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LPP

Maria Fernanda Antunes Rodrigues Portugiesisch 40 Karten

Karten in diesem Stapel (40)

  1. 1Qual o motivo do aumento da ocorrência das LPP?maior expectativa de vida da população em decorrência de avanças na assistência a saúde, que tornou possível a sobrevida de pacientes com doenças graves e antes letais, transformas em doenças crônicas e lentamente debilitantes.
  2. 2Fatores de risco para LPP: 15- HAS
    - DM
    - inconsciência,
    - imobilização,
    - perda de sensibilidade,
    - perda de função motora,
    - perda de continência urinária ou fecal,
    - presença de espasmos musculares,
    - deficiências nutricionais,
    - anemias,
    - índice de massa corporal muito alto ou
    muito baixo,
    - doenças circulatórias,
    - doença arterial periférica,
    - Imunodeficiência ou uso de corticosteroide
    - tabagismo
  3. 3Em quais pacientes as LPP ocorrem mais?agudamente hospitalizados ou que necessitam de cuidados institucionais de longo prazo. Fratura de quadril
  4. 4Qual o conceito de LPP?dano localizado na pele e/ou tecido mole subjacente geralmente sobre proeminência óssea ou pode ainda estar
    relacionado a equipamentos médicos ou outro tipo de dispositivo.
  5. 5LPP é caracterizado por úlcera aberta e dolorosa?não, a lesão pode apresentar-se como pele intacta ou como úlcera aberta e pode ser dolorosa
  6. 6Porque as LPP acontecem?Ocorre como um resultado de intensa e/ou prolongada pressão ou de pressão combinada com cisalhamento. Também pode ser afetada pelo microclima, nutrição, perfusão, doenças associadas e condição do tecido mole.
  7. 7O que é cisalhamento?a força de tração exercida sobre a pele, fazendo-a deslizar sobre o plano muscular, o que ocasiona a oclusão ou mesmo rompimento dos capilares responsáveis pela perfusão da pele neste local
  8. 8Quais são as classificações de LPP- Estágio 1: Pele íntegra com eritema não branqueável
    - Estágio 2: Perda de espessura parcial da pele com exposição da derme
    - Estágio 3: Perda total da espessura da pele
    - Estágio 4: Perda total da espessura da pele e perda tissular
    - Não estadiável
    - Profunda: descoloração vermelho escura, marrom ou púrpura, persistente e que não embranquece.
  9. 9LPP Estágio 1: Pele íntegra com eritema não branqueável- pele intacta com uma área localizada de eritema não branqueável
    - pode parecer diferentemente em pele de pigmentação escura.
    - A presença de eritema branqueável ou alterações na sensação, temperatura ou consistência podem preceder mudanças visuais.
  10. 10LPP Estágio 2: Perda de espessura parcial da pele com exposição da derme- leito da ferida é viável, rosa ou vermelho, úmido,
    - pode se apresentar como flictena com exsudato seroso intacto ou rompido
    - tecido adiposo e tecidos mais profundos não estão visíveis.
    - tecido de granulação, esfacelo, e a escara também não estão presentes.
    - comumente resultam de microclima adverso e cisalhamento na pele sobre a pelve e cisalhamento no calcanhar
    -
  11. 11LPP Estágio 3: Perda total da espessura da pele- tecido adiposo é visível na
    - tecido de granulação e a borda despregada da lesão estão frequentemente presentes
    - Esfacelo e/ou escara podem ser visíveis.
    - A profundidade do prejuízo tecidual vai variar conforme a localização anatômica;
    - áreas de adiposidade significativa podem desenvolver feridas profundas.
    - Descolamento e tunelização no leito da
    lesão também podem ocorrer.
    - Fáscia, músculo, tendões, ligamentos, cartilagem e/ou osso não estão expostos.
  12. 12LPP Estágio 4: Perda total da espessura da pele e perda tissular- exposição ou palpação direta de tecidos como fáscia, músculo, tendão, ligamento,
    cartilagem ou osso na úlcera
    - Esfacelo e/ou escara podem ser visíveis. - Bordas despregadas, descolamentos e/ou tunelização ocorrem frequentemente.
    - profundidade pode variar conforme a
    localização anatômica.
