Zusammenfassung der Ressource
Doenças Dermatológicas Fúngicas
- Ceratofitoses
- Classificação
- • Pitiríase
Versicolor
- Definição
- A pitiríase versicolor (PV) é uma doença de distribuição universal; Essa preferência
relaciona-se com uma maior atividade hormonal a partir da adolescência e,
consequentemente, da maior oleosidade da pele. É causada por fungos do gênero
Malassezia, a classificação taxonômica atual engloba nove espécies.
- Epidemiologia
- Ocorrência universal e muito comum, tem maior prevalência em regiões de clima quente e
úmido. Compromete adultos de ambos os sexos, sendo menos frequente em crianças e
idosos. Esta distribuição se deve à característica da M. furfur ser uma levedura lipofílica e
ao aumento dos lipídeos que ocorre pós--puberdade e diminui no idoso.
- Fatores de Risco
- Característica da Lesão
- As lesões são inicialmente arredondadas, pois surgem a partir da estrutura pilossebácea (em
função da lipofilia do agente); no entanto, podem confluir, tornando difícil, por vezes,
diferenciar a pele sadia da pele acometida. Em geral, as lesões são hipocrômicas
descamativas, mas podem ser hipercrômicas ou eritematosas, daí o nome versicolor. Alguns
pacientes referem prurido, sobretudo após exposição solar, quando então são eritematosas.
- Diagnóstico
- Clínico. Exame de Zirelli +. O diagnóstico de PV é confirmado pelo exame direto. A coleta pode
ser feita com fita gomada ou por raspagem (Exame em luz de Wood). Caracteristicamente na
PV, são observadas hifas curtas, curvas e largas e elementos leveduriformes arredondados
(blastoconídios) agrupados em forma de cacho de uva ou apresentando aspecto de “espaguete
com almôndegas” ao microscópio óptico. A cultura é pouco usada com finalidade diagnóstica.
- Diagnóstico Diferencial
- Pitiríase Alba e Vitiligo
- Tratamento
- O tratamento pode ser feito com sulfeto de selênio a 2,5%, propilenoglicol a 50%, cetoconazol a 2% ou
outros derivados imidazólicos, como soluções hidroalcoólicas ou xampus com associações de antifúngicos
imidazólicos, piritionato de zinco a 2,5%, ácido salicílico e LCD por 10 a 20 dias. Em geral, recomenda-se novo
tratamento com associação do tratamento tópico com o oral cerca de 2 meses após, a fim de evitar
recidivas, que são frequentes. Limpeza mecânica com buchas de banho para retirada superficial.
- • Tínea Nigra
(Ceratofitose Negra)
- Definição
- Produzida principalmente pela Hortaea werneckii ou Phaeoanellomycis
werneckii (antigamente Exophiala werneckii, Phaeoanellomycis werneckii ou
Cladosporium werneckii), mas também pela Stenella araguata. Ocorre mais
comumente em crianças do sexo feminino, nas zonas tropicais e subtropicais.
- Característica da Lesão
- Período de incubação 10-15 dias > mácula ou placa única, bem delimitada, de coloração que
varia de marrom a cinza ou esverdeada, que pode ser aveludada ou apresentar escamas
delicadas. Em geral não há sintomas associados (prurido) e nenhum fator predisponente é
identificado. Apesar de ser mais observada nas palmas das mãos, a tinea nigra também
aparece em regiões plantares, pescoço e tronco. Ainda que as lesões palmoplantares
lembrem nevos melanocíticos adquiridos, as lesões de tinha negra costumam ser maiores,
mais claras e não apresentam as estriações lineares típicas dos nevos.
