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ABORDAGEM CLÁSSICA

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Abordagem Clássica foi influenciada por três princípios intelectuais dominantes: Mecanicismo – se baseia na relação simples de causa-e-efeito entre dois fenômenos. Um fenômeno X é a causa de outro fenômeno Y (efeito), quando X é necessário e suficiente para que Y aconteça. Reducionismo – se baseia na crença de que todas as coisas podem ser decompostas e reduzidas a seus elementos fundamentais, simples, que constituem as suas unidades indivisíveis. Pensamento analítico – utilizado pelo reducionismo para explicar as coisas ou tentar compreendê-las melhor. A análise consiste em decompor o todo nas suas partes mais simples, que são mais facilmente solucionadas ou explicadas, para, posteriormente, agregar essas soluções ou explicações parciais em uma solução ou explicação do todo.
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Taylor – Administração Científica Preocupou-se com formas de aumentar a eficiência da produção. Começou seus estudos pelos níveis mais baixos – operários –, analisando as tarefas de cada um, decompondo seus movimentos e dividindo processos de trabalho (método cartesiano) para aperfeiçoá-los e racionalizá-los. Concluiu que um operário médio produzia muito menos do que era capaz, seja por executar “movimentos inúteis”, seja por usar ferramentas inadequadas, seja por perceber que obtinha a mesma remuneração de um colega menos produtivo. (Estudo de Tempos e Movimentos - Motion-Time Study) A partir da decomposição do trabalho em tarefas simples, da análise e de testes científicos, seria definida a melhor forma (the best way) de se realizar uma tarefa, resultando na padronização da atividade e das ferramentas para os operários. Além disso, os operários seriam escolhidos com base em suas aptidões para a tarefa e treina- dos de acordo com “the best way”. Tais funcionários seriam remunerados pela produtividade, tendo, desta forma, um incentivo para produzir mais. (Shop Management - Administração de Oficinas) Esses estudos iniciais resultaram no que ele chamou de Princípios da Supervisão Elementar: 1- Seleção científica – atribuir a cada trabalhador a tarefa (simples) mais elevada possível conforme suas aptidões pessoais. 2- Tempo padrão – a produção de cada trabalhador nunca pode ser inferior ao padrão estabelecido. 3- Incentivo salarial – atribuir tarifas diferenciadas de remuneração por unidade produzida para quem produzir acima dos padrões estabelecidos. A Administração Cientifica prega a repartição de responsabilidades, separando quem pensa de quem faz: a administração (gerência) fica com o planejamento (estudo minucioso do trabalho e estabelecimento do método) e a supervisão (controle e assistência contínua ao trabalhador durante a produção); o trabalhador fica com a execução. A visão taylorista do trabalhador como homo economicus, ou seja, um ser humano previsível, racional, egoísta e utilitarista; que otimiza suas ações após ponderar as alternativas; interessado apenas em recompensas materiais. Os quatro princípios fundamentais da administração científica são: PPCE Desenvolvimento de uma verdadeira ciência – Substituindo o critério individual do operário. (Em uma abordagem mais moderna, seria uma espécie de Planejamento) Seleção científica do trabalhador – de acordo com suas aptidões e as necessidades da tarefa. (Preparo) Instrução e treinamento científico – de acordo com o método científico. (Preparo) Cooperação íntima e cordial entre a direção e os trabalhadores – de modo que façam “juntos” o trabalho, de acordo com leis científicas desenvolvidas. (Execução e Controle) Henry Ford Seu princípio geral de organização da produção compreende o paradigma tecno- lógico, a forma de organização do trabalho e o estilo de gestão. As principais características são: Racionalização taylorista do trabalho: profunda divisão – tanto horizontal (parcelamento das tarefas) quanto vertical (separação entre concepção e execução) – e especialização do trabalho; Desenvolvimento da mecanização através de equipamentos altamente especializados; Produção em massa de bens com elevado grau de padronização; Norma fordista de salários: salários relativamente elevados e crescentes – incorporando ganhos de produtividade – para compensar o tipo de processo de trabalho predominante. Ford aperfeiçoou o sistema de linhas de montagem por meio da fabricação em série (produção em massa), com o uso de peças padronizadas e intercambiáveis. Baseou-se em três princípios: intensificação (velocidade), economicidade (diminuir estoques e variedade de peças) e produtividade (especialização e linha de montagem).
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