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SISTEMA VESTIBULOCOCLEAR
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SISTEMA VESTIBULOCOCLEAR
AUDIÇÃO
EQUILÍBRIO
DEFINIÇÃO
- O nervo vestibulococlear é o oitavo nervo craniano (CN VIII) e é um nervo puramente sensitivo. Consiste de duas partes: a porção vestibular, que veicula impulsos nervos do sistema vestibular, e a porção coclear que veicula impulsos da cóclea.
TRAJETO
- O seu trajeto tem início no vestíbulo, responsável pelo equilíbrio somático. Este também é inervado por pequenos ramos sensitivos que entram no gânglio vestibular. A segunda parte do nervo começa na cóclea, na qual existem sinapses cocleares com o gânglio espiral.
PRINCIPAIS DISTÚRBIOS
- NEURITE VESTIBULAR
- Principal diagnóstico para um quadro de vertigem de origem periférica, unilateral, de início agudo ou subagudo e duração prolongada.
- QUADRO CLÍNICO
- A instalação do quadro é aguda e o paciente refere vertigem rotatória constante, que piora com qualquer tipo de movimento e tem uma melhora parcial com repouso. O nistagmo rotatório e a sensação de rotação do corpo ocorrem para o lado oposto ao da lesão, enquanto o ajuste do reflexo vestibuloespinhal e as quedas são para o lado lesado. O reflexo vestíbulo-ocular é alterado do lado da lesão.
- NEURITE VESTIBULAR INFERIOR
- O paciente com neurite vestibular inferior tem as queixas clássicas de lesão vestibular periférica. Esse diagnóstico é raro e deve ser encarado como diagnóstico de exclusão.
- QUADRO CLÍNICO
- A evolução do quadro é a mesma observada na neurite vestibular da divisão superior. A neurite vestibular é um diagnóstico clínico, e quando todos os aspectos discutidos estão presentes, os exames complementares não são obrigatórios.
- DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
- A investigação com exame de imagem é indicada nos casos em que há suspeita de quadro vestibular central. O tratamento de pacientes com neurite vestibular é estabelecido com dois objetivos: tratamento sintomático e tratamento específico.
- VERTIGEM NA EMERGÊNCIA
- A queixa de vertigem recorrente é muito comum. Este grupo de patologias caracteriza-se por episódios recorrentes e períodos intercríticos assintomáticos ou oligossintomáticos:
- MIGRÂNEA VESTIBULAR
- A síndrome migranosa normalmente se expressa através da cefaleia. O diagnóstico é clinico. Os exames de imagem são necessários apenas nos casos em que se torna importante descartar uma lesão central.
- TRATAMENTO
- O tratamento da crise aguda segue as mesmas orientações do tratamento das crises de enxaqueca com aura, e a vertigem em si deve ser tratada como outras crises agudas de vertigem.
- DOENÇA DE MÉNIÈRE
- A doença de Ménière é uma síndrome vestibular periférica idiopática caracterizada por episódios recorrentes de vertigem rotatória espontânea, associada a sintomas de desequilíbrio, náuseas e vômitos e sintomas cocleares que incluem a hipoacusia, zumbido e sensação de pressão no ouvido. Com a persistência das crises, os pacientes podem evoluir com hipoacusia e deficit vestibular permanentes. A doença de Ménière é multifatorial.
- DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
- O diagnóstico da doença de Ménière é baseado nos critérios diagnósticos e, portanto, a audiometria é importante. A realização de outros exames tem como objetivos identificar a hidropisia endolinfática, avaliar a função vestibular e excluir outras lesões. O tratamento profilático pode ser medicamentoso. Tratamentos cirúrgicos destrutivos como a labirintectomia e a neurectomia vestibular têm pouca evidência.
- FÍSTULA PERILINFÁTICA
- A fístula perilinfática consiste em uma conexão anormal entre a orelha interna e a orelha média através de microfissuras da membrana da janela oval e/ou da membrana da janela redonda, com consequente extravasamento da perilinfa para a orelha média. O trauma craniano é a principal situação causadora.
- DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
- O diagnóstico ainda hoje é presuntivo. Alguns exames complementares podem corroborar a hipótese diagnóstica.
- DEISCÊNCIA DE CANAL SEMICIRCULAR
- A deiscência de canal semicircular é uma síndrome clínica caracterizada por crises recorrentes e de curta duração de sintomas vestibulares.
- DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
- O diagnóstico é um desafio, tanto pelas múltiplas manifestações possíveis, quanto por demandar de tomografia computadorizada de alta resolução. Em pacientes muito sintomáticos pode-se indicar o tratamento cirúrgico.
- PAROXISMIA VESTIBULAR
- As crises de vertigem tipicamente duram segundos, raramente minutos, podendo ou não ser acompanhadas de sintomas cocleares. Quando presentes, os sintomas cocleares podem persistir mesmo no intervalo entre as crises vertiginosas. Em muitos pacientes, as crises são precipitadas por posições específicas da cabeça ou por hiperventilação. Alguns casos são acompanhados de espasmo hemifacial ipsilateral.
- A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é a principal causa de vertigem posicional. O diagnóstico e o tratamento da VPPB são simples, e embora não seja uma doença grave, é importante saber identificar e tratar os pacientes, pois a VPPB prolongada pode levar a complicações.
- A VPPB é notadamente uma doença autolimitada, com resolução espontânea em muitos casos. O quadro clínico típico é caracterizado por episódios recorrentes de vertigem rotatória súbita de curta duração desencadeados por movimentos cefálicos bruscos. O diagnóstico da VPPB baseia-se nos dados clínicos típicos e nos achados do exame otoneurológico, sendo desnecessário o uso de exames complementares nos casos típicos.
- VPPB DE CANAL SEMICIRCULAR HORIZONTAL (VPPB-CH)
- São descritas duas variantes para o canal horizontal, a canalolitíase (VPPB-CanH), mais comum, e a cupulolitíase (VPPB-CupH), mais rara, sendo as crises desencadeadas principalmente por rotação da cabeça na posição supina.
- VPPB DO CANAL SEMICIRCULAR ANTERIOR (VPPB-CA)
- É um distúrbio raro devido à orientação anatômica do canal anterior, que é superior ao utrículo, dificultando a entrada dos otólitos no canal. A vertigem e o nistagmo podem ser provocados pela manobra de Epley ou pela manobra de Dix-Hallpike.
- VERTIGEM POSICIONAL CENTRAL
- Existem outras causas periféricas de vertigem posicional como a paroxismia vestibular e a deiscência de canal semicircular, mas o principal diagnóstico diferencial é a vertigem posicional central, uma vez que esta é causada por comprometimento de tronco ou cerebelo. Este diagnóstico diferencial, entre VPPB e vertigem posicional central, se inicia pela avaliação do nistagmo posicional
- SÍNDROME DE NISTAGMO DOWNBEAT
- A síndrome de nistagmo downbeat se caracteriza por nistagmo vertical para baixo no olhar primário, podendo ser exacerbado ao olhar lateral ou à manobra posicional para trás. Muitas vezes, é acompanhada de ataxia cerebelar ou sintomas visuais, como oscilopsia ou alteração no seguimento vertical.
- VPPB DE CANAL SEMICIRCULAR HORIZONTAL (VPPB-CH)
- A VPPB é notadamente uma doença autolimitada, com resolução espontânea em muitos casos. O quadro clínico típico é caracterizado por episódios recorrentes de vertigem rotatória súbita de curta duração desencadeados por movimentos cefálicos bruscos. O diagnóstico da VPPB baseia-se nos dados clínicos típicos e nos achados do exame otoneurológico, sendo desnecessário o uso de exames complementares nos casos típicos.