- Diagnóstico
- Clínico + Dermatoscopia. • Dermatoscopia:
visualização de espículas finas, superficiais e
pigmentadas com aspecto reticulado
- Diagnóstico Diferencial
- Melanoma extensivo superficial,
fitofotodermatite, melanose, eritema
pigmentar fixo e púrpura do atleta
- Tratamento
- • Ceratolíticos •
Antifúngicos tópicos
- Tínea Branca
- Candidíase
- Definição
- Micose produzida essencialmente pela Candida albicans
(70-80%) comprometendo, isolada ou conjuntamente,
mucosas, pele e unhas e, raramente, outros órgãos
- Diagnóstico
- Exame micológico direto: achado de hifas finas ou, mais caracteristicamente, pseudo-hifas • Cultura:
ágar Sabouraud com antibiótico, crescem colônias cremosas e brancacentas em 2 a 5 dias. A
diferenciação entre as espécies é realizada por meio de provas bioquímicas, morfologia e mais
recentemente por PCR e ELISA, porém não são necessárias ao diagnóstico.
- Tratamento
- Paroníquia e intertrigo: fluconazol ou itraconazol oral complementando com
terapia tópica antifúngica com derivados azólicos, nistatina 100.000 UI creme,
timol a 4% em clorofórmio por 2 a 3 meses para prevenir recidivas
- Característica da Lesão
- Candidíase intertriginosa atinge dobras naturais – lesões erosivas, fissurais,
úmidas, com induto esbranquiçado, pruriginoso + lesões satélites
arredondadas, eritematoescamosas ou também por pústulas bacterianas
- Fatores de Risco
- Diabetes Mellitus, Obesidade, Tratamento prolongado com
antibiótico, pacientes acamados
- Micoses Profundas
- Grupamento
PLECT
- Esporotricose
- Definição
- Esporotricose é uma infecção subaguda ou crônica, causada por um fungo
dimórfico denominado Sporothrix schenckii. A maioria dos casos envolve
primariamente a pele e, eventualmente, mucosas e órgãos internos (pulmão
e vísceras). A disseminação para outros órgãos e tecidos – como ossos,
músculos e articulações – ocorre em pacientes imunodeprimidos.
- Diagnóstico
- Baseia-se fundamentalmente no isolamento do fungo a partir de um fragmento do tecido ou do
exsudato da lesão. Esses materiais são cultivados em ágar Sabouraud e num intervalo de 5 a 21 dias
observamos o crescimento do fungo. O exame direto geralmente é negativo.
- Exame histopatológico: observa-se a formação de granuloma na derme. Raramente observamos
elementos fúngicos como os esporos com formato de charuto ou arredondados. Pode ocorrer
depósito de anticorpos ao redor das estruturas fúngicas gerando o achado histopatológico conhecido
como corpúsculo asteroide. Quanto mais antiga for a lesão, mais difícil será encontrar o fungo.
- Diagnóstico Diferencial
- As demais micoses do grupamento PLECT.
- Tratamento
- • Iodeto de potássio 20,0g VO em água destilada qsp 20ml – no adulto: 0,5 a 6 g/dia (10 gotas=0,5g), 4- 8 semaas e
manutenção por 1-2 meses • Itraconazol: 100 a 400 mg/dia em 1 ou 2 tomadas por via oral, até a cura clínica;
crianças: 5 mg/kg/dia • Fluconazol: 400 mg/dia durante 3 a 6 meses é uma alternativa para os tipos resistentes •
Anfotericina B: tipos sistêmicos graves (0,5 a 1,0 mg/kg/dia) • Esporotriquina /(vacina) intradérmica a cada 10 dias:
ação nas formas localizadas • Terbinafina 250 mg/dia é uma opção eficaz, segura
- Epidemiologia
- É universal, embora apresente maior ocorrência nos climas
tropical e subtropical. É a micose subcutânea de maior
prevalência. Ocorria, com maior frequência, entre jardineiros e
empalhadores; portanto, pode ser vista como doença profissional.
