Zusammenfassung der Ressource
After 1800: The Beethoven Paradigm
- uma mudança crucial foi o status do
compositor
- p.206-7
- se tornaram mestre e criadores de sua arte independentes. não mais a serviço do extra-musical
- nas cidades os compositores acreditavam poder viver como indíviduos livres
- se suas composições deveria servir a alguma coisa, seria as forças do mercado urbano
- se ouvesse patronagem, ela não deveria intervir na produção artística
- a liberdade que mais importava parecia ser em relação às demandas
mundanas
- p.208-9
- autoridade para expressar "verdade elevadas". separado do ordinário, do mundo do dia-a-dia
- atitude extremas, uns agraciados pelas autoridades, outros isolados e ignorados
- Compositores nunca quiseram total separação da mundo
- compositore encontraram outra resolução quando
começaram a descrever suas músicas como ABSOLUTA ou
PROGRAMÁTICA
- as duas se embasam em termos românticos de música
autônoma, nenhuma é derivada de um serviço ou para uma
ocasião extra-musical
- MUSICAL e EXTRA-MUSICAL
- quem pode dizer o que pertence a música e o que é extramusical?
- compositores gostariam que suas música fossem puramente
musicas e religiosamente ou espiritualmente significantes ao
mesmo tempo
- passo "transcendente"
- anunciar um programa não era dar um significado impuro a música
- se o compositor descrevia a sua música como programática, o significado
era transcendente, reconciliando com as demandas formalistas
- Assim como a ópera começou a ser vista como um híbrido a partir da música
absoluta, a música de programa também em ambos os casos, com os
componentes extra-musicais não se acreditava minar a natureza essencialmente
musica das composições
- o debate sobre música absoluta e programática é
claramente complicado por sua associação com a
distinção entre musical e extra-musical
- música com um fim em si mesmo
- produtos artísticos individuais das atividades dos compositores
- em 1800 os compositores demandaram o poder de dedicar suas obras
- somente sentindo que possuiam as obras os compositores poderiam fazer pequenas coisas como dedicar
- p.227
- mudanças de dedicação e título tem um papel relativamente menor na emergência do conceito de obra
- isso rapidamente indica que eles tem direito de propriedade sobre essas obras
- durante o século XVIII o direito ficava com as casas de publicação
- em 1793 a França passou o direito para os compositores, pouco
tempo depois também o fizeram a Alemanha e a Inglaterra o
raciocínio era claro, os compositores eram os primeiros
possuidores das obras pois são eles que colocam a obra em
forma permanente
- FORMA PERMANENTE:
- uma questão de tecnologia da época
- "just when copyright laws were passed to protect
composers, a new understanding of plagiarism
acquired force enough to prevent the public
acceptance of such eventualities."
- PLÁGIO
- com o ideal de originalidade começando a regular as atividades composicionais, uma mudança correspondente
no conceito de plágio é requerida
- a ideia de originalidade se traduziu na demanda de que cada compositor deveria criar suas obras do nada
- IDEAL de ORIGINALIDADE
- o ideal de originalidade teve impacto imediato em
como os compositores viam o processo composicional
- acusações aos compositores do passado que
reaproveitavam os materiais musicais
- emergem atividades de versões
de obras pré-existentes (trascrição,
orquestração, arranjo...)
- mas o fato de que novos processos composicionais não dispensavam
totalmente o uso de materiais pré-compostos significouque novas políticas
tinha que ser decididas para determinas os limites desse uso
- se aliando com todos os outros criadores, os
compositores começaram a conceber suas
obras como produtos completos perfeitamente
formados
- a música adquiriu um tipo de intocabilidade
- não se poderia mexer na obra de um compositores
- a obra tiria uma unidade inextrincável
sublinhada de acordo com uma verdade
transcendente
- que a ideia determinante de uma obra fosse a expressão
individual inspirada de um gênio significava efetivamente
que o seu conteúdo era necessariamente elusivo, e não
sujeito a descrição mundana ou mudança
- a consequência prática é um medo de que qualquer
um que ousar mexer na obra sem cuidado pode
danificala irreparavelmente para sempre
- instruções notacionais fossem seguidas em performance
- estavam afirmanda nova autoridade
- a demanda é que o ideal de intocabilidade fosse aplicado em termos concretos
- a notação que os compositores entregavam é como a obra deve se manter
- a notação teve que passar por mudanças significantes antes dos
compositores poderem demandar que não fosse adulteradas
- durante a segunda metade do século XIX, compositores
cada vez mais puderam produzir partituras completas
que refletiriam a melhor versão, sem serem concebidas
para uma performance particular
- a necessidade de partituras totalmente específicas se
tornou urgente quando se tornou norma a música viajar
independentemente do compositor
- repetida em inúmeras performances, os estilos composicionais
se tornam mais pessoais, músicos que não tinham nenhum
- NOTAÇÃO
- desenvolvimentos na notação, sinais padronizados, a
música poderia ser preservada como uma fine art
- Intrumentação
- se tornou específica
- compositores compunham para instrumentos em
abstração, compunham para ser tocado a distância
- manuais meticulosos de instrumentação
- todas essas mundanças, mesmo a precisão notacional
seriam pouco sentidas se fossem isoladas. mas não são,
elas dependem de outras mudanças, umas pequenas, outras
grandes
- p.227
- The changes that reinforced the distinction between
composers and performers were more important
- this distinction clearly demarcated, musicians could in turn separate a work from its performance.
