é facultativa. Entretanto, é de bom uso da Gramática utilizar o plural, concordando com a palavra que antecede o “que”. Exemplo: Adriana foi uma das alunas que tiraram nota baixa. Para entender melhor o sentido, inverta a posição dos termos: “Das alunas que tiraram nota baixa, Adriana foi uma delas”. Mas, como dito acima, não é errado dizer: “Adriana foi uma das alunas que tirou nota baixa”. Pronome “quem” Se o pronome relativo “quem” for o sujeito, a concordância do verbo pode ser com o antecedente do pronome ou com a terceira pessoa do singular (ele). Exemplo 1: Fui eu quem deu banho no cachorro. Exemplo 2: Fui eu quem dei banho no cachorro. Pronome de tratamento Nos casos onde o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo sempre ficará na terceira pessoa, mas pode ser do singular ou do plural. Exemplo 1: Vossa Senhoria chegou. Exemplo 2: Vossas Senhorias chegaram. Sujeito ligado a horas No caso do sujeito ser “bater”, “dar” e “soar” (horas), a concordância acontece com o numeral constituinte da oração. Exemplo 1: Deu uma hora, vamos voltar. Exemplo 2: Bateram três horas no relógio da escola. Contudo, se o sujeito for relógio (ou algo semelhante), o verbo deve concordar com ele. Exemplo: O relógio de Marcos deu vinte horas. Verbos impessoais Nos verbos impessoais, sempre utilize concordância com a terceira pessoa do singular. São eles: Haver (como substituto de existir). Fazer (indicação de tempo). Fenômenos da natureza. Exemplo 1: Há duas pessoas na lista de espera. Exemplo 2: Faz cinco anos que moramos aqui. Exemplo 2: Choveu grandes quantidades de granizo ontem. Sujeito composto Quando o sujeito é composto, ou seja, constituído por um ou mais termos, a concordância com o verbo tem as seguintes peculiaridades. Sujeito antes do verbo Se o sujeito estiver antes do verbo: concordância no plural. Exemplo: Carlos e Sandra são casados. Sujeito após o verbo Se o sujeito vir depois do verbo, a concordância também pode acontecer com o sujeito mais próximo. Exemplo 1: Faltou Caroline e Matheus apenas. Exemplo 2: Faltaram Caroline e Matheus apenas. Pessoas gramaticais diferentes Caso o sujeito seja formado por pessoas gramaticais diferentes, tenha em mente que “nós” prevalece sobre “vós”, que prevalece sobre “eles”. Exemplo 1: Tu, Nair e eu iremos ao cinema no sábado (nós). Exemplo 2: Tu e teus primos acampareis conosco? (vós). Exemplo 3: Tu e teus primos acamparão conosco? Exemplo 4: Professores e alunos não sentarão juntos no auditório (eles). Reciprocidade No caso de reciprocidade, a concordância sempre é feita no plural. Exemplo: Os casais se conheceram no curso. Agora vamos conhecer alguns casos particulares para o sujeito composto. Palavras sinônimas Quando as palavras são sinônimas ou semelhantes, o verbo tanto pode ficar no plural quanto no singular. Exemplo 1: Tristeza e desolação marcaram o enterro dos jovens mortos no acidente. Exemplo 2: Tristeza e desolação marcou o enterro dos jovens mortos no acidente. Núcleo de gradação Em sujeitos compostos com núcleo de gradação, coloque o verbo no plural ou em concordância com o último núcleo do sujeito. Exemplo 1: Cada hora, cada minuto, cada segundo faz diferença para mim. Exemplo 2: Cada hora, cada minuto, cada segundo fazem diferença para mim. Ligação com “ou” e “nem” Quando a ligação entre os sujeitos for feita por “ou” ou “nem”, a concordância verbal é feita no plural, se puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito. Exemplo 1: Clarissa ou Bibiana devem ser escolhidas. Exemplo 2: Nem Rosa nem Vanessa são inteligentes. Mas, se a declaração for apenas para um dos termos do sujeito, ou seja, um núcleo exclui o outro, deve-se manter o verbo no singular. Exemplo 1: Clarissa ou Bibiana deve ser a escolhida. Exemplo 2: Rosa ou Vanessa será escolhida para a última vaga. “Um ou outro” Em “um ou outro” ou “nem um nem outro”, a concordância adequada é o singular, mas o plural também é aceito. Exemplo 1: Um ou outro jogador compareceu. Nem um nem outro foi escolhido. Exemplo 2: Um ou outro jogador compareceram. Nem um nem outro foram escolhidos. Termos unidos por “com o” Se os termos forem unidos por “com o”, o verbo pode ficar no plural. Isto porque a expressão fica semelhante à conjunção aditiva “e”. Exemplo: Viviane com a nora foram às compras. Entretanto, não é incorreto se o verbo concordar com o último termo, enfatizando o primeiro elemento da oração. Exemplo: Viviane com a nora foi às compras. Porém, caso você opte pelo singular, o sujeito se torna simples e último elemento fica como adjunto adverbial de companhia: “Viviane foi às compras com a nora”. Núcleos ligados Se os núcleos do sujeito tiverem ligados a expressões correlatas, como: “mas também”, “não somente”, “tanto quanto”, “mas ainda”, etc., a concordância do verbo o deixa no plural. Exemplo 1: Não só a mãe, mas também a filha foram atingidas pelo carro. Exemplo 2: Tanto Carina quanto Rosana são preguiçosas. Aposto recapitulativo Se os elementos forem resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é pelo termo resumidor. Exemplo 1: Filmes, livros, séries, tudo isto a atraía. Exemplo 2: Chocolate, jujubas, pipoca, nada apetecia Orlando. Concordância com palavra mais “se” É preciso analisar a situação, quando o termo “se” for: Índice de indeterminação do sujeito. Partícula apassivadora. No primeiro caso, o “se” acompanha verbos intransitivos, transitivos indiretos ou verbos de ligação. Assim, são conjugados na terceira pessoa do singular. Exemplo 1: Precisa-se de moças para dividir quarto. Exemplo 2: Foi-se minha alegria. Quando o “se” é pronome apassivador, ele acompanha verbos transitivos diretos e também diretos e indiretos, formando voz passiva sintética. Assim, o verbo concorda com o sujeito da oração (singular ou plural). Exemplo 1: Alugam-se apartamentos por dia (Apartamentos são alugados por dia). Exemplo 2: Constrói-se casa rapidamente (Casa é construída rapidamente). O caso do verbo “ser” Você aprendeu que na concordância verbal, o verbo concorda com o sujeito, certo? Acontece que com o verbo “ser” a condição muda um pouquinho. Ou seja, ele também pode concordar com o predicativo do sujeito. Como saber? Depende do caso. Se o sujeito for representado por isso, isto, aquilo, tudo, mais predicativo no plural: “Tudo são momentos para recordar”. “Isto são as sobras do nosso piquenique”. Sujeito no singular, referindo-se a coisas, e o predicativo no plural: “Nosso almoço foram sanduíches“. “Seu dia a dia eram tristezas seguidas”. Se o sujeito for pessoa, o verbo concorda com ele: “André era só músculos”. “Eduarda é minhas alegrias”. Sujeito for pronome interrogativo “que” ou “quem”: plural, se assim permitir. “Quem são aquelas pessoas?”. “Que são esses papéis sobre a mesa?”. Indicação de horas, dias ou distâncias: concordância do verbo com o numeral. “São quatorze horas”. “São quinhentos quilômetros”. Se o sujeito indicar pesos, quantidades ou medidas, além de expressões como pouco, muito, mais de, menos de: verbo fica no singular. “Treze quilos é mais do que suficiente”. Quando um dos elementos da oração (sujeito ou predicativo do sujeito) for um pronome pessoal do caso reto, o pronome concorda com o verbo. “Eu sou a única mulher na minha casa”. “Nós somos adultos e vocês são crianças”. Se o sujeito for expressão de sentido partitivo ou coletivo, concorde-o com o predicativo se este se apresentar no plural: “O resto eram alimentosestragados”. “A maioria dos grevistas eram professores“. Concordância com o verbo “parecer” Combinado com verbo no infinitivo, o “parecer” pode ou não flexionar. Veja os casos abaixo: Flexão do verbo parecer, sem flexão do verbo no infinitivo: “As crianças pareciam crescer“. Verbo parecer não flexiona, com flexão do verbo no infinitivo: “As crianças parecia crescerem“. A opção “1” é considerada a corrente, enquanto a alternativa “2” acontece em fins literários, geralmente. Na expressão haja vista Também há duas concordâncias para a expressão “haja vista”, como você notará abaixo: Invariável: “Haja vista as tarefas que o professor passou” (substituindo por exemplo). Ou “Haja vista à explicação do professor” (substituição de Atente-se). Variável: flexionando-se o verbo haver, desde que não seja seguido de preposição. “Hajam vista as tarefas que o professor passou” (No lugar de Vejam). Concordância nominal   Diferente da concordância verbal, a concordância nominal tem relação entre um substantivo, pronome ou numeral substantivo e palavras que se ligam para caracterizá-lo, como artigos, adjetivos, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios. A concordância é nominal porque se ocupa da relação entre nomes. Normalmente a concordância nominal possui um substantivo como núcleo de um termo da oração, e o adjetivo funciona como adjunto adnominal. As regras para concordância nominal são as seguintes. Substantivo único Quando há apenas um substantivo, o adjetivo concorda com ele em gênero e número: “As lágrimas derramadas marcavam sua tristeza”. Mais de um termo no substantivo Quando há mais de um termo no substantivo, a concordância pode variar. A flexão pode acontecer da seguinte forma: Se o adjetivo vier anteposto aos substantivos, ele concorda com o termo mais próximo. Exemplo 1: Levamos pesadas malas e casacos para o carro. Exemplo 2: Levamos pesados casacos e malas para o carro. Exemplo 3: Levamos pesada mala e casacos para o carro. Exemplo 4: Levamos pesado casaco e malas para o carro. No caso acima, mas quando os sujeitos são nomes próprios ou sinais de parentesco, o adjetivo sempre vai para o plural. Exemplo 1: São muito divertidas as sobrinhas Beatriz e Eduarda. Exemplo 2: São aplicados os alunos Cláudio e Daniela. Se o adjetivo for posposto aos substantivos, a concordância será com o mais próximo ou com todos eles, assumindo o masculino caso houver ambos os gêneros nos termos. Exemplo 1: Encontramos cadernos, lápis e canetas espalhados no chão. Exemplo 2: O restaurante possui