Mapa mental de crianças de 0 a 6 Anos

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Mind Map on Mapa mental de crianças de 0 a 6 Anos, created by Jéssica Bottega on 07/21/2019.
Jéssica  Bottega
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Mapa mental de crianças de 0 a 6 Anos
  1. Dentre os comportamentos observados na primeira infância que podem ser foco da atenção clínica, pode-se destacar a dificuldade em dormir no próprio quarto, a dificuldade em dividir, obedecer, seguir regras, ou se relacionar em grupo.
    1. E também comportamentos marcados por agressões impulsivas para conseguir o que deseja, birras e “cenas” em locais públicos, tais como bater, morder, gritar, ou mesmo pelo retraimento social.
      1. Esses comportamentos são possíveis barreiras que dificultam o bom desenvolvimento social e emocional da criança.
    2. Além de problemas de mau comportamento, geralmente associados a transtornos externalizantes, também é possível perceber que algumas crianças apresentam altos níveis de ansiedade e outros problemas emocionais.
      1. Na infância, a ansiedade e a depressão, apesar de serem caracterizadas como problemas internalizantes, costumam se manifestar também como problemas de comportamento, tais como a recusa em fazer as atividades, a irritação e a agressividade.
        1. As reações exageradas a um estímulo ansiogênico surgem mais facilmente em crianças com alguma predisposição neurobiológica e são geralmente mantidas, ou mesmo desenvolvidas, por fatores ambientais, como a interação com irmãos, colegas, professores, pais, além de outros cuidadores e familiares.
          1. No início da vida, as crianças começam a estruturar aspectos importantes de seu funcionamento mental, mostrando padrões cognitivos, emocionais e comportamentais que poderão ser observados ao longo da vida.
            1. A personalidade é formada pelas heranças filogeneticamente transmitidas, na qual as características dos pais biológicos se manifestam através do temperamento da criança. A outra parte do que dará origem a personalidade será formada pelas aprendizagens a partir das experiências vividas, que tratam de modelar o caráter de cada ser humano.
              1. Terapia cognitiva na infância
                1. as técnicas argumentativas de investigação, conceitualização e contestação de pensamentos disfuncionais mostram-se difíceis de serem aplicadas em crianças muito pequenas, pois a terapia cognitiva, desde o seu surgimento, teve maior foco no tratamento de pacientes adultos.
                  1. A terapia cognitiva é a que obtém maior êxito no tratamento de crianças pequenas, uma vez que estas podem se beneficiar das técnicas da terapia cognitiva devidamente adaptadas à idade e à capacidade cognitiva.
                    1. Adaptação da terapia cognitivo comportamental para pré-escolares:
                      1. Intervenções cognitivas podem auxiliar a criança a reinterpretar tais situações e a formular conceitos mais saudáveis para servir de base a seus padrões emocionais, tanto a curto quanto a longo prazo.
                        1. 13- Com o auxílio das ferramentas da terapia cognitiva, procura-se entender a situação de maneira mais adaptativa, regular as emoções daí advindas e de outros eventos associados, e ampliar o leque de repertório comportamental para solução de problemas.
                          1. Estrutura do Tratamento
                            1. Assim como na terapia cognitiva com pacientes adultos, a psicoterapia na infância também apresenta, ainda que de modo mais flexível, uma estrutura tanto do tratamento como das sessões.
                              1. Sessões Iniciais
                                1. é indicado que os solicitantes do atendimento sejam os primeiros a serem atendidos. Sem a presença da criança, as informações, inicialmente, podem ser coletadas de modo mais minucioso, dando-se mais liberdade ao profissional e aos solicitantes para explorarem de modo mais profundo os problemas atuais e passados.
                                  1. é importante salientar que o psicólogo ou psiquiatra é um profissional que tem muitos brinquedos e que ele e a criança terão tempo para conversar e também para brincar.
                                    1. Avaliação
                                      1. as avaliações diagnósticas iniciam com perguntas amplas e gerais, caminhando gradualmente para uma especificidade situacional cada vez mais evidente. 18- O objetivo da avaliação, além de averiguar a presença ou não de um diagnóstico, é determinar se a criança tem habilidades compatíveis com as demais crianças de sua idade e com cultura na qual está inserida.
                                        1. 19- técnica consiste em ensinar os pais a desenvolver práticas educativas mais assertivas, valendo-se de estratégias de contingência como reforço, punição e extinção.
                                          1. Treinamento de pais
                                            1. há décadas o termo manipulação de contingências vem sendo estudado no campo da psicologia e, com o passar dos anos, o termo incentivou estudiosos a desenvolverem treinamentos para pais modificarem o comportamento dos seus filhos.
                                              1. A falta de preparo, algumas vezes potencializada pela psicopatologia dos próprios pais, pode afetar negativamente o desenvolvimento da criança, ocasionando um déficit de habilidades comportamentais.
                                                1. Exemplo: pais ansiosos podem mimar seus filhos, tentando poupá-los de enfrentar dificuldades cotidianas, enquanto pais com transtorno da personalidade narcisista podem ter dificuldades em estimular seus filhos a serem cooperativos e altruístas.
                                                  1. O terapeuta que treine país para modificação de comportamento deve ter como meta inicial uma avaliação completa dos comportamentos e do funcionamento familiar.
