Prostômio; peristômio
(circunda a boca); segmentos
corporais repetidos; pigídio
Intestino completo
Celoma espaçoso
Reduzido em Hirudinea
Corpos homônomos (segmentos muito
semelhantes, maioria) ou heterônomos
(segmentos especializados para diferentes
funções)
Cada segmento geralmente tem
um par de apêndices não
articulados (parapódios) e cerdas
Cerdas perdidas em
Hirudinea e Sipunculos
Parapódios geralmente birramificados (notopódio
dorsal e neuropódio ventral), Contudo, há muito
diversidade de funções (locomoção, trocas gasosas,
proteção, ancoragem, formação de correntes aquática)
Em cavadores (como Clitellata, Sipunculo
e Equiuro) ausência de parapódios
Cerdas saem dos parapódios
Hirudinoidea possui duas ventosas
(anterior usada para aderir ao hospedeiro)
e número fixo de segmentos
Perdido em alguns Clitellata
Exceção da metameria:
sipúnculos e equiúros
Apêndices nos prostômios e
peristômios (antenas e/ou palpos),
com exceção dos Clitellata
Prostômio pode se tornar probóscide
(extensível, comum em minhocas)
Sustentação e Locomoção
Espaços celômicos como esqueleto
hidrostático de sustentação
Musculatura (circular e longitudinal) atuando sobre o celoma auxilia na
movimentação, formando ondas peristálticas sequenciais
(alternadas, não contraem juntas) pelo corpo do animal
O movimento só é possível graças à
ancoragem do corpo pelas cerdas
Musculatura longitudinal agindo de
forma antagônica (ondas metacronais)
Algumas espécies cavadoras perderam os septos ou os tem
perfurados (líquido celomático extravasa de um segmento
para o outro, volume dos segmentos não constantes). Isso
implica em ondas peristálticas ao invés de metacronais
Espécies tubícolas possuem corpo mole e musculatura
frágil (sustentação dada pelos tubos, que em algumas
espécies é construído de suas próprias secreções)
Parapódios reduzidos, cerdas
usadas para ancorar dentro do tubo
Hirudinoidea possui celoma reduzido
e movimentação médio palmo
Parede corporal
Corpo coberto por cutícula e muco (evita
perda de água e facilita locomoção)
Epiderme comumente ciliada
Sob a epiderme há músculos circulares (às
vezes ausentes) e músculos longitudinais
espessos (divididos em quatro pacotes)
Circular tem a função de diminuir o diâmetro;
longitudinal tem a função de diminuir o
comprimento do segmento
Peritônio (revestimento
interno da parede corporal)
Em homônomos, celoma
lateralmente pareado (direta e
esquerda)
Bilaterais
Clivagem espiral e
holoblástica
Errantia
Maioria marinha
Sedentaria
Sinapomorfias: palpo;
cerdas epidérmicas
Alimentação e Digestão
Raptoriais
Predadores, Errantia, tendem à
homonomia, realizam movimentos
rápidos no substrato
Localização da presa (química e
mecanicamente), eversão da
faringe, prensa da mandíbula
Alguns possuem glândulas
venenosas nas mandíbulas
Nem todos caçam ativamente
Detritívoros
Podem se alimentar
enquanto se movem
Minhocas são fundamentais
na aeração do solo
Generalistas
Arenícolas (p. ex.) sugam água e areia
por movimentos peristálticos
Seletivos
Selecionam a matéria orgânica do sedimento
antes de ingerir (por tentáculos sensoriais, p. ex.)