atendimento e comida saborosa. No caso acima, mas com gêneros iguais para ambos os substantivos, o adjetivo tanto pode ficar no singular como no plural. Exemplo 1: Ela possui sensualidade e beleza inata. Exemplo 2: Ela possui sensibilidade e beleza inatas. Verbo “ser” mais adjetivo Verbo “ser” mais adjetivo: são vários casos de concordância nominal, que serão explicados e exemplificados abaixo: Caso o substantivo não esteja acompanhado de agente modificador, o adjetivo fica sempre no masculino e singular. Exemplo 1: Educação é bom para todos. Exemplo 2: Água é bom para beber. Caso o agente modificador acompanhe o substantivo (artigo ou pronome), a concordância é com o substantivo. Exemplo 1: A educação é boa para todos. Exemplo 2: Esta água é boa para beber. Pronomes pessoais Há concordância de gênero e número com o adjetivo de acordo com os pronomes pessoais referidos na oração. Exemplo 1: Eu nunca a vi tão feliz. Exemplo 2: Eu nunca os vi tão felizes. Pronomes indefinidos Nos casos de pronomes indefinidos neutros acompanhados por “de” e um adjetivo, a concordância deixa o adjetivo no masculino e singular. Exemplo 1: Os primos tinham algo de suspeito em suas atitudes. Exemplo 2: As vizinhas tinham algo de suspeito em suas atitudes. Palavra “só” A palavra só, quando quer dizer sozinho, tem função adjetiva. Portanto, concorda com o nome a que se refere. Exemplo 1: Cláudia e Cleusa estavam sós. Exemplo 2: Everton saiu só. É diferente quando quer dizer somente ou apenas, não variando porque se torna um adjunto adverbial: “Eles só querem paz e amor”. Substantivo mais adjetivo Se tivermos um substantivo e mais de um adjetivo no singular, você pode concordar desses modos: Com o substantivo no singular e um artigo antes do último adjetivo: “Aprecio a literatura inglesa e a americana“. Com o substantivo no plural, omitindo o artigo do último adjetivo: “Aprecio as literaturas inglesa e americana“. É claro que também temos casos particulares de concordância nominal. Está preparado para conhecê-las? Vamos lá! “É proibido” e outros… É proibido, É permitido, É bom, É preciso, É necessário (verbo mais adjetivo): Fica invariável caso o substantivo não venha acompanhado de artigo: É preciso cuidado. É proibido crianças. É permitido saída em caso de emergência. Se forem acompanhados de artigos, pronomes ou adjetivos, o verbo e o adjetivo irão concordar com este termo: É preciso o cuidado. É proibida a entrada de crianças. Palavras “anexo”, “próprio”, “mesmo”… Anexo, Próprio, Mesmo, Obrigado, Quite, Incluso: sempre concordam em gênero e número com o pronome ou substantivo que acompanharem. Exemplos: Seguem anexos os documentos. Elas próprias irão fazer a comida. Eles mesmos se limparam. Marta foi obrigada a se desculpar. José e Rafael foram obrigados a pedir desculpas. Nós estamos quites. O papelfoi incluso na pasta. Palavras “Bastante”, “Caro”, “Barato”, “Longe” Quando colocados como advérbios, são invariáveis. Quando funcionam como adjetivos, pronomes, numerais ou adjetivos, variam de acordo com o nome referido. Exemplos:Trouxemos bastantes frutas. Os filhos de Eliete choram bastante. Os melões estão caros. Os melões custam caro. Os pêssegosestão baratos. Os pêssegos tem preço barato. Gosto de viajar para Goiânia, mas é muito longe de minha cidade. Adoro os longes mares de Ubatuba. “Meio” e “Meia” No lugar de adjetivo, variam. Mas são invariáveis quando funcionam como advérbios modificadores do adjetivo. Exemplos: Tânia disse meias verdades. Estou ficando meio doida. O rapaz está meio nervoso. Meios copos de cerveja foram vendidos. “Alerta” e “Menos” Aão palavras que sempre vão funcionar como advérbios. Neste caso, não podemos flexioná-los. Exemplo 1: Os motoristas devem dirigir sempre alerta. Exemplo 2: Temos menos preocupações hoje do que ontem. Como você pôde perceber, são muitas as regras de concordância verbal e nominal. Existem outros casos de particularidades, mas citei os mais importantes aqui. Resolver muitos exercícios e ser um bom leitor são recomendações para ficar fera nesse assunto.
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A REGÊNCIA é o campo da língua portuguesa que estuda as relações de concordância entre os verbos (ou nomes) e os termos que completam seu sentido. Ou seja, estuda a relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. A regência é necessário visto que algumas palavras da língua portuguesa (verbo ou nome) não possuem seu sentido completo. Observe o exemplo abaixo: Muitas crianças têm medo. (medo de quê?)  Muitas crianças têm medo de fantasmas. Obs.: perceba que o nome pede complemento antecedido de preposição (“de” = preposição e “fantasmas” = complemento). IMPORTANTE: A regência estabelece uma relação entre um termo principal (termo regente) e o termo que lhe serve de complemento (termo regido) e possui dois tipos: REGÊNCIA NOMINAL e REGÊNCIA VERBAL. REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é quando um nome (substantivo, adjetivo) regente determina para o nome regido a necessidade do uso de uma preposição, ou seja, o vínculo entre o nome regente e o seu termo regido se estabelece por meio de uma preposição. DICA: A relação entre um nome regente e seu termo regido se estabelece sempre por meio de uma preposição. Exemplo: - Os trabalhadores ficaram satisfeito com o acordo, que foi favorável a eles.  Veja: "satisfeito" é o termo regente e "com o acordo" é o termo regido, "favorável" é o termo regente e "a eles" é o termo regido.  Obs.: Quando um pronome relativo (que, qual, cujo, etc.) é regido por um nome, deve-se introduzir, antes do relativo, a preposição que o nome exige.  Exemplo: - A proposta a que éramos favoráveis não foi discutida na reunião. (quem é favorável, é favorável a alguma coisa/alguém) Regência Nominal: Principais Casos (Mais Utilizados nas Provas) Como vimos, quando o termo regente é um nome, temos a regência nominal. Então pra facilitar segue abaixo uma lista dos principais nomes que exigem preposições, existem nomes que pedem o uso de uma só preposição, mas também existem nomes que exigem os uso de mais de uma preposição. veja: Nomes que exigem o uso da preposição “a”: Acessível, acostumado, adaptado, adequado, afeição, agradável, alheio, alusão, análogo, anterior, apto, atento, atenção , avesso, benéfico, benefício, caro, compreensível, comum, contíguo, contrário, desacostumado desagradável, desatento, desfavorável, desrespeito, devoto, equivalente, estranho, favorável, fiel, grato, habituado, hostil, horror, idêntico, imune, inacessível, indiferente, inerente, inferior, insensível, Junto , leal, necessário, nocivo, obediente, odioso, ódio, ojeriza, oneroso, paralelo, peculiar, pernicioso, perpendicular, posterior, preferível, preferência, prejudicial, prestes, propenso, propício, proveitoso, próximo, rebelde, rente, respeito, semelhante, sensível, simpático, superior, traidor, último, útil, visível, vizinho... Nomes que exigem o uso da preposição “de”: Abrigado, amante, amigo ávido, capaz, certo, cheio, cheiro, comum, contemporâneo, convicto, cúmplice, descendente, desejoso, despojado, destituído, devoto, diferente, difícil, doente, dotado, duro, êmulo, escasso, fácil, feliz, fértil, forte, fraco, imbuído, impossível, incapaz, indigno, inimigo, inocente, inseparável, isento, junto, livre, longe, louco, maior, medo, menor, natural, orgulhoso, passível, piedade, possível, prodígio, próprio, querido, rico, seguro, sujo, suspeito, temeroso, vazio... Nomes que exigem a preposição “sobre”: Opinião, discurso, discussão, dúvida, insistência, influência, informação, preponderante, proeminência, triunfo, Nomes que exigem a preposição “com”: Acostumado, afável, amoroso, analogia, aparentado, compatível, cuidadoso, descontente, generoso, impaciente, impaciência, incompatível, ingrato, intolerante, mal, misericordioso, obsequioso, ocupado, parecido, relacionado, satisfeito, severo, solícito, triste... Nomes que exigem a preposição "em": Abundante, atento, bacharel, constante, doutor, entendido, erudito, fecundo, firme, hábil, incansável, incessante, inconstante, indeciso, infatigável, lento, morador, negligente, perito, pertinaz, prático, residente, sábio, sito, versado... Nomes que exigem a preposição "contra": Atentado, Blasfêmia, combate, conspiração, declaração, luta, fúria, impotência, litígio, protesto, reclamação, representação... Nomes que exigem a preposição "para": Mau, próprio, odioso, útil... REGÊNCIA VERBAL Dizemos que regência verbal é a maneira como o verbo (termo regente) se relaciona com seus complementos (termo regido). Nas relações de regência verbal, o vínculo entre o verbo e seu termo regido (complemento verbal) pode ser dar com ou sem a presença de preposição. Exemplo: - Nós assistimos ao último jogo da Copa.  Veja: "assistimos" é o termo regente, "ao" é a preposição e "último jogo" é o termo regido. No entanto estudar a regência verbal requer que tenhamos conhecimentos anteriores a respeito do verbo e seus complementos, conhecer a transitividade verbal. Basicamente precisamos saber que: Um verbo pode ter sentido completo, sem necessitar de complementos. São os verbos intransitivos.  Há verbos que não possuem sentido completo, necessitam de complemento. São os verbos transitivos. Exemplos: - Transitivo direto: quando seu sentido se completa com o uso de um objeto direto (complemento sem preposição).  Exemplo: A avó carinhosa agrada a netinha.  "Agrada" é verbo transitivo direto e "a netinha" e o objeto direto. - Transitivo indireto: quando seu sentido se completa com o uso de um objeto indireto (complemento com preposição).  Exemplo: Ninguém confia em estranhos.  "Confia" é verbo transitivo indireto, "em" é a preposição e "estranhos" é o objeto indireto. - Transitivo direto e indireto: quando seu sentido e completa com os dois objetos (direto e indireto).  