                                                    1. Reforço
                                                      1. é uma estratégia comportamental que visa aumentar a frequência de comportamentos desejáveis. Pode envolver a associação de algo como elogio ou presente (positivo) ou a retirada de algo aversivo para a criança como consequência de um bom comportamento (negativo).
                                                        1. Punição
                                                          1. é uma estratégia comportamental que visa diminuir a frequência de comportamentos indesejáveis. A punição é mais utilizada para comportamentos agressivos, que causem dano à criança, a outras pessoas ou, ainda, danos materiais.
                                                            1. Extinção
                                                              1. é uma estratégia que visa diminuir a frequência ou a intensidade de comportamentos indesejáveis por meio da ausência de atenção dedicada a determinado comportamento.
                                                                1. Time out
                                                                  1. é uma técnica para punir (punição negativa) o mau comportamento. É importante que os pais evitem expressar raiva ou descontrole para evitar que a criança entre em um jogo de provocações com eles.
                                                                    1. Economia de fichas: essa técnica provém do condicionamento operante e visa premiar por reforço positivo os comportamentos desejados. Utiliza sistema de pontos que pode variar conforme idade e indivíduo, como fichas coloridas, notas falsas, cartões com números, etc.
                                                                      1. O atendimento à criança: a primeira sessão com a criança deve ser uma sessão mais livre da estrutura convencional da sessão de terapia cognitiva. Nesse caso, o brinquedo e o jogo são utilizados para facilitar a comunicação entre terapeuta e paciente, até que ambos consigam desenvolver uma relação terapêutica sustentada.
                                                                        1. Espera-se que nas primeiras consultas sejam esclarecidos os motivos para uma criança estar visitando um consultório psicológico ou psiquiátrico.
                                                                          1. Da segunda sessão em diante, é possível apresentar a terapia cognitiva de uma forma lúdica. Para isso, o terapeuta pode se valer do uso de materiais de colorir para elucidar o modelo cognitivo.
                                                                            1. A psicoeducação do modelo cognitivo pode ser ainda mais rica se mais exemplos forem oferecidos. Além disso, quanto mais exemplos claros e próximos à realidade da criança forem explicitados, maior será a chance de o paciente entender e se motivar para prestar atenção no que está sendo exposto.
                                                                              1. Psicoeducação do problema do paciente
                                                                                1. a Psicoeducação é uma estratégia psicoterápica da terapia cognitiva que, por si, só pode conduzir alguns pacientes a uma melhora significativa.
                                                                                  1. É importante atentar para a linguagem e terminologia empregadas, uma vez que as informações precisam ser terapêuticas e úteis para a compreensão do fenômeno.
                                                                                    1. O importante é que a criança entenda porque ela tem determinados comportamentos, de tal maneira que a ajude na compreensão, uma vez que as informações precisam fazer sentido para ela.
                                                                                      1. Para as crianças, cada caso deve ser considerado quanto às suas diferenças e especificidades, não havendo regras rígidas e exclusivas a serem seguidas. O importante é que a criança entenda porque ela tem determinados comportamentos, de tal maneira que a ajude na compreensão, uma vez que as informações precisam fazer sentido para ela.
                                                                                        1. Sessões intermediárias
                                                                                          1. Sugere-se que antes de atender a criança seja perguntado ao responsável sobre como foi a semana e uma breve devolução sobre como as orientações passadas foram empregadas. os responsáveis podem entrar na sessão novamente e podemos tanto atualizar sobre o que foi trabalhado na sessão, bem como convidar o paciente a contar como foi.
                                                                                            1. Acessando as emoções
                                                                                              1. uma importante parte do trabalho do terapeuta cognitivo infantil está em estimular seus pacientes a usarem a linguagem para descrever e vivenciar as suas emoções.
                                                                                                1. A finalidade é que o paciente entenda que as emoções, incluindo as negativas, podem ser vivenciadas sem necessariamente causar prejuízo. Por exemplo, posso sentir raiva se um colega me empurra propositalmente no pátio da escola durante uma brincadeira de pega-pega, mas o “destino” que a criança dará a essa emoção é o que deve aprender na terapia.
                                                                                                  1. Resolução de problemas
                                                                                                    1. É recomendado que o terapeuta inclua cenas da vida real do paciente para dentro do consultório. Um menino que frequentemente joga longe os brinquedos dos seus colegas, o que acaba ocasionando brigas corporais (chutes, mordidas, tapas), é um bom exemplo: o terapeuta pode simular uma situação em que haja como provocador, impedindo o menino de tocar no seu brinquedo.
                                                                                                      1. Provocar sentimentos negativos nos pacientes é extremamente útil se soubermos qual o objetivo: desenvolver habilidades ensinando-os a identificar as emoções e ajudando-os a resolver o conflito.
                                                                                                        1. Sessões finais
                                                                                                          1. Com o término do tratamento se aproximando, paciente e terapeuta buscam confirmar se os objetivos traçados no início da terapia foram realmente alcançados.
                                                                                                            1. O caderno que foi utilizado durante as sessões pode ser bastante útil para lembrar o que foi feito em cada sessão ou em períodos do tratamento.
                                                                                                              1. O último dia de sessão terapêutica deve ser um dia especial que ressalta todas as competências e habilidades. Ele deve valorizar o sentimento de poder e de controle do paciente sobre si mesmo.
                                                    2. Ele deve orientá los sobre como praticar as técnicas de reforço, punição, extinção, time out e economia de fichas.
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