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TRATAMENTO DE DOR

Ariadna Lorrane Portugiesisch

Mapa mental sobre tratamento de dor: analgésicos não-opioides, opioides, adjuvantes e relaxantes musculares

Mapa mental: Tratamento de dor

Inhalt der Mindmap

TRATAMENTO DE DOR

  1. ANALGÉSICOS NÃO-OPIÓIDES

    • ANTI-INFLAMATÓRIOS ATÍPICOS
      • PARACETAMOL
        • - Antipirético -Analgésico -Anti-inflamatório in vitro (inibe COX)
          • • O pH mais ácido do local da lesão impede que o paracetamol aja diretamente no sítio inflamatório. no SNC não haverá sistema inflamatório que abaixe o ph – e então ele não perde a capacidade de bloquear COX
        • MECANISMO DE AÇÃO ANALGESIA: Elevação do limiar da dor. Envolve a via do ÓXIDO NÍTRICO, incluindo receptores NMDA e substancia P.
          • Ele age diminuindo a comunicação interneuronal, por meio do sistema antinoceptivo central, e assim o limiar da dor é elevado
        • MECANISMO DE AÇÃO PARA A ANTIPIRESE: o paracetamol age como BLOQUEADOR DA SÍNTESE DE PROSTAGLANDINAS E NO SNC
          • • TEORIA: O paracetamol bloqueia COX-3, uma isoforma da COX-1, o que resulta em bloqueio da síntese de prostaglandinas E e, por conseguinte, diminuição da febre.
        • RISCO B gravidez: pode aumentar o número de transtornos discinéticos como TDAH; maior risco de desenvolvimento de asma e rinite. No adulto o paracetamol pode alterar percepção da empata por agir no cíngulo e ínsula
          • O paracetamol, por agir no SNC (cingulado anterior e ínsula) para controle da dor, pode estar implicado na diminuição da dor do coração partido.
        • METABOLISMO: é metabolizado pelo fígado podendo seguir três caminhos: 1. Passar direto pelo hepatócito e ser excretado íntegro pelo rim 2. Ir diretamente para a fase 2 do metabolismo hepático (conjugação). 3. Passar pelo hepatócito e pela fase 1 (biotransformação) - nesse caso, o paracetamol é transformado em NAPQI (que é um composto altamente tóxico).
          • Em caso de intoxicação, utilizar N-ACETILCISTEÍNA - precursor da glutationa + lavagem gástrica com carvão ativado + dosagem sérica de paracetamol, AST e ALT
            • ETANOL aumenta quantidade de CYP2E1 -> formando mais NAPQI
        • DOSE TETO: 4g/dia. DOSE DE INTOXICAÇÃO: 7g/dia
      • AAS
        • É analgésico, antipirético, anti-inflamatório e não é anti-espasmódico. Apresenta ação de antiagregante plaquetário
        • MECANISMO DE AÇÃO: o AAS se liga irreversivelmente na COX-1*, inibindo-a, assim a cascata de coagulação é interrompida. Doses muito elevadas são necessárias para inibir COX-2, promovendo tratamento de dor e febre. AAS é 170 x mais ativo contra COX 1
        • Seu USO PROLONGADO em doses elevadas pode causar SALICILISMO* quando a salicilemia está entre 200 microgramas/mL e 450 microgramas/mL de plasma .*Este quadro caracteriza-se por zumbido e surdez, podendo ser controlado pela redução da dose
        • SÍNDROME DE REYE: Não deve ser utilizado em menores de 16-20 anos, em razão da possibilidade de síndrome de reye (encefalopatia e dano hepático)
        • PREVENÇÃO SECUNDÁRIA: redução de risco cardiovasculares em pessoas com doença cardiovascular já estabelecida. PREVENÇÃO PRIMÁRIA: DM2 e alto risco cardiovascular global.