Exemplo: Devolvi o livro ao vendedor. "Devolvi" é verbo transitivo direto e indireto, "o livro" é objeto direto e "vendedor" é objeto indireto. A regência e o contexto (a situação de uso) A regência de um verbo está ligada a situação de uso da língua. Determinada regência de um verbo pode ser adequada em um contexto e ser inadequada em outro. 1. Quando um ser humano irá a Marte?  2. Quando um ser humano irá em Marte?  Em contextos formais, deve-se empregar a frase 1, porque a variedade padrão, o verbo “ir” rege preposição a. Na linguagem coloquial (no cotidiano), é possível usar a frase 2. Regência de Alguns Verbos Para estudarmos a regência dos verbos, devemos dividi-los em dois grupos: 1- O primeiro, dos verbos que apresentam uma determinada regência na variedade padrão e outra regência na variedade coloquial;  2- E o segundo dos verbos que, na variedade padrão, apresentam mais de uma regência. PRIMEIRO GRUPO - Verbos que apresentam uma regência na variedade padrão e outra na variedade coloquial: VERBO ASSISTIR - SENTIDO: “Auxiliar”, “caber, pertencer” e “ver, presenciar, atuar como expectador”. É nesse último sentido que ele é usado. - VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): Ele não assiste a filme de violência; Pela TV, assistimos à premiação dos atletas olímpicos. Assistir com significado de ver, presenciar: É verbo transitivo indireto (VTI), apresenta objeto indireto iniciado pela preposição a. Quem assiste, assiste a (alguma coisa).  - VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): Ela não assiste filmes de violência. Assistir com significado de ver, presenciar: É verbo transitivo direto (VTD); apresenta objeto direto. Assistir (alguma coisa) VERBO IR e CHEGAR - VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): No domingo, nós iremos a uma festa; O prefeito foi à capital falar com o governador; Os funcionários chegam bem cedo ao escritório. Apresentam a preposição a iniciando o adjunto adverbial de lugar: Ir a (algum lugar), Chegar a (algum lugar) - VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): No domingo, nós iremos em uma festa; Os funcionários chegam bem cedo no escritório. Apresentam a preposição em iniciando o adjunto adverbial de lugar: Ir em (algum lugar), Chegar em (algum lugar) VERBO OBEDECER/DESOBEDECER - VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): A maioria dos sócios do clube obedecem ao regulamento; Quem desobedece às leis de trânsito deve ser punido. São VTI; exigem objeto indireto iniciado pela preposição a. Obedecer a (alguém/alguma coisa), Desobedecer a (alguém/alguma coisa) - VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): A maioria dos sócios do clube obedecem o regulamento; Quem desobedece as leis de trânsito deve ser punido. São transitivos direto (VTD); apresentam objeto sem preposição inicial. Obedecer (alguém/alguma coisa), Desobedecer (alguém/alguma coisa) VERBO PAGAR e PERDOAR - SENTIDO: Obs.: Se o objeto for coisa (e não pessoa), ambos são transitivos direto, tanto na variedade padrão, como na coloquial. Exemplo: Você não pagou o aluguel. O verbo pagar também é empregado com transitivo direto e indireto. (Pagar alguma coisa para alguém) A empresa pagava excelentes salários a seus funcionários. - VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): A empresa não paga aos funcionários faz dois meses; É ato de nobreza perdoar a um amigo. São VTI quando o objeto é gente; exigem preposição a iniciando o objeto indireto. Pagar a (alguém), Perdoar a (alguém) - VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): A empresa não paga os funcionários faz dois meses; É um ato de nobreza perdoar um amigo. São VTD, apresentam objeto sem preposição (objeto direto): Pagar (alguém), Perdoar (alguém) VERBO PREFERIR - VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): Os brasileiros preferem futebol ao vôlei; Você preferiu trabalhar a estudar. Prefiro silêncio à agitação da cidade. É VTDI; exige dois objetos: um direto outro indireto (iniciado pela preposição a. Preferir (alguma coisa) a (outra) - VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): Os brasileiros preferem mais o futebol que o vôlei; Você preferiu (mais) trabalhar que estudar; Prefiro (muito mais) silêncio do que a agitação da cidade. É empregado com expressões comparativas (“mais...que”, “muito mais ...que”, “do que”, etc.). Preferir (mais) (uma coisa) do que (outra). VERBO VISAR - SENTIDO: O emprego mais usual do verbo “visar” é no sentido de “objetivar, ter como meta”. - VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): Todo artista visa ao sucesso; Suas pesquisas visavam à criação de novos remédios. É VTI, com preposição a iniciando o objeto indireto. Visar a (alguma coisa) - VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): Todo artista visa o sucesso; Suas pesquisas visavam a criação de novos remédios. É VTD, apresenta objeto sem preposição (objeto direto). Visar (alguma coisa) SEGUNDO GRUPO - Verbos que, na variedade padrão, apresentam mais de uma regência (dependendo do sentido/significado em que são empregados: VERBO ASPIRAR - TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (sugar/respirar) Verbo transitivo indireto (pretender) - EXEMPLOS: Sentiu fortes dores quando aspirou o gás. O Ex-governador aspirava ao cargo de presidente. VERBO ASSISTIR - TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (ajudar); Verbo transitivo indireto (ver); Verbo transitivo indireto (pertencer) - EXEMPLOS: Rapidamente os paramédicos assistiram os feridos. Você assistiu ao filme? O direito de votar assisti a todo cidadão. VERBO INFORMAR - TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto e indireto (passar informação) - EXEMPLOS: Algumas rádios informam as condições das estradas aos motoristas. Algumas rádios informam os motoristas das condições das estradas VERBO QUERER - TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (desejar); Verbo transitivo indireto (amar/gostar) - EXEMPLOS: Todos queremos um Brasil menos desigual. Isabela queria muito aos avós. VERBO VISAR - TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (mirar); Verbo transitivo direto (pôr visto); Verbo transitivo indireto (objetivar) - EXEMPLOS: O atacante, ao chutar a falta, visou o ângulo do gol. Por favor, vise todas as páginas do documento. Esta fazenda visa à produção de alimentos orgânicos.   Observações: O verbo aspirar, como outros transitivos indiretos, não admite os pronomes lhe/lhes como objeto. Devem ser substituídos por a ele (s) /a ela (s). Ex.: O diploma universitário é importante; todo jovem deve aspirar a ele. No sentido de “ver presenciar”, o verbo assistir não admite lhe (s) como objeto, essas formas devem ser substituídas por ele (s) ela (s). Ex.: o show de abertura das olimpíadas foi muito bonito; você assistiu a ele? No sentido de “objetivar, ter como meta”, o verbo visar (TD) não admite como objeto a forma lhe/lhes, que devem ser substituídas por a ele (s) a ela (s). Ex: O título de campeão rende uma fortuna ao time vencedor, por isso todos os clubes visam a ele persistentemente. Existem outros verbos que, na variedade padrão, apresentam a mesma regência do verbo informar. São eles: avisar, prevenir, notificar, cientificar. DICAS GERAIS SOBRE REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL PARA FIXAÇÃO:  ‣ Alguns nomes ou verbos da língua portuguesa não tem sentido completo.  ‣ Na regência nominal, a relação entre um nome regente e seu termo regido se estabelece sempre por meio de uma preposição.  ‣ Na regência verbal, temos que conhecer a transitividade dos verbos, ou seja, se é direta (VTD-verbo transitivo direto), se é indireta (VTI- verbo transitivo indireto) ou se é, ao mesmo tempo, direta e indireta (VTDI- verbo transitivo direto e indireto).  ‣ Observe sempre os verbos que mudam de regência ao mudar de sentido, como visar, assistir, aspirar, agradar, implicar, proceder, querer, servir e outros.  ‣ Não se pode atribuir um mesmo complemento a verbos de regências distintas. Por exemplo: o verbo assistir no sentido de “ver”, requer a preposição a e o verbo gostar, requer a preposição de. Não podemos, segundo a gramatica, construir frases como: “Assistimos e gostamos do jogo. ”, temos que dar a cada verbo o complemento adequado, logo, a construção correta é “Assistimos ao jogo e gostamos dele. ”  ‣ O conhecimento das preposições e de seu uso é fator importante no estudo e emprego da regência (nominal, verbal) correta, pois elas são capazes de mudar totalmente o sentido do que for dito. Ex.: As novas medidas escolares vão de encontro aos anseios dos alunos. Os alunos da 3ª série foram ao encontro da nova turma.  ‣ Pronomes oblíquos, algumas vezes, funcionam como complemento verbal.  ‣ Pronomes relativos, algumas vezes, funcionam como complemento verbal.       