CAPÍTULO 20
PARTE 3
Império Romano A desintegração Divisão e invasões bárbaras
Gilberto Salomão formado em história pela USP, é professor do Curso Intergraus e autor dos livros de história do Sistema de Ensino Poliedro.
O desguarnecimento do limes (ou fronteiras) tornava-se ainda mais grave naquelas regiões onde as
fronteiras naturais do Império (desertos, montanhas, oceano) eram mais frágeis.
E essa fragilidade mostrava-se mais acentuada na fronteira do Império com a vasta região conhecida
como Germânia, a qual tinha como fronteira básica os rios Reno e Danúbio.
Povos germanos
A região conhecida pelos romanos como Germânia abrigava uma série de povos, genericamente
chamados de germânicos, como francos, vândalos, visigodos, ostrogodos, anglos, saxões, jutos,
hérulos, burgúndios, lombardos e vários outros.
Tais povos representavam um potencial numérico muito grande e uma ameaça efetiva ao Império,
notadamente num quadro de retração do seu poderio militar.
A divisão do Império
O imperador Diocleciano dividiu o Império em duas partes: o Ocidente, com capital em Roma, e o
Oriente, com capital em Bizâncio, às margens do mar Negro.
Em cada uma dessas partes havia um imperador, com o título de Augusto, e um outro governante
para as regiões mais distantes, com o título de César.
Por contar com, na verdade, 4 governantes, essa forma de divisão foi chamada de Tetrarquia.
A Tetrarquia
A Tetrarquia durou pouco tempo. Já no início do século 4, o imperador Constantino reunificou o
Império.
Entretanto, como o risco de invasão fosse maior na parte ocidental, ele transferiu a capital para
Bizâncio, mais protegida e, na época, mais rica.
Ali, ele ergueu uma cidadela para servir de sede ao governo, dando a ela o nome de Constantinopla,
nome que, durante séculos, acabou designando toda a cidade.