- A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é a principal causa de vertigem posicional. O diagnóstico e o tratamento da VPPB são simples, e embora não seja uma doença grave, é importante saber identificar e tratar os pacientes, pois a VPPB prolongada pode levar a complicações.
- DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
- O diagnóstico é clinico associado a exames de neuroimagem. O tratamento farmacológico preconizado é o uso de drogas anti epiléticas – boa resposta a estas drogas é ainda útil na confirmação do diagnóstico.
- As crises de vertigem tipicamente duram segundos, raramente minutos, podendo ou não ser acompanhadas de sintomas cocleares. Quando presentes, os sintomas cocleares podem persistir mesmo no intervalo entre as crises vertiginosas. Em muitos pacientes, as crises são precipitadas por posições específicas da cabeça ou por hiperventilação. Alguns casos são acompanhados de espasmo hemifacial ipsilateral.
- MIGRÂNEA VESTIBULAR
- A queixa de vertigem recorrente é muito comum. Este grupo de patologias caracteriza-se por episódios recorrentes e períodos intercríticos assintomáticos ou oligossintomáticos:
- OTITE
- Epidemiologia
- Até 2 anos de idade, tanto OMA quanto Otite Média Secretora (OMS) são bilaterais em sua maioria. Após os 2 anos, a maioria dos episódios de OMA e OMS é unilateral.
- Quadro clínico
- A otalgia é a manifestação clínica mais comum.Alguns sinais e sintomas diagnosticam a Otite Média Aguda bacteriana, como a otalgia de aparecimento súbito em crianças menores de dois anos com alteração do sono, mudança de comportamento e choro intenso. Febre acima de 39ºC e otorreia com história de otalgia muito intensa nas últimas vinte e quatro horas.
- Diagnóstico
- O diagnóstico é determina pela história clínica, exame físico e otoscopia pneumática. A história clínica deve avaliar a forma e o meio em que o paciente vive, como a exposição à fumaça do cigarro, creche, posição em que é oferecida a mamadeira, familiares com otite média recorrente.
- Tratamento
- A primeira escolha utilizada é a Amoxicilina, por ser segura, bem tolerada e ter um bom espectro de ação. A analgesia com Ibuprofeno também é feita, se houver dor.
- Epidemiologia
- NEURITE VESTIBULAR
ENGLOBA
Diagnósticos diferenciais
- Labirintinte
- É uma inflamação do labirinto, uma estrutura do ouvido interno que controla o equilíbrio. Pode causar tonturas intensas, vertigens, náuseas e perda de equilíbrio.
- ALUNA: Maria Luiza Porto Bezerra Cavalcanti
- TUTORA: TÂMARA GUEDES
- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- TEIXEIRA, Lázaro Juliano; MACHADO, João Natel Pollonio. Manobras para o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna: revisão sistemática da literatura. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, v. 72, p. 130-139, 2006.
- DE WEBER, Prueba; DE RINNE, Prueba; DE SCHWABACH, Prueba. VIII NERVIO CRANEAL (VESTIBULOCOCLEAR). Neurosemiología: una aproximación clínica al sistema nervioso, p. 9, 2024.
- DA SILVA FILHO, Clelio Mendes et al. O manejo clínico da otite média aguda em crianças: uma revisão bibliográfica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 15, n. 8, p. e10752-e10752, 2022.
- ALUNA: Maria Luiza Porto Bezerra Cavalcanti
- É uma inflamação do labirinto, uma estrutura do ouvido interno que controla o equilíbrio. Pode causar tonturas intensas, vertigens, náuseas e perda de equilíbrio.
- Perda auditiva
- Pode ser causada por danos no ouvido interno, no nervo auditivo ou no córtex auditivo do cérebro. Pode ser sensorioneural (envolvendo o nervo auditivo) ou condutiva (envolvendo o ouvido externo ou médio).
- Labirintinte
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre SISTEMA VESTIBULOCOCLEAR, criado por Nataly Luna em 26-04-2024.
- Criado por
- Nataly Luna
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