Recursos Naturais

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Description

Como esses Recursos Naturais são produzidos industrialmente

Resource summary

Recursos Naturais
1 plastico
1.1 Para a produção dos plásticos, o mais comum é a utilização de nafta.
1.1.1 A nafta passa por um processo chamado “craqueamento”. Como diz o termo, originado da palavra em inglês cracking, a nafta tem suas moléculas complexas divididas em moléculas mais simples, com a “quebra” de algumas ligações químicas. Estas moléculas mais simples são denominadas monômeros e a obtenção de vários tipos delas é que define o futuro plástico.
1.1.1.1 Mas para chegar ao plástico falta um último passo. É o processo de polimerização, no qual, novamente por meio de reações químicas, uma série de moléculas monoméricas são agrupadas e ordenadas, dando origem ao polímero. Os polímeros formam longas cadeias, e suas propriedades variam em relação ao tamanho, à composição, à estrutura química e às interações moleculares existentes. É por isso que os plásticos são tão diferentes entre si. Com tantas variações, os plásticos podem ser em duas categorias: Termofixos e Termoplásticos.
1.1.1.1.1 TERMOPLÁSTICOS: Tornam-se maleáveis com o aquecimento e têm capacidade de se fundir. Mesmo sofrendo transformação física, não alteram sua estrutura química e , por isso, podem ser reaproveitados em novas modelagens. São recicláveis
1.1.1.1.2 TERMOFIXOS: São rígidas e duráveis. Eles sofrem transformações químicas com calor e pressão e após resfriado e endurecido, não podem ser remodelados. Por serem irreversíveis são muito utilizados em bens duráveis, como peças de automóveis, aviões e eletrodomésticos
2 metal (aço)
2.1 O aço é produzido, basicamente, a partir de minério de ferro, carvão e cal. A fabricação do aço pode ser dividida em quatro etapas: preparação da carga, redução, refino e laminação.
2.1.1 Grande parte do minério de ferro (finos) é aglomerada utilizando-se cal e finos de coque. O produto resultante é chamado de sinter. O carvão é processado na coqueria e transforma-se em coque.
2.1.1.1 Essas matérias-primas, agora preparadas, são carregadas no alto forno. Oxigênio aquecido a uma temperatura de 1000ºC é soprado pela parte de baixo do alto forno. O carvão, em contato com o oxigênio, produz calor que funde a carga metálica e dá início ao processo de redução do minério de ferro em um metal líquido: o ferro-gusa. O gusa é uma liga de ferro e carbono com um teor de carbono muito elevado.
2.1.1.1.1 Aciarias a oxigênio ou elétricas são utilizadas para transformar o gusa líquido ou sólido e a sucata de ferro e aço em aço líquido. Nessa etapa parte do carbono contido no gusa é removido juntamente com impurezas. A maior parte do aço líquido é solidificada em equipamentos de lingotamento contínuo para produzir semi-acabados, lingotes e blocos
2.1.1.1.1.1 Os semi-acabados, lingotes e blocos são processados por equipamentos chamados laminadores e transformados em uma grande variedade de produtos siderúrgicos, cuja nomenclatura depende de sua forma e/ou composição química.
3 vidro
3.1 O primeiro passo é juntar os ingredientes: 70% de areia (retirada de locais como fundo de lagos), 14% de sódio, 14% de cálcio e outros 2% de componentes químicos
3.1.1 Os ingredientes são misturados e seguem para um forno industrial, que atinge temperaturas de até 1 500 ºC! A mistura passa algumas horas no forno até se fundir, virando um material meio líquido
3.1.1.1 Ao sair do forno, a mistura que dá origem ao vidro é uma gosma viscosa e dourada, que lembra muito o mel. Ela escorre por canaletas em direção a um conjunto de moldes. A dosagem para cada molde é controlada conforme o tamanho do vidro a ser criado
3.1.1.1.1 O primeiro molde serve apenas para dar o contorno inicial do objeto. A esta altura, o tal "mel" está com a temperatura de cerca de 1 200 ºC. O formato do molde primário deixa uma bolha de ar dentro da mistura incandescente
3.1.1.1.1.1 O objeto segue então para um molde final e uma espécie de canudo é inserido na bolha. Pelo canudo, uma máquina injeta ar, moldando o líquido até ele ganhar o contorno definitivo - como o de uma garrafa de vidro
3.1.1.1.1.1.1 Ao final da etapa 5, a temperatura do vidro já caiu para uns 600 ºC e o objeto começa a ficar rígido, podendo ser retirado do molde. Só resta agora o chamado recozimento: o vidro é deixado para resfriar. No caso de uma garrafa, isso só dura uma hora. Depois disso, ele está pronto para ser usado
4 papel
4.1 A principal matéria-prima para a produção de papel são toras de madeira. Nas fábricas, após serem cortadas, elas passam por um descascador e picador, de onde saem na forma de pequenas lascas
4.1.1 Num tanque chamado digestor, as lascas são cozidos dentro de um líquido composto por água e alguns agentes químicos, como sulfitos. O resultado desse cozimento é chamado de polpa
4.1.1.1 A polpa passa por um processo de lavagem, em tanques e centrífugas, onde são extraídos os cavacos que não se dissolveram e outras impurezas. Depois, ela é deixada em repouso em outros tanques, numa etapa chamada de branqueamento, para separar a celulose de outros resíduos
