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Mapa mental

FRATURAS FECHADAS E EXPOSTAS

Eduarda Lima Português

Conteúdo do mapa

FRATURAS FECHADAS E EXPOSTAS

  1. ANATOMIA

    • Ossos longos → comprimento maior que a espessura
    • Ossos curtos → as três dimensões são equivalentes
    • Ossos chatos, planos ou laminares → foliáceos, de comprimento e largura equivalentes
    • Ossos irregulares → geometria complexa
  2. TIPOS DE FRATURA

    • Simples, em cunha ou complexa
    • Intra ou extra-articular
    • Aberta ou fechada
  3. CONSOLIDAÇÃO DE FRATURAS

    • Primária
      • Estabilidade absoluta por osteossíntese por placa e parafuso
      • Cirurgia estabilizadora
      • Tecido ósseo formado pelo próprio osso fraturado + endósteo
    • Secundária
      • Mais comum
      • Formação de tecido fibrocartilaginoso intermediário
      • Estabilização com gesso, hastes, fixadores externos ou fios
    • Fases da consolidação secundária
      • 1. Fase precoce (hematoma fraturário)
        • Formação de hematoma nas bordas do fragmento + angiogênese
      • 2. Fase do calo fraturário mole
        • Formação de tecido fibrocartilaginoso
      • 3. Fase do calo fraturário duro (calo ósseo)
        • Formação do tecido ósseo pelos osteoblastos
  4. APRESENTAÇÃO CLÍNICA

    • Histórico de trauma, dor e impotência funcional
    • Dor exacerbada pela palpação no foco de fratura e pela angulação dos fragmentos
    • Tumefação local, equimoses e crepitação
    • Deformidade visível em fraturas desviadas
  5. AVALIAÇÃO INICIAL

    • Procurar lesões que ameacem a vida ou perda do membro
    • História clínica
      • Mecanismo de lesão e localização
      • Sintomas
      • Comorbidades, lesões prévias e medicamentos
      • Alergias
      • Última refeição
    • Observar padrões de lesão
    • Exame físico
      • Avaliação da função neurovascular
        • Palpação de pulsos distais, TEC, testar função motora e sensibilidade, discriminação de dois pontos distais ao local da fratura
      • Procurar sinais de danos nos tecidos moles
      • Sinais de fratura exposta
      • Imobilização
        • Quando não houver sinais de disfunção neurovascular
          • Pulsos indetectáveis, função motora ausente e sinais de isquemia distal (dor, palidez, redução de temperatura)
  6. AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA

    • Raio-X simples
      • No mínimo 2 incidências
      • Técnica adequada
    • TC ou RNM
    • USG musculoesquelética
  7. CONTROLE DA DOR

    • Imobilização da fratura
    • Gelo
    • Elevação do membro afetado
    • Analgesia
  8. SINAIS QUE INDICAM NECESSIDADE DE REAVALIAÇÃO

    • Dor nova ou agravada
    • Circulação diminuída na extremidade afetada
    • Disfunção motora
    • Sangramento ou descarga do gesso ou tala
    • Sensações de pressão, trituração ou dormência na área da fratura
    • Danos significativos ao gesso ou tala
  9. TRATAMENTO

    • Redução
      • Fechada (manipulação com manobras ou tração
      • Aberta (cirúrgica)
    • Estabilização
      • Contenção externa (aparelho gessado)
      • Fixação externa cirúrgica
      • Fixação interna
    • Substituição por endoprótese
  10. COMPLICAÇÕES

    • Lesão arterial
    • Osteomielite e artrite séptica
    • Síndrome compartimental aguda
    • Lesões da pele e tecidos moles
    • Necrose avascular
    • Embolia gordurosa
    • TVP e TEP
  11. FRATURAS EXPOSTAS

    • Risco de desenvolver osteomielite
    • Prognóstico é proporcional ao nível de energia que causou o trauma
    • CLASSIFICAÇÃO DE GUSTILLO E ANDERSON
      • Tipo I
        • Ferida até 1 cm com lesão de partes moles mínima. Contaminação mínima. Fratura transversa/ oblíqua curta.
      • Tipo II
        • Ferida de 1-10 cm com lesão de partes moles moderadas. Esmagamento mínimo/mo- derado. Contaminação moderada. Fratura transversa ou oblíqua curta/mínima cominuição.
      • Tipo III
        • Ferida com mais de 10 cm com extensa lesão de partes moles e/ou esmagamento. Grande contaminação. Trauma de alta energia.
        • III A
          • Adequada cobertura óssea com partes moles, apesar de lacerações e retalhos presentes
        • III B
          • Lesão extensa, não permitindo cobertura óssea, necessitando de reconstrução cirúrgica
        • III C
          • Lesão arterial que necessita reparo cirúrgico
    • TRATAMENTO INICIAL
      • Avaliação inicial - ABCDE
      • Exame ortopédico
      • Avaliação radiológica após examinar e estabilizar o paciente
      • Durante a avaliação primária, iniciamos profilaxia contra tétano, antibioticoprofilaxia (48-72h) e analgesia
    • TRATAMENTO CIRÚRGICO
      • Em até 6h
      • Desbridamento de tecidos desvitalizados
      • Lavagem mecânico-cirúrgica (LMC) com pelo menos 10L de solução salina
      • Avaliação da ferida - critério dos 4 “C”
        • Cor, contratilidade, circulação e consistência
      • Fixação da fratura

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre FRATURAS FECHADAS E EXPOSTAS, criado por Eduarda Lima em 09-05-2022.
Criado por
Eduarda Lima
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