A história e o exame físico de qualquer paciente
devem ser minuciosos, uma vez que os sintomas
da leucemia são inespecíficos, podendo
mimetizar doenças comuns da infância.
Palidez, fadiga, anorexia,
sangramentos, febre,
hepatoesplenoadenomegalia
e, especialmente, dor óssea,
artrite e artralgia.
A linfonodomegalia
está presente em
aproximadamente
50% das crianças
A leucemia linfoide aguda origina-se a
partir de uma alteração somática em
uma célula linfoide B ou T
progenitora, levando ao crescimento
desordenado e à proliferação clonal
dessa célula (blasto), o que faz que as
células normais da medula óssea
tenham sua produção alterada,
resultando em anemia, sangramento
e infecções
epidemiológia
A incidência da
leucemia na infância
está aumentando,
conforme
demonstrado no
estudo europeu de
base populacional
A leucemia
aguda
representa
25 a 30% dos
casos de
câncer em
pediatria
Tanto a LLA como a LMA podem estar associadas a fatores ambientais ou genéticos.
Radiação ionizante, quimioterapia, produtos químicos, fumo, ingesta de álcool materno
e dieta com excesso de inibidores de topoisomerase II (frutas e vegetais com
flavonoides; chá, vinho e chocolate com catequinas; cafeína)
Observam-se também ocorrência de leucemia familiar e alta incidência de
leucemia em gêmeos idênticos. Mutações no gene p53 podem estar relacionadas.
Aspectos laboratoriais
O diagnóstico adequado das leucemias depende
do hemograma, do mielograma, da
imunofenotipagem, da citogenética e do líquor
Outros exames para avaliar a extensão da
leucemia no organismo são fundo de olho,
raio X de tórax (massa mediastinal) e
ultrassonografia de abdome (infiltração renal,
hepatoesplenomegalia, gânglios).
A avaliação do estado geral do
organismo deve ser feita com
função renal e hepática,
eletrólitos, ácido úrico,
coagulação, sorologias e
ecocardiograma (pelo uso de
drogas miocardiotóxicas).