AVALIAÇÕES CENTRADAS EM OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM - Clique na página inicial

Jorge Arevalo
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INSTRUMENTO DE TREINAMENTO - CURSO PARA PROFESSORES E VALIDADORES

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Objetivos Compreender as funções das Avaliações Formais e dos itens de avaliação. Elaborar itens de avaliação embasados na Taxonomia da Aprendizagem. Manusear corretamente o Sistema Integrado de Geração de Avaliações. Aumentar o grau de contextualização dos itens de avaliação. Vincular os itens de avaliação aos conhecimentos, habilidades e atitudes, específicas de cada componente curricular. IntroduçãoO processo de elaboração de avaliações é um tema controverso entre professores e acadêmicos de uma forma geral. É comum que os professores dediquem muitas horas de trabalho na preparação de aulas, materiais didáticos de apresentação e formulação de conteúdos, entretanto, nem sempre o mesmo zelo é observado na preparação das avaliações. Dessa forma, a elaboração de itens, muitas vezes é negligenciada, sendo colocada em segundo plano, como se fosse algo menos importante dentro do processo ensino-aprendizagem. Esse fato, em parte, ocorre devido à falta de capacitação do corpo docente das instituições, bem como à falta de instrumentos que visem ao controle e padronização dos sistemas de avaliação das Instituições de ensino superior (IES).

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O sistema de avaliação interfere em toda estrutura pedagógica dos cursos de graduação e quando é bem estruturado, permite a geração de indicadores educacionais qualitativos e quantitativos confiáveis. Sendo assim, a elaboração de itens de avaliação deve fazer parte de uma estratégia didático-pedagógica, baseada numa estrutura institucional formal de gerenciamento e geração de provas. Por gentileza, complete a pesquisa de opinião abaixo

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ApresentaçãoO processo de elaboração de avaliações é um tema controverso entre professorese acadêmicos de um forma geral. É comum os professores dedicarem muitas horasde trabalho na preparação de aulas, materiais didáticos de apresentação eformulação de conteúdos, entretanto, nem sempre o mesmo zelo é observado napreparação das avaliações teóricas. Dessa forma, a elaboração de questões, muitasvezes é negligenciada, sendo colocada em segundo plano, como se fosse algomenos importante dentro do processo ensino-aprendizagem. Esse fato, em parte,se deve a falta de capacitação do corpo docente das instituições, bem como a faltade instrumentos que visam o controle e padronização do sistema de avaliação dasInstituições de ensino superior (IES).Os sistemas de avaliação interferem em toda estrutura pedagógica dos cursos degraduação, permitindo a geração de indicadores educacionais qualitativos equantitativos. Sendo assim, a elaboração de questões deve fazer parte de umaestratégia didático-pedagógica, baseada numa estrutura institucional formal degerenciamento e geração de provas.O conhecimento prévio dos professores acerca do projeto pedagógico do curso éuma condição sine qua non para o processo de elaboração de provascontextualizadas. Dessa forma, a capacitação do corpo docente precede qualqueração sistemática que vise a padronização do sistema de avaliação. A gestão doprocesso de geração de provas envolve diversas ações e ferramentas, entre elas:softwares, Ambientes Virtuais de Aprendizagem (suporte e capacitação),implantação de uma sistemática contínua de capacitação dos professores e aformalização institucional do processo de geração de provas.Levando em consideração a complexidade da discussão sobre os diversossistemas de avaliação, o presente manual visa fornecer o instrumental teóricopara que os professores elaborem questões objetivas, mais contextualizadas ecorrelacionadas com as competências e habilidades dos cursos de graduação epós-graduação.

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Conceitos FundamentaisMatriz de referênciaÉ o instrumento norteador para a formulação de questões e é formada por umconjunto de descritores correlacionados com as habilidades que são esperadasdos estudantes. Esses descritores devem ser aferíveis em provas. A Matriz deReferência é constituída fundamentalmente pela ementa, conteúdo programáticoe os objetivos de aprendizagem das disciplinas.Diante do exposto, pode-se afirmar que a Matriz é formada por um conjunto detópicos ou temas que representam subdivisões de acordo com conteúdo,competências de área e habilidades. Cada tópico ou tema de uma Matriz deReferência é constituído por elementos que descrevem as habilidades que serãoavaliadas nas questões.A Matriz de Referência é o eixo norteador para elaboração de questões e nãoesgota o conteúdo a ser trabalhado em sala de aula e, portanto, não pode serconfundida com propostas curriculares, estratégias de ensino ou diretrizes pedagógicas.

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Competências e HabilidadesA Competência pode ser definida como um conjunto de habilidades, atitudes econhecimentos que levam o indivíduo a realizar tarefas complexas. Sendo assim,as competências pressupõem a capacidade do indivíduo mobilizar recursoscognitivos e socioafetivos para realização de tarefas. Geralmente, os estudantesadquirem as competências ao longo do curso, elas são construídas a partir dodomínio de diversas habilidades específicas.

