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- 1Recessão gengival - 1° Manifestação clínicaA primeira manifestação clínica é a PERDA DE INSERÇÃO
→ Migração apical do epitélio juncional e reabsorção do osso, cemento e ligamento periodontal
→ Clinicamente vemos a exposição da junção amelo-cementária - 2RECESSÃO: Os fatores associados aos indivíduos; Indicadores de risco14-29 anos: fumo e cálculo em mais de 15% dos sítios
Acima de 30 anos: fumo e cálculo em mais de 25% dos sítios - 3oq é necessário Para que ocorra a recessão?Para que ocorra a recessão, é preciso um tipo de agressão que leve a uma inflamação no periodonto de proteção, induzindo uma migração apical do epitélio juncional e uma consequente reabsorção e perda de inserção
- 4Etiologia da recessão gengival (sugeridas)- Pequena faixa de gengiva inserida
- Inserção alta de freios e bridas
- Trauma oclusal
- Escovação traumática
- Placa dental
- Restaurações cervicais - 51- PEQUENA FAIXA DE GENGIVA INSERIDA→ Não existe relação entre a quantidade de gengiva ceratinizada e recessão gengival
→ Após excisão da gengiva ceratinizada, no decorrer do tempo, a memória celular faz com que o organismo a produza novamente
→ Essa ideia veio de estudos (1972) que afirmavam que todas as superfícies com menos de 2mm de gengiva inserida mostraram inflamação gengival e que o índice gengival aumenta com a diminuição da faixa de gengiva inserida - 6Avaliação da inflamação marginal foi feita com o Índice Gengival0 – Ausência de sinais visuais de inflamação
1 – Alteração leve na textura e na cor da gengiva
2 – Inflamação visual e sangramento marginal à sondagem
3 – Inflamação evidente com sangramento espontâneo
- Hoje em dia, sabemos que o primeiro sinal da inflamação é o sangramento, antes mesmo de alterações de textura e
coloração
- Do IG que surgiu o ISG (Ausência ou presença de sangramento gengival)
- Os resultados do estudo estão certos, mas o índice errado - 7Uma zona adequada de gengiva inserida é importante para:- Proteger o periodonto de injúrias causadas por forças de fricção durante escovação e mastigação
- Dissipar a tração exercida pelas inserções musculares sobre a margem gengival
- Com esse cenário, eram indicados enxertos para devolver a altura de gengiva ceratinizada - 8→ Em 1977, Miyasato avaliou a quantidade de gengiva ceratinizada, índice de placa e fluido crevicular (exsudato do sulco gengival que aumenta conforme temos aumento da inflamação gengival – único evento que conseguimos avaliar antes do sangramento)- Verificou que a formação de biofilme se deu de forma semelhante, independente da altura da gengiva ceratinizada
- O exsudato gengival também teve resultados semelhantes independentemente da quantidade de gengiva ceratinizada
- Mostrou o equívoco no estudo de 1972
- Pouca quantidade de gengiva ceratinizada pode ser causada pela recessão, e não ao contrário - 9Gengiva inserida x gengiva ceratinizada- A gengiva inserida é uma parte da gengiva ceratinizada
- A gengiva ceratinizada também engloba a gengiva livre
- Acreditava-se que, com o epitélio ceratinizado, tinha-se uma proteção maior contra a inflamação – o que não é verdade
→ Naturalmente, possuímos áreas com muita gengiva ceratinizada (ILS) e áreas com pouca gengiva ceratinizada (1ºPMI)
- Se a associação fosse verdadeira, teríamos os 1ºsPM inferiores como os principais dentes perdidos por
doença periodontal, o que não é verdade (os principais são molares e incisivos) - 102- INSERÇÃO ALTA DE FREIOS E BRIDAS→ Acreditava-se que o freio próximo da margem iria tracionar a gengiva durante os movimentos mastigatórios
- O freio não tem poder de causar movimento da margem gengival - 11No passado, se fazia frenectomia para:- Freios próximos à margem gengival
- Freios em zonas com faixa pequena de gengiva inserida
- Freios que dificultam o controle de placa
- Freios que provocam microtraumatismos e reabsorção
óssea
- Freios que provocam isquemia ao serem tracionados - 12Hoje em dia, fazemos frenectmia nos casos de:- Indicação ortodôntica (casos de diastemas)
- Situações onde o controle de placa bacteriana está comprovadamente dificultado - 133- TRAUMA OCLUSAL→ A lesão de trauma oclusal não é capaz de produzir recessão da margem da gengiva, pois a mesma não provoca alterações inflamatórias no ligamento periodontal supracrestal
→ Em casos de trauma oclusal, temos inflamação em todo o periodonto, com áreas de reabsorção e neoformação (por isso vemos, radiograficamente, um aumento do espaço do ligamento
periodontal)