Regência é a relação de subordinação entre os verbos e os termos complementares (objetos diretos ou indiretos) ou caracterizadores (adjuntos adverbiais). (Não conhece esses termos? Leia o texto sobre Sintaxe da Oração!) Estudar a regência dos termos é importante porque nos permite ampliar a capacidade de expressão. Assim, conhecemos os significados de um verbo e as diferenças que a mudança ou retirada de uma preposição podem provocar. Por exemplo: O pai assiste o filho – significa ver, observar. O pai assiste ao filho – que dizer prestar assistência, ajudar. Isso quer dizer que assistir alguém é diferente de assistir a alguém. A oração é totalmente diferente, com relação ao seu significado, e tudo graças à preposição “a”. Regência Verbal   Agora vamos estudar a subordinação que acontece entre os verbos e os objetos (regência verbal). O estudo será dividido de acordo com a transitividade do verbo, ou seja, se ele é transitivo (direto ou indireto) ou intransitivo. Primeiro trataremos dos verbos intransitivos. Verbos Intransitivos Os verbos intransitivos são aqueles que não necessitam de complemento para se fazerem entender, pois eles já completam a informação. Contudo, para ficar ainda mais clara a comunicação, os verbos intransitivos costumam ser acrescidos de adjuntos adverbiais. Você irá conhecer alguns casos abaixo: Verbos “chegar” e “ir” Geralmente são acompanhados por adjuntos adverbiais de lugar. Para tanto, as preposições mais comumente utilizadas são: “a” e “para”. Veja: Nós vamos para o supermercado. Equivale a “Chegamos ao“. Chegar “a” ou “em” indica meio ou tempo. Por exemplo: Chegamos à escola a tempo de vê-lo (tempo). Chegamos no metrô da madrugada (meio de transporte). Verbo “comparecer” Costuma ser acompanhado de adjunto adverbial de lugar, com preposição “a” ou “em”: Comparecemos ao encontro de despedida. Comparecemos emvários jogos durante o campeonato. Verbos Transitivos Diretos Os verbos transitivos diretos necessitam de complemento para dotarem a oração de sentido completo, e este complemento se dá por objetos diretos, isto é, sem utilização de preposição após o verbo. Contudo, pronomes oblíquos podem ser utilizados (o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas). Exemplo: Eu amo aquele ator. Eu amo-o. Os pronomes oblíquos “lhe” e “lhes” são considerados objetos indiretos, mas podem ser objetos diretos quando sua utilização significa posse. Assim, são adjuntos adnominais. Como: Quero acariciar-lhe os cabelos (Quero acariciar seus cabelos). Seria objeto indireto no caso de: Quero acariciar a eles. Conforme mencionamos, os verbos transitivos indiretos necessitam de preposição entre eles e o seu complemento. Conheça alguns exemplos: Consistir: sempre empregado com a preposição “em”: A refeição consiste em arroz, feijão e carne moída. Obedecer e desobedecer: os complementos são induzidos pela preposição “a”: Obedecemos aos nossos pais. Desobedecemos àsregras escolares. Responder: outro caso de regência com preposição “a”: Respondemos à garota de camiseta azul. É o objeto que indica “ao que” ou “a quem” se responde: Respondemos ao formulário. No primeiro exemplo: a quem. No segundo: a que. Simpatizar e antipatizar: complemento induzido pela preposição “com”: Simpatizamos com os novos funcionários imediatamente. Antipatizamos com as ideias sugeridas pela chefa. Verbos que admitem objetos diretos ou indiretos Entretanto, alguns verbos admitem tanto objetos diretos quanto indiretos, e o sentido continua o mesmo. São eles: abdicar, acreditar, almejar, ansiar, anteceder, atender, atentar, cogitar, consentir, deparar, gozar, necessitar, preceder, presidir, renunciar, satisfazer e versar. Veja exemplos de cada um: O rei abdicou o trono. O rei abdicou do trono. Não acreditava a força que tinha seu filho. Não acreditava na força que tinha seu filho. Almejamos sucesso na carreira. Almejamos por sucesso na carreira. Anseio respostas imediatas. Anseio por respostas imediatas. A chegada de Marcos antecedeu uma série de reviravoltas. A chegada de Marcos antecedeu a uma série de reviravoltas. Sandro atendeu o telefone. Sandro atendeu ao telefone. Atente-se esta explicação do colega. Atente-se a esta explicação do colega. Cogitamos morar fora do país. Cogitamos em morar fora do país. Os pais consentiram a ida do filho à festa. Os pais consentiram na ida do filho à festa. Joaquim e Noêmia se depararam uma bela paisagem rural. Joaquim e Noêmia se depararam com uma bela paisagem rural. Armando gozava boa saúde. Armando gozava de boa saúde. Necessitamos algumas horas juntos para matar a saudade. Necessitamos de algumas horas juntos para matar a saudade. O rito precede a mudança de cargo. O rito precede à mudança de cargo. O padre presidiu o encontro de noivos. O padre presidiu ao encontrode noivos. Aline satisfazia as necessidades alimentares do bebê. Aline satisfazia às necessidades alimentares do bebê. Ou ainda: Aline satisfazia-lhe as necessidades (a ele). O encontro versou os anos em que estivemos afastados. O encontro versou sobre os anos em que estivemos afastados. Verbos que exigem objetos diretos e indiretos Alguns verbos necessitam tanto de objetos diretos quanto de objetos indiretos como complemento. Assim, são chamados de verbos transitivos diretos e indiretos, como: agradecer, perdoar e pagar. Veja: Agradecemos ao pastor a doação (ao = preposição; a = artigo). Perdoamos ao inadimplente o não pagamento de sua prestação mensal (ao = preposição; a = artigo). Pagamos ao banco a última parcela do financiamento (mesmo caso). A pessoa SEMPRE deve aparecer como objeto indireto, mesmo nos casos onde não há objeto direto. Nos exemplos: ao pastor; ao inadimplente; ao banco. Verbo “informar” É objeto direto no sentido de coisas, e objeto indireto quando se refere a pessoas. Veja: Informamos o pagamento de sua mensalidade (o pagamento = coisas = objeto direto). Mas em: Informamos aos alunos que as aulas de hoje foram canceladas (aos alunos = pessoas = objeto indireto). Utilize a mesma regra com os verbos avisar, certificar, notificar, prevenir e cientificar. Verbo “comparar” Se estiver seguido por dois objetos, o verbo comparar admite o complemento indireto pelas preposições “a” ou “com”. Exemplos: Comparamos o comportamento de Juliana com o de Daniel. Comparamos o comportamento de Juliana ao de Daniel. Verbo “pedir” Quando relacionado a coisas, o verbo pedir exige objeto direto. Se estiver dirigido a pessoas, pede complemento indireto. Pedimos o empréstimo de dinheiro ao primo de Carlos (o empréstimo = coisas = objeto direto. Pedimos ao primo de Carlos = pessoa = objeto indireto – a ele). Verbo “preferir” Apresenta-se pedindo objeto indireto, com emprego da preposição “a”: Preferimos massa a carnes. Prefiro férias a feriados prolongados. Transitividade e mudança de significado Alguns verbos mudam de significado com a mudança de transitividade. Um exemplo disso foi citado no começo de nossos estudos de hoje, e iremos explorar ainda mais abaixo: Agradar O sentido de fazer agrados é objeto direto. No sentido de satisfazer, ser agradável, é objeto indireto. Veja: Agradamos o cachorro do vizinho (fizemos agrados). Agradamos ao cachorro do vizinho (fomos agradáveis ao). Aspirar É objeto direto quando quer dizer inalar, absorver, inspirar. Significa objeto indireto no caso de desejo, ambição. Exemplos: Aspiramos o ar limpo do campo (inspiramos = objeto direto). Aspiramos ao cargo de supervisor (desejamos = objeto indireto). Assistir É objeto direto quando se refere a ver, presenciar. Porém, é objeto indireto quando se refere a dar assistência: Assistimos as crianças brincarem (objeto direto = presenciar). Assistimos às crianças em momentos de necessidade (dar assistência = objeto indireto). Chamar Quando referido a solicitar presença, convocação, o verbo chamar é transitivo direto. Contudo, é transitivo indireto nas orações onde se refere a denominar, apelidar. Veja: Chamamos os funcionários deste setor (convocamos = objeto direto). Chamamos ao juiz de ladrão (apelidamos = objeto indireto). Custar No caso de ser difícil, tome-o como objeto direto. Para casos onde significa valor ou preço, use-o como objeto indireto: Custou dizer que partiria em breve (foi difícil = objeto direto). Custou ao pai quinhentos reais a formatura da filha (preço = objeto indireto). Implicar Sendo transitivo direto, o verbo implicar pode significar dar a entender: Impliquei os custos da escola ao meu pai. Também pode pedir objeto direto quando quiser dizer provocar, trazer consequência: Casar implicaresponsabilidades a mais. Mas o verbo implicar também pode ser transitivo indireto, se significar compromisso, envolvimento: Implicamos ao crime o bandido (transitivo direto = implicamos o bandido; transitivo indireto = ao crime = envolvemos). Esse verbo ainda pode ser somente transitivo indireto no caso de antipatizar, ter implicância com algo ou alguém. Assim, pede preposição “com” para sua regência. Exemplo: Implicamos com os alunos barulhentos (antipatizamos). Proceder É intransitivo se tiver a ver com agir, ter fundamento. No primeiro caso, pede adjunto adverbial de modo (modo como agiu / irá agir). Veja: Procedemos como Clarice orientou (Agimos do modo que Clarice orientou). As regras ditas pela vendedora procedem (têm fundamento). Contudo, proceder também pode ser transitivo indireto, quando se referir a dar início ou ter origem. Exemplos: Procedemos à reunião do condomínio. O carro procede de Gramado (Demos início à reunião. O carro teve origem em Gramado). Querer é transitivo direto quando se refere a desejo, vontade ou cobiça: Quero viajarnas férias. Contudo, é transitivo indireto se estiver no sentido de ter afeição, amar, estimar: Quero a Amaro como um filho. Visar Quando significa pontaria, mira, vistar ou rubricar, é transitivo direto: Visamos o pássaro no horizonte (miramos). Visamos os documentos deixamos no escritório (rubricamos, demos visto). Mas, se visar quiser dizer ter como meta ou objetivo, utilize-o com preposição “a”, pois é transitivo indireto: Visamos ao bem-estar dos avós. Visamos àvitória na gincana. Regência nominal   A regência nominal é a relação que existe entre um nome (adjetivo, substantivo ou advérbio) e os termos que são regidos por ele. A regência nominal sempre é mencionada por uma preposição. Para facilitar seu estudo, entenda que vários nomes apresentam o mesmo regime dos verbos a que derivam. Quando se conhecem esses verbos, nestes casos, também se conhecem os verbos cognatos. Veja os exemplos para entender melhor: Obedeço às regras disciplinares. Obedeço aos meus superiores. O verbo obedecer e os nomes correspondentes a ele são regidos SEMPRE pela preposição “a”. Afinal, quando se obedece, se obedece a algo ou a alguém. O mesmo acontece quando se é obediente: se é obediente a algo ou a alguém. Fui obediente às regras. Fui obediente aos meus superiores. Agora você conhecerá outros nomes semelhantes, dentro de sua classe gramatical, e um exemplo para cada um: Substantivos Admiração (“a” ou “por”): Eu tenho admiração ao mestre. Tenho admiração pelo mestre. Devoção (“a, para, com, por”): Eu tenho devoção à mamãe. Tenho devoção para meu cargo. Marinês possui devoção com seus materiais