Análise de Demonstrações Financeiras

Jessica Senna
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Mind Map on Análise de Demonstrações Financeiras, created by Jessica Senna on 09/16/2015.

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Análise de Demonstrações Financeiras
1 Demonstrações Financeiras Primárias
1.1 1.Balanço Patrimônial. 2.Demonstração Financeira
2 Demonstrações Financeiras Secundárias
2.1 1.Principalmente a Demonstração de Origem e Aplicação de Recursos
3 Métodos de Análise
3.1 1.Horizontal. 2. Vertical.
4 Índices Financeiros
4.1 São grandezas relativas, construídas a partir dos números contidos nas Demonstrações rimárias
5 Balanço Patrimônial
5.1 É a representação sintética dos elementos constituintes do patrimônio da empresa
6 Fluxo de recursos
6.1 A Administração Financeira de uma empresa preocupa-se com a tomada de medidas para que a entidade consiga recursos apropriados ás suas atividades em condições tão boas quanto possível(em termos de prazo, custos e outros aspectos) bem como com a análise da maneira pela qual esses fundos são empregados (isto é, aplicados) e de ode se originam (isto e, as suas fontes)
6.1.1 Recursos disponíveis em dinheiro para a empresa
6.1.2 Dinheiro + Direitos a curto prazo - Obrigações a curto prazo = Capital de giro líquido
6.1.3 Origens
6.1.3.1 São origens, aquelas variações de saldos que representam acréscimos de recursos recebidos pela empresa, seja por fornecimento direto da sua origem, seja pela liquidação de investimentos anteriores ou, ainda, por deduções escriturais que não representam saídas de recursos.
6.1.3.1.1 I) Aumentos de saldos de contas de exigível e não-exigível. II) Reduções de saldos de contas de ativo. III) Despesas não desembolsadas, como depreciação, cuja origem está nos recursos gerados pelas vendas, mas que por serem deduzidas para fins de apuração do lucro tributável, devem ser novamente somadas para dar uma idéia precisa dos fundos gerados pelas operações da empresa.
6.1.3.1.1.1
6.1.4 Aplicações
6.1.4.1 São aplicações, as variações de saldos de contas representativas de novos investimentos com os recursos obtidos.
6.1.4.1.1 I) Aumentos de saldos de contas de ativo. II) Reduções de saldos de contas de exigível e não-exigível.
6.1.4.1.1.1 UTILIDADE DA DEMONSTRAÇÃO DE ORIGEM E APLICAÇÃO DE RECURSOS
6.1.4.1.1.1.1 A) Indicar um comportamento desproporcional entre o investimento em ativos e a evolução das vendas, tanto no pas- sado quanto com base em projeções para o futuro. B) Permitir estimativas de necessidades de recursos a fontes internas e externas, bem como um equilíbrio mais apropriado entre elas. C) Examinar relações entre dividendos e lucros, ligando-as às exigências de fundos da empresa. D) Apontar a proporcionalidade ( ou a sua inexistência ) entre o crescimento das vendas e o financiamento das vendas e o financiamento dos ativos correspondentes, que resultam do volume de vendas. E) As relações de adequação entre as fontes de curto e longo prazos e as aplicações de maturação correspondente.
7 Análise Vertical
7.1 Em relação a este segundo enfoque de tratamento dos va- lores contidos numa Demonstração Contábil-Financeira,pas- samos a nos preocupar com a participação relativa de cada item no total, ou seja, com a composição percentual de uma demonstração.
8 Análise Horizontal
8.1 Entende-se por Análise Horizontal de Demonstrações Financerias, o comportamento da evolução, no tempo, de um dado item de uma demonstração.
9 INDICES
9.1 ÍNDICES FINANCEIROS
9.1.1 Índices de Endividamento
9.1.1.1 Através desses índices, procura-se medir a rapidez com que certos ativos ( e um item de passivo ) giram dentro de um exercício normal, dado o volume de operações então alcançados
9.1.1.1.1 A ideias é : quanto maior o giro ( expresso por um número de vezes, rotações ou voltas por período ), dado um volume de operações ( representado pela receita ), mais eficiente tende a ser a administração do aspecto específico analisado, pois isso significa que a empresa está sendo capaz de gerar um dado volume de operações com um investimento médio relativamente menor em certos tipos de ativo.
