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Mapa mental

Era Colonial

Nathalia Bassoli Português

Conteúdo do mapa

Era Colonial

  1. Barroco (1601-1768)

    • Portugal
      • Unificação da península Ibérica (Portugal e Espanha). Contexto: Concílio de Trento, Contrarreforma, Companhia de Jesus, Tentativa de igreja católica resgatar a religiosidade e a espiritualidade deixadas durante o renascimento ou classicismo.
        • 1º Representante: Padre Antônio Vieira. Obras: Cartas, profecias, sermões. O sermão mais popular é o "Sermão da Sexagésima" cujo assunto é a arte de pregar o evangelho.
          • 2º Representante: Soror (feira) Mariana Alcoforado. Obra: Cartas portuguesas traduzidas para o francês. Características: conflito entre a vida religiosa e a amorosa; antítese, paradoxos. 5 cartas de amor escrita por Mariana ao oficial Vicente de Chamily.
    • Brasil
      • É representado por Salvador, pois o litoral nordestino foi o primeiro espaço brasileiro a ser colonizado
        • Características principais: antropocentrismo X teocentrismo, matéria X espírito, razão X fé, pecado X perdão; desequilíbrio, obscuridade, linguagem rebuscada (formal)
          • "Prosoppéia" - Bento Teixeira. Representantes: Padre Antônio Viera e Gregório de Matos Guerra/
            • Gregório de Matos Guerra: 1º Poeta brasileiro. 1) Poesia satírica: ganhou o apelido de "Boca do Inferno" pelo fato de criticar todas as classes sociais. Vocabulário atrevido, debochado. Foi expulso do Brasil e exilado em Angola. 2) Poesia lírico amorosa: elogio ao amado, linguagem amável, uso de soneto, uso de redondilhos. 3) Poesia lírico filosófica: aparece o carpe diem (aproveitar o dia), tudo é transitório. Explora questões filosóficas e moralizantes. É comum o poeta apresentar a técnica da dissiminação e recolha: Inicialmente ele espalha (a vaidade é rosa, é planta, é nau), para depois recolher (no último verso: ferro a planta, penha a nau, tarde a rosa). 4) Poesia Sacra: corresponde a fase final dos poemas gregorianos. Há o duelo entre pecado e o perdão, salvação e inferno. Ele utilizou o estilo denominado cultismo.
    • Duas técnicas do barroco literário: Cultismo: descrição simples de objetos usando uma linguagem rebuscada, culta, com influência do poeta Luís de Gôngora. Uso de figuras de linguagem como metáfora, antíteses, hipérbole, anáfora. É mais encontrado na poesia. Conceptismo: marcado pelo jogo de ideias, seguidos por um raciocínio lógico. Eles pesquisaram a essência dos objetos buscando saber o que são, assim, a inteligência, lógica, ocupam o lugar do sentido. É mais encontrado na prosa.
  2. Arcadismo (1756 – 1836)

    • Características: objetividade, equilíbrio, resgate de valores clássicos (mitologia, soneto, versos decassílabos, epopeia). Fingimento político, pseudônimo: o poeta finge ser um pastor. É também chamado de neoclassicismo.
    • Portugal:
      • Marquês de Pombal que promove medidas revolucionárias: expulsa os jesuítas do ensino, reconstrói Portugal (destruída em um terremoto) de forma racional, estruturada e equilibrada. Marco: Fundação da Arcádia Lusitana (1756).
        • Representante: Manuel Maria Barbosa Du Bocage, pseudônimo: Elmano Sadino. Musa: Maria (mar + ilha).
          • Bocage lírico: 1º fase: poemas com temas e formas comuns do arcadismo (ambiente bucólico, ideal de vida simples, clareza das ideias, linguagem simples, tema: furgere urbem (a cidade corrói o homem, fuja dela e vá para o campo). 2º fase: pré romântica: prenuncia o movimento literário denominado romantismo. É marcado pela luta entre razão X sentimento. Poesia confissional, profundo sofrimento, gosto pelo norturno, a morte como evasão.
          • Bocage satírico: ironizou o clero, a nobreza decadente, foi criticado pelo tom obsceno e erótico.
    • Brasil
      • Fundação da Arcádia Ultramarina. Publicação de "Obras" de Cláudio Manuel da Costa.
        • Minas Gerais é o cenário dos acontecimentos mais importante: Inconfidência mineira. O arcadismo é uma reação contra o excesso do barroco.
          • Poesia épica: índio apresentado como personagem. Satírica: questionamento da realidade política da época.
            • Representantes: Cláudio Manuel da Costa (lírico e épica); Tomás Antônio Gonzaga (lírica e satírica); Basílio da Gama e Frei José Santa Rita Durão (épicos).
              • Cláudio Manuel da Costa: pseudônimo: Glauceste Satúrnio, musa: Nise. Na poesia lírica: expressa o sentimento amoroso e a descrição da natureza. Grande influência camoniana (sonetos, versos decasssílabos). Épica: poema "Vila Rica" (exalta os bandeirantes, fundadores das cidades mineiras).
              • Tomás Antônio Gonzaga: pseudônimo: Dirceu (48 anos); musa: Marília (Marília Doroteia Joaquina de Seixas - 16 anos). Poesia lírica: Liras Marília de Dirceu: o poeta transforma-se em um pastor e mostra-nos sua paixão por Marília. DIferença entre Bocage e Tomás: Bocage escreve em soneto. E Tomás faz uso de versos mais curtos. Poesia Satírica: "Cartas Chilenas", Tomás Antônio Gonzada adota o pseudônimo de Critilo e escreve para Doroteu (Cláudio Manuel da Costa), Critilo (morador de Santiago) faz críticas ao governador mineiro Luís da Cunha Menezes (Fanfarrão minésio). Escrita em versos decassílabos.
      • Poesia épica: Representantes: Basílio da Gama: "O Uraguai", obra dedicada ao ministro Mendonça Furtado (irmão de Pombal); Basílio culpa os padres de encitarem os garanis contra o exército português. Exalta a braveza, coragem indígena. O tema é a luta dos índios jesuítas contra os portugueses e espanhóis. Recusa o modelo camoniano. Inovação na forma: versos decassílabos brancos. Frei José Santa Rita Durão: "Caramuru"

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Era Colonial, criado por Nathalia Bassoli em 16-09-2014.
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