escolares. Marinês tem devoção por seus materiais escolares. Medo (“de”): Jorge tem medo de andar de avião. Aversão (“a”, “para”, “por”): Zuleica tem aversão a baratas. Zuleica tem aversão para matar baratas. Zuleica tem aversão por baratas. Doutor (“em”): Leonardo é doutor em Linguística. Atentado (“a”, “contra”): Houve atentados a Israel. Houve atentados contra Israel. Dúvida (“acerca de”, “em”, “sobre”): Tenho dúvidas acerca de sua idoneidade. Tenho dúvidas em Matemática. Tenho dúvidas sobre a sua idoneidade. Ojeriza (“a”, “por”): Vitor tem ojeriza a cobras. Vitor tem ojeriza porcobras. Bacharel (“em”): Fabiano é bacharel em Ciências Econômicas. Horror (“a”): Cassiano tem horror a ratos. Proeminência (“sobre”): Felícia tem proeminência sobre os outros estudantes de História. Capacidade (“de”, “para”): Beatriz tem capacidade de viajar sozinha. Beatriz tem capacidade para viajar sozinha. Impaciência (“com”): Pedro tem impaciência com pessoas lerdas. Respeito (“a”, “com”, “para com”, “por”): Denise tem respeito aos amigos; Denise tem respeito com seus amigos. Denise tem respeito para comseus amigos. Denise tem respeito por seus amigos. Adjetivos Acessível (“a”): Esta rampa é acessível a cadeirantes. Entendido (“em”): Guilherme é entendido em manutenção de computadores. Necessário (“a”): Heloísa é necessária à equipe administrativa. Acostumado (“a”, “com”): Karen é acostumada a acordar cedo. Karen está acostumada com este trabalho. Equivalente (“a”): Um quilo de arroz é equivalente a um quilo de feijão. Nocivo (“a”): Este agrotóxico é nocivo a pragas da lavoura de milho. Agradável (“a”): O perfume de Gisele é agradável ao meu olfato. Escasso (“de”): O Brasil está escasso de governantes honestos. Paralelo (“a”): Esta rua é paralela à Avenida Getúlio Vargas. Alheio (“a”, “de”): Orlando trabalha alheio ao barulho do setor. Orlando trabalha alheio de todo o barulho do setor. Essencial (“a”, “para”): Água é essencial à vida. Água é essencial para a vida. Passível (“de”): O julgamento é passível de recurso. Análogo (“a”): O resultado do exame de Ivan é análogo ao de sua mãe. Fácil (“de”): A avaliação estava fácil de fazer. Preferível (“a”): Trabalhar menos é preferível a ficar doente. Ansioso (“de”, “para”, “por”): Ofélia estava ansiosa de tanto esperar pelo nascimento do bebê. Ofélia estava ansiosa para o nascimento do bebê. Ofélia estava ansiosa por causa do nascimento do bebê. Fanático (“por”): Anastácia é fanática por futebol. Prejudicial (“a”): O erro no gabarito foi prejudicial a muitos candidatos. Apto (“a”, “para”): Higor está apto a voltar ao trabalho. Higor está apto para voltar ao trabalho. Favorável (“a”): O laudo foi favorável ao paciente. Prestes (“a”): Eduardo estava prestes a sair de casa quando o telefone tocou. Ávido (“de”): Os novos estudantes estão ávidos de conhecimento. Generoso (“com”): Os netos de Nilton são generosos com ele. Propício (“a”): Estou propício a concordar contigo. Benéfico (“a”): O remédio foi benéfico à saúde prejudicada de Luana. – Grato (“a”, “por”): Sou grata a meus pais pelo que eles fizeram. Sou grata por tudo o que meus pais fizeram. Próximo (“a”): Minha casa é próxima ao meu trabalho. Capaz (“de”, “para”): Ivan é capaz de memorizar longos textos. Ivan é capaz para o trabalho. Hábil (“em”): Sou hábil em diversos idiomas. Relacionado (“com”): Este assunto não está relacionado com a pauta da reunião. Compatível (“com”): O sangue de Hercília é compatível com o de seu irmão. Habituado (“a”): Estou habituado a passar calor em Joinville. Relativo (“a”): O castigo de hoje é relativo ao que você fez ontem. Contemporâneo (“a”, “de”): Lauro é contemporâneo a Matheus. Lauro é contemporâneo de Matheus. Idêntico (“a”): Marcos é idêntico ao seu gêmeo Maurício. Satisfeito (“com”, “de”, “em”, “por”): Fico satisfeito com os resultados de meus alunos. Fiquei satisfeita de tanto comer mariscos. Geórgia está satisfeita em presidir o encontro. Geórgia está satisfeita por presidir o encontro. Contíguo (“a”): O quarto de meu irmão é contíguo ao quarto de hóspedes. Impróprio (“para”): O filme que está passando é impróprio para crianças. Semelhante (“a”): Sou semelhante ao meu pai. Contrário (“a”): O resultado foi contrário ao que Lúcio esperava. Indeciso (“em”): Estou indeciso em seguir adiante com meus estudos. Sensível (“a”): Sou sensível a alimentos muito temperados. Descontente (“com”): Neuza está descontente com a reprovação de seu filho no ano letivo. Insensível (“a”): O chefe foi insensível às reclamações dos funcionários. Sito (“em”): O escritório está sito em Rua da Liberdade. Desejoso (“de”): Ester ficou desejosa de comer caranguejo. Liberal (“com”): Rui é um pai liberal com suas filhas. Suspeito (“de”): Samuel é suspeito de liderar a quadrilha. Diferente (“de”): O sabor do macarrão de arroz é diferente do macarrão comum. Natural (“de”): José Augusto é natural de Londrina. Vazio (“de”): O coração de Júlio é vazio de sentimentos. Advérbios Longe (“de”): Minha melhor amiga mora longe de mim. Perto (“de”): Celeste está perto de mim agora. Advérbios terminados em “-mente”: tendem a seguir o regime dos adjetivos a que são formados. Por exemplo: paralelamente (paralelo a); relativamente (relativo a).
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O que é a crase? A crase é o sinal gráfico (`) utilizado para indicar a fusão de duas letras A. Em geral, essa fusão acontece quando, em uma mesma frase, você precisa utilizar a preposição A (pedida depois de alguns verbos transitivos indiretos ou adjetivos) e o artigo A, que precede palavras femininas. Exemplos: Vou à (a preposição + a artigo) academia. Para identificar se a crase é necessária, uma das maneiras possíveis é trocar a palavra que acompanha o A por uma palavra masculina. Se o À se transformar em AO, significa que se trata da fusão entre uma preposição e um artigo. Se o A se mantiver mesmo ao lado de uma palavra masculina, ele não leva crase.  Vejamos: Estou enviando o livro a ela.Estou enviando o livro a ele. Vou à (a pronome + a artigo) academia.Vou ao (a preposição + o artigo) dentista. Outra forma de testar se ocorre ou não o sinal é trocar o A por PARA A, NA, DA ou PELA. Se for possível a troca, significa que naquela frase ocorre a preposição A e o artigo A. Se, na substituição, for mais adequado usar somente as preposições PARA, EM, DE ou POR, não será usada a crase, porque não há, na oração, o artigo A. Exemplos: Já fiz muitas contribuições às entidades sindicaisJá fiz muitas contribuições para as entidades sindicais. Esse caso não se aplica às pessoas da sala.Esse caso não se aplica nas pessoas da sala. Por fim, uma dica muito reproduzida é a desses versos: "Vou A, volto DA, crase há. Vou A, volto DE, crase pra quê?". Vou À Bahia - Volto DA BahiaVou A Minas Gerais - Volto DE Minas GeraisVou À farmácia - Volto DA farmácia Quando a crase deve ser usada: - quando for a junção entre a preposição A e o artigo A. - quando se subentender a palavra à moda ou maneira de alguma coisa.  Exemplo: "Eu gostaria de um virado à paulista, por favor.” (virado à moda paulista) - antes de numerais na indicação de horas.  Exemplo: "A reunião vai começar às 10h." - diante de pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo quando acompanhados da preposição A. Exemplos:"É necessário levar o documento àquele (preposição a + pronome aquele) departamento" e “Refiro-me àquilo que combinamos ontem” Quando ela NÃO deve ser usada: - antes de palavras masculinas Exemplo: "Gostaria de fazer uma indicação a Pedro" ou "Gostaria de fazer uma indicação ao Pedro" - diante de numerais em geral (exceto as horas) Exemplo: "Cuidado! Buraco a 100 metros" - antes de verbos.  Exemplos:"Ela voltou a dormir depois de tomar o leite" ou "O almoço estará liberado a partir das 12h" - antes de artigos indefinidos (um, uma, uns, umas) e pronomes em geral (esse, este, essa, esta, ela, ele) Exemplos: "Pedimos a uma das professoras que trouxesse o relatório" e "É necessário levar o documento a este departamento" - locuções formadas por palavras repetidas Exemplos: "Nosso dia a dia é composto por muitas tarefas burocráticas" e “Sorveu a bebida gota a gota”   Por que a letra "a" em "valer a pena" e "Educação a distância" não leva crase? Veja outras dicas sobre a Língua Portuguesa na página S.O.S. Português Questões de concursos e vestibulares (FCC/TRE-RN/2011) Graças ___ resistência de portugueses e espanhóis, a Inglaterra furou o bloqueio imposto por Napoleão e deu início ___ campanha vitoriosa que causaria ___ queda do imperador francês. Preenchem as lacunas da frase acima, na ordem dada, a) a – à – a b) à – a – a c) à – à – a d) a – a – à e) à – a – à (FUNIVERSA/SEDEST) Considerando as relações de regência e (ou) o uso do acento indicativo de crase, assinale a alternativa correta. a) À quem interessaria tal proposta? b) As leis as quais se referiu foram sancionadas. c) Não deu resposta àqueles questionamentos proferidos. d) A dirigente estava atenta à qualquer reivindicação. e) A carta encaminhada era semelhante a escrita pelo Deputado. (CETRO – Prefeitura de Manaus – Analista Municipal – Tecnologia da Informação/Análise de Sistemas 2012) De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta em relação à ocorrência ou não da crase. a) Os funcionários assistiram a filmes de instrução sobre os principais procedimentos. b) Os diretores vieram a mando do novo chefe da empresa. c) Todos chegaram a reunião com alguns minutos de atraso. d) A empresa está fechada a visitas até que a inspeção acabe. e) Não se pode dar atenção a pessoas que não são competentes sobre o assunto.   Respostas: 1) c / 2) c / 3) c       Crase (Regras) Conceito: é a fusão de duas vogais da mesma natureza. No português assinalamos a crase com o acento grave (`). Observe:  Obedecemos ao regulamento.                   ( a + o ) Não há crase, pois o encontro ocorreu entre duas vogais diferentes. Mas:  Obedecemos à norma.                 ( a + a ) Há crase pois temos a união de duas vogais iguais ( a + a = à )   Regra Geral: Haverá crase sempre que: I.                   o termo antecedente exija a preposição a; II.                 o termo consequente aceite o artigo a.   Fui à cidade. ( a + a = preposição + artigo ) ( substantivo feminino )   Conheço a cidade. ( verbo transitivo direto – não exige preposição ) ( artigo ) ( substantivo feminino )   Vou a Brasília. ( verbo que exige preposição a ) ( preposição ) ( palavra que não aceita artigo )   Observação: Para saber se uma palavra aceita ou não o artigo, basta usar o seguinte artifício: I.                   se pudermos empregar a combinação da antes da palavra, é sinal de que ela aceitao artigo II.                se pudermos empregar apenas a preposição de, é sinal de que não aceita.   Ex:      Vim da Bahia. (aceita)          Vim de Brasília (não aceita)          Vim da Itália. (aceita)          Vim de Roma. (não aceita)   Nunca ocorre crase:   1) Antes de masculino. Caminhava a passo lento.            (preposição)   2) Antes de verbo. Estou disposto a falar.                   (preposição)   3) Antes de pronomes em geral. Eu me referi a esta menina. (preposição e pronome demonstrativo)   Eu falei a ela. (preposição e pronome pessoal)   4) Antes de pronomes de tratamento. Dirijo-me a Vossa Senhoria. (preposição)   Observações:  1. Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e, obviamente, a crase: senhora, senhorita e dona. Dirijo-me à senhora.   2. Haverá crase antes dos pronomes que aceitarem o artigo, tais como: mesma, própria... Eu me referi à mesma pessoa.   5) Com as expressões formadas de palavras repetidas. Venceu de ponta a ponta.                     (preposição)   Observação: É fácil demonstrar que entre expressões desse tipo ocorre apenas a preposição: Caminhavam passo a passo.                         (preposição)   No caso, se ocorresse o artigo, deveria ser o artigo o e teríamos o seguinte: Caminhavam passo ao passo – o que não ocorre.   6) Antes dos nomes de cidade. Cheguei a Curitiba.       (preposição)   Observação: Se o nome da cidade vier determinado por algum adjunto adnominal, ocorrerá a crase. Cheguei à Curitiba dos pinheirais.                           (adjunto adnominal)   7) Quando um a (sem o s de plural) vem antes de um nome plural. Falei a pessoas estranhas.  (preposição)   Observação: Se o mesmo a vier seguido de s haverá crase. Falei às pessoas estranhas. (a + as = preposição + artigo)   Sempre ocorre crase:   1) Na indicação pontual do número de horas. Às duas horas chegamos. (a + as)   Para comprovar que, nesse caso, ocorre preposição + artigo, basta confrontar com uma expressão masculina correlata. Ao meio-dia chegamos. (a + o)   2) Com a expressão à moda de e à maneira de. A crase ocorrerá obrigatoriamente mesmo que parte da expressão (moda de) venha implícita. Escreve à (moda de) Alencar.   3) Nas expressões adverbiais femininas. Expressões adverbiais femininas são aquelas que se referem a verbos, exprimindo circunstâncias de tempo, de lugar, de modo... Chegaram à noite. (expressão adverbial feminina de tempo)   Caminhava às pressas. (expressão adverbial feminina de modo)   Ando à procura de meus livros. (expressão adverbial feminina de fim)   Observações: No caso das expressões adverbiais femininas, muitas vezes empregamos o acento indicatório de crase (`), sem que tenha havido a fusão de dois as. É que a tradição e o uso do idioma se impuseram de tal sorte que, ainda quando não haja razão suficiente, empregamos o acento de crase em tais ocasiões.   4) Uso facultativo da crase Antes de nomes próprios de pessoas femininos e antes de pronomes possessivos femininos, pode ou não ocorrer a crase. Ex:      Falei à Maria.       (preposição + artigo)            Falei à sua classe.       (preposição + artigo)            Falei a Maria.       (preposição sem artigo)            Falei a sua classe.       (preposição sem artigo)   Note que os nomes próprios de pessoa femininos e os pronomes possessivos femininos aceitam ou não o artigo antes de si. Por isso mesmo é que pode ocorrer a crase ou não.   Casos especiais:   1) Crase antes de casa. A palavra casa, no sentido de lar, residência própria da pessoa, se não vier determinada por um adjunto adnominal não aceita o artigo, portanto não ocorre a crase. Por outro lado, se vier determinada por um adjunto adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex: Volte a casa cedo. (preposição sem artigo)   Volte à casa dos seus pais. (preposição sem artigo) (adjunto adnominal)   2) Crase antes de terra. A palavra terra, no sentido de chão firme, tomada em oposição a mar ou ar, se não vier determinada, não aceita o artigo e não ocorre a crase. Ex: Já chegaram a terra. (preposição sem artigo)   Se, entretanto, vier determinada, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex: Já chegaram à terra dos antepassados. (preposição + artigo) (adjunto adnominal)   3) Crase antes dos pronomes relativos. Antes dos pronomes relativos quem e cujo não ocorre crase. Ex: Achei a pessoa a quem procuravas. Compreendo a situação a cuja gravidade você se referiu.   Antes dos relativos qual ou quais ocorrerá crase se o masculino correspondente for ao qual, aos quais. Ex: Esta é a festa à qual me referi. Este é o filme ao qual me referi. Estas são as festas às quais me referi. Estes são os filmes aos quais me referi.   4) Crase com os pronomes demonstrativos aquele (s), aquela (s), aquilo. Sempre que o termo antecedente exigir a preposição a e vier seguido dos pronomes demonstrativos: aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo, haverá crase. Ex: Falei àquele amigo. Dirijo-me àquela cidade. Aspiro a isto e àquilo. Fez referência àquelas situações.   5) Crase depois da preposição até. Se a preposição até vier seguida de um nome feminino, poderá ou não ocorrer a crase. Isto porque essa preposição pode ser empregada sozinha (até) ou em locução com a preposição a (até a). Ex: Chegou até à muralha. (locução prepositiva = até a) (artigo = a)   Chegou até a muralha. (preposição sozinha = até) (artigo = a)   6) Crase antes do que. Em geral, não ocorre crase antes do que. Ex: Esta é a cena a que me referi. Pode, entretanto, ocorrer antes do que uma crase da preposição a com o pronome demonstrativo a (equivalente a aquela). Para empregar corretamente a crase antes do que convém pautar-se pelo seguinte artifício: I.                   se, com antecedente masculino, ocorrer ao que / aos que, com o feminino ocorrerá crase; Ex:      Houve um palpite anterior ao que você deu.                                       ( a + o )          Houve uma sugestão anterior à que você deu.                                       ( a + a )   II.                 se, com antecedente masculino, ocorrer a que, no feminino não ocorrerá crase. Ex:      Não gostei do filme a que você se referia.               (ocorreu a que, não tem artigo)          Não gostei da peça a que você se referia.                (ocorreu a que, não tem artigo)   Observação: O mesmo fenômeno de crase (preposição a + pronome demonstrativo a) que ocorre antes do que, pode ocorrer antes do de. Ex: Meu palpite é igual ao de todos. (a + o = preposição + pronome demonstrativo)   Minha opinião é igual à de todos. (a + a = preposição + pronome demonstrativo)   7) há / a Nas expressões indicativas de tempo, é preciso não confundir a grafia do a (preposição) com a grafia do há (verbo haver). Para evitar enganos, basta lembrar que, nas referidas expressões: a (preposição) indica tempo futuro (a ser transcorrido); há (verbo haver) indica tempo passado (já transcorrido). Ex: Daqui a pouco terminaremos a aula. Há pouco recebi o seu recado.
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A língua falada é muito rica de expressões, por este motivo é preciso aprimorar as frases da língua escrita, de modo a facilitar a compreensão da informação. Os sinais de pontuação não possuem a riqueza das palavras ditas oralmente, mas eles estruturam os textos e estabelecem as pausas comuns na fala, além das entonações. Veja os seguintes exemplos, sem sinal de pontuação: Maria comeu dois lanches Antônio pode fazer um favor para mim João Pedro e Gustavo são amigos de infância Não aceito Na primeira frase, poderíamos colocar um ponto de interrogação, um ponto de exclamação e também um ponto final, dependendo de como desejamos nos expressar. É uma pergunta sobre quantos lanches Maria comeu? Uma surpresa por ela ter comido dois lanches? Ou apenas uma comunicação da quantidade? Até reticências servem aqui: Maria comeu dois lanches… Na segunda oração, temos também três opções: uma pergunta direta para Antônio, questionando se ele pode fazer o favor, com ponto de interrogação no final da pergunta e vírgula após o nome (vocativo); uma comunicação, informando da disponibilidade de Antônio a outra pessoa, ou até mesmo uma exclamação, caso não seja comum a Antônio fazer favores. No terceiro enunciado, você consegue entender quantos homens são amigos de infância? Podem ser dois (João Pedro e Gustavo) ou três (João, Pedro e Gustavo). Aqui temos também três possibilidades: uma pergunta sobre se eles são amigos de infância, uma exclamação pela surpresa do tempo de amizade, ou apenas uma informação, com ponto final. Na última frase, pode ser uma negação (como está, apenas acrescida de ponto final), uma exclamação ou então uma resposta de pergunta (não, aceito). Conseguiu perceber a importância dos sinais de pontuação? É incrível, não é mesmo? São muitas possibilidades trazidas por eles! Agora vamos conhecê-los, um a um? Vírgula (,)   A vírgula é indicativa de pausa pequena na frase, deixando o interlocutor à espera de continuação. Ela é utilizada em diversas situações, que serão exemplificadas abaixo: Em datas, onde o nome da cidade aparece: Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2018. Em respostas afirmativas ou negativas, no início da frase: sim, por favor. Em correspondências