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As habilidades decorrem de saberes específicos e permitem a aplicabilidade doconhecimento. As habilidades exigem o domínio dos conhecimentos e estãoligadas a ação. Dessa forma, referem-se ao plano imediato do “saber fazer” (Brasil.Inep, 2005, p. 17). Durante um curso de graduação ou pós-graduação, sãotrabalhadas diversas habilidades com o objetivo de desenvolver as competências.A aferição dessas habilidades, deve ocorrer durante o curso através da aplicaçãodos diversos tipos possíveis de avaliação.

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Podem ser consideradas habilidades:- compreensão de fenômenos;- identificação de variáveis;- análise de situação-problema;- Sintetização;- julgamento;- correlação;- manipulação;- relacionamento de informações.Resolver uma questão, por exemplo, é uma competência que envolve o domíniode várias habilidades, tais como: tomar decisões, interpretar, escrever, ler, avaliare correlacionar informações.

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Taxonomia da AprendizagemA taxonomia dos objetivos educacionais, também popularizada como taxonomiade Bloom, é uma estrutura de organização hierárquica de objetivos educacionais.Foi resultado do trabalho de uma comissão multidisciplinar de especialistas devárias universidades dos Estados Unidos, liderada por Benjamin S. Bloom, no anode 1956. A classificação proposta por Bloom dividiu as possibilidades deaprendizagem em três grandes domínios:- o cognitivo, abrangendo a aprendizagem intelectual;- o afetivo, abrangendo os aspectos de sensibilização e gradação de valores;- o psicomotor, abrangendo as habilidades de execução de tarefas que envolvem oaparelho motor.Cada um destes domínios tem diversos níveis de profundidade de aprendizado.Por isso a classificação de Bloom é denominada hierarquia: cada nível é maiscomplexo e mais específico que o anterior. O terceiro domínio não foi terminado,e apenas o primeiro foi implementado em sua totalidade (Fonte: Wikipedia).

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Domínio cognitivoCada objetivo educacional se encontra dentro de um dos domínios cognitivos, quevão do mais simples ao mais complexo, formando uma pirâmide cuja base dizrespeito ao domínio cognitivo mais essencial e concreto. Os domínios cognitivosservem de parâmetro para classificar as questões quanto ao grau de dificuldade.

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Os graus de dificuldade são classificados em:. fácil (Conhecer, Compreender);. médio (Aplicar, Analisar);. difícil (Sintetizar, Avaliar).

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Competências e HabilidadesA Competência pode ser definida como um conjunto de habilidades, atitudes econhecimentos que levam o indivíduo a realizar tarefas complexas. Sendo assim,as competências pressupõem a capacidade do indivíduo mobilizar recursoscognitivos e socioafetivos para realização de tarefas. Geralmente, os estudantesadquirem as competências ao longo do curso, elas são construídas a partir dodomínio de diversas habilidades específicas.

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As habilidades decorrem de saberes específicos e permitem a aplicabilidade doconhecimento. As habilidades exigem o domínio dos conhecimentos e estãoligadas a ação. Dessa forma, referem-se ao plano imediato do “saber fazer” (Brasil.Inep, 2005, p. 17). Durante um curso de graduação ou pós-graduação, sãotrabalhadas diversas habilidades com o objetivo de desenvolver as competências.A aferição dessas habilidades, deve ocorrer durante o curso através da aplicaçãodos diversos tipos possíveis de avaliação.

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Podem ser consideradas habilidades:- compreensão de fenômenos;- identificação de variáveis;- análise de situação-problema;- Sintetização;- julgamento;- correlação;- manipulação;- relacionamento de informações.Resolver uma questão, por exemplo, é uma competência que envolve o domíniode várias habilidades, tais como: tomar decisões, interpretar, escrever, ler, avaliare correlacionar informações.

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Taxonomia da AprendizagemA taxonomia dos objetivos educacionais, também popularizada como taxonomiade Bloom, é uma estrutura de organização hierárquica de objetivos educacionais.Foi resultado do trabalho de uma comissão multidisciplinar de especialistas devárias universidades dos Estados Unidos, liderada por Benjamin S. Bloom, no anode 1956. A classificação proposta por Bloom dividiu as possibilidades deaprendizagem em três grandes domínios:- o cognitivo, abrangendo a aprendizagem intelectual;- o afetivo, abrangendo os aspectos de sensibilização e gradação de valores;- o psicomotor, abrangendo as habilidades de execução de tarefas que envolvem oaparelho motor.Cada um destes domínios tem diversos níveis de profundidade de aprendizado.Por isso a classificação de Bloom é denominada hierarquia: cada nível é maiscomplexo e mais específico que o anterior. O terceiro domínio não foi terminado,e apenas o primeiro foi implementado em sua totalidade (Fonte: Wikipedia).

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Domínio cognitivoCada objetivo educacional se encontra dentro de um dos domínios cognitivos, quevão do mais simples ao mais complexo, formando uma pirâmide cuja base dizrespeito ao domínio cognitivo mais essencial e concreto. Os domínios cognitivosservem de parâmetro para classificar as questões quanto ao grau de dificuldade.

