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Mapa mental

PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR

Bianca Abrantes De Oliveira Português

Mapa mental sobre Projeto Terapêutico Singular: estratégias na atenção à Saúde Mental, aspectos históricos e Brasil

Mapa mental: Projeto Terapêutico Singular

Conteúdo do mapa

PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR

  1. Estratégias na atenção à Saúde Mental:

    • diretrizes defendidas nas políticas públicas
      • humanização
      • integralidade
      • equidade
    • "novos caminhos para lidar com a loucura"
    • Projeto Terapêutico Singular (PTS)
      • CONCEITO:
        • Trata-se de uma estratégia de cuidado, ou seja, um conjunto de propostas de cunho terapêutico, que são discutidas e construídas coletivamente por uma equipe multiprofissional.
      • Promover a integralidade e a equidade do cuidado
        • Maior participação do sujeito na elaboração, aplicação e avaliação de seu projeto terapêutico, incentivando a participação da família no processo de cuidado com intenção de facilitar a reinserção social do indivíduo em seu meio.
      • OBJETIVO
        • Contemplar as necessidades do sujeito de forma singular
      • Vulnerabilidades do sujeito
      • O PTS é um instrumento facilitador de ações em saúde
      • Estabelece e organiza o cuidado, promove a autonomia e contribui com a noção de corresponsabilidade,
      • O PTS é, portanto, “um movimento de coprodução e de cogestão do processo terapêutico de indivíduos ou coletivos, em situação de vulnerabilidade”
      • Brasil
        • Utilizado no nível primário de atenção à saúde com o apoio de uma equipe matricial
          • O Apoio Matricial é uma ferramenta complementar e muitas vezes essencial no âmbito de Atenção Primária à Saúde (APS) que, frequentemente, necessita de um suporte especializado que possibilite uma discussão interdisciplinar para a elaboração de um PTS, ampliando as possibilidades de ação
            • evidencia-se a importância do Apoio Matricial na elaboração de um PTS demonstrando a evidente necessidade que os serviços da APS têm do apoio especializado em Saúde Mental, como ocorre com os NASF e equipes de saúde mental nos municípios.
      • Construção de um PTS
        • 1) A primeira etapa se baseia no diagnóstico e análise situacional do sujeito ou coletivo em questão, avaliando sua integralidade, seus aspectos físicos, psíquicos e sociais.
        • 2) Na segunda etapa, definem-se ações e metas a curto, médio e longo prazo que serão discutidas e negociadas com o sujeito ou grupo em questão, envolvendo um processo compartilhado de decisões.
        • 3) A terceira etapa é a divisão de responsabilidades que se dá a cada um dos participantes do PTS (usuário, equipe de atenção básica, ou outra equipe de matriciamento).
        • 4) A quarta e última etapa é a reavaliação, em que se discute a evolução do caso, os rumos, as alterações, novas metas e mudanças (se forem necessárias).
        • Etapas do PTS
          • 1ª etapa: constitui-se em diagnóstico e análise situacional do caso
            • Avaliar:
              • potencialidades do sujeito, suas crenças, valores, aspectos sociais, familiares, culturais, psíquicos, físicos, riscos e vulnerabilidades.
            • vínculo inicial com o paciente
            • Divergências na forma como esse contato inicial é realizado e conduzido.
              • Abordagem inicial
                • Escuta qualificada
                  • estabelecimento de vínculo e a detecção de situações a serem discutidas e trabalhadas no decorrer do planejamento do PTS.
                • Entender o sujeito
                  • aspectos físico, social, cultural e emocional é o primeiro passo para um cuidado singular que preze por sua integralidade
              • Carência de um acolhimento adequado por dificuldade dos profissionais de realizarem uma escuta empática e qualificada
          • 2ª etapa: são definidas as ações e metas a curto, médio e longo prazo a serem atingidas no tratamento
            • Importante:
              • A participação do usuário nas decisões a serem tomadas e objetivos pretendidos, sendo este um processo compartilhado entre equipe e usuário
            • Divergências da etapa
              • dificuldade em programar ações de forma conjunta (equipe/usuário/família)
              • ações podem acabar se limitando ao encaminhamento dos pacientes a serviços especializados de saúde mental sendo que em muitos casos não haveria essa necessidade, podendo o sujeito ser acompanhado na própria unidade de saúde de origem
