ARTE ROMÂNICA

Tailan Paixão
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Tudo nosso, nada deles.
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ARTE ROMÂNICA
1 Durante a Idade Média, iniciada no século V, a vida social e econômica concentrou-se no campo. A evolução cultural nesse período manteve-se praticamente nula. No século VII, as únicas fontes de preservação da cultura greco-romana eram as escolas ligadas às catedrais para a formação do clero. Somente a Igreja continuou a contratar artistas, construtores, carpinteiros, marceneiros, vitralistas, decoradores, escultores e pintores, pois as igrejas eram os únicos edifícios públicos que ainda eram construídos
1.1 A ARTE NO IMPÉRIO CAROLÍNGIO: na corte de Carlos Magno, criou-se uma academia literária e desenvolveram-se oficinas para a produção de objetos de arte e manuscritos ilustrados. As oficinas ligadas ao palácio e aos mosteiros desempenharam importante papel na evolução da arte após o reinado de Carlos Magno
1.1.1 O trabalho nas oficinas da corte de Carlos Magno levou os artistas a redescobrir a tradição cultural e artística do mundo greco-romano, abandonada durante a oculpação dos povos bárbaros. Na arquitetura isso foi decisivo: levou, mais tarde, à criação de um novo estilo, adotado principalmente na arquitetura das igrejas, o chamado estilo românico.
2 ESTILO ROMÂNICO NA ARQUITETURA: seus aspectos mais significativos são a utilização da abóbada, dos pilares maciços que a sustentam e das paredes espessas com aberturas estreitas usadas como janelas. As igrejas românicas são grandes e sólidas - daí serem chamadas "fortalezas de Deus". Elas podiam ser construídas com abóbadas de dois tipos: de berço e de arestas.
2.1 A abóbada de berço era simples: consistia num semicírculo - o arco pleno- ampliado lateralmente pelas paredes. Apresentava duas desvantagens: o excesso de peso do teto de alvenaria, que poderia provocar desabamentos, e a reduzida luminosidade interna, por conta das janelas estreitas. A abertura de grandes vãos era impraticável, por enfraquecer as paredes e aumentar o risco de desabamento
2.1.1 Embora diferentes, esses dois tipos de abóbadas causaram o mesmo efeito sobre o observador: sensação de solidez e repouso, dada pelas linhas semicirculares e pelos grossos pilares que anulam qualquer impressão de esforço e tensão
2.2 A abóbada de aresta, foi desenvolvida com a finalidade de superar as limitações da abóbada de berço. A abóbada de aresta consistia na intersecção, em ângulo reto, de duas abóbadas de berço apoiadas sobre pilares. Com isso obtinha-se maior leveza e iluminação interna. Com esse tipo de abóbada exige um plano quadrado de apoio, a nave central ficou dividida em setores quadrados, correspondendo às respectivas abóbadas.
2.2.1
2.3 ARTE ROMÂNICA DE CLUNY: em 910, foi fundada na cidade de Cluny, na França, uma abadia de beneditinos. Esse movimento cristão cresceu ao longo dos séculos XI e XII e, ao final do século XII, a congregação era construída por mais de mil mosteiros, espalhados por toda a Europa. Em 1790, essa abadia foi quase totalmente destruída, pouco sobrando de seus edifícios e tesouros artísticos. Os religiosos de Cluny, porém, produziram muitas obras de arte que ainda podem ser apreciadas em seus mosteiros
2.3.1 A beleza de suas esculturas pode ser vista, por exemplo, nos capitéis das colunas que cercam o claustro, decorados com um rico trabalho de escultura, com representações de folhagens, animais e personagens bíblicas. Numa época em que poucas pessoas sabiam ler, a igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou transmitir aos fiéis valores religiosos.
2.3.1.1 ARQUITETURA ROMÂNICA NA PENÍNSULA ITÁLICA: diferentemente do restante da Europa, a arte românica na península Itálica não apresenta formas pesadas, durante e primitivas. Por estarem mais próximas a exemplos de arquitetura grega e romana, os construtores italianos deram às suas igrejas um aspecto mais leve e delicado. Também soba influência da arte greco-românica é o conjunto de catedral de Pisa. O edifício mais conhecido do conjunto da catedral de Pisa é o campanário, a famosa Torre de Pisa, cuja construção foi iniciada em 1174. Com o passar do tempo, o terreno em que ele está localizado foi cedendo e, consequentemente, houve uma inclinação. Seu elemento arquitetônico mais interessante é a superposição de delgadas colunas de mármore, que formam sucessivas arcadas ao redor de todos os andares.
3 ESTILO ROMÂNICO NA PINTURA: os pintores românicos foram criadores de telas de grandes proporções, sendo verdadeiros muralistas. Essas decorações murais foram favorecidas pelas formas arquitetônicas, como as abóbadas e as espessas paredes, que, com poucas aberturas, criavam grandes superfícies propícias aos trabalhos. Os murais tinham como modelo as ilustrações dos livros religiosos. Nessa época, era intensa nos conventos a produção de manuscritos decorados à mão, com cenas da história sagrada. A pintura românica praticamente não registra assuntos profanos.
3.1 Para a decoração de igrejas e mosteiros, geralmente eram escolhidos temas como a criação do homem e do mundo, pecado original, a arca de Noé e símbolos dos evangelistas. As principais características da pintura românica foram a deformação e o colorismo. A deformação traduzia os sentimentos religiosos e a interpretação mística que o artista fazia da realidade. A figura de Cristo, por exemplo, era sempre maior do que as demais.
3.1.1 Um exemplo desse tipo de pintura é o fresco Cristo em Majestade, pintado na abside da igreja de San Clemente de Tahull, na Catalunha, Espanha. Esse mural tem no centro a figura de Cristo, cercado de anjos e símbolos dos evamgelistas.
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