4.1.1.1.1 Os restos não aproveitados de madeira são queimados em caldeiras e transformados em energia elétrica em turbogeradores a vapor. A energia gerada aqui alimenta o próprio processo de fabricação do papel
4.1.1.1.1.1 A polpa de celulose, ainda com alto teor de água, passa por uma máquina chamada mesa plana, que transforma essa massa úmida em uma grande folha contínua e lisa, pousada sobre uma esteira rolante de feltro
4.1.1.1.1.1.1 A grande folha, movida pela esteira rolante, passa por rolos de prensagem e secagem com ar quente, que retiram o excesso de água, compactam o papel e alisam a folha. Dependendo do tipo de produto que se quer, ela ainda passa pelo coater (revestidora), um rolo que aplica uma película que protege ou dá brilho ao papel - como no caso do cuchê, por exemplo
4.1.1.1.1.1.1.1 Finalmente, a folha passa por um aparelho chamado enroladeira e por rolos de rebobinagem, onde o papel se descola da esteira rolante e forma enormes rolos - ou bobinas -, estando pronto para o corte e o empacotamento
5 combustível
5.1 o óleo cru, sem qualquer tipo de tratamento é aquecido e as diferentes cadeias são extraídas pelas suas temperaturas de vaporização. Recorre-se a esta reação química para controlar o comprimento das cadeias moleculares e transformar o petróleo em gasolina e gasóleo.
5.1.1 O que acontece é que as cadeias de moléculas mais pesadas, e com mais carbono, são separadas em óleos pesados e apresentam um ponto de ebulição superior, em comparação com as cadeias de moléculas mais pequenas, e com menos carbono, que voltam a ser vaporizadas, tornando-se substâncias ainda mais leves.
5.1.1.1 Este processo de separação ocorre quando se verifica um determinado ponto de ebulição, uma vez que em cada ponto específico de ebulição, ocorre a separação dos óleos (gasolina ou gasóleo).
5.1.1.1.1 Com isto concluímos que a gasolina é feita com base nestas duas substâncias, sendo este aspeto importante para garantir o equilíbrio, quando sujeita a uma maior compressão, evitando assim uma possível explosão.
6 etanol
6.1 O etanol (ou álcool etílico) é produzido em usinas a partir de matérias-primas como cana-de-açúcar, milho ou beterraba. No caso do Brasil utilizamos a cana-de-açúcar
6.1.1 A cana chega às usinas e recebe um banho de água que retira terra, areia e outras impurezas
6.1.1.1 Após ser lavada, a cana é picada e moída e é esmagada por rolos trituradores. Após a moagem, 70% da cana vira caldo, no qual está o açúcar de onde se extrai o etanol. Os 30% restantes são de bagaço - que pode ser queimado e gerar energia para a usina
6.1.1.1.1 O caldo é peneirado e segue para descansar em um tanque, onde, aos poucos, as impurezas se depositam no fundo - formando um lodo que serve como adubo, após ser peneirado é fervido para retirar suas impurezas
6.1.1.1.1.1 o caldo é misturado com um fermento específico que tem microorganismos que se alimentam do açúcar do caldo, liberando em seguida gás carbônico e álcool. Essa etapa da fermentação dura de 4 a 12 horas, gerando um produto que se chama vinho fermentado
6.1.1.1.1.1.1 As reações químicas provocadas pelo fermento também liberam energia, o que esquenta o vinho fermentado. Ele, então, precisa ser resfriado com água corrente - que circula em volta dos tanques sem entrar em contato direto com o vinho
6.1.1.1.1.1.1.1 O vinho fermentado contém só 10% de álcool - o resto é basicamente água. Por isso, ele precisa ir para a destilação. Em diversos tanques, o vinho é aquecido até evaporar; depois é condensado e volta à forma líquida, mas com seus diversos componentes separados
6.1.1.1.1.1.1.1.1 Da destilação sai o álcool hidratado, líquido com 96% de álcool. É ele que será vendido nos postos. Parte dele, porém, ainda passa por um processo de desidratação, virando álcool anidro (mais de 99,5% de álcool), que é misturado à gasolina como aditivo
6.1.1.1.1.1.1.1.1.1 Os dois tipos de etanol produzidos, o hidratado e o anidro, são armazenados em tanques de grande volume. Lá, aguardam até serem retirados por caminhões-tanque, que levam o etanol para as distribuidoras comercializarem o produto com os postos
7 h2o potável
7.1 A agua é tratada em 6 etapas
7.1.1 Coagulação: quando a água na sua forma natural entra na ETA, ela recebe sulfato de alumínio. Esta substância serve para aglomerar partículas sólidas (por exemplo, a argila)
7.1.1.1 Floculação: em tanques as partículas sólidas se aglutinam (combinam) em flocos maiores;
7.1.1.1.1 Decantação: em outros tanques os flocos com as impurezas e partículas ficam depositadas no fundo dos tanques, separando-se da água;
7.1.1.1.1.1 Filtração: a água passa por filtros formados por carvão, areia e pedras de diversos tamanhos. Nesta etapa, as impurezas de tamanho pequeno ficam retidas no filtro.
7.1.1.1.1.1.1 Florestação: é aplicado flúor na água para prevenir a formação de cárie dentária em crianças.
8 cloreto de sódio
8.1 O sal é produzido através de um processo de evaporação da água do mar.
8.1.1

Annotations:

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8.1.2 Ao atingir o último evaporador, a salmoura é preparada para alimentar os grandes cristalizadores onde o sal é precipitado.
8.1.2.1 O sal é colhido, lavado com salmoura saturada e empilhado nas áreas de estocagem, onde aguardará para ser comercializado.
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