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PROBLEMAS DE FUNDAÇÃO

MARTINHO MOTA DIAS JUNIOR Engenharia Português

Conteúdo do mapa

PROBLEMAS DE FUNDAÇÃO

  1. MÉTODO OBSERVACIONAL

    • Peck (troca de idéias com Terzaghi) . Como ele próprio afirma, é um método inaplicável a uma obra cujo projeto não pode ser alterado durante a construção.
      • Em resumo, a aplicação completa do método compreende as seguintes etapas:
        • 1. Exploração (investigação) suficiente para estabelecer, pelo menos, a natureza, a distribuição e as propriedades, em geral, dos depósitos, sem necessidade de detalhes
          • 2. Avaliação das condições mais prováveis e dos desvios, em relação a essas condições, mais desfavoráveis que se possa imaginar. Nesta avaliação, a Geologia desempenha importante papel.
            • 3. Estabelecimento do projeto com base em uma hipótese de trabalho de comportamento antecipado sob as condições mais prováveis.
              • 4. Seleção de parâmetros a serem observados durante a construção, e cálculo de seus valores antecipados com base na hipótese de trabalho.
                • 5. Cálculo dos valores dos mesmos parâmetros sob as condições mais desfavoráveis compatíveis com os dados disponíveis referentes ao terreno.
                  • 6. Seleção antecipada de um plano de ação ou de modificação de projeto para cada desvio significativo previsível entre os valores observados e os determinados com base na hipótese de trabalho.
                    • 7. Medição de parâmetros a serem observados e avaliação das condições reais.
                      • 8. Modificação de projeto para adequação às condições reais
    • Até que ponto todos esses passos podem ser seguidos depende da natureza e complexidade da obra
      • obras em que, devido a um certo acontecimento, o Método observacional se impõe como única possibilidade de levar a construção a bom termo
      • obras em que o método é considerado desde o início da construção.
    • é mais aplicado em obras de terra (aterros, barragens) do que em fundações. Em nosso País, entretanto, não é raro ter-se que correr um certo “risco calculado" no projeto e na execução das fundações, em obras em locais para os quais a mobilização dos equipamentos adequados pode até inviabilizar o empreendimento.
  2. RISCO CALCULADO (Casagrande, 1965)

    • O uso de um conhecimento imperfeito, orientado pelo bom senso e pela experiência, para estimar as variações prováveis de todas as quantidades que entram na solução de um problema;
    • a decisão com base em uma margem de segurança adequada, ou grau de risco, levando em conta fatores econômicos e a magnitude das perdas que resultariam de um colapso
    • CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS
      • RISCOS HUMANOS
        • Uso insatisfatório do conhecimento disponível e do bom senso
          • Neste item, são incluídos todos os casos em que conhecimento e experiência profissionais insuficientes são utilizados no projeto e na construção.
            • Erros "honestos" e falta de conhecimento,
            • O consultor é utilizado como mero “objeto de decoração”.
            • No último caso, ele pode mesmo servir de "bode expiatório" para qualquer erro que venha a ocorrer, ainda que seu conselho tenha sido inteiramente satisfatório
        • Organização insatisfatória, incluindo divisão de responsabilidade entre projeto e supervisão de construção;
          • Havendo essa divisão, alguns problemas delicados são postos ao projetista, tais como
            • Se o projetista não tem controle sobre a execução e, sobretudo, se ele não tem confiança em quem vai executar e supervisionar a construção, deverá introduzir uma margem de segurança adicional ou mesmo optar por uma solução menos econômica,
            • Como pode o projetista se proteger, se não tem controle sobre a execução e nem mesmo é informado de modificações introduzidas pelos executores ?
              • SOLUÇÃO
                • Não há solução satisfatória para esses problemas, senão a eliminação da causa básica, ou seja, dar ao projetista a tarefa de supervisionar ou fiscalizar a execução das fundações por ele projetadas.
        • CORRUPÇÃO
      • RISCOS DE ENGENHARIA
        • RISCOS DESCONHECIDOS
          • Aqueles que são desconhecidos até que se revelam em um acidente, através do qual podem, então, ser observados e investigados
            • Na opinião de Casagrande: é muito pouco provável encontrarem-se riscos desconhecidos
        • RISCOS CALCULADOS
          • Correspondem aos fenômenos para os quais a Geotecnia ainda não apresentou uma análise quantitativa satisfatória
            • DE ACORDO COM CASGRANDE TEMOS:
              • Deslizamentos por liquefação em solos granulares;
              • Deslizamentos por liquefação em argilas extremamente sensíveis;
              • Características tensão-deformação-resistência em materiais granulares grossos, incluindo enrocamentos, sob elevadas pressões confinantes
              • Características de estabilidade de argilas rijas e argilas siltosas muito plásticas
              • Efeitos de terremotos em barragens de terra ou enrocamento de grande altura
              • Controle de fissuras transversais e longitudinais no núcleo de barragens de enroca mento de grande altura
              • Características tensão-deformação-resistência, a longo prazo, de argilas não drenadas;
  3. PREVISÕES

