A importância do brincar na educação infantil

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Como a brincadeira pode auxiliar o desenvolvimento das crianças.

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A importância do brincar para as crianças O brinquedo é a essência da infância e sua principal atividade, mas nem sempre as instituições desenvolvem práticas que tomam este pressuposto como orientador da organização de suas rotinas. As instituições escolares cada vez mais têm se preocupado com a antecipação de oferta de conteúdos formais do ensino e dado ênfase à alfabetização precoce das crianças. Percebe-se que há um despreparo relativo ao conhecimento das necessidades básicas das crianças pequenas e, principalmente, em relação ao brincar, um desconhecimento de sua função como linguagem e principal forma de interação com o mundo. Nessa perspectiva a realização de pesquisas sobre o tema ganha relevância na medida em que podem oferecer contribuições importantes para a análise das práticas educativas visando uma melhor compreensão do desenvolvimento infantil e do importante papel que as instituições educativas têm frente as diferentes realidades em que vivem as crianças. A brincadeira é uma linguagem natural da criança e é importante que esteja presente na escola desde a Educação Infantil para que o aluno possa se colocar e se expressar através de atividades lúdicas. É no seio deste processo que a criança irá construindo com a possibilidade de transformar o objeto, de acordo com a experiência de cada um. Sem as brincadeiras lúdicas tornaria o processo de ensino-aprendizagem da criança um tédio. É necessário que a construção se faça a partir do jogo, da imaginação, do conhecimento do corpo. Brincar é vital, primordial e essencial, pois, esta é a maneira que o sujeito humano, na saúde, utiliza para se estruturar como sujeito da emoção, da razão e da relação.

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Estudos atuais têm se preocupado em observar a infância e suas brincadeiras visando compreender as formas de sociabilidade da criança e seu diálogo com a cultura adulta. Assim, percebeu-se que a criança, sua infância e sua produção cultural são dignas de serem estudadas em si mesmo e não apenas baseados no que os adultos pensam dela. O processo de socialização que antes era entendido como uma espécie de preparação para a fase adulta passou a focar as práticas da criança e suas experiências de autonomia. A brincadeira é uma das linguagens que se destacam na infância e é através dela que a criança significa e ressignifica o mundo, constituindo suas práticas culturais.As crianças possuem rituais, brincadeiras e jogos que foram transmitidos de geração em geração e compartilhados por diferentes classes sociais, rompendo as fronteiras do tempo e do espaço. Por isso, pode-se perceber, por exemplo, a permanência do pião, da pipa, da brincadeira de roda, ensinadas por nossos avós, aprendidas por nossos pais, praticadas por nós e reproduzidas por nossos filhos, ultrapassando fronteiras e sendo encontradas em diferentes culturas, mesmo que repaginadas. Historicamente os jogos exprimem formas sociais de organização das experiências dos seres humanos, onde por meio da brincadeira é possível experimentar o mundo. A ludicidade se concretiza na produção das culturas infantis que são constituídas na interação com a cultura mais ampla. Para compreender a experiência da brincadeira como um fenômeno cultural é preciso perceber que as crianças percebem o mundo através das experiências que adquirem quando brincam, interagindo com outras crianças e com os adultos. Assim, ela experimenta suas emoções e elabora suas experiências. A figura do adulto funciona como referência, sendo suas ações reproduzidas, mas com um sentido próprio e essencial ao processo de apreensão do mundo pela criança.

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Como a reorganização dos espaços têm alterado o brincar?A urbanização, fenômeno comum desde o princípio do século passado, afetou vários países, inclusive, de maneira marcante, o Brasil. Houve uma concentração populacional em muitas cidades, determinando uma nova forma de utilização dos espaços. As casas foram sendo substituídas por condomínios verticais, com menos espaços físicos internos e externos. As áreas privadas, e mesmo as públicas, destinadas ao lazer, têm sido substituídas por espaços produtivos mais lucrativos. As conseqüências da urbanização pouco planejada e da falta de espaços de lazer também se refletem nas moradias cujos espaços domiciliares são inadequados para brincar. Alguns pais colocam os condomínios como uma saída para esse problema. É importante que sejam oferecidos às crianças espaço de transmissão de cultura para que elas possam brincar e, assim terem oportunidades de criação, pois quando a criança brinca, reinventa cenas do cotidiano que a marcam, construindo sua própria história. As crianças que com frequência brincam de faz-de-conta tendem a cooperar mais com outras crianças e tendem a ser mais populares e alegres do que aquelas que não brincam de modo imaginativo. Ao movimentar o seu corpo, a criança inventa brincadeiras e, assim, constitui o seu eu, sua imaginação e seus pensamentos. Quanto maior for a qualidade do brincar maior será o desenvolvimento cognitivo. Porém, muitos adultos limitam esse movimento e impedem a criança de se desenvolver nesse sentido, pois consideram que uma criança que se movimenta muito e que precisa de espaço para se expressar, é hiperativa ou arteira. Dessa forma, muitos acreditam que a criança que consegue permanecer parada, sentada em frente à televisão é a que está mais próxima da civilidade e merece maior crédito. Os adultos e as crianças que brincam juntas de faz-de-conta tendem a ter uma relação mais saudável e prazerosa. Devido às mudanças na realidade econômica, a infância vem sofrendo uma perda no seu espaço e, assim, um processo de abandono das brincadeiras vem sendo percebido, que são substituídas por outras atividades como: assistir televisão, jogos em computadores ou videogames como forma de preencher o tempo em que ficam em casa sozinhas.

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