  13. 13LPP não estadiável:- Perda da pele em sua espessura total e perda tissular não visível
    - perda total da espessura da pele e tecido em que a extensão do dano tecidual no interior da úlcera não pode ser confirmada porque está coberto por esfacelo ou escara
    - Se o esfacelo ou escara for removido, poderá ser classificada como estágio 3 ou 4.
  14. 14LPP Profunda: descoloração vermelho escura, marrom ou púrpura, persistente e que não embranquece.- Pele intacta ou não intacta com área
    localizada de vermelho escuro persistente não branqueável,
    - descoloração marrom ou roxa ou
    separação da epiderme revelando um leito da ferida escuro ou com flictena de sangue
    - Apresenta dor e mudanças frequentes na temperatura que precedem alterações na cor da pele
    - resulta de forças de pressão intensa e prolongada e cisalhamento sobre a
    interface osso-músculo.
    - pode evoluir rapidamente para revelar a real dimensão da lesão tecidual ou pode resolver sem perda tecidual.
  15. 15Lesão por Pressão relacionada a Dispositivo Médico- uso de dispositivos concebidos e aplicados para fins de diagnóstico ou terapêutico
    - Os dispositivos médicos geralmente são
    feitos de materiais rígidos, tais como plástico, borracha ou silicone, que podem criar pressão sobre os tecidos moles, especialmente se o aparelho for mal ajustado ou na presença de edema
  16. 16Lesão por Pressão em Membrana Mucosa- regiões recobertas por mucosas com a
    utilização um dispositivo médico nesse local.
    - Devido à anatomia do tecido essas lesões não podem ser estadiadas
  17. 17Por que teve a mudança da terminologia de úlcera para lesão?se deu pelo fato de que o termo “lesão” descreve com mais precisão a destruição tecidual em pele intacta e/ou ulcerada
  18. 18Em média, os pacientes desenvolvem LPP após quantos dias de internação?16
  19. 19Quais são os principais pontos do corpo onde se desenvolve as LPP- trocanter
    - joelho
    - maléolo
    - occipital
    -escápula
    - ombro
    - cotovelo
    - sacra
    - ísquio
    - calcâneo
    - hálux
  20. 20Quais os tipos de tecidos que podem ser encontrados em uma LPP?- granulação
    - esfacelo
    - escara
    -tendão e fáscia muscular
    - exposição óssea
  21. 21GranulaçãoTecido viável de coloração avermelhada ou rósea, composto por vasos e fibroblastos. Comumente brilhante.
  22. 22EsfaceloOu necrose de liquefação. Tecido de coloração amarela ou branca, consistência macia e delgada. Pode estar solto ou aderido ao leito da lesão
  23. 23EscaraOu necrose de coagulação. Tecido de cor cinza, preta ou marrom, com consistência dura e seca. Pode estar solto ou aderido ao leito da lesão
  24. 24Exposição de tendões e fáscia muscularTendões e fáscia podem ser visualizados. Não utilizar desbridantes enzimáticos nesses tecidos. Atentar para a presença desses durante a realização de desbridamento instrumental
  25. 25Exposição ósseaEstrutura óssea pode ser visualizada ou sentida com um instrumento estéril de ponta romba. Quando houver presença de sinais flogísticos, compartilhar avaliação com o profissional médico, levantar hipótese de osteomielite
  26. 26Paciente apresenta LPP, deve- se utilizar antibiótico por prevenção e para acelerar a cicatrização?Não há evidências científicas para apoiar a antibioticoterapia profilática em feridas crônicas nãoinfectadas, tal medida também não tem evidência de melhorar a cicatrização de feridas
  27. 27Quais são as características aumentam a suspeição clínica de infecção secundária associada à lesão de pressão- tecido de granulação friável;
    - mau odor;
    - aumento da dor na úlcera;
    - aumento de drenagem da ferida e mudanças de suas características (reaparecimento de sangue na drenagem, característica purulenta);
    - maior quantidade de tecido necrótico no leito da ferida;
    - aparecimento de bolsas ou necroses no leito da ferida;
    - ausência de sinais de cicatrização após 2 semanas de tratamento apropriado.