9.1.1.1.1.1 GIRO DO ATIVO OPERACIONAL(GAO)
9.1.1.1.1.1.1 Este índice informa o número de vezes em que os ativos operacionais líquidos são “utilizados num dado período, para gerar o número de operações desse período.
9.1.1.1.1.2 GIRO DO CAPITAL DOS ACIONISTAS(GCA)
9.1.1.1.1.2.1 Este índice reflete a rapidez, velocidade ou eficiência relativa, com a qual são usados os recursos da empresa, para atingir um certo volume de atividade
9.1.1.1.1.3 GIRO DO ESTOQUE DE PRODUTOS ACABADOS (GE)
9.1.1.1.1.3.1 Ele relaciona o volume médio investido em estoques, ao montante vendido no período, já que os estoques são contabilizados ao custo, a menos que o valor de venda caia a níveis mais baixos
9.1.1.1.1.3.2 ESTOQUE MÉDIO DE PRODUTOS (EMP)
9.1.1.1.1.4 GIRO DO SALDO DE CONTAS A RECEBER(GCR)
9.1.1.1.1.4.1 Através deste cálculo, verificamos o número de vezes em que o saldo médio de operações de vendas a crédito, está contido no volume total de vendas, nessas condições, dentro de um período
9.1.1.1.1.4.2 PRAZO MÉDIO DE COBRANÇA(PMC)
9.1.1.1.1.5 GIRO DO SALDO DE FORNECEDORES ( CONTAS A PAGAR ) - GF
9.1.1.1.1.5.1 Este índice fornece o giro do saldo dos valores devidos a fornecedores de materiais.
9.1.1.1.1.5.2 PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTOS (PMP)
9.1.2 Índices de Liquidez
9.1.2.1 ÍNDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE ( ILC )
9.1.2.1.1 representa o relacionamento entre os ativos e passivos de mesmo prazo ( curto ) de vencimento, sendo uma das ma- neiras mais usadas para avaliar a capacidade de uma empre- as para saldar os seus compromissos em dia . Contudo, tal índice apresenta dois defeitos básicos : a) Trata indistintamente ( somando ) todos os itens do ativo circulante, quando na realidade cada item possui liquidez bem diferente da liquidez de qualquer outro item. b) O que importa não é o que existe no ativo e no exigí- vel, numa determinada data, mas a velocidade com que, a partir dessa data, os ativos serão convertidos em dinheiro, sem reduções de valor, e os passivos circulantes chegarão ao seu vencimento. - Para efeitos práticos, devemos conjugar ao uso do ILC, o emprego de outros índices que reflitam esta velocidade. - Por exemplo : prazo médio de cobrança, prazo médio de pagamento e rotação de estoques de produtos acabados.
9.1.2.2 ÍNDICE DE LIQUIDEZ SECA ( ILS )
9.1.2.2.1 A formulação deste índice corresponde a uma tentativa de sanar as deficiências do ILC , excluindo-se do AC o item “estoques”, ou seja, o ativo de realização mais problemática dentro dessa categoria. - Na verdade, em condições normais, os estoques são trans- formados em contas a receber, e estas em disponibilidades, após um processo até certo ponto prolongado e, por isso mesmo, de maior incerteza .Há ainda a ressaltar a situação dos estoques em face de uma necessidade de liquidação. Exceto em circunstâncias excepcionais, uma liquidação de estoques tende a ser efetuada com grandes descontos sobre o valor contabilizado,isto é , o custo, reduzindo efetivamente a sua contribuição para a liquidez da empresa. - Em menor grau, este índice padece de defeitos similares aos do ILC. Por fim, acrescente-se que, quanto maior a dife- rença entre o ILC e o ILS de uma empresa, maior tende a ser a dependência da sua liquidez em relação à realização do va- lor dos seus estoques.
9.1.2.3 ÍNDICE DE LIQUIDEZ IMEDIATA ( ILI )
9.1.2.3.1 Este índice representa mais um passo na direção de uma medida mais satisfatória da liquidez de uma empresa, com- parando as obrigações de vencimento a curto prazo, com o que a empresa possui em dinheiro ou pode prontamente transformar em dinheiro ( aplicações temporárias, letras de câmbio, etc )
9.1.2.4 CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO ( CGL )
9.1.2.4.1 Esta relação, que fornece um valor monetário absoluto, corresponde à mesma noção subjacente ao ILC, ou seja, à proporção de ativos transformáveis em dinheiro da em- presa para saldar os compromissos com vencimento em curto prazo.