        • RISCO D/D/D GRAVIDEZ: indicada em gestantes com abortamento de repetição associado à Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide
        • HIPERSENSIBILIDADE CRUZADA
      • DIPIRONA
        • É analgésico, antipirético, anti-inflamatório e anti-espasmódico
        • • METABOLISMO: É um pró-fármaco metabolizado em MAA (4-metilaminoantipirina) e AA (4-aminoantipirina)
        • o único anti-inflamatório que libera ÓXIDO NÍTRICO, logo, relaxa musculatura lisa e, por isso, é indicado para tratar cólica.
        • MECANISMO DE AÇÃO: 1. Inibição da enzima COX-3; 2. ATIVAÇÃO DO SISTEMA CANABINÓIDE (sensação de relaxamento); 3. ATIVAÇÃO DO SISTEMA OPIÓIDE (sensação de prazer); 4. PRODUÇÃO DE ÓXIDO NÍTRICO (ação anti-espasmódica)
        • CAUSA MUITAS REAÇÕES ALÉRGICA (EDEMA DE GLOTE E ANAFLAXIA) - pode haver sensibilização do paciente ao longo da vida. AGRANULOCITOSE E ANEMIA PLÁSTICA (efeito raro); uso crônico associado a cefaleias; altera dosagem de creatinina.
        • sempre injetar lentamente e nunca usar dipirona endovenosa em um paciente chocado!
        • RISCO GRAVIDEZ C/C/D - a ação anti-espasmódica da dipirona dificulta a expulsão do bebê na hora do parto. Além disso, o mecanismo de relaxamento muscular pode diminuir o fluxo sanguíneo da mãe para o feto.
        • DOSE TETO: 4g/dia
    • ANTI-INFLAMATÓRIOS TÍPICOS
      • INSUFICIÊNCIA RENAL: visto que é excretado pelo rim e que as PGs são importantes para homeostasia do fluxo renal, e há inibição de prostanoides vasodilatadores
      • SELETIVOS PARA COX-1
        • Associada a problemas no TGI
        • A inibição de COX 1 resulta em inibição das PGI2 e PGE2, aumentando secreção de HCl, diminuindo o fluxo sanguíneo da mucosa e a secreção de muco citoprotetor
        • RISCO ALTO: cetorolaco (mais seletivo); RISCO BAIXO: Ibuprofeno
        • PREVENÇÃO DE ÚLCERAS GÁSTRICAS: Misoprosteol (análogo de PGE1 e abortivo); IBP; Doses duplas de anagonistas H2
      • SELETIVOS PARA COX-2
        • Associados a Efeitos Cardiovasculares e Trombóticos
        • Bloqueiam PGI2 (responsável por limitar os efeitos dos estímulos protrombóticos e aterogênicos) e PGE2 - ambas contribuem para homeostasia da pressão arterial
      • NÃO SELETIVOS
        • Ibuprofeno
          • aumento do risco de AVE fatal e não fatal
          • efeito sinérgico com paracetamol
          • EFEITO ANALGÉSICO: 200 mg de 4/4h ou 6/6h
          • EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO: 300mg de 6/6h ou 8/8h
        • Naproxeno
          • Corante amarelo de Tartrazina
          • Dose máxima de 1000mg/dia
        • Dicoflenaco
          • MEIA VIDA MAIS CURTA
          • MAIOR RISCO CARDIOVASCULAR DOS NÃO SELETIVOS
        • Aumentam o risco relativo de insuficiência cardíaca em 30 -100%
      • • Pacientes hipertensos que usem AINE regularmente possuem uma DESREGULAÇÃO DA PA, devido ao bloqueio das prostaglandinas protetoras.
        • recomenda-se usar dipirona para hipertensos
      • GESTANTES: PRIMEIRO TRIMESTRE - defeitos congênitos; aborto espontâneo; SEGUNDO TRIMESTRE: mais seguro; TERCEIRO TRISMESTRE: parto prolongado, hemorragia e fechamento intrauterino do ducto arterioso e oligodrâmnio.
  2. ANALGÉSICOS OPIOIDES