sociais ou comerciais, após a saudação: Atenciosamente, Paulo. Ela também é usada para separar termos com mesma função sintática: Exemplo: Emanuel levou duas calças, três camisas, um boné e um par de meias. Obs.: entre o penúltimo e o último termo, a conjunção “e” deve substituir a vírgula. Também utiliza-se vírgula para destacar elementos intercalados, como: Conjunções: Trabalhamos por um ano, portanto, temos direito a férias por trinta dias. Adjuntos adverbiais: Gerônimo, com certeza, passará por esta rua. Vocativo: Tereza, abra essa porta! Aposto: Lucas, o atacante do time, está suspenso. Expressões explicativas: Gabriel e Mariana, isto é, um casal de namorados, foram vistos juntos. Outras utilizações: Para separar termos destacados da posição normal da frase: A bolsa térmica que estava aqui, você viu? Em separação de elementos paralelos de um provérbio: Filho de peixe, peixinho é. Para destacar pleonasmo antecipado ao verbo: Minhas amigas, as receberei amanhã para um café. Na indicação de elipse de um termo: Mariele foi de carro; eu, de metrô. Para isolar elementos repetitivos: No dia do meu casamento, eu estava muito, muito, muito feliz! Na separação de orações intercaladas: O essencial, insistia ele, era invisível aos olhos. Na separação de orações coordenadas assindéticas: O carro buzinou e foi andando, não desacelerou, não parou na faixa de segurança. Nas orações coordenadas adversativas, conclusivas, explicativas e em algumas orações alternativas: Estude bastante, pois a caneta é mais leve do que a pá. Na separação de orações subordinadas substantivas e adverbiais, quando estivem antes da oração principal: Quem fez isto, eu gostaria de saber. Para isolar orações subordinadas adjetivas explicativas: Natália, que é uma amiga fiel, me ajudou em momentos de necessidade. E então, ficou com alguma dúvida? Deixe um comentário para conversarmos um pouco sobre o que você não entendeu. Ponto e vírgula (;)   Ao contrário da vírgula, a pausa é maior quando se utiliza ponto e vírgula em uma oração. Contudo, é menor que o ponto. Ele indica, na “melodia” da frase, um tom ligeiramente descendente, assinalando que a frase ainda não acabou. É utilizando quando: Se deseja separar orações coordenadas onde não há uma conjunção, mas há relação entre si: O dia está lindo; vamos fazer um piquenique. Se quer separar orações coordenadas, quando pelo menos uma delas já utiliza elementos separados por vírgula: O que aconteceu foi isto: doze pessoas foram a favor do plano; três, contra; É preciso separar itens em enumeração: Vamos comprar brinquedos; roupas; calçados. Se pretende alongar a pausa em conjunções adversativas: Gostaria de ir ao cinema; contudo, não tenho dinheiro. Houver separação de orações coordenadas adversativas, e a conjunção aparecer no meio da oração: Pretendia fazer compras hoje; choveu, entretanto, e atrapalhou meu plano. Dois pontos (:)   A utilização de dois pontos acontece para causar uma sensível suspensão na comunicação, em frase à espera de conclusão. Devemos utilizá-los: Para anunciar falas de personagens: Ao entrar no quarto dele, perguntei:– Você gostaria de jantar logo? Quando mencionar uma citação: Como na música de Legião Urbana:“Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?”. Para anunciar uma enumeração: Tenho várias frutas aqui: duas maçãs, três bananas, cinco pêssegos e um melão. Antes de orações apositivas: Só aceito com uma condição: serás leal a mim. Na indicação de esclarecimentos, resultados ou resumos: Resultado do dia: um braço quebrado. Na invocação de correspondências: Caro colega de trabalho: Pedimos a gentileza de… Ponto final (.)   O ponto final é a pausa máxima da voz, com melodia descendente. Seu emprego acontece: No fechamento de períodos declarativos e/ou imperiosos: Falei com Joaquim na manhã de hoje. Outro exemplo: Não aceito que faças isto em minha casa. Nas abreviaturas: N. Sra. Aparecida. Mais um: Dr. Ponto de interrogação (?)   É utilizado no final de interrogações diretas, mesmo que a pergunta não exija resposta. Ao contrário dos outros pontos, neste caso a melodia é ascendente. Veja quando ele deve ser empregado: Você fez isso novamente? Posso servir o almoço? Estive em sua casa ontem à noite e não encontrei seu irmão. Você sabe se ele estava no colégio? Por que Vilmar ainda não se casou? Qual é o motivo de tanto agito? É importante informar que o ponto de interrogação não é utilizado quando a pergunta é indireta. Exemplo: Perguntei ao meu marido onde erramos na educação de nosso filho. Caso seja utilizado no final de uma pergunta intercalada, o ponto de interrogação precisa estar entre parênteses. Veja: O trabalho engrandece o homem (quem contesta a afirmação?) é algo que meu pai sempre diz. Também é essencial mencionarmos que o ponto de interrogação pode ser combinado com o ponto de exclamação. Exemplo: Tiago?! Com certeza! Ponto de exclamação (!)   Com utilização nas interjeições, exclamações e frases imperiosas, o ponto de exclamação pode exprimir uma série de emoções: surpresa, espanto, ordem, súplica, susto, indignação, etc. Seu tom também é descendente. Confira exemplos a seguir: O dia está lindo para um passeio! Não sabia que você viria hoje! Cristo, tende piedade de nós! Você quase me mata do coração! O preço da gasolina aumentou novamente. Que absurdo! Comece a estudar! No caso do vocativo enfático, o ponto de exclamação substitui a vírgula. Veja: Vinícius! Já te chamei duas vezes e você não me ouve! Reticências (…)   Assim como diversos sinais de pontuação já mencionados, as reticências também marcam suspensão da frase, sendo muitas vezes empregados em elementos de natureza emocional. Veja exemplos de utilização: Na indicação de continuidade de fatos ou ações: O tempo não para… Na suspensão ou interrupção de pensamentos: Eu achava que você gostava de mim… Na escrita, em representação de hesitações da língua falada: Eu fiz sorvete achando que… ele gostaria de um doce. No realce de palavras ou expressões: Não achei que você viria… tão tarde. Em citações incompletas: “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente…”. Quando se pretende deixar o sentido da frase em aberto: Caso ela não se apresente ao emprego até amanhã… Parênteses ( )   São utilizados para intercalar, no texto, qualquer indicação que, embora não pertença propriamente ao discurso, irá esclarecer alguma informação exibida. Casos de emprego: Em explicações, comentários ou reflexões: Eu não sei se você sabe (até pouco tempo eu não sabia) que Jorge se divorciou. Na inclusão de dados informativos sobre bibliografias: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis, 1881). Nas orações intercaladas com verbos declarativos, no lugar de vírgulas ou travessões: Acredita-se (em sua maioria) que as crianças são o futuro deste país. Na delimitação de períodos: Maria da Silva Pereira (1937 – 2015). Em possibilidades de leitura: Prezado (a) Senhor (a). Em marcações de peças de teatro: Andrea, venha aqui agora! (braço estendido para o chão). Nas alíneas do texto, em ordem numérica ou alfabética, quando os termos são separados por ponto e vírgula (com exceção do último, que é acentuado com ponto final): São estas as opções que temos: a) basquete; b) futebol; c) corrida; d) caminhada. Atenção: antes da utilização de parênteses, não use sinais de pontuação. Coloque-os após o fechamento. Travessão (–)   Não confunda travessão com hífen, porque o travessão é maior. Ele é empregado em diversos casos, como: No discurso direto, para indicar a fala do personagem ou mudança de interlocutor em um diálogo. Exemplos: – Jeferson, você viu que seu telefone caiu no chão? – Não, eu tinha percebido. Na separação de expressões ou frases explicativas, se estiverem intercaladas: Ele atravessou a rua sem olhar – estava muito alterado para prestar atenção – e não reparou que vinha um carro em alta velocidade. Quando se deseja destacar algum elemento no interior da frase, podendo ou não reforçar o aposto: O time do Flamengo – com todos os jogadores titulares – entrou em campo disposto a ganhar a taça. Em alguns casos, como substituto de parênteses, dois pontos ou vírgula: As férias mal começaram – e não dá para acreditar – já acabaram. Aspas (“ ”)   As aspas destacam uma parte do texto. Que partes podem ser estas? Antes e depois de transcrições ou citações textuais: Conforme consta no livro O Pequeno Príncipe: “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.”. Na representação de títulos ou legendas: O último livro de Dan Brown, lançado no Brasil, chama-se “Origem”. Quando são escritos termos estrangeiros, gírias, neologismos, expressões populares ou ironia: O “show” vai começar. Para realçar palavras ou expressões: Ex.: Estas são algumas preposições: “de”, “por”, “entre” e “ante”. Colchetes ([ ])   Eles possuem a mesma finalidade que os parênteses, ou seja, para esclarecer alguma informação inserida no texto, intercalando esta indicação. Contudo, os colchetes somente são utilizados nos escritos de cunho didático, filosófico ou cientifico. Como: Nas definições de dicionário, em referência à etimologia do termo. Palavra: [do latim parábola, que por sua vez deriva do grego parabolé] pode ser definida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua. Para intercalar palavras ou símbolos que não pertencem ao texto. Exemplo: Se você for pedir um sorvete na Itália, diga: Vorrei um gelatto[Eu gostaria de um sorvete]. Na inserção de comentários e observações em textos que já foram publicados: Retrato do meu coração é um romance escrito por Patricia Cabot [pseudônimo de Meg Cabot, autora de diversos romances infanto-juvenis]. Quando se omitem partes do texto: “É por isso que não há de passar nunca de simples funcionário de banco. A música não lhe dá dinheiro. […]E assim vivia ele dentro do sonho, alheio ao mundo objetivo.” (Erico Veríssimo). Asterisco (*)   O asterisco pode ser empregado em várias situações. Confira onde pontuar com o sinal gráfico de estrela: Quando se remete a notas ou explicações em pé de página ou no final de um capítulo: “O Museu Histórico* ficou para trás, e nós chegamos ao Parque do Castelo”. *Museu Histórico de Oslo. Para substituir nomes próprios, sem especificá-los. Exemplo: O doutor ***irá atendê-los agora. Parágrafo (§)   O símbolo do parágrafo é representado por dois S entrelaçados, porque são as iniciais latinas de Signum sectionis (sinal de seção). O que isto quer dizer? Que quando o símbolo é utilizado, o período seguinte deve começar na próxima linha. O parágrafo também pode ser chamado de alínea [do latim, a + lines], que quer dizer: distanciado da linha. Os parágrafos são amplamente utilizados nos códigos de leis. Exemplo: “§ 1ºA contagem do prazo para entrada em vigor das leis […], entrando em vigor no dia subsequente à sua consumação integral.”  (LEI COMPLEMENTAR Nº 95, DE 26 DE FEVEREIRO DE 1998) Exercício para treinar pontuação   Vamos colocar abaixo algumas frases sem pontuação, como fizemos no começo do texto. Agora que você já conhece a importância desses símbolos e também a forma adequada de empregá-los, poderá perceber onde cada sinal pode ser colocado. Logo depois, comentarei cada uma das frases. Vamos lá! Frases sem pontuação 1) Acordei às oito e pouco da manhã atrasada como sempre e peguei o ônibus com as minhas amigas Ana Maria e Bia e fomos para a escola 2) A Ana que gosta de ir à janela pediu para a Maria trocar de lugar com ela a Maria que estava cheia de calor disse que preferia ficar onde estava ambas ficaram chateadas logo cedo 3) Li um cartaz que anunciava Feira de Livros Usados Vamos Mas ninguém me deu resposta, nem sequer a Bia Que começo de dia 4) Na escola aulas apresentações de trabalhos Sim, não lembrava que a professora devolveria as provas corrigidas 5) Ninguém sai da sala até que eu termine de dizer o resultado de todos Quando chegou a minha vez Estou decepcionada E entregando o meu teste completou Teve o melhor resultado da turma Frases Acentuadas Vamos às acentuações adequadas, com sua devida explicação, caso seja necessário: 1) Acordei às oito e pouco da manhã (atrasada como sempre) e peguei o ônibus com as minhas amigas: Ana, Maria e Bia e fomos para a escola. Explicação: Em “atrasada como sempre”, também poderíamos colocar vírgulas, pois se trata de uma frase explicativa. 2) A Ana – que gosta de ir à janela – pediu para a Maria trocar de lugar com ela, a Maria – que estava cheia de calor – disse que preferia ficar onde estava; ambas ficaram chateadas logo cedo. Explicação: Você também pode escrever a oração da seguinte forma: A Ana, que gosta de ir à janela, pediu para a Maria trocar de lugar com ela. A Maria, que estava cheia de calor, disse que preferia ficar onde estava; ambas ficaram chateadas logo cedo. 3) Li um cartaz que anunciava: Feira de Livros Usados. Vamos? Mas ninguém me deu resposta, nem sequer a Bia. Que começo de dia! 4) Na escola aulas, apresentações de trabalhos… Sim, não lembrava que a professora devolveria as provas corrigidas. — Ninguém sai da sala até que eu termine de dizer o resultado de todos. 5) Quando chegou a minha vez: — Estou decepcionada. E entregando o meu teste, completou: — Teve o melhor resultado da turma. Explicação: Se preferir, você pode utilizar reticências: Quando chegou a minha vez… Duas questões comentadas   Agora vamos simular a hora da prova do seu concurso, e responder duas simples questões sobre emprego dos sinais de pontuação. Questão 01 – Qual o sinal de pontuação incorreto? a) Vou comprar agora mesmo: protetor solar; água e fruta. b) Preciso saber se você vai almoçar antes de sair? c) Que susto d) Maria, você vem com a gente amanhã! e) Como dizia a minha avó: mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Você pode achar que é a alternativa “a”, pois depois de protetor solar geralmente se utilizaria uma vírgula. Ou então a “c”, que não possui pontuação alguma. Contudo, as orações estão adequadas. Se fosse uma questão de concurso e você ficasse na dúvida, a frase do enunciado “b” é a correta e provavelmente eliminaria sua indecisão. Afinal, perguntas indiretas não levam ponto de interrogação. Ou seja, o correto é: Preciso saber se você vai almoçar antes de sair. Questão 02: Na frase “José Daniel é um adulto”, que ponto você utilizaria? Algumas respostas possíveis: Pode ser ponto final, declarando que José Daniel é um adulto. Pode ser ponto de interrogação, com alguém questionando uma pessoa sobre a idade do homem: José Daniel é um adulto? Pode ser também ponto de exclamação, denotando surpresa ao saber que o tempo passou muito rapidamente: José Daniel é um adulto! Você ainda pode usar reticências, para uma reflexão sobre a frase: José Daniel é um adulto… Viu só como uma frase pode ter várias possibilidades, apenas pelo sinal de pontuação empregado nelas? Nunca pare de revisar esse conteúdo. Ele será essencial para que você faça uma boa prova de Português e/ou Redação no seu concurso público. O que aprendemos neste artigo Hoje nos dedicamos a estudar de maneira aprofundada os sinais de pontuação. Conhecemos cada um deles e vimos exemplos de sua utilização. Veja um resumo na tabela a seguir: SINAL DE PONTUAÇÃOFUNÇÃO Vírgula (,)Pausa pequena na frase Ponto e Vírgula (;)Pausa maior que a vírgula, mas menor que o ponto Dois pontos (:)Suspende a comunicação em frases à espera da conclusão Ponto Final (.)Pausa máxima da voz Ponto de Interrogação (?)Finaliza uma pergunta (interrogação) Ponto de Exclamação (!)Finaliza interjeições, exclamações e frases imperiosas Reticências (...)Suspende a frase, dando um tom emocional e/ou indicando continuidade Parênteses ( )Intercalam indicações na frase Travessão (–)Indica fala de personagem ou separa expressões Aspas (“ ”)Destacam uma parte do texto Colchetes ([ ])Têm a mesma função dos parênteses, mas em textos didáticos, filosóficos ou cientificos  Asterisco (*)Utilizado em notas e referências Parágrafo (§)Utilizado em códigos e leis Ao final, praticamos com exercícios e questões.
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É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos.     Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as questões relacionadas a textos.    TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR).    CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial.    INTERTEXTO -  comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO.     INTERPRETAÇÃO DE TEXTO -  o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.    Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:    1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo).    2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto.    3. COMENTAR - é relacionar  o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito.       4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo.     5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras palavras. EXEMPLO      TÍTULO DO TEXTO  PARÁFRASES   "O HOMEM UNIDO ” A INTEGRAÇÃO DO MUNDO  A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE  A UNIÃO DO HOMEM HOMEM + HOMEM = MUNDO A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA)     CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR    Fazem-se necessários:     a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática;    b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico;  OBSERVAÇÃO – na semântica  (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e antonimia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros.    c) Capacidade de observação e de síntese e     d) Capacidade de raciocínio.     INTERPRETAR   x   COMPREENDER     INTERPRETAR SIGNIFICA COMPREENDER SIGNIFICA - EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR CONCLUSÕES, DEDUZIR. - TIPOS DE ENUNCIADOS  • Através do texto, INFERE-SE que... • É possível DEDUZIR que... • O autor permite CONCLUIR que... • Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que...- INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, ATENÇÃO AO QUE REALMENTE ESTÁ ESCRITO. - TIPOS DE ENUNCIADOS: • O texto DIZ que... • É SUGERIDO pelo autor que... • De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a afirmação... • O narrador AFIRMA...     ERROS DE INTERPRETAÇÃO    É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais freqüentes são:    a) Extrapolação (viagem)  Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.    b) Redução  É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido.     c) Contradição  Não raro, o texto apresenta  ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas  e, conseqüentemente, errando a questão.     OBSERVAÇÃO -  Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de  concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais.    COESÃO  - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma conjunção  (NEXOS), ou  um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito.   OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente.   Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:    QUE (NEUTRO) - RELACIONA-SE COM QUALQUER ANTECEDENTE. MAS DEPENDE DAS CONDIÇÕES DA FRASE. QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR. QUEM (PESSOA) CUJO (POSSE) - ANTES DELE, APARECE O POSSUIDOR E DEPOIS, O OBJETO POSSUÍDO.  COMO (MODO) ONDE (LUGAR) QUANDO (TEMPO) QUANTO (MONTANTE)     EXEMPLO: Falou tudo QUANTO queria (correto) Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o demonstrativo O ).    • VÍCIOS DE LINGUAGEM – há os vícios de linguagem clássicos (BARBARISMO,  SOLECISMO,CACOFONIA...); no dia-a-dia, porém , existem expressões que são mal empregadas, e, por força desse hábito cometem-se erros graves como:    -  “ Ele correu risco de vida “, quando a verdade o risco era de morte. -  “ Senhor professor, eu lhe vi ontem “. Neste caso, o pronome correto oblíquo átono correto é O .  - “ No bar: “ME VÊ um café”. Além do erro de posição do pronome, há o mau uso
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