A urbanização brasileira

Dhiego Rodrigo Savaris
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A urbanização brasileira
1 No Brasil, o processo acelerado de urbanização correspondeu ao período de intensa industrialização do pós-Segunda Guerra, com a formação de um mercado interno integrado, principalmente da Região Sudeste do país.
2 Entre 1965 e 2000, o crescimento da população urbana ultrapassou largamente o crescimento médio da população total, enquanto o crescimento da população rural ficou muito abaixo desse crescimento médio
3 Nos países que pertencem a OCDE, por exemplo, a densidade demográfica superior a 150 hab./km2 é adotada como parâmetro para que uma localidade seja considerada urbana
4 Por outro lado, a maior parte dos países desenvolvidos adota critérios funcionais para separar o urbano do rural. Assim, uma cidade só é definida como tal se possuir determinadas infraestruturas e equipamentos coletivos - como escolas, postos de saúde, estabelecimentos comerciais e agências bancárias -e funcionar como um polo de distribuição de bens e serviços.
4.1 O Brasil não adota critérios funcionais
4.1.1 é considerada urbana toda a população residente nas sedes do municipio ou de distrito e nas demais áreas definidas como urbanas pelas legislações municipais
5 O êxodo rural
5.1 O processo de urbanização brasileiro apolou-se essencialmente no êxodo rural. associado a dois condicionantes que se interligam:
5.1.1 repulsão da força de trabalho do campo
5.1.2 atraçao dessa força de trabalho para as cidades
5.2 A modernização técnica do trabalho rural, com a substituição do ser humano pela máquina, é uma das causas da repulsão.
5.3 os migrantes dirigem-se às cidades em busca de empregos e salários na construção civil, no comércio ou nos serviços. O mercado urbano diversificado permite o aparecimento do trabalho informal, sem vinculo empregaticio. Alem disso. as cidades dispõem de serviços públicos de assistência social e hospitalar. mesmo que precários. Para as populações expulsas do campo, a cidade não é um sonho dourado: e uma promessa de sobrevivência.
5.4 Urbanização e desigualdades regionais
5.4.1 O processo de urbanização se manifesta em todo o pais. Contudo. do ponto de vista regional, registram-se fortes diferenças no ritmo da transferência da população do meio rural para o meio urbano. As desigualdades no ritmo da urbanização refletem as disparidades econômicas regionais e a inserção diferenciada de cada região na economia nacional.
5.4.2 No Sudeste, a população urbana ultrapassou a rural na década de 1950, sendo que a fase de urbanização acelerada encerrou-se há duas décadas. A elevada participação da população urbana no conjunto da população regional expressa um estágio avançado de modernização econômica, com profunda transformação da economia rural e subordinação da agropecuária à indústria
5.4.2.1 A Região Sul, pelo contrario, conheceu urbanização lenta e limitada até o início da década de 1970. A estrutura agrária, baseada na propriedade familiar, restringia a transferência da população para o meio urbano.
5.4.2.1.1 Nordeste, a trajetória da urbanização permaneceu relativamente lenta. A estrutura agrária assentada sobre minifúndios familiares, na faixa do Agreste, contribuiu para reter a força de trabalho no campo e controlar o ritmo do êxodo rural. Além disso, o insuficiente desenvolvimento do mercado regional reduziu a atração exercida pelas cidades.
5.4.2.1.1.1 A Região Norte era a segunda mais urbanizada do país há algumas décadas, tendo se transformado na menos urbanizada na década de 1980. A elevada participação da população urbana, até o final da década de 1 960, refletia a reduzida população total da região, bastante concentrada nas cidades de Belém e Manaus.
5.4.3 A rede urbana brasileira
5.4.3.1 O espaço geográfico abrange as redes formadas pelos complexos sistemas de fluxos de pessoas, bens, serviços, capitais e informações que caracterizam a sociedade contemporânea. Nas redes urbanas, as cidades desempenham a função de nós, ou vértices, desses sistemas de fluxos.
5.4.3.2 De acordo com o estudo Regiões de Influência das cidades 2007, publicado pelo IBGE, a rede urbana brasileira compõe-se de 802 cidades que funcionam como centros de comandos do território,
5.4.3.2.1 . Centros de zona: cidades de menor porte, com a atuação restrita a sua área imediata.
5.4.3.2.1.1 . Centros sub-regionais: sediam atividades de estão relativamente pouco complexas.
5.4.3.2.1.1.1 . Capitais regionais: têm área de influência de âmbito regional e são referidas como destino para um grande número de atividades.
5.4.3.3 Metrópoles: são os 12 principais centros urbanos do país, cuja influência se estende por vastas áreas do território nacional. Entre elas, destacam-se São Paulo Grande Metrópole Nacional , Rio de Janeiro e Brasilia Metrópoles Nacionais.
5.4.3.3.1 Manaus, Belém, fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre estão classificadas como metrópoles, constituindo-se em um segundo nível de gestão territorial.
5.4.3.4 Os espaços metropolitanos
5.4.3.4.1 O processo de urbanização brasileiro foi essencialmente concentrador. Em 1950, o Brasil tinha três cidades de grande porte: apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Recife abrigavam mais de 500 mil habitantes.
5.4.3.4.1.1 Em 2000, nada menos que 30 aglomerações urbanas já tinham ultrapassado a marca de meio milhão de habitantes. Cerca de 57 milhões de pessoas habitavam essas grandes cidades. Em 1950, existiam 35 cidades de porte médio, no intervalo de 100 mil a 500 mil habitantes; em 2000, já eram mais de 190
5.4.3.4.2 Recentemente, contudo, o crescimento vegetativo das grandes cidades diminuiu, o ritmo das migrações inter-regionais reduziu-se sensivelmente, o padrão do êxodo rural modificou-se e o poder de atração das cidades médias tornou-se maior que o das metrópoles.
5.4.3.4.3 As regiões metropolitanas
5.4.3.4.3.1 O fenômeno da conurbação impulsionou a metropolização. A expansão econômica das metrópoles produziu, ao mesmo tempo, crescimento demográfico do núcleo urbano central e dos núcleos situados no seu entorno.
5.4.3.4.3.2 Os processos de metropolização e conurbação geraram um descompasso entre os limites municipais e a mancha urbanizada.
5.4.3.4.3.3 A Grande São Paulo sintetiza a dimensão dos desafios de planejamento metropolitano. Nos seus 39 municípios, abriga quase 18 milhões de habitantes, ou cerca de 10%da população nacional e perto de um quarto da população total das regiões metropolitanas brasileiras. O lixo coletado diariamente está em torno de 16 mil toneladas, o número de veiculos supera 6 milhões ocorrem cerca de 11.5 milhões de viagens/dia em transportes coletivos. Aproximadamente um milhão de pessoas moram em favelas.
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