Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos

Graziane Farias
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Mapa Mental do Trabalho de Seminário de Educação. Texto de Antonio Moreira e Vera Maria Candau.

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Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos
  1. A centralidade da cultura
    1. A Cultura no campo das ciências sociais tendem pelo enfraquecimento das divisões entre áreas de estudo e de intensificação de estudos inter e transdisciplinares.
      1. A Cultura no campo da educação sustenta pelas lutas e conflios culturais na batalha por hegemonia.
        1. Marxismo
          1. Marxismo ortodoxo: domínio de idéias e significados restritos a um mero reflexo da estrutura econômica da sociedade.
            1. Marxismo culturalista: visão de que os indivíduos atuam em meio a práticas e a conflitivas relações de poder, produzindo, rejeitando e compatilhando significados.
              1. A velha distinção que o marxismo clássico fazia entre a "base" econômica e a "superestrutura" ideológica é de difícil sustentação nas atuais circunstâncias em que a mídia é, ao mesmo tempo, uma parte crítica na infra-estrutura material das sociedades modernas, e, também, um dos principais meios de circulação das idéias e imagens vigentes nestas sociedades. (Hall, 1997)
              2. Toda prática social tem uma dimensão cultural, já que toda prática social depende de significados e com eles está estreitamente associada. A esfera econômica não funcionaria nem teria qualquer efeito fora da cultura e dos significados.
                1. Processo de formação de identidades sociais: como as sedimentações através do tempo daquelas diferentes identificações ou posições que adotamos e procuramos "viver", como se viessem de dentro, mas que são ocasionadas por um conjunto especial de circunstâncias, sentimentos, histórias e experiências únicas e peculiares nossas, como sujeitos individuais, em resumo, nossas identidades são formadas culturalmente. (Hall)
                  1. Economia e cultura constituem-se mutuamente, articulam-se.
                  2. Escola e cultura(s)
                    1. A escola é uma instituição considerada como mediação privilegiada para desenvolver uma função social fundamental: transmitir cultura, oferecer às novas gerações o que de mais significativo culturalmente produziu a humanidade.
                      1. Que entendemos por produções culturais significativas? Quem define os aspectos da cultura, das diferentes culturas que devem fazer parte dos conteúdos escolares? Como se têm dado as mudanças e transformações nessas seleções? Quais os aspectos que têm exercido maior influência nesses processos? Como se configuram em cada contexto concreto?
                      2. Culturas crítica, acadêmica, social e institucional, tornam-se hegemônicas.
                        1. Em detrimento da cultura experiencial, possui profundas raízes socioculturais.
                          1. A escola sempre teve dificuldade em lidar com a pluralidade e a diferença.
                        2. Visão monocultural da educação: Igualdade e direito de todos e todas à educação e à escola.
                          1. Quando "outros", os "diferentes" penetram neste universo escolar destabilizam sua lógica e instalam outra realidade sociocultural.
                          2. Introdução
                            1. Diferentes indagações a respeito da escola "invadida" pelos diferentes sujeitos sociais que estão tendo acesso as escolas, mas ainda sem orientação multicultural numa perspectiva emancipatória que oriente as práticas curriculares.
                              1. Denominação da justiça curricular: a) os interesses dos menos favorecidos, b) participação e escolarização comum, c) a produção histórica da igualdade
                                1. Justiça Curricular: Grau em que uma estratégia pedagógica produz menos desigualdade no conjunto de relações sociais ao qual o sistema educacional está ligado.
                                  1. Resulta em: ampliando-se e compreendam-se como práticas pedagógicas que incitem o questionamento às relações de poder.
                                2. Conceituação de diferença (McCarthy 1998): é um conjunto de princípios que têm sido empregados nos discursos, nas práticas e nas políticas para categorizar e marginalizar grupos e indivíduos.
                                  1. Construir um novo currículo requerer do professor nova postura, novos saberes, novos objetivos, novos conteúdos, novas estratégias e novas formas de avaliação.
                                  2. Propósito do texto: estimular nossos colegas a construírem e desenvolverem novos currículos de forma autônoma, coletiva e criativa. Pesquisas sobre educação ajudam a catalisar experiências que tornem o cotidiano escolar espaço da reflexão, da crítica, da rebeldia, da justiça curricular.
                                  3. Escola, cultura e diversidade cultural
                                    1. Diversidade Cultural e currículo
                                      1. Willinsky (1998): Questionamento dessas divisões e classificações. É preciso compreender a dinâmica histórica das categorias por meio das quais somos rotulados, identificados, definidos e situados na estrutura social. Transformar a escola em um espaço da crítica cultural.
                                        1. McCarthy (1998): Manifestações culturais hegemônicas e subalternizadas precisam integrar o currículo, confrontando-se e desafiando-se.
                                          1. Combater o "daltonismo cultural".
                                            1. Requer uma perspectiva que valorize e leve em conta a riqueza decorrente da existência de diferentes culturas no espaço escolar.
                                            2. McCarthy (1998): Desestabilizar o modo como o outro é mobilizado e representado " O olhar do poder, suas normas e pressepostos precisa ser desconstruído." Confrontar diferentes perspectivas, diferentes pontos de vista, diferentes obras literárias, eventos históricos, de modo a favorecer ao aluno entender como o conhecimento tem sido escrito de uma dada forma e como pode ser rescrito de outra.
                                              1. Necessidade de relacionar conhecimento com a realidade, eventos e experiências dos estudantes na discussão, quem lucra e quem perde com as formas de emprego de conhecimento.
                                              2. O combate à discriminação e ao racismo no cotidiano escolar
                                                1. Elementos discriminadores afetam distintas dimensões.
                                                  1. Dados mostram discriminação sendo de carácter étnico e discriminação social.
                                                    1. Cultura escolar impregnada por representações padronizadas da igualdade "Aqui somos todos iguais".
                                                      1. "Cultura da discriminação": na qual a demarcação entre "nós" e "os outros" é uma prática social permanente que se manifesta pelo não reconhecimento dos que consideramos não só diferentes, mas "inferiores", por diferentes características identitárias e comportamentos.
                                                        1. Temos dificuldades em assumir nossas próprias práticas discriminatórias colocando sempre culpa nos outros.
                                                          1. Construir práticas multiculturais e não discriminatórias, só é possível na ação conjunta. A cultura escolar e a cultura da escola naturalizam com tanta força estes aspectos, que é somente no diálogo, no questionamento, no debate, que é possível desenvolver um outro olhar sobre o cotidiano escolar.
                                                        2. Construindo uma nova perspectiva para a educação escolar
                                                          1. Questões amplas e complexas. Necessária releitura da própria visão de educação.
                                                            1. Proporcionar que o docente venha descobrir outra perspectiva assentada na centralidade da cultura, no reconhecimento da diferença, e na construção da igualdade.
                                                              1. Para fazer reflexão a partir de uma visão ampla da problemática em que se analisem os desafios que uma sociedade globalizadora, excludente e multicultural propõe hoje para a educação.
                                                                1. Proporcionar com interações com diferentes grupos étnicos e culturais para gerar reflexão que incorpore sensibilidade antropológicos.
                                                                  1. Favorecer uma reflexão de cada educador sobre sua própria identidade cultural, como é capaz de descrevê-la, como tem sido construída, que referentes têm sido privilegiados e por meio de caminhos.
                                                                    1. Os relatos de discriminação e preconceito, reprimidos e silenciados por longo tempo, mostram-se fortes. A experiência do "outro" se aproxima da nossa através do relato.
                                                                    Show full summary Hide full summary

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