- Estudos em ratos indicam que a inflamação ocorre no periodonto de inserção, mas que o trauma não é capaz de gerar inflamação no periodonto de proteção - 14Fatores etiológicos centrais da recessão gengival AGENTES ETIOLOGICOS DE RECESSÃO GENGIVAL- Sequela da doença e/ou terapia periodontal
- Escovação traumática - 15Patogênese da recessão gengival - Na presença de inflamação→ Interdigitações provindas do epitélio da bolsa e oral, são envolvidas
por um infiltrado de células mononucleares em direção ao tecido
conjuntivo
→ Conjuntivo começa a diminuir em espessura
→ Com a evolução da inflamação, as digitações do epitélio oral se
unem com as do epitélio juncional, provocando um colabamento do
tecido e a migração para apical dos epitélios da bolsa e oral - 16Patogênese da recessão gengival - Trauma mecanicoinflamação no periodonto de PROTEÇÃO e inflamação do conjuntivo
→ A escovação traumática causa ulcerações na gengiva
→ O trauma repetido pela escovação traumática pode levar à perda de inserção nesses locais e iniciar um processo de recessão gengival - 17Diagnóstico de recessão associada à escovação traumática- Recessão em “V” nas faces vestibulares
- Geralmente em pré-molares e caninos
- Ausência de gengivite e/ou periodontite
- Relação com uso de escova dura/excesso de força durante a escovação
- Presença de lesões de abrasão - 18Tratamento de recessão associada à escovação traumática→ Tipo de escova, movimento utilizado, sistemática de escovação,
excesso de força
Monitoramento da perda de inserção
→ Quantificar PI nas consultas de manutenção - 19Recessão gengival x periodontite- Recessão em “U” foi achado frequente
- Proporção de indivíduos com recessão aumentada com a idade
- Sítios com recessão mostraram suscetibilidade à perda de inserção
adicional
- Perda de inserção proximal estava associada a recessões em áreas
vestibulares - 20Diagnóstico de recessão associada à periodontite- Presença de sinais inflamatórios – sangramento/supuração à sondagem
→ Presente em vários dentes
→ Perda de inserção não restrita somente a superfícies vestibulares
→ Relação com pobre controle de placa pelo paciente - 21Tratamento da recessão associada à periodontite- Tratamento da gengivite e periodontite
- Monitoramento da perda de inserção (quantificar PI nas consultas de
manutenção) - 22Fatores associados à recessão gengivalFATORES ANATOMICOS
→ Deiscências
→ Posição no arco
→ Volume de crista óssea
→ Dentes mais vestibularizados tem uma crista óssea menos espessa, com mais chances de ter recessão
FATORES FISIOLOGICOS
→ Movimentos ortodônticos (reduz espessura óssea e gengival)
- Movimentos de vestibularização excessivos podem estar associados à recessão gengival
FATORES PATOLÓGICOS
→ Fio dental
→ Piercing
→ Movimento extra-alveolar (movimento ortodôntico desenfreado) - 23Recobrimento gengivalDevemos, antes de pensar em recobrir, considerar causas, fatores associados, tratamento dos mesmos e colocar o paciente em saúde
- Em casos onde não há perda de inserção proximal (classe I e classe II),
os resultados são previsíveis e muito bons
- Quando há presença de perda de inserção proximal (classe III e IV), temos resultados questionáveis ou que não podem ser previstos (classe IV)
- Com a nova classificação das doenças periodontais, as classes de recessão mudaram → Incluem um número maior de fatores do que a perda ou não de
inserção proximal - 24Mobilidade dentáriaDepende de características de viscoelasticidade do periodonto
→ Uma inflamação generalizada no ligamento periodontal, sem
grandes perdas de inserção, pode causar mobilidade naquele dente
- Depende também de características anatômicas do dente
→ Quantidade de
osso/cemento/ligamento periodontal
→ Número, formato e comprimento das raízes - 25“Tratamento” da mobilidade dentária→ De acordo com sua etiologia
- Periodontite – tratamento periodontal subgengival
- Oclusão traumática – ajuste oclusal
- Processos periapicais agudos/crônicos – tratamento endodôntico - 26Periodontite e mobilidade dentáriaA mobilidade está relacionada com alterações quantitativas (quantidade
de periodonto) e qualitativas (presença de inflamação) do periodonto
- A redução dessa mobilidade após a terapia periodontal está associada
com a resolução do processo inflamatório dos tecidos periodontais
-Mobilidade não afeta a progressão da lesão periodontal
- Evolução da lesão associada à placa não depende do grau de mobilidade
- Mobilidade não aumenta a migração apical da placa subgengival - 27Trauma oclusalResultado de alterações patológicas ou modificações adaptativas que ocorrem no periodonto em consequência de forças excessivas produzidas pelo músculo da mastigação
