UNIVERSALISMO

Hudson Lopes
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Hudson Lopes
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Esse mapa mental tem o objetivo de descrever uma concepção universalista da salvação do ser humano, isto é, de que todos por estarem em Adão e em Cristo, estão sob a vontade soberana e Deus para a salvação não sendo, portanto, a vontade humana absolutamente passiva neste sistema de entendimento da narrativa bíblica.
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UNIVERSALISMO
1 CONCEITO: Sistema teológico filosófico que compreende a redenção a partir da predestinação de toda a humanidade em Adão e em Cristo.
1.1 "[...] Portanto, é dever daqueles que receberam de Deus mais luz do que os demais assistir o simples e , portanto, estender-lhe a mão para guiá-lo e ajudá-lo a encontrar tudo o que Deus agradou nos ensinar em sua palavra. Ora, a melhor forma de fazer isso consiste em se debruçar sistematicamente sobre todos os principais temas da filosofia cristã" (João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Edição 1559).

Annotations:

  • Citado por Alister McGrath
1.1.1 É necessário que se entenda que qualquer doutrina compõe-se de um "sistema", pelo qual se opta. O sistema é uma "disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência. Algo que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico. É o conhecimento dos princípios que preside a intelecção das diferentes partes componentes do todo". (Celso Antônio Bandeira de Melo - 1936)
1.1.1.1 Violar um princípio é bem mais grave que transgredir uma norma qualquer.
1.1.1.2 A teologia é um conjunto de sistemas e escolas: protestante ou católica, tomista ou calvinista, barthiana ou rakneriana; teologia romana, teologia feminista, teologia da libertação, etc.
1.1.1.2.1 "A doutrina representa a tentativa humana de organizar as ideias das Escrituras, classificando-as de maneira lógica, de modo que sua mútua relação possa ser mais bem compreendida." (Alister McGrath, "Apologética cristã no século XXI". p. 40).
1.1.1.2.2 Karl Rahner (teólogo católico mais importante do século XX) dizia que a teologia é a reflexão científica e sistemática da igreja sobre a sua fé.
1.1.1.2.3 CRENÇAS: São expressões teológicas da fé cristã que podem ou não ser o ensinamento oficial da Igreja. DOUTRINAS: São crenças que se tornaram ensinamentos oficiais , em geral por serem enunciadas com autoridade dos dirigentes da igreja quer em um concílio, quer por um documento da igreja.
1.1.1.2.4 "A Bíblia é um sistema teológico não mais que a natureza é um sistema químico ou mecânico. [...] E assim a bíblia contém as verdades que o teólogo precisa coligir, autenticar, organizar e demonstrar em sua relação natural uma com as outras".
1.1.1.2.4.1 "Não podemos saber o que Deus revelou em sua Palavra a menos que entendamos, pelo menos numa medida plausível, a relação em que as verdades dispersas nelas compreendidas mantém umas com as outras. Solucionar o problema concernente à pessoa de Cristo, isto é, ajustar e produzir um arranjo harmonioso de todos os fatos que a Bíblia ensina sobre esse tema, custou à Igreja séculos de estudo e controvérsia." (Charles Hodge. "Teologia Sistemática" p. 1-2).
1.1.1.2.4.1.1 Temos portanto: (1) A bíblia é um "objeto" de estudo; (2) Que há uma necessidade de organização da bíblia, assim como ela mesma está organizada a partir de um critério (lei, históricos, poesia, profetas, evangelhos, cartas, etc); (3) Que as doutrinas são construções humanas e não divinas, posto que decorrem de interpretação (exegese) e sistematização (ordenamento racional); (4) Que há múltiplos pontos de vista (vide correntes teológicas); (5) Que a estabilidade teológico-doutrinária é garantida externamente por autoridade e não por uma fundamentação metafísica (Deus disse, porém, a igreja interpreta); (6) Diante da multifacetada forma de enxergar a bíblia (correntes teológicas, denominações, métodos interpretativos, etc) temos de escolher um ponto de vista ou nos contentamos em seguir segamente algum quando nos filiamos a um grupo, seja acadêmico ou religioso, o que é mais comum.
1.2 Toda a raça humana entrou passivamente em Estado de pecado por estar representada em Adão (Cabeça Federal). Esta é uma condição, um estado e não uma opção voluntária individual. Deus soberanamente (unilateralmente) decidiu (escolheu) que pela representação de um único homem toda a raça humana estaria sujeita à condição de pecado ou santidade. De igual modo, Deus escolheu a Cristo para ser o único por meio de quem a salvação seria eficaz para a humanidade. Assim como a eficácia do pecado é universal, a salvação também o é.. Estamos em Cristo (Segundo ou Último Adão) tão involuntariamente como estamos em Adão (Primeiro Adão). A Salvação é Graça agindo soberanamente pela humanidade. Pecado e Graça são Imputados e de modo algum fazem parte de uma liberdade (opção) humana concedida por Deus. Toda humanidade foi criada em seu primeiro homem (Adão), assim como toda ela foi redimida em seu único Salvador (Cristo).