    • OPIÓIDES FORTES
      • MORFINA
        • ANÁLOGOS NATURAIS DA MORFINA
          • Codeína 3-metoximorfina; Oxicodona; Diamorfina 3,6-diacetilmorfina (Heroína®)
        • ANÁLOGOS SINTÉTICOS
          • DERIVADOS DA FENILPIPERIDINA
            • • Petidina (Dolantina®) • Fentanila (Fentanil®)
          • DERIVADOS DA METADONA
            • METADONA
              • 2° LINHA DE TTO DOR NEUROPÁTICA
              • MECANISMO DE AÇÃO: Agonista de receptores µ; Bloqueador da recaptação de 5-HT e norepinefrina; Antagonista dos receptores NMDA
                • SÍNDROME SEROTONINÉRGICA CASO SEJA USADO COM ANTIDEPRESSIVOS.
          • DERIVADOS DO BENZOMORFANO
            • Pentazocina; Ciclazocina
        • DERIVADOS DA TEBAÍNA
          • Buprenorfina; Etorfina: 6.000x mais potente que morfina (mais lipossolúvel e maior afinidade pelo receptor). o dardos tranquilizantes utilizados na veterinária
        • MEIA VIDA: 4h
      • FENTANILA
        • 100x mais potente que a morfina (mais lipossolúvel)
        • NÃO HÁ DEGRANULAÇÃO DE MASTÓCITOS, ou seja, não provoca liberação de histamina e – por isso – é menos provável de causar hipotensão, motivo pela qual é utilizada em grandes traumas com hemorragias; a morfina causaria vasodilatação e aumentaria o sangramento
        • MEIA VIDA: 2h
    • OPIÓIDES FRACOS
      • CODEÍNA
        • Dose teto: 240mg/dia
        • METABOLIZAÇÃO DA CODEÍNA
          • 1. Quando passa pelo CYP3A4 —> Norcodeína 2. Glucuronização —> Codeína-6-glucuronil (INATIVA) 3. Quando passa pelo CYP2D6 —> morfina
      • TRAMADOL
        • METABOLIZAÇÃO DO TRAMADOL
          • a) O-DesMetilTramadol: esta via é realizada pela CYP2D6. (METABÓLITO ATIVO) b) N-DesMetilTramadol: esta via é realizada pela CYP3A4. c) Metabólito Glucoronide ou Sulfatado: esta via é realizada por conjugação
        • MECANISMO DE AÇÃO: liga-se fracamente ao receptor mi atuando como opioide; age como antidepressivo dual, por meio da inibição da recaptação neuronal de norepinefrina (NE) e aumento da liberação de serotonina (SE)
          • SEGUNDA LINHA DE TTO DOR NEUROPÁTICA
          • SÍNDROME SEROTONINÉRGICA, quando usado com antidepressivos
        • DOSE TETO: 400mg/dia
    • 1. Bloqueia a comunicação do neurônio de primeira com o de segunda ordem (bloqueio canais de Ca++ tipo N) 2. Diminui a percepção de dor – deprimem córtex somatossensorial 3. Estimula sistema antinociceptivo central e periférico
  3. ADJUVANTES