9.1.3 Índices de Eficiência Operacional
9.1.3.1 Estamos interessados em observar medidas do uso relativo de capital de terceiros pela empresa
9.1.3.1.1 CUSTO TOTAL DE TERCEIROS(CTT)
9.1.3.1.2 CUSTO DE TERCEIROS A LONGO PRAZO(CTPL)
9.1.3.1.3 COBERTURA DE JUROS(CJ)
9.1.3.2 Este índice procura verificar a proporção em que os resultados da empresa, permitem cobrir as despesas correspondentes aos encargos financeiros. O CTT e o CTLP relacionam os saldos de exigibilidades a volumes totais de ativo.
9.1.4 Índices de Rentabilidade
9.1.4.1 Tais índices são medidas variadas do lucro da empresa em relação a diversos itens, conforme o ponto de vista adotado já que o próprio lucro possui significados diferentes.
9.1.4.2 MARGEM OPERACIONAL LÍQUIDA ( MOL )
9.1.4.2.1 1. Este índice mede o êxito alcançado pela empresa na obtenção de preços de venda superiores aos custos necessários para efetuar a colocação dos produtos e/ou serviços , junto aos consumidores e/ou usuários. - Corresponde ainda à diferença relativa entre preços e cus- tos médios dos produtos e serviços oferecidos pela empresa . 2. Este índice mede o êxito alcançado pela empresa na obtenção de preços de venda superiores aos custos necessários para efetuar a colocação dos produtos e/ou serviços , junto aos consumidores e/ou usuários. - Corresponde ainda à diferença relativa entre preços e cus- tos médios dos produtos e serviços oferecidos pela empresa .
9.1.4.3 MARGEM LÍQUIDA ( ML )
9.1.4.3.1 Ele compara o lucro pertencente aos acionistas, com o volume de rendas gerado pela empresa em suas operações. É idêntico aos valores calculados na análise vertical da Demonstração de Resultados.
9.1.4.4 RETORNO SOBRE O CAPITAL DOS ACIONISTAS (RCA)
9.1.4.4.1 1. Este índice mede o rendimento obtido pela empresa como remuneração do investimento dos proprietários ( os fornecedores de capital de risco ) . Por outro lado, o numerador justifica-se pelo fato de que é este lucro, realmente pertencente aos proprietários, qualquer que seja a decisão subsequente quanto à sua destinação. 2. O denominador, por sua vez, é representativo do volume médio do investimento mantido na empresa por esses proprietários. ( estamos usando a média aritmética simples, dividindo por 2, as somas dos valores de início e fim de cada período ). 3. Em muitos livros de finanças, não é calculado o valor médio para esse item, o que a nosso ver corresponde a uma distorção do índice. Tal como ele é calculado nesses casos compara-se o lucro gerado em todo um período ao capital do último dia desse período. - Tendo havido grandes variações desse capital durante o ano por aumentos de capital, incorporação de reservas, e o próprio lucro gerado durante o p
9.1.4.5 RETORNO SOBRE O ATIVO OPERACIONAL (RAO)
9.1.4.5.1 1. Este índice mede a rentabilidade das operações básicas da empresa em face dos recursos ( ativos ) aplicados nessas operações. Em se tratando de empresa industrial ou comercial, recomenda-se excluir como ativos não-operacionais,as aplicações em títulos resgatáveis a curto prazo ( ou seja, as chamadas “aplicações financeiras”), os ativos imobilizados técnicos não usados nas atividades normais ( por exemplo, um terreno adquirido ou recebido, para o qual não haja um plano de utilização ) e os imobilizados financeiros não essenciais às atividades afins.
9.1.4.5.1.1 2. Neste último caso, estamos falando principalmente de investimentos em áreas de incentivo fiscal. Por outro lado, se estivermos frente a um caso em que o investimento é feito em empresa coligada ou subsidiária e cujo controle é essencial à normalidade das operações, o valor correspondente deverá ser tratado como ativo operacional.
9.1.4.5.1.1.1 3. No caso das demonstrações em uso, excluímos os valores correspondentes à totalidade das aplicações temporárias e parcelas de outros ativos circulantes, realizável a longo prazo e de outros ativos. Esses detalhes não constam dos Ba- lanços Simplificados, mas das demonstrações originais publicadas.
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