Período Pré-Colonial e Início da Colonização

Yvie Takayama
Note by Yvie Takayama, updated more than 1 year ago
Yvie Takayama
Created by Yvie Takayama over 4 years ago
139
5

Description

Período colonial e início da colonização do Brasil

Resource summary

Page 1

O PERÍODO PRÉ-COLONIALO IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS NAS ÍNDIAS Desinteresse português em relação ao Brasil Grande parte da iniciativa portuguesa concentrou-se no Oriente Portugal queria estabelecer o monopólio do comércio com as Índias As terras da América tinham um território virgem, um solo e clima desconhecidos, uma população hostil, isolamento em relação às principais rotas de navegação, enquanto a Índia apresentava uma produção já estabelecida, produtos de larga aceitação no mercado europeu, os quais impunham aos portugueses unicamente o trabalho de compra e revenda dos produtos e da manutenção militar desse monopólio As iniciativas em relação ao Brasil se limitaram a algumas expedições de reconhecimento e guarda-costas e à exploração do pau-brasil, única riqueza explorável de imediato, sem custos para a Coroa

Page 2

O EXTRATIVISMO DO PAU-BRASIL Única forma de exploração econômica portuguesa sobre o Brasil A exploração do pau-brasil era feita de forma rudimentar, através da mão de obra indígena livre, num regime denominado escambo (a troca não monetária) (pau-brasil => bugigangas) Estanco régio (monopólio da Coroa) que cedeu os direitos de exploração a particulares por meio de pagamento inicial e da participação nos lucros do negócio Caráter predatório (concentrou-se unicamente na exploração sem implantação de novos recursos) Sem qualquer caráter colonizador efetivo Entretanto, novos elementos levaram à mudança da atitude portuguesa. 1º Os ataques árabes ao Índico tornaram o custo da manutenção do Império Colonial nas Índias extremamente alto, elevando o preço das especiarias 2º Com o estabelecimento de atividades produtivas em várias regiões, tornou os produtos orientais não mais tão atraentes ao mercado europeu 3º As iniciativas dos países alijados da partilha colonial pelo Tratado de Tordesilhas ampliaram-se cada vez mais (ataques de piratas e corsários, sobretudo franceses, foram frequentemente, ameaçando o próprio domínio português sobre o território) 4º Houve então a necessidade de defender e assegurar a posse do território somada à de obter fonte de lucros que substituísse o decadente comércio oriental Os portugueses decidiram iniciar a colonização efetiva do território brasileiro( D.João III ao enviar Martins Afonso de Souza, em 1530 (Primeira Expedição Colonizadora) tinha como objetivo a ocupação e exploração efetiva do território, fixação dos colonos à terra, criação de povoados e de fortificações que se estenderiam pela costa

Page 3

ECONOMIA E SOCIEDADE NO PERÍODO DA CANA-DE-AÇÚCARMECANISMOS BÁSICOS DA COLONIZAÇÃO A colônias, entre as quais o Brasil se inclui, foram instrumentos de fortalecimento dos países que as dominavam, as chamadas metrópoles, sem que houvesse uma preocupação com o seu desenvolvimento interno Colonização de exploração, na qual a função básica da colônia era o enriquecimento da metrópole, sendo necessária para isso a exploração de suas potencialidades econômicas Características que nortearam a exploração colonial: existência de metais preciosos, se não houvesse isso, a colonização assumia um caráter agrícola A produção agrícola se realizava de forma extensiva, o que requeria grandes extensões de terra, necessidade de barateamento dos custos de produção e uma mão de obra em grande quantidade e baixo custo de manutenção (estamos falando do latifúndio, da monocultura e da mão de obra escrava, características complementares e indissociáveis entre si que marcaram o sistema conhecido com plantation Criação na colônia, de uma estrutura elitista e altamente dependente da economia principal. Essa dependência traduz-se no fato de que as colônias converteram-se em áreas periféricas à economia capitalista, com o lucro de sua exploração convergindo para as metrópoles europeias, o que agradava o abismo entre as colônias e o centro dinâmico do Capitalismo Ex.: caráter dependente e periférico da nossa economia, o subdesenvolvimento, a estrutura latifundiária no campo, o abismo entre uma elite e a massa miserável de mão de obra

Page 4

A QUESTÃO DA MÃO DE OBRA Necessidade, pelas metrópoles, da utilização do trabalho escravo como forma de baratear os custos da produção Num primeiro momento, esta mão de obra escrava constituiu-se no indígena, somente mais tarde sendo introduzida aqui a mão de obra negra africana Descartemos de antemão a ideia de que essa substituição deu-se pelo fato de o índio não ter se adaptado à escravidão Descartaremos também que os jesuítas tiveram o papel de protetores dos nativos e de elementos que impediram sua escravização A verdadeira explicação foi a dizimação das populações nativas, não apenas pela escravização, mas também pela proliferação de doenças geradas pelo contato com o europeu, para as quais os indígenas não possuíam defessas orgânicas, tais como a malária, a gripe, a sífilis etc. Mas, acima de tudo, não podemos nos esquecer dos fantásticos lucros gerados pelo tráfico negreiro que convergiam para a metrópole, muito mais de acordo, portanto, com os objetivos mercantilistas da colonização