- há diversas afirmações do começo do XIX que mostram a
composição de obras com desconsideração por suas performances
- p.230
- porém, a composição não pode ignorar totalmente a performance
- tem que ser tocada para ser uma obra de arte
- WERKTREU e TEXTTREUE
- emerge para capturar a nova relação entre obra e performance assim como
entre performer e compositor (performance / performer subserviente à (ao) obra
/ compositor)
- os compositores tem a responsabilidade de produzir obras performáveis
- os performes devem mostrar fidelidade à obra do compositor
- assim o efetivo sinônimo no mundo musical de WERKTREUE e
TEXTTREUE: ser verdadeiro a obra é ser verdade a sua partitura
- performers deveriam toca a obra de acordo com seus aspectos estruturais expressivos
- havia espaço para interpretação, mas não tanto que alterasse o significado da obra
- finalmente se decidiu que o WERKTREUE é mais satisfatório se é atingida completa transparência
- performances sob o ideal de Werktreue geraram tensão própria
- Surge a prática dos virtuoses para atender as
demandas de expressividade do instrumentista
- essa prática era baseada na ideia de que o performer poderia produzir performances extemporizadas livres
e espontâneas se não poderia fazer isso, compunha ou comissionava-se obras para esse fim de virtuoso
- essa prática era defendida como sendo inspiracional e garantindo
acesso imediato ao música ao mundo da verdade transcendente
- no início do XIX a extemporização não era vista como uma maneira
própria de composição, era mais como um "charlatanismo" espetáculo
circense
- Liszt foi amplamente responsável pela introdução do nome dos performers no programa de concerto,
antes não era usualmente mencionado se não fosse o próprio compositor tocando
- a noção de uma composição não ser possível de tocar só é possível com essa separação
- p.228
- desenvolvimente das leis de copyright e publicação ajudara a
"institucionalizar" obras como commodities separados da performance
- desenvolvimentos na notação ajudou a livrar os compositores de se involver em performance
- desinteresse estratégico do compositor em performance
- ex. Arnold Schoenberg: a música não deveria ser tocada se é pra perder parte de sua essência
- os compositores supostamente tinham o direito de que suas decisões fossem respeitadas
- ainda assim, suas decisões nem sempre eram respeitadas
- escapes para um mundo que assegurasse que as obras não seriam mexidas
- Sociedades de performance, EXEMPLOS
- colaboração?
- REGENTE
- também mudou durante o século XIX para acomodar a demanda das performances fiéis às obras
- padronização da regência do tempo, pulso silencioso, demandas de
interpretar e expressar obras na performance
- não mais só uma questão de marcar o tempo, mas interpretar
- a emergência do regente está relacionada a toda a mudança, tem muita
relação com a emancipação da música instrumental e suas necessidades
- a posição dos regentes, assim como dos performer, não era fácil, subservientes aos compositores e
suas obras, sofriam muitas pressões políticas e estéticas.
- OUVINTE
- a transparência era exigida também da audiência, além do performer e do regente
- deveria ser silenciosa, para se ouvir a verdade e a beleza da obra
- para isso era necessário o local adequado, com essa ideia, começaram a construir as
salas de concerto, dedicadas como monumentos para a performance musical
- SALAS DE CONCERTO
- a construção de salas de concerto também mudou o estilo e os procedimentos dos concertos
- Liszt era um dos instrumentistas mais importantes, a ele é atribuido a intrudução do
termo "RECITAL" em um concerto em 1840 em Londres
- Liszt foi amplamente responsável pela introdução do nome dos performers no
programa de concerto, antes não era usualmente mencionado se não fosse o
próprio compositor tocando
- uma grande diferença entre os programas antigos e atuais era que as obras eram
tocadas do início ao fim sem grandes interrupções (ex. de Mendelsohn que solicitou isso)
- a duração dos concertos diminui para acomodar a atenção dos ouvintes.
antigamente a quantidade de música dependia da atividade extra-musical
- os programas escritos começaram a adquirir o pradrão moderno, obras,
compositores e performers como informação principal
- as notas adicionais vinham ajudar a audiência a adotar uma atitude estética apropriada
- nessas construções, como nos museus privados ou sociedade, a audiência
começou a aprender a ouvir não somente a música, mas cada obra em particular
- a audiência parou de participar como fazia antes; um público mais
atento fazia parte do novo ideal de música "civilizada"
- demorou anos depois da primeira sala de concerto até a audiência
aprender a se comportar, se isso aconteceu de forma geral
- O CRÍTICO
- a nova forma de crítica musical, que veio a ser chamada de análise
possibilitava olhar uma obra separadamente das outras do compositor
- noções de unidade interna, forma, conteúdo, nova linguagem de apreciação ou desaprovação
- Weber, como as questões imperfeitas do mundo mundo colocavam em risco a avaliação das obras
- p.238
- TEORIA e HISTÓRIA
- Biografias de compositores começaram a ser produzidas.
- Um novo tipo de história da música começou a ser escrita, pela primeira vez a história
da música se concentrou em "grandes nomes" e "obras primas"
- livros antigos ofereciam a história de funções musicais, usos e estilos
- também ouve um crescimento na produção de revistas de música
- eles eram devotados em maior parte, se não exclusivamente, a produção mainstream de obras instrumentais
de larga escala, em oposição a música coral e operística, mais dominante nos tempos anteriores