Ensinar, Aprender, Apreender e Processos de Ensinagem

Descripción

Mapa Mental sobre Ensinar, Aprender, Apreender e Processos de Ensinagem, creado por Dandara da Silva el 10/06/2021.
Dandara da Silva
Mapa Mental por Dandara da Silva, actualizado hace más de 1 año
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Resumen del Recurso

Ensinar, Aprender, Apreender e Processos de Ensinagem
  1. Ensinar
    1. O verbo ensinar, do latim insugnare, significa marcar com um sinal, que deveria ser de vida, busca e despertar para o conhecimento.
      1. Muitas vezes consideradas e executadas como ações disjuntas.
        1. Ocorre em virtude da ideia de que ensinar é apresentar ou explicar o conteúdo numa exposição.
        2. No modo verbal, ensinar contém, em si, duas dimensões: uma utilização intencional e uma de resultado.
          1. Em suma, é a intenção de ensinar e a efetivação dessa meta pretendida.
        3. Elementos básicos de discussão da ação docente refere-se ao ensinar, ao aprender e ao apreender.
        4. Aprender e Apreender
          1. O apreender, do latim apprehendere, significa segurar, prender, pegar, assimilar mentalmente, entender, compreender, agarrar.
            1. Para apreender é preciso agir, exercitar-se, informar-se, tomar para si, apropriar-se, entre outros fatores.
            2. O verbo aprender, derivado de apreender por síncope, significa tomar conhecimento, reter na memória mediante estudo, receber a informação de…
              1. Para além do simples repasse da informação, é preciso se reorganizar, superando o aprender, que tem se resumido em processo de memorização, na direção do apreender, segurar, apropriar, agarrar, prender, pegar, assimilar mentalmente, entender e compreender.
                1. O assistir ou dar aulas precisa ser substituído pela ação conjunta do fazer aulas.
                2. Ensinagem
                  1. Pode-se considerar a ensinagem como desafio a uma ação docente inovadora e comprometida.
                    1. O processo de ensinagem se efetivará por intermédio da parceria dos professores entre si com os alunos, numa nova aventura do ensinar e apreender, do saborear na sala de aula. É uma amalgama.
                      1. Nesse fazer aulas é que surgem as necessárias formas de atuação do professor com o aluno sobre o objeto de estudo e a definição, escolha e efetivação de estratégias diferenciadas que facilitem esse novo fazer.
                        1. Empregado para indicar uma prática social complexa efetivada entre os sujeitos: professor e aluno.
                          1. Objetiva englobar tanto a ação de ensinar quanto a de apreender, em um processo contratual, de parceria estabelecida e consciente para o enfrentamento na construção do conhecimento escolar, decorrente de ações efetivadas na sala de aula e fora dela.
                          2. Para esta proposta atual, no processo de ensinagem, a ação de ensinar era diretamente relacionada à ação de apreender, tendo como meta a apropriação tanto do conteúdo quanto do processo.
                            1. As orientações pedagógicas não se referem mais a passos a serem seguidos, mas a momentos a serem construídos pelos sujeitos em ação, respeitando sempre o movimento do pensamento.
                            2. A mediação docente é de fundamental importância ao passo que prepara e dirige as atividades e as ações necessárias e buscadas nas estratégias selecionadas.
                              1. Esse processo encaminha os e as discentes ao desenvolvimento de processos de mobilização, construção e elaboração da síntese do conhecimento.
                                1. Situamos, assim, as estratégias como ferramentas de trabalho, definidas pelos docentes e/ou pelo contrato didático, estabelecido no início do ano ou semestre, fase, módulo, etc.
                              2. O Movimento e o Método Dialético
                                1. A lógica dialética considera que, além dos princípios de identidade e negação, na base do processo de construção do conhecimento estão os princípios de movimento, contradição, existência de uma visão inicial e sincrética trazido pelo aluno e de uma possibilidade de análise intencional e sistemática.
                                  1. E esse processo visa à construção de sínteses, sempre provisórias, a serem efetivadas no processo do pensar humano, em ação conjunta de alunos e professores.
                                    1. Se os elementos da lógica formal devem ser superados pelas contribuições da lógica dialética, por incorporação e não por rejeição, também o serão na construção da didática necessária em sala de aula, hoje, na universidade.
                                    2. O processo de reflexão sistemática mediatiza a apreensão da realidade.
                                      1. Esse ato deve se considerar que o momento de chegada ao símbolo, proposto como passo final no ensino tradicional, se torna o momento intermediário do processo de apreensão via dialética.
                                      2. Se a ciência é buscada e explicitada por uma teoria fiolosófica e se o conhecimento gerado é derivado dela, é preciso que essa lógica seja clara.
                                        1. Ela vai fundamentar e direcionar o conteúdo que, por sua vez, irá interferir na organização ou na forma de apropriação do conhecimento.
                                      3. As Operações de Pensamento
                                        1. Trata-se dos comportamentos que dificultam o pensar.
                                          1. Pode-se citar a impulsividade, a excessiva dependência em relação ao professor, a incapacidade para concentrar-se, a incapacidade para ver o significado, os processos de rigidez e inflexibilidade de comportamento, além da falta de disposição para pensar.
                                            1. São elementos que interferem nas novas formas de organizar o processo de ensinagem.
                                          2. As operações estão também presentes nas ações que operacionalizamos com os alunos, nos três momentos propostos na metodologia dialética.
                                            1. Que são: mobilização, construção e elaboração da síntese do conhecimento, visando ao conhecimento da visão inicial ou sincrética, à efetivação da análise e à busca de uma síntese qualitativamente superior.
                                            2. É preciso ter uma maior clareza da complexidade das operações e a intencionalidade de desafiarmos progressivamente nossos alunos na direção da construção do pensamento cada vez mais complexo, integrativo e flexibilizado.
                                              1. Essa etapa é importante, pois será impossível prever até onde chegaremos nos processos de ensinagem.
                                              2. É essencial o processo de análise, realizado em aula, com a mediação do professor, que deliberadamente planeja, propõe e coordena estratégias compostas por suas ações e dos alunos.
                                                1. Requer, por parte dos estudantes, um processo de apropriação ativa e consciente dos conhecimentos, dos fundamentos das ciências e de sua aplicação prática.
                                                  1. Aqui, objetiva-se à superação da visão sincrética inicial por percepções, visões e ações cada vez mais elaboradas.
                                                  2. A ação de ensinar não pode se limitar à simples exposição dos conteúdos, incluindo necessariamente um resultado bem-sucedido daquilo que se pretende fazer, no caso a apropriação do objeto de estudo.
                                                    1. Muitas vezes, por desconhecimento, não refletimos sobre os desafios contidos nas diversas atividades propostas aos alunos.
                                                      1. Quando nos debruçamos sobre qualquer aprendizado, para além da simples memorização, todos nós efetivamos várias dessas operações de pensamento.
                                                        1. Encontra-se o pensar como forma de perguntar pelos fatos, estudando-os em direção aos objetivos, havendo assim um caráter intencional.
                                                        2. Mapa Conceitual do Texto: Anastasiou, L. G. (2003). Ensinar, Aprender, Apreender e Processo de Ensinagem. In: Anastasiou, L. G. e Alves, L.P. (orgs.). Processos de Ensinagem na Universidade: Pressupostos para as estratégias de trabalho em aula. Joinville: Editora Univille, pp. 11-36.
                                                          1. Discentes: Dandara Camélia e Jennifer Rayane
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