Leishmaniose Visceral (Calazar)

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Giovanna Gioppo
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Giovanna Gioppo
Criado por Giovanna Gioppo aproximadamente 6 anos atrás
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Resumo de Recurso

Leishmaniose Visceral (Calazar)
  1. Patogênese
    1. Leishmania donovani - Infantum na Améria
      1. Principal vetor: Lutzomyia longipalpis (fêmea) (mosquito-palha) suga amastigota e abriga promastigota
        1. Inseticida e controle de flebotomíneos
          1. Também pode transmitir pelo uso de seringa, doação de sangue, transplacentária e ocupacional
            1. + resposta Th1 - IL-2 e INF-gama: auto-resolução e cura/ + resposta Th2 - IL-4 e IL-10: doença progressiva e fatal
          2. Principal reservatório: cães
            1. Detecção e eliminação de reservatórios infectados
            2. Inoculação na derme da forma promastigota. Passam a amastigota no macrófago
              1. Laboratório: Pancitopenia; Inversão albumina/globulina; ↑transaminases; Urina: PTN, leucócito e hemáceas
            3. Epidemio
              1. Doença endêmica, principalmente no meio periurbano
              2. Profilaxia
                1. Quadro clínico
                  1. Maioria assintomático pela efetiva resposta imune celular
                    1. Dx pelo teste de Montenegro ou sorológico - pode ser um reservatório
                    2. Oligossintomática ou subclínica (MAIS COMUM)
                      1. Treinamento dos profissionais da saúde para dx e tto precoce
                        1. FebrÍCULA, retardo no crescimento, adinamia, hepatomegalia
                          1. 60-70% resolve espontaneamente em 3-6m
                          2. Forma Aguda (Inicial)
                            1. Febre ALTA, diária e persistente, palidez, hepatoesplenomegalia. Anemia ainda pouco expressiva
                            2. Período de estado
                              1. Febre irregular e insidiosa, emagressimento excessivo, palidez, aumento da hepatoesplenoMG (não dolorosa, baço cresce mais que o fígado). Micropoliadenopatia cervical pode estar +
                              2. Coinfecção com HIV
                                1. Frequentemente em pctes com CD4 < 200
                                  1. Febre (pode ser único sintoma), emagrecimento, hepatoesplenomg, linfadenomg, sintomas digestivos, pulmonares e cutâneos
                                  2. Dérmica Pós-Calazar
                                    1. Rara na América Latina
                                      1. Máculas hiper e hipopigm. em tronco, face, extremidades, mucosa oral e região genital
                                      2. Período final
                                        1. Febre contínua, EGRuim, intensa palidez, abd volumoso (plenitude pós-prandial), desnutrição e perda de peso, hemorragias, amenorreia e puberdade retardada, tosse seca, diarreia
                                          1. Principal causa de morte são as coinfecções bacterianas
                                        2. Diagnóstico
                                          1. Diferencial
                                            1. Anemia e esplenomg menos proeminentes
                                              1. Febre tifoide
                                                1. Endocardite infecciosa
                                                  1. Dça cardíaca e alt. cutâneas
                                                2. Acessos febris com calafrios e sudorese profusa
                                                  1. Malária
                                                  2. Leucocitose e lobo esquerdo do fígado > direito
                                                    1. Enterobacteriose septicêmica prolongada
                                                    2. Febre e prostração menos proeminentes
                                                      1. Doenças hematológicas
                                                    3. Confirmação
                                                      1. Detecção do parasito
                                                        1. Cultura e Bx pode complementar o exame direto (SP, MO ou ES)
                                                          1. Amastigotas no aspirado de MO
                                                          2. Exame Sorológico
                                                            1. Teste de Montenegro (marcador de infecção), aglutinação direta ou PCR (pesquisa)
                                                            2. Montenegro
                                                              1. VIGILÂNCIA epidemiológica - só positiva após resolução do quadro (memória imunológica)
                                                          3. Tratamento
                                                            1. Contra o parasito
                                                              1. Antiamoniais (GLUCANTIME) 20mg/kg/dia IV em SG 5% por 20-40 dias
                                                                1. Acompanhar com ECG, Ur/Cr, AST/ALT
                                                                  1. Cardio/hepato/nefrotoxicidade, artralgia, mialgia, cefaleia, adinamia
                                                                  2. Anfotericina B em caso de falência - NÃO USAR em Insuficiência Renal
                                                                    1. 1ª escolha para HIV+ (TARV em acompanhamento por 15 a 30 dias)
                                                                      1. LIPOSSOMAL: 1ª escolha em >50 anos, transplantados hepático, renal e cardíaco, DRC e gestantes
                                                                    2. Neutropenia
                                                                      1. Ceftriaxona + Oxacilina em todos com neutrófilos <500 (até 3-5d após normalizar) ou <2m (por ≥7d)
                                                                      2. Abandono do tto
                                                                        1. Voltou com <7d: retornar o tto
                                                                          1. Voltou com >7d sem tto
                                                                            1. Tomou <10 doses: Reinicia
                                                                              1. Tomou >10 doses
                                                                                1. Clinicamente curado: Observar
                                                                                  1. Clinicamente doente: Reiniciar
                                                                            2. Crítério de cura
                                                                              1. Desaparecimento da febre, ↓hepatoesplenomg, melhora hematológica, eletroforese normaliza, ganho ponderal
                                                                                1. Controle por exame parasitológico, seguimento com 3m, 6m e 12m
                                                                                  1. Eosinofilia ao final do tto é BOM prognóstico

                                                                                  Anexos de mídia