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Karteikarten

Prova Mestrado

Maria Júlia Castro Portugiesisch 27 Karten

Karten in diesem Stapel (27)

  1. 1El Niño Conceitue o El Niño.O El Niño é um fenômeno oceano-atmosférico natural, que ocorre periodicamente, em que há aquecimento anômalo da superfície do Oceano Pacífico Equatorial.
  2. 2El Niño: Como ele é detectado?Existem alguns índices que medem as alterações na temperatura do Oceano Pacífico Equatorial, como o ONI e o SOI. Para atestar o início de atuação do El Niño é necessário realizar as medições por três meses consecutivos do aumento de temperatura dessa região.
  3. 3El Niño: Descreva esse fenômeno.O El Niño é desencadeado por uma mudança nos padrões dos ventos alísio - cujos motivos ainda não são inteiramente compreendidos. Com o enfraquecimento dos ventos alísios, a água quente para de se acumular na costa oeste do Pacífico, ali próximo a Austrália, e o acumulo de vapor d'água causado pela evaporação das altas SST da borda oeste, se desloca para o centro do Oceano Pacífico Equatorial. Com isso, formasse duas células de circulação de Walker: uma para o lado da porção oeste e outra para a costa Peru-Chile. Dessa forma, o Oceano Pacífico Equatorial não aquece apenas em um lado e sim em toda longitude.
  4. 4El Niño: Cite ao menos 3 efeitos/consequências desse fenômeno.1. Com a redução dos ventos alísios, a ressurgência na costa Peru-Chile se enfraquece. Com aquecimento dessas águas, a alta produtividade primária que ocorre em áreas de ressurgência cai, levando a migração e morte de muitos animais marinhos como peixes e aves marinhas. Esses animais são meios de subsistência da população costeira que tem a pesca como sustento econômico e alimentar.
    2. Aumento de precipitação em locais em que normalmente são secos. Isso acaba causando intensos temporais costeiros.
    3. Oposto do efeito 2. Redução na precipitação em áreas onde normalmente eram úmidas. A consequência disso são os impactos em plantações que redução o fornecimento de alimentos em alguns locais.
  5. 5Ciclo do Carbono: Explique o papel dos oceanos na absorção e liberação de dióxido de carbono (CO2) e como isso afeta o pH dos oceanosOs oceanos são um dos principais estoques de carbono do nosso planeta, junto com o solo, vegetação e atmosfera. A interação entre a atmosfera e a superfície do mar acarreta em intensa captura de CO2 pelos oceanos. Quando dissolvido, o CO2 reage com a água do mar e forma ácido carbônico (H2CO3), grande responsável por manter o pH dos oceanos baixo. Parte dos organismos quando morrem, acabam tendo a mat org preservada no compartimento do solo. Esses são conhecidos como combustíveis fósseis e sua utilização por ação antrópica acaba liberando CO2 retido para a atmosfera através da queima de combustíveis, mas também por fábricas, queimadas e atividade vulcânica. Grande parte desse CO2 liberado é absorvido pelos oceanos.
  6. 6Ciclo do Carbono: A elevação da temperatura das águas dos oceanos favorece a retroalimentação positiva dos oceanos?Sim. Com o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, há também um aumento da dissolução desse gás no oceano. Contudo, quanto maior a elevação da temperatura das águas, menor a dissolução do CO2, uma vez que a dissolução de uma gás num líquido é inversamente proporcional a temperatura desse. Com isso, menor será a captura pelo oceano e maior acúmulo de CO2 na atmosfera. Outro fator que a elevação da temperatura impulsiona é o aquecimento de águas frias e com nutriente nas quais há intensa produtividade primária. Dessa forma, os fitoplânctons não conseguem se desenvolver e a fixação do CO2 por esses organismos fotossitentizantes fica comprometida.
  7. 7Ciclo do Carbono: O aumento da concentração de C02 na atmosfera favorece a deposição de carbonato nos oceanos?Não. Com aumento de CO2 na atmosfera ocorre também, até certo ponto, aumento na dissolução de CO2 nos oceanos. Esse CO2 se liga a água e forma ácido carbônico (H2CO3). Isso afeta o pH da água, reduzindo-o, causando o que é chamado de acidificação dos oceanos. Além disso, esse ácido se dissocia e reage com íons carbonatos presentes na água. Tais íons são muito importantes para grupos de animais marinhos que dependem da reação dos íons carbonatos com o cálcio para construir sua estrutura corporal a partir do carbonato de cálcio (CaCO3). Com isso, esses organismos acabam gastando mais energia para isso, resultando em conchas mais finas e frágeis. Além disso, a acidez do oceano é capaz de afetar essas estruturas de carbonato de cálcio de modo a danificá-las.