  28. 28Infecção leve- presença de duas ou mais manifestações de infecção, porém a área de celulite/eritema ao redor da úlcera é menor ou igual a 2 cm
    - a infecção é limitada à
    pele ou ao tecido subcutâneo
    - Não existem outras manifestações de complicação local ou sintomas sistêmicos
  29. 29Infecção moderadainfecção que apresenta ao menos uma das seguintes
    características:
    - celulite/eritema maior do que 2 cm,
    - presença de linfangite,
    - acometimento de fascia superficial,
    - abcesso em tecido profundo,
    - envolvimento de tendão e musculatura;
  30. 30Infecção gravepaciente com sintomas de toxidade sistêmica ou instabilidade metabólica (como febre, calafrio, taquicardia, hipotensão, confusão, vômitos, leucocitose, acidose, hiperglicemia grave).
  31. 31Qual o tratamento para infecção leve sem secreção purulenta?Utilização de um antibiótico via oral por 7 a 14 dias:
     Cefalexina (500 mg) – 1 comprimido de 6 em 6 horas; ou
     Amoxicilina + clavulanato (500/125 mg) – 1 comprimido de 8 em 8 horas; ou
     Clindamicina (300 mg) – 1 comprimido de 8 em 8 horas.
  32. 32Qual o tratamento para infecção leve com secreção purulenta?Utilização de dois antibióticos via oral por 7 a 14 dias (um deles deve ser o
    sulfametoxaxol+trimetoprima):
     Sulfametoxazol + trimetoprima (400/80 mg) – 2 a 4 comprimidos de 12 em 12
    horas;
    MAIS
     Cefalexina (500 mg) – 1 comprimido de 6 em 6 horas; ou
     Clindamicina (300 mg) – 1 comprimido de 8 em 8 horas
  33. 33Qual o tratamento para infecção moderada ou leve persistente ao inicial:Utilização de 2 antibiótico por 7 a 14 dias, conforme as duas opções propostas:
     Sulfametoxazol + trimetoprima (400/80 mg) – 2 a 4 comprimidos de 12 em 12
    horas; e
     Amoxicilina + clavulanato (500/125 mg) – 1 comprimido de 8 em 8 horas.
    OU
     Clindamicina (300 mg) – 1 comprimido de 8 em 8 horas;
    e
    Ciprofloxacino (500 mg) – 1 comprimido de 12 em 12 horas.
  34. 34Qual o tratamento para infecção graveAntibioticoterapia parenteral. Sugere-se
    avaliação hospitalar inicialmente
  35. 35Ostiomielite- infecção do osso
    - O diagnóstico é estabelecido por cultura a partir de biópsia do tecido ósseo
    - recomendado desbridamento cirúrgico do tecido necrótico
    - ostiomielite aguda: encaminhamento para diagnóstico emergencial
    - ostiomielite crônica: ambulatorial com serviço de ortopedia
  36. 36Checklist para avaliação das LPP1. nº e localização
    2. tempo
    3. etiologia
    4. fatores de risco
    5. o que já foi utilizado
    6. presença de dor
    7. identificar quais tecidos estão presentes
    8. avaliar sinais de infecção
    9. Como o curativo é realizado no momento
    10. Proceder com a irrigação/limpeza da ferida;
    11. medir e anotar o tamanho
    12. avaliar a necessidade de desbridamento
    13. repetir a irrigação
    14. identificar novamente os tecidos presentes
    15. seca ou exsudativa
    16. escolher cobertura adequada
    17. combinar o esquema de cuidado com familia ou cuidador
  37. 37Para medir a lesão:- usar régua limpa e descartável
    - medir o maior comprimento cefalocaudal e a maior largura perpendicular ao comprimento
    - medir profundidade com instrumento estéril de ponta romba
    - registro fotográfico é útil
    -
  38. 38A redistribuição de peso é uma forma de prevenir as LPP. Porque e como?Alivia a pressão. Pode ser em superfícies estáticas ou de baixa tecnologia (colchões de espuma de alta densidade, piramidais, gel, água, ar ou coxins) e superfícies dinâmicas ou de alta tecnologia (colchão de ar alternado, leito com ar fluidificante ou cama eletrônica)
  39. 39De quanto em quanto tempo o paciente deve ser reposicionado?Não há evidencias precisas mas é realizado a cada 2h
  40. 40—

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Beschreibung
Karteikarten am LPP, erstellt von Maria Fernanda Antunes Rodrigues am 09/05/2021.
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