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leishmaniose

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leishmaniose
epidemiologia
- A leishmaniose tegumentar constitui um problema de saúde pública em 88 países, distribuídos em quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia), com registro anual de 1 a 1,5 milhões de casos. É considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma das seis mais importantes doenças infecciosas
definição
- Leishmanioses representam um conjunto de enfermidades diferentes entre si, que podem comprometer pele, mucosas e vísceras, dependendo da espécie do parasito e da resposta imune do hospedeiro. São produzidas por diferentes espécies de protozoário pertencente ao gênero Leishmania, parasitas com ciclo de vida heteroxênico, vivendo alternadamente em hospedeiros vertebrados (mamíferos) e insetos vetores (flebotomíneos).
Agente etiológico
- A Leishmania é um protozoário pertencente à família Trypanosomatidae , parasito intracelular obrigatório das células do sistema fagocítico mononuclear, com duas formas principais: uma fl agelada ou promastigota, encontrada no tubo digestivo do inseto vetor, e outra aflagelada ou amastigota, observada nos tecidos dos hospedeiros vertebrados
- Nas Américas, são atualmente reconhecidas 11 espécies dermotrópicas de Leishmania causadoras de doença humana e oito espécies descritas, somente em animais
vetor
- No Brasil, as principais espécies envolvidas na transmissão da LTA são: Lutzomyia fl aviscutellata, L. whitmani, L. umbratilis, L. intermedia, L. wellcome e, L. migonei
- O modo de transmissão é através da picada de insetos transmissores infectados. Não há transmissão de pessoa a pessoa.
Fisiopatogenia
- No intestino dos insetos vetores, as formas promastigotas passam por um processo denominado metaciclogênese, que é o processo pelo qual estas formas deixam de se reproduzir e tornam-se infectantes (promastigotas metacíclicas).
- as promastigotas metacíclicas destacam-se, migrando para a faringe e cavidade bucal, de onde elas são transmitidas ao hospedeiro vertebrado, durante o próximo repasto sanguíneo
- Quando as promastigotas são introduzidas na pele, encontram neste local algumas células do sistema imune (linfócitos T e B, macrófagos residentes, células de Langerhans, mastócitos), que formam um compartimento bastante específi co denominado sistema imune da pele.
- o parasito se adere à superfície dos macrófagos e células de Langerhans passando para o meio intracelular por meio de um processo de fagocitose mediada por receptores, em que se transforma na forma amastigota, característica do parasitismo nos mamíferos
- Nos hospedeiros mamíferos, os parasitas assumem a forma amastigota (aflageladas), arredondada e imóvel (3-6 µm), que se multiplicam obrigatoriamente dentro de células do sistema monocítico fagocitário (especialmente macrófagos). À medida que as formas amastigotas vão se multiplicando, os macrófagos se rompem liberando parasitas que são fagocitados por outros macrófagos.
- No intestino dos insetos vetores, as formas promastigotas passam por um processo denominado metaciclogênese, que é o processo pelo qual estas formas deixam de se reproduzir e tornam-se infectantes (promastigotas metacíclicas).
sintomas
- agudfa
- febre, calafrio, diarreia, espienomegalia
- cronica
- febre persistente, tosse seca, diarreia, desinteria
- mucosa
- úlcera na mucosa nasal, com ou sem perfuração, ou perda do septo nasal, podendo atingir lábios, palato e nasofaringe
- cultanea
- úlcera cutânea, com fundo granuloso e bordas infiltradas em moldura.
- agudfa
fatores de risco
- a fatores biológicos (gênero), sociais (renda per capita), econômicos (atividade laboral, horas passadas fora de casa e abastecimento de água) e relacionados ao peridomicílio (presença de animais)
diagnostico
- Suspeita clínico-epidemiológica associada a dados laboratoriais. Exame parasitológico direto, através de exame do raspado da borda da lesão, ou “in-print” feito com o fragmento da biópsia; histopatologia, intradermorreação, reação de Montenegro-IRM. Sorologia pode ser útil.
- diagnostico diferencial
- forma cultanea
- Úlceras traumáticas, piodermites, úlceras vasculares, úlcera tropical, paracoccidioidomicose, esporotricose, cromomicose, neoplasias cutâneas, sífilis e tuberculose cutânea.
- forma mucosa
- Hanseníase virchowiana, paracoccidioidomicose, sífilis terciária, neoplasias
- forma cultanea
tratamento
- forma cultanea
- Antimoniato de N-metil-glucamina, apresentação: 1 ml = 81 mg Sb+5, 10 a 20 mg/Sb+5/kg/dia - sugere-se 15 mg/ Sb+5/kg/dia, IV lento ou IM, por 20 dias consecutivos; pentamidina, 4 mg/kg, IM, a cada 2 dias, até completar no máximo 2 g de dose total (aplicar após alimentação e fazer repouso em seguida); anfotericina B, indicar 0,5 mg/kg/dia, IV, aumentando-se 1 mg/kg em dias alternados (máximo de 50mg/dia), até atingir dose total de 1 a 1,5g.
- forma mucosa
- Antimoniatol de N-metil-glucamina, 20 mg/Sb+5/kg/dia, por 30 dias consecutivos; pentamidina, no mesmo esquema para forma cutânea, até atingir dose total de 2 g; anfotericina B, conforme esquema para forma cutânea, até completar, se possível, 2 g de dose total.
- forma cultanea
ciclo de vida
referencias
- ZANZARINI P. D., SANTOS D. R., SANTOS A. R., OLIVEIRA O., POIANI L. P., LONARDONI M. V. C., TEODORO U., SILVEIRA T. G. V. - Leishmaniose tegumentar americana canina em municípios do norte do Estado do Paraná, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 21(6):1957-1961, 2005
- MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA 2.ª Edição Série A. Normas e Manuais Técnicos
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Informationen
- Beschreibung
- Mindmap am leishmaniose, erstellt von victor GABRIEL am 22/06/2020.
- Erstellt von
- victor GABRIEL
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