  8. 8Ciclo do Carbono: Considerando as várias interações entre o ciclo do carbono e outros ciclos biogeoquímicos, como o ciclo do nitrogênio e do fósforo, explique como mudanças na disponibilidade de nutrientes podem influenciar a taxa de sequestro ou liberação de carbono nos ecossistemas terrestres e aquáticos.O ciclo do carbono está intrinsicamente relacionado com o ciclo do nitrogênio e fósforo através da fotossíntese. A disponibilidade de nutrientes, principalmente fósforo e nitrogênio, regulam a taxa fotossintética dos organismos, de modo que a baixa deles resulta em baixa taxa fotossintética e consequentemente baixo sequestro de carbono enquanto que muita disponibilidade desses nutrientes impulsiona a taxa de fotossíntese. Nota: o N é importante para a formação de proteínas, tanto da estrutura de plantas como de fitoplâncton; o P é utilizado para a produção de ATP que é usado como moeda energética na fotossíntese.
  9. 9Ciclo do Nitrogênioe e Eutrofização: Como a deposição atmosférica de nitrogênio afeta as comunidades marinhas costeiras e como isso pode variar em diferentes regiões do mundo?A inserção de nitrogênio no sistema marinho acarreta em um aumento da atividade fotossintética local, visto que o nitrogênio junto com o fósforo, são elementos limitantes para essa atividade. Tal processo recebe o nome de Eutrofização. Ao intensificarem a fotossíntese, plantas e fitoplâncton e proliferam intensamente, estabelecendo uma camada que impede a entrada de luz para maiores profundidades. Isso inclusive afeta a própria fotossíntese desses organismos que, ao se depararem com essa situação, acabam morrendo. Com isso, inicia-se outro efeito da eutrofização: o acúmulo de matéria orgânica advinda dessa mortandade. Os microrganimos passam a degradar essa matéria e para isso utilizam do oxigênio dissolvido para a respiração celular. Como resultado resultado, o oxigênio torna-se menos disponível para os animais marinhos, afetando toda uma cadeia trófica.
  10. 10Ciclo do Nitrogênio e Eutrofização: Quais podem ser as fontes de deposição atmosférica de nitrogênio?Erupções vulcânicas, queima de combustível fóssil, utilização exacerbada de fertilizantes são algumas das fontes.
  11. 11Ciclo do Nitrogênio e Eutrofização: Explique a interação entre os processos de fixação do nitrogênio e a produção primária nos oceanos, e como esses fatores influenciam a biomassa e a diversidade de organismos marinhos.Apesar de ser um dos gases mais presentes na atmosfera, o nitrogênio não é consumido na forma de N2. É preciso que ele seja fixado por bactérias que apresentam a enzima nitrogenase capazes de converter o nitrogênio para uma forma assimilável para os organismos. A baixa fixação do nitrogênio representa portanto baixa disponibilidade desse elemento para o processo de fotossíntese por parte do fitoplâncton, responsáveis pela produção primária dos oceanos. Com a redução da produtividade primária pelos produtores, os consumidores apresentam menor disponibilidade de alimento, o que afeta toda uma cadeia trófica. Frente a essa adversidade, o que pode se esperar é uma redução da complexidade dessa cadeia trófica e consequentemente na diversidade dos organismos marinhos que as compõe.
  12. 12Origem e formação dos oceanos: Qual é a origem de água na Terra?Existem algumas hipóteses que tentam elucidar a origem de água na Terra. A primeira, e possivelmente a mais conhecida, é da que a água na Terra tenha se originado do bombardeamento de cometas, corpos celestes rochosos compostos majoritariamente de água congelada. Contudo, pesquisadores apontarem que a composição de gelo presentes nesses corpos é consideravelmente distinta da água da Terra. A partir disso, inferiram que apenas uma pequena parte da água na Terra veio de cometas, ao contrário do que se imaginava. A segunda teoria é a de que esse recurso tenha vindo de asteróides, corpos celestes rochosos e metálicos ricos em água. Os pesquisadores investigaram a proporção de hidrogênio e deutério de asteroides e compararam com a água terrestre e meteoritos aqui presentes. Eles notaram semelhanças entre as partes e inferiram que os asteroides contribuíram consideravelmente para a origem de água da Terra. Uma terceira, e recente hipótese publicada na Nature em 2023, afirma que a água presente na Terra tenha se originado pela interação da atmosfera primitiva redutora
  13. 13Origem e formação dos oceanos: Como a água foi acumulada no nosso planeta?O início de resfriamento da litosfera de deu a partir dos eventuais descargas de água sobre a superfície da Terra. Devido a sua altíssima temperatura, a água que alcançava a superfície era rapidamente evaporada. Assim, a consolidação da crosta foi um processo gradual feito a partir desse mecanismo de resfriamento. Quando sólida o suficiente para permitir o acúmulo de água na Terra na crosta oceânica (formada a ~4,5 bi anos), os oceanos foram formados.