- Classificação
- Forma cutâneolinfática
- É a mais comum (cerca de 70% dos casos); a lesão inicial (cancro de inoculação) pode ser
pápula, nódulo/goma que ulcera, surgindo então novos nódulos/gomas ao longo de um
ou até mesmo mais de um trajeto linfático até a cadeia ganglionar regional (cordão
linfangítico centrípeto); pode ocorrer adenopatia regional discreta. Localiza-se
preferencialmente nos membros superiores nos adultos e na face de crianças
- Forma cutânea localizada
- Lesão papulosa ou nodulosa que frequentemente evolui com ulceração e eliminação
de exsudato purulento. Ocorre mais amiúde na face, podendo acontecer na
mucosa orofaríngea. É caracterizada por NÃO haver linfangite, permanecendo como
lesão localizada, de crescimento centrífugo, por continuidade e limitado,
denotando, talvez, uma boa resposta imunológica do tipo celular.
- Forma disseminada
- Pode ser cutânea ou sistêmica e está sempre associada a algum tipo de imunodepressão (AIDS, alcoolismo, terapias
imunossupressoras etc.). Ambas decorrem de inoculação, ingestão ou inalação do S. schenckii; a primeira com lesões
papulopustulofoliculocrostosas, placas ou úlceras em qualquer parte do tegumento por disseminação hematogênica e
com cultura positiva para o S. schenckii em cada lesão. Apesar da disseminação de lesões, em geral, é assintomática. A
forma disseminada sistêmica caracteriza-se por 2 ou mais sistemas acometidos (os principais: SNC, pulmão,
osteoarticular, medula óssea), com cultura positiva, além da ocorrência de febre e comprometimento do estado geral.
- Formas extracutâneas
- O paciente, em geral imunodeprimido, ingere ou inala o fungo e, por disseminação hematogênica, este pode acometer diversos órgãos internos.
A forma de maior importância clínica, devido a sua prevalência, é o subtipo osteoarticular, caracterizado por uma mono ou oligoartrite
destrutiva, envolvendo as articulações dos cotovelos, tornozelos, joelhos e punhos (estes dois últimos os mais frequentes), além de osteolite e
periostite. Outras formas de agressão a um único órgão e/ou vários órgãos são descritas, entre eles: pulmões (lesão cavitária), rins (nefrite),
meningite, fígado, baço, pâncreas, glândula mamária, tireóide, testículos, epidídimo, músculos e sistema nervoso central (meningite).
- Paraciccudioidmicose
- Definição
- A paracoccidioidomicose tem diferentes aspectos clínicos, com prognósticos variados. Em muitos
pacientes, a doença pulmonar primária é de subclínica a leve. Quando ocorre a doença disseminada
progressiva, envolvimento mucocutâneo é muitas vezes observado.
- Característica da Lesão
- As lesões são frequentemente dolorosas e ulcerativas ou verrucosas; são encontradas na face e nas
mucosas nasal e oral. As ulcerações são referidas como “estomatite moriforme”. Pode ocorrer
disseminação linfangítica, resultando em linfadenopatia cervical.
- Diagnóstico
- Exame direto: coloração Giemsa; “fungo do Mickey” • Histopatológico • Testes imunológicos, Cultura.
- Tratamento
- Sulfametoxazol-trimetoprim: ataque, 2 meses: sulfametoxazol 2.400 mg e trimetoprim 480 mg/dia, e
depois manutenção reduzindo a dose para: sulfametoxazol 1.600 mg e trimetoprim 320 mg/dia por 22
meses;
- Itraconazol (droga de escolha na maioria dos casos), na dose de ataque de 200 mg/dia durante 1-2
meses e manutenção com 100 mg/dia;
- Sulfametoxazol-trimetropim, na dose de ataque de 800/160 mg de 8/8h por 4 semanas seguido de
800/160 mg de 12/12h;
- Anfotericina B, para casos graves, 0,5-2 mg/ kg/dia ou em dias alternados, não ultrapassando a dose
diária de 50 mg. Após ser atingida a dose acumulada de 1,5-2 g deve-se iniciar o tratamento de
manutenção com uma das outras drogas.
- A duração clássica do tratamento é de 6-12 meses. Mais recentemente vem sendo utilizado o critério
de melhora clínico-sorológica para a interrupção do tratamento. Os pacientes deverão ser
acompanhados por pelo menos dois anos, com exames clínicos, radiológicos e sorológicos após o
tratamento.