    • LAMBE (1973)
      • DETERMINAR SITUAÇÕES DE CAMPO
        • SIMPLIFICAR
          • DETERMINAR MECANISMOS
            • SELECIONAR MÉTODOS E PARAMETROS.
              • MANIPULAR METODOS E PARÂMETROS PARA OBTER A PREVISÃO
                • REPRESENTAR A PREVISÃO
                  • A representação ou o “retrato" da previsão dá ao engenheiro uma perspectiva e um entendimento do processo em estudo.
                    • Por exemplo, curvas carga-recalque tempo constituem a melhor representação de comportamento de uma obra cujo processamento de recalques está sendo estudado
                • Com a utilização de computadores e programas (comerciais ou preparados para casos específicos). Para cada método escolhido, deve-se fazer uma análise paramétrica. No final, ter-se-á uma quantidade apreciável de resultados,cuja análise e interpretação conduzirão à etapa final do processo.
              • Fixado o mecanismo, cabe estabelecer o método de análise desse mecanismo e os parâmetros do solo que serão utilizados
            • Nesta etapa, o engenheiro deve determinar que mecanis mo ou mecanismos estarão envolvidos no caso
              • Numa construção em encosta, por exemplo, ele pode concluir que o mecanismo de um deslizamento é mais importan te que o mecanismo de ruptura de uma sapata isolada, embora os dois mecanismos devam ser analisados.
          • Em geral, a heterogeneidade e variação dos dados colhidos são de tal ordem que se é obrigado a eliminar dados, tomar médias, considerar as condições mais desfavoráveis, a fim de elaborar um modelo. Nesta etapa, pode-se utilizar, com bastante proveito, conhecimentos de Teoria das Probabilidades e Estatística (ver, p. ex., Smith, 1986).
        • - É a etapa em que o engenheiro colhe os dados de campo: topografia, prospecção do subsolo, ensaios de campo e de laboratório condições de vizinhos etc
      • CLASSIFICAÇÃO DAS PREVISÕES
        • TIPO DE PREVISÃO
          • Exemplificando quanto a recalques: uma previsão do tipo A seria feita antes do início da obra e com base em dados disponíveis na ocasião (resultados de sondagens, de ensaios etc.). Uma previsão do tipo B seria feita durante a construção e consideraria dados obtidos durante o início da construção, tais como medições de recalques feitas na fase de escavação, após a execução das fundações e aplicação dos primeiros carregamentos. O resultado do acontecimento em previsão pode ser desconhecido (previsão do tipo B) ou conhecido (previsão do tipo B1). As previsões do tipo B estão relacionadas com o Método Observacional, a ser descrito adiante. Uma previsão do tipo C é feita após a ocorrência do evento; na realidade, ela constitui uma autópsia.
          • A
            • QUANDO A PREVIÃO É FEITA
              • ANTES DO ACONTECIMENTO
                • RESULTADOS NO MOMENTO EM QUE A PREVISÃO É FEITA
                  • NADA
          • B
            • QUANDO A PREVIÃO É FEITA
              • DURANTE O ACONTECIMENTO
                • RESULTADOS NO MOMENTO EM QUE A PREVISÃO É FEITA
                  • NÃO CONHECIDOS
          • B1
            • QUANDO A PREVIÃO É FEITA
              • DURANTE O ACONTECIMENTO
                • RESULTADOS NO MOMENTO EM QUE A PREVISÃO É FEITA
                  • CONHECIDOS
          • C
            • QUANDO A PREVIÃO É FEITA
              • DEPOIS DO ACONTECIMENTO
                • RESULTADOS NO MOMENTO EM QUE A PREVISÃO É FEITA
                  • NÃO CONHECIDOS
          • C1
            • QUANDO A PREVIÃO É FEITA
              • DEPOIS DO ACONTECIMENTO
                • RESULTADOS NO MOMENTO EM QUE A PREVISÃO É FEITA
                  • CONHECIDOS
    • TOMADA DE DECISÃO
      • IDENTIFICAR PREVISÕES QUE SÃO CRÍTICAS PARA A SEGURANÇA, FUNCIONALIDADE E ECONOMIA PARA O PROJETO.
      • ESTIMAR A CONFIABILIDADE DE CADA UMA DE SUAS PREVISÕES.
      • UTILIZAR AS PREVISÕES NO PROJETO E CONSTRUÇÃO
      • DETERMINAR AS CONSEQUÊNCIAS DAS PREVISÕES.
      • SELECIONAR E EXECUTAR AÇÕES BASEADAS EM COMPARAÇÕES DE SITUAÇÕES REAIS COM SUAS PREVISÕES.

Informações

Descrição
Engenharia Mapa Mental sobre PROBLEMAS DE FUNDAÇÃO, criado por MARTINHO MOTA DIAS JUNIOR em 13-03-2021.
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