1.2.1 A natureza da Imputação é a mesma, isto é, a Imputação do pecado de Adão e da justiça de Cristo. Não foi permitida a Queda de um só ou só de alguns deles. Pelo contrário, todos caíram de igual maneira, decorre logicamente por conseguinte que também em Cristo a justiça será imputada.
1.2.2 A liberdade de pecar é ato soberano de Deus exclusivamente em Adão. Após a chamada "Queda" de Adão já não há mais a Liberdade humana. O ser humano nasce em Pecado e está sob esse Estado até morrer (segundo a doutrina do Pecado Original). Nem mesmo a nossa predestinação em Cristo nos livra dessa condição. Portanto, prevalecem dois Estados quer seja, o de Pecado e o da Graça.
1.2.2.1 Adão (ser humano) possuía: (1) Capacidade para Pecar (posse peccare) e (2) Capacidade para Não Pecar (posse non peccare). Adão não possuía (3) Incapacidade para Pecar (non posse peccare). Estes são exemplos das Liberdades que Adão (Raça Humana) possuia vicariamente.
1.2.2.1.1 Quando da restauração da humanidde, teremos a "non posse peccare" - desse modo, nossa incapacidae para pecar no futuro não se dará porque Deus nos fará divinos, mas porque não teremos como Adão a Liberdade de poder pecar.
1.2.2.1.2 Adão tinha a "possibilidade" de pecar e não a "necessidade" de pecar.
1.2.3 O Pecado é um Mal específico diferindo de todas as outras formas de mal. Quando cada ser humano nasce, não nasce apenas em Estado de Pecado, mas igualmente em Estado de Redenção, tendo em vista que Cristo é Salvador antes da fundação do mundo.
1.2.3.1 "Nossos primeiros pais caíram em desobediência aberta porque já eram secretamente corruptos; porque o ato mau nunca [teria] sido feito não tivesse uma vontade má o precedido. E qual é a origem do mal a não ser o orgulho? Porque o orgulho é o início do pecado' [Ec.10.13]. E o que é o orgulho senão o desejo por exaltação imprópria? e isto é exaltação imprópria, quando a alma abandona aquele a quem deve se apegar como seu fim e se torna um tipo de fim em si mesma. Isto acontece quando ela se torna sua própria satisfação... Esta queda é espontânea; porque se a vontade tivesse permanecido fixa no amor daquele bem maior e imutável pela qual foi iluminada para a inteligência e incitada para o amor, não teria se afastado para encontrar satisfação em si mesma... o ato mau, então - isto é, a transgressão de comer o fruto proibido - foi cometido por pessoas que já eram más." (Agostinho, "A Cidade de Deus").
1.2.3.1.1 A presença o orgulho já é mal. O primeiro pecado foi cometido por pessoas que já tinham caído. Eles caíram antes de comerem o fruto.
1.2.4 "[peccatum originale] Não é um apropriado designativo da da culpa original, pois esta não é herdada, mas, sim, é-nos imputada." (L. Berkhof,. "Teologia Sistemática". p. 246).
1.2.4.1 Agostinho comentou que o pecado original, porquanto passe para a descendência de Adão, é, em si mesmo, um castigo para o pecado. Todos os que estavam "em Adão" foram, subsequentemente, punidos com ele. Todos os descendentes de Adão foram colocados sob sua maldição. Há evidente solidariedade corporativa da raça humana com Adão. A narrativa bíblica pressupõe uma unidade orgânica da raça.
1.2.5 "Na época da Reforma, os socinianos seguiram os pelagianos, em sua negação do pecado original, e no século XVII os arminianos romperam com a fé reformada e aceitaram o conceito semipelagiano do pecado original." (L. Berkhof, "Teologia Sistemática". p. 247).
1.2.5.1 De acordo com Pelágio, Adão agiu como um indivíduo e as consequências e sua ação atingiram somente a si mesmo. Para Agostinho, Adão agiu como um representante da raça humana.
1.2.5.1.1 Adão agiu de modo substituto (vicário) pela humanidade natural de uma forma análoga à obra substituta (vicária) de Cristo para redimir a humanidade (vide Santo Anselmo
1.2.6 Os teólogos Reformados tem admitido dois pactos relacionados à salvação do ser humano: Diferem estes pactos sob os nomes de (1) Pacto da Graça e (2) Pacto da Redenção. Nestes as partes diferem. No Pacto da Graça as partes são Deus e Cristo. No Pacto da Redenção as pasrtes são Deus e seu povo. No primeiro, Cristo é a Oferta (Propiciação, Sacrifício), no segundo é o Intercessor (Mediador). Destarte, note-se, em caso algum, o ser humano tem parte ativa ou faz sua escolha na definição de sua Culpa ou Remissão. Somente Adão pôde escolher entre comer do fruto e somente Cristo pôde escolher não pecar. Estes tipos de liberdade o ser humano não possui, a não ser em seus representantes Federias (Adão/Cristo). São, pois, tipos de liberdades que estão somente nestes tipos Vicários.
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