05- Filosofia clássica: Platão

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Ana Castro
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Resumen del Recurso

Diapositiva 1

    Platão
    Discípulo de Sócrates, Atenas (cerca de 428-347 a.C.) Livro: Após a guerra do Peloponeso, foi estabelecida uma oligarquia em Atenas antes de reestabelecer a democracia. Sua filosofia pode ser vista como uma resposta ao fracasso e à decadência da democracia ateniense, para ele, cheia de demagogos, que fugiram da justiça e governavam por seus interesses. Após esse acontecimento, Platão viajou para o Egito, a Itália e a Sicília. Difundiu os conhecimentos filosóficos pela Grécia e fundou a Academia (que ganhava esse nome por se reunir no Jardim de Academo), escola onde se estudava filosofia e se praticava ginástica.

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    Dualismo platônico – Teoria da ideias
    Existe dois mundos, o inteligível (das formas ou das ideias) e o sensível (concreto, material). Sendo o primeiro, o mundo que apresenta os conhecimentos inatos, isto é, formas ou ideias que nasceram conosco, o conhecimento prévio, priori. Os objetos do mundo comum se organizam conforme as ideias e formas primordiais, mas não conseguem revelar suas plenitudes, são imitações imperfeitas das que estão no inteligível. Já no mundo sensível, o conhecimento vem dos sentidos (tato, olfato...), que são falhos.  Assim, para Platão, esse conhecimento é doxa, opinião. Exemplo, nenhum objeto que vemos e sentimos é uma cópia fidedigna ao que está no mundo inteligível, são representações.

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    Teoria da reminiscências
    A alma veio do mundo inteligível, ela tem o conhecimento perfeito, mas quando se fixa no corpo, o conhecimento é esquecido, assim, quando buscamos a verdade, buscamos relembrar o conhecimento do mundo inteligível. Livro: Segundo Platão, atingir o conhecimento implica converter o sensível ao inteligível – ou seja, despertar, reviver e relembrar esse conhecimento esquecido. Dessa forma, a alma se liberta das aparências para se abrir ao conhecimento das ideias verdadeiras.

Diapositiva 4

    Alma
    O corpo é finito e limitado, a alma é infinita e imortal, dividida em 3 partes: -apetitiva: busca pela sobrevivência -irascível: responsável pelos sentimentos -racional: parte superior, responsável pelo conhecimento; e, ao contrário de Sócrates, Platão diz que nem todo mundo consegue atingir o mundo inteligível, por isso ele saiu da praça pública e foi para a Academia.

Diapositiva 5

    Platão fala sobre graus de conhecimento, etapas que deveriam ser passadas para atingir o conhecimento. Nessa teoria tem-se a definição de algo, isto é, uma descrição que torna aquele objeto único, não permitindo que fosse confundido com nenhuma outra coisa, assim, se conheceria a essência do objeto. Só podemos chegar a essência pois já a conhecemos, essa ideia já está dentro de nós no mundo inteligível.  
    graus de conhecimento

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    Para Platão, todos devem procurar o desconhecido, enfrentar o processo para sair da ignorância, percorrer o caminho das descobertas até atingir o estágio no qual se está pronto para contemplar e compreender a verdade, o método usado deve ser o diálogo. O homem passa da experiência e opinião para o mundo das ideias somente pelo intelecto. Não devemos desprezar os conhecimentos obtidos pelos sentidos, mas não podemos nos apoiar somente neles, é necessário partir dos sentidos e opiniões para chegar a verdade, e isso deve ser feito por meio do diálogo/dialética.

Diapositiva 7

    Tem a tese, a antítese e a síntese, que une um pouco de cada uma. Ex.: tem a liberdade, a opressão e a síntese entre eles é criar leis.   Livro: Platão recorre à dialética, essencialmente dialógica. Para Platão, o diálogo é a melhor maneira de buscar a verdade e o único meio de chegarmos ao consenso. Em seus livros mais famosos há conversas entre Sócrates e seus amigos sobre justiça, amor, virtude etc.
    Dialética

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    Mundo ideal para Platão
    “Enquanto os filósofos não forem reis, ou os reis não tiverem o poder da filosofia, as cidades jamais deixarão de sofrer.” Livro: Platão também formulou ideias no campo político, apontando como forma ideal um governo conduzido e dominado por filósofos – os mais sábios deveriam governar. No Estado ideal, todas as pessoas, ricas ou pobres, filhos de militares, trabalhadores ou governantes, homens ou mulheres, deveriam estudar desde crianças e fazer diversos testes. Aquelas que fossem deixadas para trás no teste, iam sendo agricultores, comerciantes, militares, e assim por diante. Os homens que passassem em todos os testes, aos 50 anos, estariam prontos para governar, automaticamente, sem nenhuma eleição. Platão diz que a cidade tem 3 classes, a econômica, a militar e a legislativa. A última é a que deve governar e para isso deve ser formada por pessoas que estudassem a ciência política, e que teriam percorrido o caminho do conhecimento até encontrar a ideia de justiça e virtude, que atingisse a alma racional. As outras classes não deveriam se envolver, pois daí surgiria a injustiça, pois a classe econômica degrada a política pela corrupção e a militar, pelo medo. Assim, o sistema ideal para Platão não é a democracia.