    • GLICOCORTICÓIDES
      • MECANISMO DE AÇÃO: modulam transcrição genética da célula, com UP-REGULATION de proteínas anti-inflamatórias e DOWN REGULATION de proteínas pró-inflamatórias
      • IMUNOSSUPRESSÃO
        • Inibe a produção de proteínas de ancoragem para células de defesa, impedindo-as de chegarem ao local onde há agente agressor
      • Usado no tratamento de asma e DPOC
    • TRIPTANOS
      • IMPORTANTE NO TTTO DE ENXAQUECA
        • A migrânea é uma doença genética neurovascular inflamatória que gera hiperatividade do sistema trigeminal no sistema nervoso. Quando ocorre essa hiperatividade, há liberação de CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina)
          • CGRP: 1. Degranulação de mastócitos (vasodilatação); 2. Age na musculatura lisa da artéria (ocasionando vasodilatação) 3. Aumento da transmissão da dor via nervo trigêmeo.
            • Quando ocorre a vasodilatação dos vasos cranianos, há compressão das meninges adjacentes e das terminações nervosas, ocasionando dor de caráter pulsátil
        • 1. Triptanos 2. Anticorpo anti-CGRP 3. Antagonista de receptores CGRP 4.AINES em doses altas
      • MECANISMO DE AÇÃO: Os triptanos são agonistas do 5-HT1D, ou seja, quando eles se ligam nesse receptor o 5-HT1D diminui a liberação de CGRP e, consequentemente, diminui também os efeitos da enxaqueca
  4. ANTIDEPRESSIVOS

    • ANTIDEPRESSIVOS DUAIS (MAIS SELETIVOS)
      • • Desvenlafaxina • Venlafaxina • Duloxetina • Milnaciprano
    • ANTIDEPRESSIVOS MENOS SELETIVOS
      • TRICÍCLICOS
        • AMINO TERCIÁRIOS
          • a) Imipramina b) Amitriptilina c) Clomipramina d) Trimipramina e) Doxepina
        • AMINO SECUNDÁRIOS
          • a) Desipramina b) Nortriptilina (mais seguro) c) Protriptilina
        • Não aumentam PA pois aumentam a disponibilidade de noradrenalina e concomitantemente, eles se ligam ao receptor alfa-1 (que causa uma certa hipotensão)
      • TETRACÍCLICO
        • MAPROTILINA
      • Agem bloqueando (além da recaptação de 5-HT e NE) canais rápidos de Na, receptores H1 (histamina), receptores Alfa 1 (adrenérgicos) e receptores muscarínicos (acetilcolina).
  5. ANTICONVULSIVANTES

    • INIBIÇÃO DOS CANAIS DE CÁLCIO
      • Pregabalina; Gabapentina
        • Primeira linha de TTO dor neuropática
          • EXCEÇÃO LOMBOCIATALGIA
    • INIBIÇÃO DOS CANAIS DE NA+
      • Carbamazepina; Valproatos; Fenitoína
    • INIBIÇÃO SINÁPTICA MEDIADA PELO GABA
      • Fenobarbital; Lorazepam; Diazepam; Clonazepam
    • OUTROS
      • Ex: Topiramato
  6. RELAXANTES MUSCULARES

    • MECANISMO DE AÇÃO: Bloqueiam ou retardam a transmissão dos impulsos nervosos no SNC
    • Baclofeno e Tizanidina (são os mais seguros)
      • TERCEIRA LINHA DE TTO DOR NEUROPÁTICA
    • CARISOPRODOL
      • • Vários relaxantes musculares (dorilax®, trandilax®, dorsal®, torsilax®) possuem CARISOPRODOL, que é convertido em meprobamato. O meprobamato deprime o SNC e causa adição e, por isso, existem várias pessoas viciadas em relaxantes musculares . Logicamente esses medicamentos não são indicados com álcool
  7. DEXTROMETORFANO

    • Antagonista dos receptores NMDA (sensação de estupor)
      • 3º linha de TTO dor neuropática
    • xarope antitussígeno
  8. ZICONOTIDE

    • Bloqueia canais de Ca++, impedindo a liberação das vesículas neurotransmissoras
      • 4º linha de TTO dor neuropática
    • Induziu ao suicídio
    • VIA DE ADM: Intratecal
  9. TOXINA BOTULÍNICA

    • Age na fibra C (dor lenta); bloqueia liberação de acetilcolina (relaxante muscular)
      • 4º linha de TTO dor neuropática

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Beschreibung
Mindmap am TRATAMENTO DE DOR, erstellt von Ariadna Lorrane am 18/04/2020.
Erstellt von
Ariadna Lorrane
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