- Classificação
- Mucocutânea Primária
- Tem distribuição intraoral e perioral devido ao trauma com gravetos e folhas contaminadas — o ato
de mascar folhas. Observam-se geralmente lesões granulomatosas
- Cutânea Primária
- Pode ocorrer por inoculação direta da pele, resultando no desenvolvimento de uma pápula verrucosa,
placa ou ulceração cutânea.
- Quadro Clínico
- A classificação clínica da paracoccidioidomicose é dividida em 4 grandes grupos: infecção, sem lesões clínicas; crônica do adulto,
resultante da reativação de um foco latente de infecção, podendo ser unifocal (acometimento de um único órgão) ou multifocal
(acometimento de vários órgãos); aguda ou subaguda juvenil; e cicatricial, que corresponde a pacientes tratados, com cicatrizes. A
classificação crônica do adulto manifesta-se após longo período de incubação, podendo chegar a anos. O principal órgão acometido
é o pulmão (80 a 90%). Podem ocorrer lesões nas mucosas oral e nasal, laringe, suprarrenais, pele, SNC, intestinos e sistema
esquelético. Na classificação juvenil, ocorre comprometimento predominantemente do sistema reticuloendotelial.
- Diagnóstico diferencial
- Pb-micose juvenil: linfomas, tuberculose, leishmaniose visceral; -Pb-micose adulto: lesões mucosas podem surgir na
leishmaniose tegumentar americana, tuberculose e sífilis; lesões simulando carcinomas espinocelulares também
foram descritas; as lesões da pele podem ser diferenciadas da leishmaniose tegumentar, da esporotricose,
tuberculose e histoplasmose quando localizadas e de vasculites, sífilis secundária e linfomas quando disseminadas
- Cromomicose
- Definição
- É uma infecção fúngica, crônica, polimórfica, da pele e do tecido
celular subcutâneo, causada por várias espécies de fungos
demáceos (que produzem pigmento escuro), cujas formas
parasitárias são denominadas corpos escleróticos, acastanhados ou
fumagoides.
- Características das
Lesões
- O aspecto inicial da lesão pode ser papular ou verruciforme, as verrugas
podendo ser planas, crostosas, pediculadas ou não. Com a evolução da
micose, conforme descrevemos na patogenia da doença, as lesões cutâneas
tomam os mais diversos aspectos dermatológicos: nodular, verrucoso,
sarcóide, tuberculóide, sifilóide, psoriásico, elefantiásico, eczematóide, o
que significa que pode confundir com outras doenças de pele.
- Diagnóstico
- Exame Direto Feito nas crostas. A preparação, quando aquecida, torna possível a
visualização mais rápida Cultura meios de ágar-Czapek-Dox, ágar-Sabouraud-glicose e
ágar-Mycosel à temperatura ambiente e a 37°C; O exame micológico direto em KOH 10% (de
raspado da lesão) é o meio mais simples de chegar ao diagnóstico. A cultura permite
determinar a espécie envolvida para fins acadêmicos, já que não influencia o tratamento
Exame histopatológico A epiderme mostra hiperplasia pseudoepiteliomatosa característica;
na derme, visualizam-se processo inflamatório misto granulomatoso e supurativo
- Tratamento
- Eletrocoagulação de lesões pequenas e iniciais; remoção cirúrgica de lesões vegetantes Termoterapia
local Itraconazol 100 a 200mg/dia 12 a 24 meses anfotericina B 1 mg/kg, 3 vezes/semana IV, dose total
1.750 mg + 5-fluorocitosina VO; criocirurgia, aplicação de nitrogênio líquido com ponteiras do tipo
cone-spray durante 90” a 240”/2 ciclos a cada 21 dias, 2 a 13 sessões são todos métodos úteis
Terbinafina 250 a 500mg/dia+itraconazol 200 a 400mg/dia
- Etiopatogenia