              • desafios para serem superados no campo da comunicação entre equipe/usuário
              • problemas de comunicação como à falta de registro das intervenções realizadas por outros profissionais
              • falta de infraestrutura e local para a realização de reuniões de equipe
              • Essas situações ilustram a dificuldade de compartilhar informações e prejudicam a atuação interdisciplinar que deve estar voltada para um cuidado integral e contínuo.
          • 3ª etapa: divisão de responsabilidades dentre todos os envolvidos no PTS (usuário, família, equipes, etc.)
            • Define-se, neste momento, o TR do PTS, ou seja, aquele profissional que irá acompanhar de forma mais ativa o caso
              • vínculo desenvolvido com o usuário
              • TR será um elo importante entre a equipe e o usuário
              • O TR do PTS deve acompanhar as ações dos projetos e estabelecer relações de parceria com as redes de apoio disponíveis
            • Divergências da etapa
              • a escolha desse profissional raramente se baseia no vínculo, mas sim na logística de organização dos serviços,
              • frequentemente é observado a falta de diálogo e de negociações entre os envolvidos, pois não se leva em conta o protagonismo dos usuários e de sua família nesse processo
              • indefinição dos papeis das equipes de serviços especializados quando articulados com as unidades de atenção primária por meio do matriciamento,
              • responsabilidades dentro de uma única equipe que gerencia o PTS
              • fragmentação do cuidado pela especialização no estabelecimento das ações
            • Cabe, neste momento, que a equipe responsável pela elaboração do PTS identifique com o usuário como pretende conduzir seu tratamento e se, naquele momento, é capaz de gerenciar sozinho as suas ações e a tomada de decisão
          • 4ª etapa: momento da reavaliação
            • Se discute juntamente com o usuário a evolução de seu tratamento, os avanços e dificuldades
              • Pode-se resumir esta etapa como sendo um inventário do PTS
          • São observadas dificuldades na reavaliação dos PTS, pois tais dificuldades derivam desde a falta de estrutura física para reunir equipe e usuário para avaliar o andamento de seu tratamento, até a falta de comunicação entre a equipe
          • Considerações finais:
            • A importância do vínculo com o usuário é reconhecida, assim como o uso das outras tecnologias leves em saúde para facilitar esse processo.
            • Há certa deficiência relacionada ao diagnóstico situacional dos casos que, muitas vezes, acarretam em encaminhamentos desnecessários a serviços especializados em saúde mental e grande dificuldade em integrar os recursos da rede psicossocial
            • Estabelecimento de ações e metas é imprescindível para se atuar de forma conjunta e até mesmo justa
            • Importância da corresponsabilidade e protagonismo do usuário, pois se percebe que determinados serviços de saúde prezam por esses aspectos, estabelecendo condutas compartilhadas e momentos de maior interação com os usuários.
      • O PTS é uma importante ferramenta para os profissionais de saúde mental nos âmbitos do planejamento, implementação e avaliação das ações de assistência ao sujeito em sofrimento psíquico.
  2. Aspectos Históricos

    • 1948:
      • A Organização Mundial de Saúde passou a defender um conceito de saúde mais abrangente e não restrito à ausência de problemas clínicos
        • 2 fatos que iniciaram as grandes mudanças na Saúde Mental.
      • Foi criada a Declaração Universal dos Direitos Humanos
      • Tendo em vista a humanização do cuidado em saúde, dentro dos princípios de integralidade e equidade estabelecidos pelo SUS, nasceu no início da década de 1990 o PTS.
    • Brasil:
      • 1970:
        • Iniciativas antimanicomiais
          • Pilares para Reforma Psiquiátrica Brasileira
            • Reforma Psiquiátrica
              • assegurar os direitos e a proteção das pessoas portadoras de transtornos mentais
              • a reforma trouxe a implantação de estratégias terapêuticas multiprofissionais que favoreçam a interação entre os profissionais de uma equipe, articulando ações para proporcionar o máximo de autonomia e dignidade possível para os pacientes.
      • 1980
        • Processo de humanização da saúde
      • 1988
        • Estruturação do Sistema Único de Saúde (SUS)

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR, criado por Bianca Abrantes De Oliveira em 30-01-2022.
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