Suspensívoros
Vivem em tubos, estruturas alimentares
formam uma coroa de palpos prostomiais (radíolos)
Dos radíolos saem as pínulas, que levam o
alimento até a boca (através do sulco longitudinal)
Parasitas
Metade dos Hirudinoidea é parasita. Geralmente fazem
uma ferida com a mandíbula e sugam sangue ou outros
fluidos corporais
Hirudina (vaso dilatador,
anestésico e anticoagulante)
Às vezes se alimentam
3x durante a vida
Digestão
Tubo digestivo não segmentado e completo
Dividido em estomodeu (anterior,
cápsula bucal, faringe e esôfago);
mesodeu (estômago e intestino);
proctodeu (reto e ânus)
Condução do alimento através dos
movimentos peristálticos e batimentos
dos cílios internos do tubo digestivo
Digestão extracelular
Minhocas
Glândulas calcífera: início do esôfago, eliminam íons de
cálcio e regulam o nível de cálcio e carbonato no sangue
e nos líquidos celômicos, tamponando o pH desses
líquidos e maximizam a digestão
Papo (esôfago posterior,
armazena alimento)
Uma ou mais moelas (triturar
mecanicamente o alimento)
Tiflossole: invaginação do tubo digestivo para aumentar
a superfície de contato do tubo com o alimento
Células cloragógenas: metabolismo intermediário,
localizado no celoma. Auxilia na excreção
Hirudinoidea possuem muitos cecos
(armazenamento) e uma digestão lenta
Ao se alimentar podem aumentar
em 4 a 5x o seu tamanho
Circulação e trocas gasosas
Muitos limitam as trocas gasosas e absorção de
alimentos a uma determinada parte e por isso
precisam de um sistema circulatório
Movimentos mais velozes exigem um
transporte de nutrientes mais complexo
Sistema circulatório fechado, principalmente
com dois vasos sanguíneos (ventral e dorsal)
ligados por redes de capilares
Movimento dos vasos sanguíneos se dá por
corações, mas principalmente pela contração
corporal do animal, que pressiona os vasos
A circulação do vaso dorsal é
posterior-anterior, e do ventral o oposto
Pigmentos respiratórios auxiliam
no transporte de oxigênio
Três tipos: hemoglobina, clorocruonina e
hemeritrina (geralmente um ou outro)
Presentes no sangue, no fluido
celomático ou no interior das células
Há no sangue a presença de
amebócitos (células de defesa)
Imensa variedade
De modo geral fazem trocas pela pele (difusão, transporte passivo
sem gasto de energia) de forma eficiente por conta dos vasos
superficiais (dorsal, ventral, subneural e lateroneural)
Mas outros organismos apresentam órgãos específicos ou
modificados (parapódios mais desenvolvidos, ou coroas
tentaculares, etc), com muitos vasos sanguíneos nessas regiões
Entre os Hirudinoidea o
sistema circulatório é reduzido
Celoma e cecos bem desenvolvidos têm a
função de facilitar o transporte dos nutrientes
Excreção e osmorregulação
Metanefrídios (nefrídios com duas
aberturas), evolução dos protonefrídios
(fechados, que alguns mantêm)
Compartimentos celômicos isolados e dispostos
segmentalmente precisam de manutenção física e
fisiológica desses segmentos separados
A eliminação dos resíduos metabólicos
(principalmente amônia nos aquáticos e ureia nos
terrestres) e a regulação osmótica ocorrem em cada
uma das câmaras celômicas isoladas
Células cloragógenas auxiliam no
controle dos resíduos metabólicos
Maioria possui metanefrídios pareados compostos
de: nefróstoma (anterior), tubo nefridial, bexiga
(armazena a excreta) e nefridióporo (elimina a
excreta)
Metanefrídios presentes nos
segmentos medianos
Osmoconformadoras (concentração de sais
líquidos corporais varia de acordo com
a salinidade do ambiente, geral Crassiclitellata)
Metanefrídios simples
Osmorreguladores (concentração de sais
constante dos líquidos internos, geral Poliquetas)
Osmorregulação é desafio para os que
vivem em água doce e terrestres (Clitellata)
Risco de perda de água nos terrestres e
acúmulo de água nos de água doce (os dois
devido à superfície úmida e permeável)
Minhocas não são osmorreguladoras absolutas,
perdem e ganham água de acordo com a quantidade
de água no ambiente (toleram 20 a 75% e perda)
Sistema nervoso
Gânglio cerebral bilobado (lobo esquerdo, direito),
par de nervos conectivos, gânglios ao longo do
cordão nervoso ventral (típico de protostomados)
Concentração de receptores sensoriais
na parte anterior (cefalização)
Cada segmento possui um gânglio que
controlará esse segmento
Estruturas sensoriais: olhos,
palpos, antenas e cirros
Cordão nervoso ventral em formas basais tem formato
de escada, mas formas derivadas apresentam fusão