Flussdiagramm
Ohne Titel
Inhalt des Flussdiagramms
Michel Pêcheux
O discurso: estrutura ou acontecimento
Publicado em 1983, último livro de Pêcheux, apresenta as noções de estrutura e acontecimento no discurso
Embasado nas teorias marxistas de Althusser, Pêcheux busca compreender como o acontecimento de determinado enunciado, bem como a estrutura
Existe uma discussão vigente na AD brasileira sobre a tradução do título. Estrutura ou acontecimento ou Estrutura e acontecimento?
On a gagné
Em cima do enunciado "On a gagné" Pêcheux busca nas condições materiais de produção do discurso como o enunciado se atualiza em 10 de maio de 1981.
"On a gagné" é atualizado pelo momento político, deixando de ser um enunciado utilizado no meio esportivo para entrar no meio político
Portanto, tem-se aí um acontecimento histórico, a eleição presidencial, que dará origem ao acontecimento discursivo
Nesse ponto, Pêcheux argumenta que o enunciado é uma memória atualizada pelo discurso, criando assim um acontecimento discursivo
O autor analisa ainda que a relação entre acontecimento e estrutura, visto que um mesmo acontecimento histórico pode dar origem a enunciados distintos, construindo acontecimentos discursivos distintos.
Pêcheux segue o texto argumentando sobre a opacidade da língua. Uma vez que um mesmo enunciado pode ter significados diferentes de acordo os acontecimentos em que surgem
Ele afirma que o enunciado sobre a eleição de F. Mitterand é logicamente estabilizado pois não se pode dizer que ele tenha ganhado e não ganhado a eleição. Nesse ponto, não é questionado a quem se refere o verbo “ganhar”, pois só pode se referir a Mitterand no acontecimento em questão.
Criando assim o questionamento
"Quem ganhou?"
Que sujeito é esse?
A partícula on é um pronome indefinido, sendo assim, como saber quem ganhou?
Os militantes do partido de esquerda?
O povo da França?
Pêcheux esclarece que sabe-se quem ganhou por causa memória construída em torno do acontecimento
O enunciado trabalha com as oposições em torno do enunciado.
Os militantes do partido de esquerda? o povo da França? de quem apoiou a perspectiva do Programa Comum?
II. CIÊNCIA, ESTRUTURA E II. CIÊNCIA, ESTRUTURA E ESCOLÁSTICA
Acontecimento é quando uma memória encontra com uma atualidade
No segundo capítulo do livro, Pêcheux vai tratar da relação existente entre a ciência, a escolástica e a estrutura
O Autor trata a questão do real e da independência que há entre o objeto no mundo e o discurso
Buscado o real da psicanálise, Pêcheux afirma que o real não é apreensível, pois é impossível descobrir o real, nós apenas nos deparamos com ele.
"trata-se de encontrar, com ou sem a ajuda das ciências da natureza, os meios de obter um resultado que tire partido da forma a mais eficaz possível" (p. 30)
Espaços logicamente estabilizados:
Segundo Pêcheux, esses espaços negam o equivoco, pois supõem que todos sabem do que se fala, como se todos partissem de uma mesma posição.
Sendo assim, os enunciados logicamente estabilizados não aceitam múltiplas interpretações, podendo ser atribuído a eles apenas um valor
Pêcheux, ainda, analisa a dependência com as coisas-a-saber, ou seja, conhecimentos acumulados, máquinas-desaber
III - Ler, descrever e interpretar
Neste capítulo, Pêcheux se dedica a trabalhar com o real do universo logicamente estabilizado
Pêcheux discuti sobre estruturalismo desenvolvido na França na década de 1960, sendo uma tentativa anti-positivista de levar em conta esse real.
"É supor que – entendendo-se o “real” em vários sentidos – possam existir um outro tipo de real diferente dos que acabam de ser evocados, e também um outro tipo de saber, que não se reduz à ordem das “coisas-a-saber” ou a um tecido de tais coisas" (p.43)
"uma tentativa antipositivista visando a levar em conta este tipo de real, sobre o qual o pensamento vem dar, no entrecruzamento da linguagem e da história" (p. 44)
A tentativa de análise da estrutura e do acontecimento produziu novas práticas de leitura, que usavam a interpretação para dar conta dos seus estudos, visto que todo fato já é uma interpretação do real.
“todo fato é uma interpretação”
As abordagens estruturalistas manifestavam assim sua recusa de se constituir em “ciência régia” da estrutura do real.
Pêcheux argumenta que se pode separar a descrição da interpretação, pois funcionam como um batimento, ao contrário dos estruturalistas, que abordavam a materialidade e esqueciam a história.
O autor também mostra como o apagamento do sujeito no enunciado produz um sentido de discurso sem sujeito, negando a interpretação aos discursos logicamente estabilizados.
Sobre a descrição, Pêcheux diz que ela está exposta ao equívoco, já que que todo enunciado é intrinsecamente possível de se tornar outro e seu sentido derivar discursivamente para outro
É preciso compreender que toda descrição se transforma em uma interpretação, coloca em jogo como espaço de leitura as múltiplas formas; a interpretação dos fatos, dos acontecimentos é feita por sujeitos que mobilizam várias memórias, de acordo com suas relações sociais, produzindo novas significações.
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- Flussdiagramm am Ohne Titel, erstellt von Mirella Borba am 27/10/2021.
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- Mirella Borba
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