  14. 14Origem e formação dos oceanos: Como o vapor d'água, oriundo da desgaseficação, virou água do mar?O vapor d'água emitido pela erupção de vulcões, se acumulou da atmosfera ultrasaturada de vapor. com uma a pressão parcial cerca de 250x maior que a atual. Aos poucos, foi ocorrendo transferências desse vapor d'água para a crosta, mas devido a alta temperatura dessa, a água rapidamente retornava. À medida em que houve essas pequenas transferências, a pressão foi se reduzindo, e cada vez mais água foi sendo transferida, diminuindo a temperatura da superfície da Terra.
  15. 15Ácido e Base: Segundo a geologia, como são definidos os ácidos?Para fins geológicos, os ácidos podem ser definidos como substâncias contendo hidrogênio que quando dissolvidos em água liberam íons de hidrogênio.
  16. 16Ácido e Base: Segundo a geologia, como são definidos as bases?Para fins geológicos, as bases podem ser definidos como substâncias que contém o grupo OH e que quando dissolvidos em água liberam OH-.
  17. 17Ácido e Base: Quem são os óxidos ácidos e os óxidos básicos?Os óxidos ácidos são aqueles formados por elementos não-metálicos, os chamados óxidos não-metálicos, e.g. CO2, SO3, N2O. São gases que quando entram em contato com a água formam ácidos. (Lembre-se dos tópicos de formação de chuva ácida, dissociação de gases, etc.). Na geologia, rochas que contém grande quantidade de óxidos não-metálicos são consideradas "rochas ácidas". Pense que se uma rocha dessas sofre intemperismo pela água, por ex, o meio no qual essa rocha está inserida se tornará mais ácidos. Rochas contando um alto teor de SiO2, como é o caso de rochas ricas em quarzto (último mineral a se cristalizar, com muito teor de sílica e nada de Fe e Mg).
    Já os óxidos básicos são formados por óxidos metálicos, e.g. MgO, FeO e CaO. Rochas ricas em minerais com alto teor de óxidos metálicos comparado ao teor de SiO2, por ex., são chamadas de "rochas básicas" (como é o caso da olivina, o primeiro mineral a cristalizar). Óxidos de sódio e óxi. de potássio também entram nessa classificação.
  18. 18Tipos de rochas: Explique as etapas e os fatores que contribuem para a formação de um mármore a partir de uma rocha calcária inicial.O mármore é uma rocha metamórfica, ou seja, oriunda de uma rocha primária/pré-existentes que sofreu por algum processo metamórfico (e.g. pressão e temperatura). Portanto, a formação de diferentes rochas metamórficas dependem da rocha pré-existente e do processo que atuará sobre ela. No caso do mármore, a rocha originária é a sedimentar carbonática, calcário e o processo que define a formação do mármore é a temperatura (alta). Sendo assim, altas temperaturas atuam sobre o calcário e alteram suas características físicas e mineralógicas, dando origem ao mármore.
  19. 19Tipos de rochas: Cite exemplos de rochas sedimentares, magmáticas e metamórficas.Sedimentares: calcário, arenito, siltito e argilito.
    Magmáticas: Basalto, Sienito, Granito, Obsidiana, Turmalina.
    Metamórficas: mármore, gnaisse, ardósia e quartizito.
  20. 20Formação dos solos: Quais são os processos que leva a formação dos solos?A porção mais superficial do perfil de alteração do solo sofre importantes modificações como 1. a perda de matéria ocasionado pela lixiviação; 2. adição de matéria, provenientes de fontes externas; 3. translocação de minerais (movimentos verticais e laterais no perfil); 4. transformação da matéria, em contato com produtos da decomposição.
