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Mapa mental

Doença inflamatória pélvica

Thays HC Português

Doença inflamatória pélvica

Conteúdo do mapa

Doença inflamatória pélvica

  1. Infecção do trato genital superior feminino - acima do orifício interno do colo do útero

    • Quadros- endo/mio/salpin/ooforite, abscesso tubo-ovariano, peritonite pélvica
      • 85% dos casos decorrem de ISTs
        • Mulheres jovens, atv sexual desprotegida
        • 15% -> quadros de manipulação uterina (curetagem, histeroscopia)
  2. ETIOLOGIA

    • Infecção polimicrobiana
      • Gram positivo, Gram negativo e anaeróbios
        • Agentes que ascendem pelo colo uterino
          • PRINCIPAIS: Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis
    • Outros agentes: Gardnerella vaginalis, Harmophius influenzae, Streptococcus agalactiae, Mycoplasma hominis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma genitalium, Peptococcus, Peptoestreptococcus, Bacteroides, Escherichia coli, Actinomyces israelli
  3. FATORES DE RISCO

    • Atv sexual desprotegida
    • Adolescentes
    • ISTs prévias
    • Múltipla parceria sexual
    • Baixo nível socioeconômico
    • Para casos NÃO-ISTs <-> manipulação prévia da cavidade uterina
      • DIU: risco e tempo de inserção inversamente proporcionais (*20 dias iniciais)
        • IST prévia causa DIP no 1o mês de uso do DIU
        • Sem necessidade de remover o DIU -> remover apenas se indicação, após 2 doses do esquema terapêutico
  4. FISIOPATOGENIA

    • Canal endocervical = barreira de proteção
    • Variações hormonais do ciclo menstrual favorecem a ascensão de microrganismos
      • Fluxo menstrual <-> menor bacteriostase pelo muco cervical
    • Características imunológicas individuais <-> disseminação da infecção
  5. CLÍNICA

    • Dor pélvica aguda
      • Corrimento purulento
        • Sangramento uterino
          • Dispareunia de profundidade
            • Febre (*abscesso)
              • Oligo ou assintomático
                • Pcte jovem, sexualmente ativa e com dor pélvica que chega ao PS -> pensar em DIP!
  6. DIAGNÓSTICO

    • Nenhum achado isolado de história, exames físico ou lab são sens ou esp o suficiente para fechar o dx!
      • Atraso -> sequelas (*infertilidade)
      • MS x CDC -> limiar americano é mais baixo (mais dx e tto)
        • MS: 3 critérios maiores + 1 menor OU apenas 1 elaborado
          • MAIORES: dor hipogástrica, à palpação de anexos e à mobilização do colo
            • MENORES: > 37,5oC, secreção vaginal/endocerv anormal, massa pélvica, > 5 leucócitos/campo em material endoc, leucocitose, PCR ou VHS elevados, comprovada infecção por gonococo/clamídia/micoplasma
              • ELABORADOS: comprov histopato de endometrite, abscesso tubo-ovariano ou de fundo de saco (imagem), laparoscopia
                • USG: tuba dilatada, com líquido em seu interior
                  • Tuba edemaciada e hiperemiada, com fímbrias distorcidas
              • EXAMES COMPLEMENTARES: HMG, VHS e PCR, bacterioscopia para vaginose bacteriana, pesquisa de gonococo e clamídia endocervicais, qualitativo de urina, urocultura, bHCG, USGTV, TC, RM, biópsia endometrial, sorologias sífilis, HIV, hep B e C
        • CDC: 1 critério (entre os maiores do MS)
    • DIFERENCIAIS
      • Ginecológicas: torção anexial, cisto hemorrágico de ovário, gestação ectópica
        • ITU, apendicite
  7. TRATAMENTO

    • ATB o mais rápido possível! <-> prevenção de sequelas
      • Amplo espectro, com efetividade contra gonococo e clamídia
    • Critérios de internação
      • Abscesso tubo-ovariano
        • Ceftriaxone EV + doxiciclina VO + metronidazol EV
          • Ou clindamicina EV + gentamicina EV
        • Melhora clínica em 24-48h -> alta com ATB VO
      • Gestação
      • Intolerância ao tto VO domiciliar
      • MEG, náuseas, vômitos e febre
      • Sem resposta clínica após 72h de início do ATB oral
      • Dificuldade em exclusão de emergência cx
    • "Coisa Do Mal"-> ceftriaxone + doxiciclina + metronidazol
      • 500 mg I.M. dose única | 100 mg VO 12/12h 14D | 500 mg VO 12/12h 14D
        • Esperado melhora clínica em 72h
          • SEGUIMENTO
            • Reavaliar em 72h
              • Abstinência secual até o final do tto
                • Sorologias para ISTs
                  • Avaliar e tratar parcerias sexuais dos últimos 2M para clamídia e gonococo!
                    • Orientar contraceptivos de barreira
    • Cirúrgico se...
      • Abscesso pélvico sem melhora com ATB
      • Suspeita de rotura do abscesso tubo-ovariano
      • Abscesso aumentando apesar do tto clínico
      • Via laparoscopia ou laparotomia
  8. COMPLICAÇÕES

    • Agudas
      • Abscesso tubo-ovariano -> possível sepse
      • Sd Fitz-Hugh-Curtis fase aguda (peri-hepatite) -> dor em hipocôndrio D
    • Tardias
      • Infertilidade
      • Gravidez ectópica
      • Dor pélvica crônica
      • Sd Fitz-Hugh-Curtis fase crônica

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  • Doença inflamatória pélvica
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Informações

Descrição
Mapa Mental sobre Doença inflamatória pélvica, criado por Thays HC em 03-12-2021.
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Thays HC
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