Sintomas da doença do esôfago (Disfagia)

Vanessa Ferreira nogueira
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Gastro Mind Map on Sintomas da doença do esôfago (Disfagia), created by Vanessa Ferreira nogueira on 02/08/2019.

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Sintomas da doença do esôfago (Disfagia)
1 Anatomia
1.1 M. estriado no terço proximal; M lisa dos 2/3 distal; na transição entre as duas, contêm ambos os tipos musculares
1.2 Órgão muscular- entre coluna vertebral e traqueia- Função- Transporte de alimento
1.3 M. circular interna/ longitudinal externa; Entre essas duas camada existe o PLEXO MIOENTÉRICO (Dotado de neurônios, comunicação entre o N. vago e M. liso
1.4 Esfincter de defesa
1.4.1 EES- separa da faringe (impede aspiração de conteúdo do esófago)
1.4.2 EEI: separa do estômago (Dificulta o refluxo gastro esofágico
1.5 Deglutição- abre EES- onda peristáltica primária percorre o esófago (sentido aboral)- abre EEI
1.6 Após a deglutição os esfincteres △ seu tônus basal de repouso - mecanismo de defesa
1.7 Doenças
1.7.1 Orgênicas
1.7.1.1 Ocorre alterações anatômicas, freq. obstrutiva, origem benigna ou maligna, com localização intrínsca ou extrinsca
1.7.2 Funcionais
1.7.2.1 Ocorre distúrbio da motilidade esofagiana, SEM evidências de lesões estruturais obstrutivas
1.7.3 Fases da deglutição
1.7.3.1 1- Fase preparatória oral
1.7.3.1.1 Ensalivação; mastigação; posicionamento do bolo alimentar para faringe
1.7.3.2 2- Fase oral
1.7.3.2.1 VOLUNTÁRIA- Transferência do bolo até a faringe
1.7.3.3 3- Fase faríngea
1.7.3.3.1 Transporte do bolo da faringe para esôfago
1.7.3.4 4- Fase esofágica
1.7.3.4.1 Transporte do esófago ao estômago
1.7.3.4.1.1 Nova classificação de distúrbios motores esofágicos e seus critérios de diagnóstico
2 Disfagia - Dificuldade para deglutir
3 Disfagia orofaríngea DOF (transferência)
3.1 Causada: Alterações que afetam a cavidade oral e a faringe, especial EES
3.1.1 Fase oral: disfunção de preparo, qualificação e organização, afetam a ejeção, que por danos neuromusculares por si só podem estar comprometidas
3.1.1.1 Principais causas de comprometimento: Na faringe, disfunção na dinâmica de exclusão da rinofaringe e conduções faríngea com abertura inadequada, da transição faringoesofágica (TFE) em tempo e dimensão
3.1.1.2 Abertura da TFE, depende da dinâmica hiolaringea- importante na mecânica de proteção das VA
3.1.1.2.1 CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
3.1.1.2.1.1 Anamnese+ sintomas relacionados ao ato de deglutir- diagnóstico
3.1.1.2.1.2 Dificuldade em deglutir- apontando região cervical
3.1.1.2.1.3 Pode acompanhar: engasgo; regurgitação de líquidos pelas fossas nasais- Torna as refeições longas (afeta convívio familiar)
3.1.1.2.1.4 Quadros prolongados- perda de peso; desnutrição
3.1.1.2.1.5 Pode ocorrer aspiração- leva a pneumonia e óbito
3.1.1.2.1.6 Freq. alimentar tossindo- tentativa de proteção das VA
3.1.1.2.1.7 Retensão de saliva ou resíduos na faringe- geral alteração vocal- "VOZ MOLHADA"
3.1.1.2.1.8 DIAGNÓSTICO
3.1.1.2.1.8.1 Inicia pela suspeita
3.1.1.2.1.8.2 Início; duração e progressão da disfagia
3.1.1.2.1.8.3 Sugestivo de evento cerebrovascular- início súbito; associado a outros sinais e sintomas neurológicos
3.1.1.2.1.8.4 Sugestivo de dano no Tronco cerebral- vertigem; náusea, vômito; soluço; rouquidão; diplopia
3.1.1.2.1.8.5 Sugerir comprometimento etiologia musc. ou de neurônio motor: disartria; diplopia; fraqueza de membros ou fadiga
3.1.1.2.1.8.5.1 Paciente idoso
3.1.1.2.1.8.5.1.1 1- Identificar achados de doenças sistêmicas ou metabólicas
3.1.1.2.1.8.5.1.1.1 2- Se presente lesões neurológicas, localizar o nível neuroanatomicamente e a gravidade da lesão
3.1.1.2.1.8.5.1.1.1.1 3- Detectar possibilidades de aspiração; sepse pulmonar ou deficiência nutricional- Que são indicadores da gravidade da disfagia
3.1.1.2.1.8.6 MÉTODOS COMPLEMENTARES
3.1.1.2.1.8.6.1 Videofluoroscópia da deglutição; Estudo endoscópico funcional da deglutição (FESS); Oferecem + subsídios
3.1.1.2.1.8.6.2 Observação manométrica. Um dos métodos + eficientes. Associada com vídeofluoroscopia permite em tempo real observar anatomia envolvida na deglutição orofaríngea, e resultados pressóricos que cada estrutura exerce- PERMITE DIAGNÓSTICO FUNCIONAL + PRECISO
3.1.1.2.1.8.6.3 OBS: A vídeofluoroscopia é radiológico não invasivo, oferece + subsídios ao estudo, principalmente fase oral e faríngea; possibilita análise qualitativo dos fenômenos registrados, e quantificação em dimensão e tempo de estruturas e eventos. Observa eficácia do preparo, organização e da ejeção do bolo. Avalia- escape de conteúdo para rinofaringe, trânsito faríngeo, eficácia do mecanismo de proteção das vias aéreas (Aspiração) e da transição faringoesofágica