Page 5

A MONTAGEM DA EMPRESA AÇUCAREIRA Os portugueses já detinham uma experiência prévia do cultivo de cana nas ilhas do litoral da África A implantação da empresa açucareira no Brasil esbarrava em sérios problemas: Coroa Portuguesa estava em crise, por causa da manutenção do Império nas Índias, sendo resolvida por uma associação com capitais holandeses Mão de obra: num primeiro momento, foi o aprisionamento e a escravização de vários contingentes nativos (indígenas) O regime de plantation, empregado na exploração econômica brasileira, deu origem ao aparecimento da forma típica de propriedade rural no Brasil colonial, os engenhos de açúcar Engenho - complexo formado pelo latifúndio agrícola mais as instalações e os equipamento necessários ao trabalho manufatureiro de obtenção de açúcar Dentro dessa unidade produtiva há a casa-grande (morada do senhor de engenho); a senzala (onde viviam os escravos); uma capela (com um padre residente); áreas para o cultivo de produtos de consumo interno etc, surgindo todos os segmentos que compõem a própria sociedade colonial, todos sobre direta dominação do senhor do engenho O litoral de Pernambuco despontou como principal centro da produção açucareira, por causa do clima e do solo do Nordeste (muito mais propícios ao cultivo da cana) Portugueses - se depararam com populações nativas num estado de evolução cultural que se relacionava ao período Neolítico europeu, e encontravam poucas riquezas exploráveis de imediato Espanhóis - encontraram na América que lhes coube avançados impérios e vastas quantidades de metais preciosos A Espanha acabou tendo o papel de distribuidor das riquezas americanas na Europa, ampliando de forma brutal o volume de capitais e a disponibilidade do mercado europeu, notadamente para gêneros caros e de luxo, como era então o açúcar Revolução dos preços, foi a quadruplicação dos preços gerais dos produtos na Europa num período de menos de um século A economia colonial brasileira conheceu uma realidade marcada por períodos econômicos, usualmente chamados de ciclos Existência de atividades paralelas a esta economia principal (atividades subsidiárias) A cana-de-açúcar continuou sendo um gênero fundamental para economia colonial brasileira, mesmo após a independência, embora não fosse mais o principal produto econômico

Page 6

A SOCIEDADE GERADA PELA ECONOMIA AÇUCAREIRA A sociedade colonial reproduz a mesma composição e a correlação de forças presentes no engenho (uma sociedade rural, escravista, na qual a figura do senhor do engenho assume um poder de vida e morte sobre sua família e escravos, poder que se traduz num total domínio social por essa elite aristocrática Soma-se ainda uma parcela pequenas de homens livres (capatazes, feitores, trabalhadores técnicos na produção de açúcar, trabalhadores urbanos, médicos, professores) e o clero Todos eram dependentes do poder autocrático dos senhores, conhecidos como homens bons

Page 7

ADMINISTRAÇÃO COLONIAL NO BRASIL NOS SÉCULOS XVI E XVIIAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS A Coroa Portuguesa não dispunha de recursos próprios para iniciar a colonização Uma das saídas foi repassar a iniciativa a particulares, por meio da concessão das capitanias. Por esse sistema, o capitão donatário era responsável pelo investimento inicial e pelo controle da produção em suas terras Do ponto de vista administrativo, as capitanias funcionavam como unidades autônomas, comunicando-se diretamente com a metrópole Carta de Doação - a Coroa cedia o uso das terras ao donatário Sesmarias - extensões de terras cedidas pela donatário e que dão origem aos latifúndios coloniais Produção voltada para o grande comércio externo O capitão donatário era subordinado diretamente ao rei por uma série de obrigações e que ele não tinha a propriedade da terra, mas apenas a posse, permanecendo responsável por ela perante a Coroa

Page 8

A FORMAÇÃO DO PODER LOCAL: AS CÂMARAS MUNICIPAIS A legislação portuguesa criava uma brecha por onde os interesses locais, embora timidamente, puderam se expressar. Trata-se das Câmaras Municipais Estavam previstas na legislação portuguesa como órgãos de administração local Encarregada da administração dos assuntos internos dos municípios As Câmaras acabaram constituindo-se no único canal pelo qual os colonos puderam lutar por seus interesses Era formada por um juiz e edis, escolhidos entre os chamados homens bons (proprietários de terra e escravo) do município Criação dos "juízes de fora", juízes nomeados diretamente pela Coroa para controlar a vida interna das Câmaras

Show full summary Hide full summary

Similar

HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL (1ª PARTE)
Lucas Villar
Brasil: Primeiro Reinado e Período Regencial
Professor Junior
República Velha
Vitor Gomes
Geografia do Brasil
kelly.etehil
Projeto Med 2015: História e Geografia
elisacoltro
História do Brasil - Período Colonial
alessandra
Períodos da História do Brasil
GoConqr suporte .
Hebreus, Fenícios e Persas
Júlia Flores
Mercantilismo
Professor Junior
A CIVILIZAÇÃO ROMANA
Lucas Villar
SEGUNDO REINADO
Lucas Villar