Harmonia Estrutural II: Encadeamentos

Felipe Eduardo
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Unidade 02 caderno de referencia

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2.1. ENCADEAMENTOS*Condução de vozes Com relação à condução das vozes, três situações podem surgir:1) movimento direto ou paralelo: quando duas ou mais vozes movem-se na mesma direção2) movimento contrário: quando duas ou mais vozes movem-se em direção oposta uma à outra3) movimento oblíquo: quando uma voz permanece fixa, enquanto a outra se move*Algumas regras devem ser observadas:1) evite conduzir duas vozes quaisquer em uníssono ou em oitavas paralelas (Figura 4)2) evite conduzir vozes em quintas consecutivas (Figura 5)Encadeamentos dos graus disjuntosVamos iniciar o processo de encadeamento com os graus disjuntos. O procedimento mais simples envolve quatro passos (Figura 6):1) escreva a progressão do baixo do primeiro acorde ao segundo;2) complete a distribuição do primeiro acorde;3) mantenha no segundo acorde a nota comum a ambos;4) conduza as duas notas restantes do primeiro acorde às notas mais próximas do segundo.Encadeamentos dos graus conjuntosQuando acordes de graus conjuntos se relacionam, percebemos que eles não possuem nota comum entre si. A fim de evitarmos quintas e oitavas paralelas, devemos realizar movimento contrário das vozes superiores em relação ao baixo, seguindo sempre o caminho mais curto possível. Tomemos, como exemplo, um encadeamento entre o V e o vi graus. Note na Figura 7 a seguir que o baixo ascende; portanto, as notas do secundo acorde descendem em movimento contrário.Na Figura 8 a seguir, temos um exemplo de encadeamento em que o baixo descende. Assim, as notas do segundo acorde devem ascender, em movimento contrário, para as notas mais próximas.Encadeamentos dos acordes invertidosVocê deve se lembrar que as tríades podem se apresentar com duas inversões possíveis: com a terça do acorde no baixo e com a quinta do acorde no baixo. Eles também são conhecidos como acordes de sexta, devido ao intervalo de sexta que se forma entre a fundamental e a terça que está no baixo (na primeira inversão) e entre a terça e a quinta (na segunda inversão).Na primeira inversão das tríades maiores e menores (Figura 9), a terça está no baixo.Na cifragem, ao lado direito do número romano que indica o grau, acrescentamos o número seis. Podemos duplicar a fundamental ou a quinta , mas não a terça, por enquanto. Além disso, a quinta pode ser omitida e a fundamental triplicada.Na segunda inversão (Figura 11), a quinta do acorde está no baixo.Da mesma maneira que na primeira inversão, a fundamental ou a quinta podem ser duplicadas (por enquanto, não a terça). A segunda inversão Funciona como acorde de passagem quando utilizada em tempos fracos do compasso. Quando recai sobre tempo forte, assume um papel cadencial.Entre acordes de sexta consecutivos ou entre acordes de sexta e fundamentais, o procedimento permanece o mesmo e segue as mesmas recomendações apresentadas para os encadeamentos de acordes em estado fundamental.Em relação aos graus conjuntos, na presença de uma inversão em qualquer dos acordes ou em ambos, não há mais necessidade da observância do movimento contrário ao do baixo, mas deve-se tomar cuidado para evitar quintas ou oitavas paralelas.Veja, no exemplo seguinte (Figura 12), algumas possibilidades de ocorrência de quintas ou oitavas paralelas:a) quintas paralelas entre o baixo e o soprano;b) quintas paralelas entre o baixo e o tenor;c) quintas paralelas entre o contralto e o soprano;d) oitavas paralelas entre o baixo e o soprano.2.2. TÉTRADESAs tétrades, também chamadas de acordes de sétima, formam-se por acréscimo de uma terça às tríades das escalas maior (Figura 13) e menor (Figura 14). Em geral, esses acordes têm um caráter mais ornamental que estrutural. O V grau, por sua importância estrutural, será visto com mais detalhamento. A cifragem, tanto do estado fundamental quanto das inversões, obedece às mesmas regras do acorde de sétima de dominante.Classificação das tétrades1) O acorde de sétima de primeira espécie (acorde perfeito maior com sétima menor) é o acorde de sétima de dominante.2) O de segunda espécie (acorde perfeito menor com sétima menor) é conhecido como acorde de sétima menor, encontra-se no ii7, iii7, vi7 do modo maior e no iv7 do modo menor.3) O de terceira espécie (acorde diminuto com sétima menor) é chamado de acorde de sétima de sensível ou mais popularmente conhecido como acorde meiodiminuto e encontra-se no viiø7 do modo maior e no iiø7 do modo menor.4) O de quarta espécie (acorde perfeito maior com sétima maior) é chamado simplesmente de acorde de sétima maior e encontra-se no I7 e IV7 do modo maior e no VI7 do modo menor.5) O de quinta espécie (perfeito menor com sétima maior) encontra-se no i7 do modo menor.6) O de sexta espécie (acorde aumentado com sétima maior) encontra-se no III+ do modo menor.7) O de sétima espécie (acorde diminuto com sétima diminuta) é conhecido como acorde de sétima diminuta e encontra-se no viiº7 do modo menor.Geralmente, os acordes de sétima são usados de forma completa, como tétrades. Nos acordes que não possuem intervalosdiminutos ou aumentados (I7, ii7, iii7, IV7 e vi7 do modo

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