3.1.1.2.1.8.6.4 FESS: permite visão direta da estrutura e dinâmica faríngea ; introdução nasal;Observa: estrutura faríngea, morfologia do adito laríngeo, estruturas e dinâmicas das pregas vocais. Estima Abertura e fechamento da transição faringoesofágica. Com uso de corantes- ver proteção das vias aéreas (uso de ar, ou leve toque) Se limita a observasão na fase faríngea
3.2 Causa + freq. são as neuromusculares (+ idosos)
3.3 Dificuldade em iniciar a deglutição
4 Disfagia esofagiana (De transporte)
4.1 Dificuldade de passagem do alimento após o ato de deglutir
4.2 Causas
4.2.1 Orgânicas- distúrbio obstrutivo
4.2.2 Intrínseca ou extrínseca; benigna ou maligna
4.2.3 Funcional- quando a alteração responsável pelos sintomas é um distúrbio da motilidade esofágica
4.2.4 Distúrbios
4.2.4.1 PRIMÁRIOS Quando a alteração motora esofágica é a própria manifestação da doença
4.2.4.2 SECUNDÁRIOS- Quando a doença de base é sistêmica e o comprometimento esofagiano apenas uma de suas manifestações
4.2.4.3 CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
4.2.4.3.1 Anamnese bem feita (Base para o diagnóstico diferencial entre disfagia orgânica e funcional), já que o exame físico é pobre
4.2.4.3.2 Disfagia esofagiana NÃO SE ACOMPANHA DE ENGASGO (O paciente pode ter dificuldade de explicar o fato e chama de engasgo, a própria dificuldade para deglutir, e que isso seria um "Entalo")
4.2.4.3.3 Localização: REGIÃO RETROESTERNAL OU PRÓXIMO APÊNDICE XIFOIDE
4.2.4.3.4 Disfagia orgânica: PROGRESSIVA em relação a consistência alimentar; 1° sólidos, 2° pastoso, 3° líquido
4.2.4.3.5 Disfagia funcional: tbm de localização baixa em sua maioria, quando alta (fúrcula esternal); Ocorre TANTO PARA SÓLIDOS COMO PARA LÍQUIDOS; é intermitente ou lentamente progressiva
4.2.4.3.6 Fatores psíquicos (ansiedade, emoção) podem agravar a disfagia
4.2.4.3.7 DIAGNÓSTICO
4.2.4.3.7.1 Inicia pela suspeita- Início; duração e progressão da disfagia
4.2.4.3.7.2 Início súbito de disfagia para sólidos, acompanhada de sensação de desconforto torácico e sialorreia, sugere impactação de corpos estranhos em áreas estenosadas benignas ou anéis
4.2.4.3.7.3 Maioria das vezes, paciente se apresenta cronicamente doente
4.2.4.3.7.4 Sugestivo de lesão maligna: disfagia progressiva, importante emagrecimento em curto espaço de tempo e etilista
4.2.4.3.7.5 Característica de estenose benigna: disfagia exclusiva para sólidos, de longa duração ou lentamente progressiva
4.2.4.3.7.6 Apontam para estenose péptica Antecedentes de pirose e regurgitação ácida
4.2.4.3.7.7 Sugestivo de alteração funcional; ex: espasmo esofagiano difuso- disfagia intermitente para sólidos e líquidos, entremeados por episódios de dor torácica
4.2.4.3.7.8 Sugestivo de acalasia: disfagia p sólidos e líquidos de longa duração, estado geral relativamente conservado ou emagrecimento rápido apenas no início do quadro
4.2.4.3.7.8.1 OBS: Disfagia na acalasia, é acompanhada de regurgitações (aspecto clara de ovo), distúrbios alimentares com progredir do quadro. Surgem até horas após as refeições, não raramente a noite, provocando tosse, engasgos e sensações de sufocamento. Fase inicial: pode haver dor torácica espontânea, melhora com ingestão de líquidos, podendo preceder por meses ou anos o surgimento da disfagia
4.2.4.3.7.9 Outros sintomas, (+ disfagia funcional): sialorreia, soluços ou singultos por vezes em crises prolongadas
4.2.4.3.7.10 Exame físico: Sinais metastáticos- emagrecimento acentuado;/ Lesão maligna dependendo da intensidade e duração - desnutrição/ sinais de doenças sistêmicas em portadores de colagenoses/ hipertrofia das parótidas em portores de doença de chagas
4.2.4.3.7.11 MÉTODOS COMPLEMENTARES
4.2.4.3.7.11.1 Iniciada com endoscopia digestiva alta (EDA). Possibilita excluir lesões orgânicas em caso de disfagia funcional ou diagnóstica-la, possibilidade de biopsias
4.2.4.3.7.11.2 Estudo radiológico (esofagografia ou vídeoesofografia) fundamental na disfagia crônica- avalia o tempo de trânsito presença de contrações anormais e calibre do esófago, alterações anatômicas e estruturais
4.2.4.3.7.11.3 Esofagomanometria (EMN)- de escolha para diagnóstico definitivo das alterações da motilidade esofágica
4.2.4.3.7.11.4 Manometria de alta resolução (MAR), uso de cateter com 32 sensores radiais de pressão- observa atividade contrátil do esófago simultaneamente. Facilita classificação de acalasia, falhas no relaxamento da junção esofagogástrica, mesmo com peristalse de corpo normal, distúrbios motores hipercontráteis e espasmo esofagiano difuso
5 Tratado de gastro