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POEMAS

Manuela Diniz Silvado Nascimento Português

Conteúdo do mapa

POEMAS

  1. Polissemia

    • Além da preocupação com o som, a construção de um poema leva em consideração a polissemia, isto é, a variedade de significados produzidos pelas palavras. Assim, a linguagem poética estabelece jogos de sentido, como se, muitas vezes, brincasse com as palavras.
      • EXEMPLO: Todos esses aí que estão atravancando o meu caminho, Eles passaram eu passarinho
  2. Estrofe e verso

    • Você já sabe que, diferentemente dos textos em prosa, os poemas são estruturados em versos, que, por sua vez, podem ou não estar agrupados em estrofes. Chamamos de verso cada uma das linhas do poema; e, de estrofe cada conjunto de versos. As estrofes são separadas umas das outras por uma linha em branco.
      • EXEMPLOS: Eu canto porque o instante existe - verso e a minha vida esta completa, não sou alegre nem triste, sou poeta - estrofe
  3. Classificação das estrofes por número de versos

    • As estrofes recebem nomes específicos de acordo com o número de versos que possuem.
      • Número de versos: Dois versos, três versos, quatro versos, cinco versos, seis versos, sete versos, oito versos, nove versos e dez versos
      • Nome da estrofe: Dístico, terceto, quarteto ou quadra, quinteto ou quintilha, sexteto ou sextilha, sétimo ou septilha, oitava, nona décima
    • Os poemas podem possuir estrofes sempre com o mesmo número de versos, bem como também podem mesclar diversos tipos de estrofe ou ainda serem escritos em uma estrofe única.
      • Exemplo 1 – estrofes com mesmo número de versos
      • Exemplo 2 – estrofes com número diferente de versos
      • Exemplo 3 – poema em estrofe única
  4. Quadra

    • As estrofes em quadras figuram entre as mais populares da poesia em língua portuguesa. São encontradas em poemas das mais diversas épocas. Uma quadra possui sentido completo nos seus quatro versos, mas pode também ser complementada por outras estrofes em quadra, gerando uma unidade maior de sentido.
      • Exemplo 1
        • Coração que bate bate antes deixes de bater! só num relógio que as horas vão passando sem sofrer
      • Exemplo 2
        • Vamos, não chores. A infância está perdida. A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o coração continua. Perdeste o melhor amigo. Não tentaste qualquer viagem. Não possuis carro, navio, terra. Mas tens um cão. Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizam. Mas, e o humour? A injustiça não se resolve. À sombra do mundo errado murmuraste um protesto tímido. Mas virão outros. Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas. Estás nu na areia, no vento... Dorme, meu filho.
  5. Oitava

    • A estrofação em oito versos é muito característica das composições épicas, tipo de poesia que estudaremos mais adiante neste capítulo. Como as quadras, as oitavas também estabelecem uma unidade de sentido em cada estrofe.
      • Exemplo 1 – oitavas em poema épico
      • Exemplo 2 – oitavas em poema lírico
  6. Refrão

    • Em alguns poemas, existe um verso ou um conjunto de versos que se repete ao longo das estrofes. Chamamos essa repetição de refrão. Semelhante ao refrão das músicas, ele facilita a memorização e retoma uma ideia central do poema. Localiza-se no final das estrofes.
  7. Metrificação

    • Como vimos, o poema é uma unidade de sentido que leva muito em consideração a sonoridade e o ritmo das palavras. Em busca de tornar os versos mais melódicos, muitos(as) poetas se atentam com precisão à cadência silábica dos versos, ou seja, a um compasso, um encadeamento de sons que mantém um ritmo próprio ao poema. Isso significa que cada verso pode ter um determinado número de sons, que se repete ou não ao longo das estrofes, a depender do propósito do(a) poeta. Para conseguir esse efeito, o(a) autor(a) recorre ao metro, ou seja, à contagem de sílabas poéticas.
    • Sílabas poéticas
      • A separação de sílabas poéticas, também chamadas de sílabas métricas, é diferente da separação de sílabas gramaticais. Como leva em conta o ritmo do poema, a contagem das sílabas poéticas encerra-se na última sílaba tônica.
        • Exemplo 1
          • Não | sei | quan|tas | al|mas | te|nho. = 8 sílabas gramaticais
        • Exemplo 2
          • Não | sei | quan | tas | al | mas | te | nho. = 7 sílabas poéticas
    • Classificação quanto à sílaba poética
      • Um verso receberá um nome específico de acordo com o número de sílabas métricas que possui. Veja o quadro abaixo, onde estão destacadas as classificações de uso mais comum em poemas de língua portuguesa.
    • Redondilha maior e redondilha menor
      • Menor - Utilizados desde a Idade Média pelos trovadores, os versos de cinco sílabas são até hoje retomados em diversas composições.
      • Maior - Os versos de sete sílabas poéticas estão presentes em poemas de todas as épocas, em Portugal e no Brasil. São muito comuns em letras de canções folclóricas e populares e são os mais fáceis de memorizar. Inúmeras canções – principalmente aquelas que grudam involuntariamente na memória – são compostas em redondilhas maiores.
    • Versos decassílabos
      • Um dos preferidos dos(as) poetas clássicos(as), das composições mais eruditas da literatura, o decassílabo tornou-se célebre principalmente a partir das composições em forma de soneto.
      • Versos alexandrinos
        • Com doze sílabas, o alexandrino é um verso longo e muito querido dos(as) poetas clássicos(as) e parnasianos(as). As doze sílabas são divididas em dois hemistíquios, que é o nome dado a cada grupo inicial de seis versos. As sílabas tônicas devem ser a 6ª e a 12ª, ou seja, as últimas de cada hemistíquio.
  8. Rimas

    • Um dos mais conhecidos recursos rítmicos é a rima, uma repetição de sons semelhantes que se dá no interior ou no final de cada verso. Nós já vimos a presença de rimas em diversos trechos de poemas ao longo do capítulo até agora.
    • Rima perfeita, ou consoante
      • Chamamos de rima perfeita, ou consoante, aquela que possui correspondência total de sons.
    • Rima imperfeita
      • Na rima imperfeita, há correspondência parcial de sons.
    • Rima rica e rima pobre
      • Rica- Chamamos rica a rima que envolve a repetição de sons entre palavras de diferentes classes gramaticais.
      • Pobre - Chamamos pobre a rima que repete sons de palavras pertencentes à mesma classe gramatical.
    • Rima rara, ou preciosa
      • Chamamos rara, ou preciosa, a rima muito difícil de encontrar. Isso pode se dar por ter a palavra um som difícil de se repetir (Exemplo 1) ou pela raridade na coincidência sonora entre classes gramaticais distintas (Exemplo 2).
    • Rima interna
      • É a repetição de sons no interior dos versos.
  9. De acordo com sua distribuição na estrofe, as rimas são classificadas em alternadas, emparelhadas, interpoladas ou misturadas.

  10. Além da metrificação e das rimas, os(as) poetas fazem uso de outros recursos rítmicos e figuras de linguagem que aprimoram a melodia dos versos.

  11. Existem tipos de poema mais comuns em nossa língua: o soneto, a ode, o haicai e os versos livres. Há também a epopeia, que é um longo poema narrativo e se diferencia dos outros por pertencer ao gênero épico.

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre POEMAS, criado por Manuela Diniz Silvado Nascimento em 09-08-2021.
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