Diapositiva 9

    Assim como Sócrates, Platão luta contra os sofistas, que manipulam as palavras para atingir seus objetivos, e que alteram as aparências das coisas para dizer o que o homem quer escutar. Para Platão, a filosofia que deve procurar a verdade que nem todos estão dispostos a encarar. O político deve estar preocupado com a justiça, virtude, ética, e, assim, não poderiam ser educados por sofistas que estão preocupados com si mesmo e não com a verdade.
    Sofistas

Diapositiva 10

    Mito da caverna
    Livro: Platão expõe em A República o mito da caverna.  A alegoria começa com algumas pessoas no interior de uma caverna, acorrentadas no pescoço e nos pés desde a infância. Elas não conseguem ver a saída da caverna, apenas sombras de figuras humanas que estão do lado de fora, projetadas por uma fogueira de maneira que ficam gigantes e estranhas. Como essas pessoas vivem na caverna desde que nasceram, acham que as sombras são a única coisa que existe. Nada sabem sobre a luz, sobre a fogueira ou sobre o que há fora da caverna. Porém, em determinado momento, um habitante da caverna se livra das correntes. Nesse instante, começa a indagar de onde vêm as sombras e, assim, sai da caverna. A luz do sol, de início, ofusca seus olhos e o assusta. Em seguida, seus olhos se adequam à luz do sol, e ele vê o mundo, colorido e bonito, e percebe que as sombras da caverna são apenas imitação barata do verdadeiro mundo. Feliz, o homem, lamentando a sorte de seus companheiros presos, volta à caverna e conta o que viu. Os habitantes da caverna não acreditam nele, dizem que tudo o que existe são as sombras, e, por fim, o matam.

Diapositiva 11

    Explicação do mito da caverna
    A caverna é uma alegoria ao modo que os homens permanecem antes da filosofia, tal como sua subida ao mundo superior. O homem comum, prisioneiro de hábitos, preconceitos, costumes e práticas que adquiriu desde a infância, é um homem que está na caverna, e só consegue enxergar as coisas de maneira parcial, limitada, incompleta e distorcida, como “sombras”. Na caverna, só veriam as sombras, ou seja, estariam presos nas correntes da ignorância, não entendendo o mundo em que vivem. A caverna representa, portanto, o domínio da opinião (doxos). A partir da filosofia, o homem buscaria compreender o mundo, se libertaria das correntes e sairia da escuridão da caverna, tomando contato com a luz do sol, que é a representação da verdade do mundo das Ideias.  

Diapositiva 12

    Explicação do mito da caverna
    Por que o homem iria querer sair das sombras, sendo que tal processo é doloroso? No diálogo Fedro, Platão nos lembra que há, na alma humana, um conflito entre a força do hábito, que faz com que o prisioneiro se sinta confortável em sua situação familiar, e a força do eros, quer dizer, a curiosidade, o impulso, que o estimula para fora, para buscar algo além de si mesmo. Ir para fora da caverna da ignorância, do preconceito, da preguiça, enfim, sair da caverna da aparência rumo ao mundo exterior, onde está a verdade.

Diapositiva 13

    Explicação do mito da caverna
    Ao decidir ir em direção da saída da caverna, o humano estaria decidindo iniciar sua jornada filosófica em busca da verdade; para se livrar das correntes, ele usa a dialética, e a caminhada para fora da caverna é dolorosa, pois seu corpo estava sendo usado pela primeira vez, e isso simboliza a dificuldade enfrentada na busca pela verdade; a volta do humano para a caverna para contar o que viu é o desejo de cativar o próximo a buscar a verdade. As sombras também podem ser sombras de objetos que as pessoas carregam, e isso mostra que as pessoas podem manipular o que os prisioneiros do mundo sensível veem, assim, os humanos são manipulados  por não terem o conhecimento verdadeiro. 

Diapositiva 14

Diapositiva 15

    Platão hoje
    Livro: As referências a Platão continuam intensas nos dias de hoje. Filmes como Matrix se utilizam do mito da caverna para pensar sobre a possibilidade de vivermos numa ilusão. Seriados como Blackmirror abordam a possibilidade de, no mundo digital, criarmos novas “cavernas” (nas redes sociais ou celulares, por exemplo), e, assim, nos enclausurarmos em falseamentos da realidade.

Diapositiva 16

    Interpretações da obra platônica
    Platão deixou uma vasta obra, além delas, vemos Platão sendo interpretado de várias formas por quem veio após eles. Aristóteles fala da filosofia platônica que busca estabelecer a diferença entre aparência e essência. Plotino (+- 200 aC) mostra um Platão preocupado em afirmar que o bem cria todas as coisas, e interpreta a filosofia de modo a estabelecer princípios superiores e divinos, em que o sábio deve ser aquele que busca compreender e contemplar o Uno. O cristianismo usa Plotino para interpretar Platão como o "precursor" do cristianismo.

Diapositiva 17

    Amor platônico
    É uma invenção, um relacionamento que existe apenas no mundo das ideias, e portanto, é perfeito, tudo funciona exatamente como como você quer, sem surpresas e sem decepções.

Diapositiva 18

    Heráclito e Parmênides
    Havia um conflito entre Heráclito e Parmênides, e Platão sintetizou o pensamento dos dois. Ele criticou ambos e também pegou conhecimento de ambos para elaborar a síntese: livro: há um fluxo interminável de coisas que sempre mudam (Heráclito), imperfeitas, mas que são apenas um reflexo de um mundo verdadeiramente real onde nada muda, onde tudo é, onde a verdade tem sua morada (Parmênides), onde há as coisas verdadeiras, e portanto, perfeitas,  e como a verdade é imutável e eterna, daí vem o viés de Parmênides.
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