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Os graus de dificuldade são classificados em:. fácil (Conhecer, Compreender);. médio (Aplicar, Analisar);. difícil (Sintetizar, Avaliar).A ideia central da taxonomia é a de que os objetivos educacionais podem serarranjados numa hierarquia do mais simples (conhecimento) para o maiscomplexo (avaliação). Cada domínio cognitivo pode ser apresentado junto comamostras de verbos, que podem ser utilizados como “ganchos” dentro da área deComando (questionamento) das questões.

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Composição de Questões ObjetivasDe uma forma geral, as questões devem conter:1. Enunciado (texto-base, situação-problema e comando).2. Opções de respostas (resposta correta e distratores).3. Justificativa para todas as opções de resposta.EnunciadoContextualizaçãoTem a função de direcionar o aluno para o assunto em foco. Pode ser uma simplesafirmação, imagem ou qualquer material didático de apoio (texto, gráfico, tabela,ilustração, propaganda, declaração, citação de autor devidamente referenciada),pode-se trabalhar múltiplas inteligências (espacial, lógica, linguística, entreoutras) no contexto da questão.Situação-problemaEssa parte do enunciado serve de “link” para o comando da questão. A situação-problema busca uma problemática envolvendo a contextualização da questão,desafiando o aluno a responder o comando da questão.ComandoDeve ser redigido de forma clara e objetiva, admitindo apenas uma única respostapreviamente definida. O Comando da questão deve estar, de alguma forma,vinculado a todas as opções de resposta, evitando a indução de respostas óbvias.O Comando deve ser expresso por um verbo.

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Opções de respostaAs opções de resposta devem ser compostas por uma opção correta e quatroopções incorretas (distratores). Todas as opções de resposta devem serconvidativas para resolução do problema, isto é, os distratores devem fornecerrespostas plausíveis e correlacionadas com o contexto e situação-problema daquestão. Todas as opções devem estar em harmonia com o Comando da questão.A resposta correta deve estar diretamente vinculada ao comando da questão e nãodeve dar margem a dúvidas.Evite utilizar subterfúgios linguísticos que possam confundir o estudante,misturar assuntos nas opções, criar informações para desviar o foco estudante eutilizar palavras que forneçam pistas para resposta.Gabarito justificadoUma parte importante do processo de avaliação é a devolutiva (uma traduçãopedagógica dos resultados das avaliações). Para realizar uma devolutivapedagógica e transformar uma avaliação em um processo formativo, é necessárioelaborar respostas comentadas e justificativas para todas as opções de resposta,tais informações serão disponibilizadas para os estudantes e discutidas com osprofessores no Ambiente Virtual de Aprendizagem.

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Analisando a composição de uma questão:

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Note que a questão anteriormente utiliza o verbo interpretar, exigindo doestudante os domínios cognitivos: conhecer e compreender. Dessa forma aquestão pode ser considerada de nível fácil.Grau de Dificuldade das Questões e Composição das ProvasA definição quantitativa de proporcionalidade de questões de acordo com o graude dificuldade, deve ser avaliada sob a perspectiva dos planos pedagógicosadotados pelas instituições. Aspectos como os objetivos de aprendizagem, nívelacadêmico dos estudantes, grade curricular, conteúdo programático dasdisciplinas, modelo dos sistemas de avaliação e outras estratégias pedagógicasadotadas pelas instituições de ensino; podem influenciar a composição das provas.Dessa forma a composição das avaliações deve ser continuamente avaliada e revisada.

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Proporção de acordo com o grau de dificuldadeO número de questões fáceis, médias e difíceis de ser calculado levando emconsideração diversos fatores já mencionados. Segue uma proposta inicial depadronização.Provas para estudantes com até 30% do curso concluído

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Os estudantes que ainda estão no início do curso ainda não tiveram o temponecessário para desenvolver algumas habilidades fundamentais para atingirníveis cognitivos mais elevados (capacidade de síntese, análise e avaliação). Dessaforma, não seria coerente avaliar majoritariamente tais níveis cognitivos nessemomento.Provas para estudantes com 30-60 % do curso concluído

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Gradativamente, o número de questões consideradas difíceis deve ser aumentado.Provas para estudante com 60-100 % do curso concluído:

Vale ressaltar que essa é uma proposta inicial de implantação que naturalmentedeve ser rediscutida, avaliada e revisada periodicamente. A calibração dasavaliações é um processo delicado, devendo ser constantemente reavaliada pelocorpo docente e outras instâncias pedagógicas e administrativas da instituição.

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Referências. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Guia de Elaboração e Revisão de Itens. Volume 1. Brasília, 2010.. BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Prova de medicina. ENADE, 2010.. TAXONOMIA DOS OBJETIVOS EDUCACIONAIS. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2015. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Taxonomia_dos_objetivos_educacionais&oldid=42 832373>. Acesso em: 24 ago. 2015.. KHAN, S. Um mundo Uma escola – A educação reinventada. Editora Intrínseca, ed. 1, 2012.Créditos:Professor conteudista convidadoFabrício de Melo GarciaCOORDENADOR ACADÊMICOE-mail: coordenacaoacademica@facene.com.brFormatação, implantação de recursos didáticos (web designers)Equipe do Curso de Educação em Saúde

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