- O papel do ligamento periodontal na oclusão dentária: Absorver as forças oclusais, Permitir movimentos dentários adaptativos, Modular as forças mastigatórias, evitando sobrecarga do aparelho periodontal - 28TRAUMA OCLUSAL Características clínicas→ Hipertonicidade muscular
→ Mobilidade aumentada
→ Migração dentária
→ Dores musculares
→ Dor dentária à mastigação
→ Dor à percussão
→ Sensação de debilidade dental
→ Desejo de apertar os dentes - 29TRAUMA OCLSAL Características radiográficas→ Perda de continuidade da lâmina dura
→ Aumento do espaço do ligamento periodontal
→ Reabsorção radicular e apical
→ Trabeculado ósseo alterado
→ Calcificações pulpares - 30Características histológicas → Força unidirecional (orto)Em uma força lateral, do lado em que essa força está sendo aplicada, induzimos uma tensão
- Já, no lado oposto, temos uma força de pressão que gera um processo inflamatório, com hemorragia, trombose,
desorganização dos feixes de fibras colágenas, hialinização e reabsorção óssea
- Na parte apical, as forças se opõem por conta da inclinação - 31→ Em um caso de trauma oclusal, as forças são alternadas, em vários sentidos e com cargas diferentesAs forças de tensão e pressão ocorrem ao redor de toda a raiz, Por isso, vemos radiograficamente o espaço do ligamento periodontal aumentado
- Nesse caso, vemos sinais inflamatórios agudos: Perda de colágeno do ligamento periodontal, Reabsorção óssea e cementária, Aumento do espaço do ligamento periodontal
- Quando essas forças cessam, existe o reestabelecimento da condição de saúde do periodonto de inserção
- Apenas a remoção do trauma é suficiente para promover a cicatrização da inflamação
-Toda a inflamação acontece no periodonto de inserção, não atingindo o
periodonto de proteção
→ Não causa diminuição epitélio juncional e, portanto, não ocorre
perda de inserção - 32Trauma oclusal e presença de lesões cervicais angulares (abfração)Essa ideia surgiu a partir de estudos in vitro que avaliavam a deformação
elástica e as zonas onde ocorreriam maiores perdas ou destruição de
tecido dentário decorrentes dessa deformação
→ Distribuição de linhas de stress em dente submetidos às cargas - 33ABFRAÇÃO→ Lesões angulares cervicais, ocasionadas por sobrecarga oclusal, devido à flexão e fadiga dos tecidos dentários na região cervical
- Estudos sobre a possível ocorrência de abfração são escassos e consistem basicamente em relatos de casos e
revisões especulativas - 34fatores associados a perimplantitetabagismo
historico anterior de periodontite
controle de placa inadequado
sobrecarga oclusal
diabetes
cimento residual - 35TRATAMENTO DA MUCOSITE- remoção profissional do biofilme
- instrução, treinamento e motivação para HB
- se o desenho da protese obstruir a remoção mecanica do biofilme, ela deverá ser modificada ou substituida
- uso coadjuvante de clorex 1% gel por 4-6semanas - 36mucosite - meta terapeutica1 sitio com um ponto de SS e ausencia de SP
Retratamento: na presença de 2 ou mais sitios com SS, ou 1 sitio com SS profuso - 37TRATAMENTO PERIMPLANTITEpré requisito: mucosite tratada
quando? presença de SS e ou SP + aumento PS quando comparado a um exame anterior + presença de perda ossea alem das mudanças resultantes da remodelação ossea inicial - 38formas de TRATAMENTO PERIMPLANTITEnão cirurgico: casos muito iniciais, geralmente pacientes em acompanhamento de manutenção sistematica desde que o implante está em função
cirurgico: tratamento de escolha na maioria dos casos, visa debridar e remover biofilme das roscas dos implantes, bem como remover tecido de granulação dos defeitos - 39TRATAMENTO PERIMPLANTITE - não cirurgico- remoção minuciosa de biofilme submucosa sob anestesia local
- orientações pós op
- seguimento do paciente - 40TRATAMENTO PERIMPLANTITE - cirurgico- retalho total (remoção total do tecido de granulação)
- remoção minuciosa de biofilme (cureta, laser, unitufo, clorex)
- sutura
- orientações pos op
- seguimento do paciente - 41perimplantite meta terapeutica1 sitio com um ponto de SS, ausencia de SP, PS menor que 5 e ausencia de perdsa ossea progressiva em comparação com os niveis osseos pré tratamento
- 42manutenção em pacientes com implantesIPV, ISG, PS, SS presença de fatores retentivos de placa, supuração (não é precoce), radiografia (padronizar)
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Informationen
- Beschreibung
- Karteikarten am perio 2, erstellt von Rafaela Soares am 15/10/2022.
- Erstellt von
- Rafaela Soares
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