A arquitetura como artefato cultural

Descrição

Pontos importantes de um capitulo do livro "Dimensão simbólica da arquitetura" de Claúdia R. Vial Ribeiro
Thaiana Kades
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Thaiana Kades
Criado por Thaiana Kades aproximadamente 6 anos atrás
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Resumo de Recurso

A arquitetura como artefato cultural
  1. Arquitetura está vinculada a redes de significações apreendidas por determinada cultura
    1. Geertz: os símbolos são abstrações da experiência, ideias, atitudes, condições sociais, julgamentos ou crenças. O símbolo tem a capacidade de por meio de uma estrutura significativa identificar valores, padrões, mantidos pelo individuo, classe ou sociedade em determinados tempo e cultura.
      1. Durand: O símbolo corresponde a um vínculo continuamente construído e modificado ao longo da vida das pessoas a partir de instituições de aprendizagem, não possui um sentido único.
        1. “Trajeto antropológico” É a “assimilações subjetivas” do homem e os aprendizados “objetivos” apreendidos pela cultura, pois segundo ele só existe um buraco, que se atualiza apenas por meio de determinada cultura.
        2. Segundo Geertz e Durand o homem é um ser dependente de padrões culturais e sistemas simbólicos que possuam dar sentido à sua existência. Os significados são armazenados, organizados e transmitidos por meio de símbolos
        3. Cultura
          1. Geertz: a cultura corresponde a “um padrão de significados” onde os símbolos são fontes da cultura e são compartilhadas por indivíduos pertencentes a um mesmo contexto particular.
            1. Os padrões culturais correspondem a “sistemas ou complexos de símbolo” que modela o comportamento público, são construídos e aprendidos pela cultura que o homem está inserido, e não determinados pelo instinto ou hereditariedade.
            2. Salvater: segundo ele os animais fazem o que estão programados para fazer, pois não sabem se comportar de outra maneira, no entanto o homem não é um ser programado é um ser incompleto e inacabado, que está continuamente se construindo a partir de suas experiências e aprendizados.
              1. Por mais que a cultura, os meios as concepções de mundo balizem seus comportamentos e crenças, não se pode ter certeza que quanto suas maneiras de agir e pensar, pois o homem tem a liberdade de escolha e assim podendo agir de modo diferente daquilo que lhe foi ensinado.
            3. A arquitetura
              1. Moore E Allen: as dimensões da arquitetura correspondem ao espaço observável, ou seja, a altura, a largura a profundidade e todas as outras coisas que o habitante pode ou não perceber. Esses espaços são planejados para os habitantes e dependem da cultura de cada um para a formação de seu projeto, ou seja, é a dimensão simbólica da arquitetura.
                1. O homem precisa de sistemas simbólicos para ordenar e dar sentido ao seu mundo. A arquitetura é um mediador simbólico possível, que permite que o homem estabelece essas ordenações. A arquitetura cria ambientes fisicamente presentes que expressa o conjunto de crenças e valores, para certa cultura
                2. A arquitetura revela significados gerais em relação aos quais cada pessoa ou grupo de pessoas interpreta sua experiência cultural nos espaços, o homem coloca significado aos lugares. Segundo Rapoport a “arquitetura torna tangível os significados”.
                  1. Rapoport: Espaços culturais onde são demarcados e hierarquizados sem que haja, fisicamente visível, essas barreiras invisíveis se configuram importante espaços de transição. Um exemplo é a casa maia, possui apenas um cômodo, mas é conceitualmente setorizada em domínios masculinos e feminino, embora não haja divisões físicas.
                    1. Estudar, conhecer, com critério, as formas de vida dessas culturas e o vínculo simbólico dos habitantes para quem se está projetando e dos lugares onde se intervém é de grande importância, pois podem ajudar o arquiteto perceber as diversas modalidades de concepções de espaço que podem coexistir dentro de uma mesma cultura, nos espaços pelas pessoas para as quais projeta, de acordo com os diferentes contextos sociais ou particulares.
                      1. Os arquitetos projetam para determinado habitante-usuário em certo contexto físico, inseridos dentro de uma estrutura cultural especifica, num tempo histórico estabelecido. Portanto é importante que o arquiteto estude essas estruturas simbólicas relacionadas os valores do usuario, para que os espaços projetados contribuam para que as pessoas que o utilizam vivam melhor.