  21. 21Séries de Bowen e Goldich: Como a série de Bowen e a série de Goldich estão relacionadas à evolução dos minerais em diferentes condições geológicas?As séries de Bowen (contínua e descontínua) representam a ordem de cristalização dos minerais, considerando temperatura e pressão. Enquanto isso, a série de Goldich trata sobre a ordem de estabilidade dos minerais frente ao intemperismo. Quanto mais as condições em que um mineral está inserido se distingue das condições nas quais ele se formou, menos estável ele é. Dessa forma, portanto, que as séries se relacionam. A olivina é o primeiro mineral a se cristalizar segundo a série descontínua de Bowen, em alta pressão e alta temperatura (~1400ºC). Quando exposta em um perfil de alteração, o mineral se depara com temperaturas mais amenas e menor pressão; sendo assim, dentre os minerais compartilhados entre a série de Bowen e Goldich, a olivina é o menos estável e mais sujeito a ação do intemperismo. O oposto acontece com o quartzo, que se cristaliza por último segundo a série de Bowen, a temperaturas em torno de 500ºC. Esse é o mineral mais estável e resistente ao intemperismo.
  22. 22Séries de Bowen e Goldich: Quais são os principais minerais encontrados em cada série, e como sua presença pode ser usada como indicadores para determinar as condições geológicas em que se formaram?Série de Bowen (nessa ordem): Olivina, Piroxênios, Anfibólito, Biotita, K-Feldspato, Muscovita e Quartzo.
    Série de Goldich (alguns): óxido de Fe (hematita), óxido de Alumínio (gibita), quartzo, muscovita, K-feldspato, biotita, anfibólitos, piroxênios, olivina.
    Cada um desses minerais são cristalizados a uma determinada temperatura crítica, todos em temperaturas altas ou mais amenas. A partir da presença de, por ex., piroxênios ou olivina, é possível presumir a temperatura e pressão das condições em que estavam inseridos. Quando nos voltamos para rochas contendo alta concentração de minerais no perfil, como muscovita e quartzo, é possível identificarmos que as condições nas quais essas rochas estão inseridas é de intenso intemperismo, pois os minerais menos estável e suscetíveis a esse processo não se encontram mais no perfil de alteração.
  23. 23Evento K/T: Quais são as evidências do evento K/T?Análises realizadas nas rochas argilosas que compõem a fina camada que representa a transição do período Cretáceo e Terciário na Itália registraram uma quantidade anômala de Irídio nos minerais. Esse elemento é muito rato na crosta terrestre e comum em asteroides e outros corpos celestes. Essa é a primeira evidência do evento responsável por dizimar os dinossauros e outros organismos da Terra. Outras evidências são os quartzos fragmentados, possivelmente devido ao impacto do asteroide na Terra, e a cratera situada no México fruto desse impacto.
  24. 24Termoclina, Picnoclina e Haloclina: Conceitue cada um dos termos.A termoclina é uma camada logo abaixo da camada superficial em que há uma redução abrupta de temperatura.
    A picnoclina é uma camada da mesma forma, porém há um aumento abrupto de densidade. E da mesma maneira, na haloclina a salinidade aumenta rapidamente com aumento da profundidade.
    Tanto a termoclina, quanto a haloclina e picnoclina estão relacionadas, uma vez que a temperatura influencia as demais e vice-versa.
  25. 25Termoclina, Picnoclina e Haloclina: A termoclina é a mesma em todas as regiões do planeta?Não. A termoclina não possui as mesmas características em todas as áreas do oceano, principalmente em diferentes zonas. Nas zonas tropicais, onde há maior energia do sol disponível que por sua vez aquece intensamente a superfície da água, a termoclina é mais acentuada. À medida que avança para maiores latitudes, a termoclina torna-se menos expressiva nas zonas temperadas e quase inexistente nos polos, uma vez que a temperatura da superfície já é fria e se assemelha a do fundo.
  26. 26Termoclina, Picnoclina e Haloclina: Em que condições a haloclina se combina com a picnoclina?Em momentos em que a precipitação excede a evaporação, ou quando há um aporte considerável de água doce na costa proveniente do continente, a salinidade é baixa. Assim, a haloclina torna-se mais acentuada, devido ao gradiente da superfície com o aumento de salinidade em maiores profundidades. Nesses momentos, a haloclina coincide com a picnoclina, formando uma picnoclina pronunciada.
  27. 27Termoclina, Picnoclina e Haloclina: O que é e onde se localiza a nutriclina? Em que camada ocorre a produção máxima primária?A nutriclina é a camada onde se concentra a maior parte dos nutrientes. Há um aumento desse número quando comparado a camada superficial. A nutriclina se localiza logo abaixo dessa.
    Apesar da maior disponibilidade de energia luminosa na camada mais superficial, os organismos produtores não conseguem realizar efetivamente a fotossíntese nessa camada devido a escassez de nutrientes. Por isso, a produção máxima ocorre na zona disfótica, logo abaixo na nutriclina, onde ainda há disponibilidade de luz e maior concentração de nutrientes.

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Karteikarten am Prova Mestrado, erstellt von Maria Júlia Castro am 25/07/2023.
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