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Mindmap

CME

Beatriz Santana Englisch

Mapa mental sobre CME: sala de preparo, sistema de barreira estéril, selagem, esterilização e desinfecção

Mapa mental: CME: sala de preparo, embalagens e esterilização

Inhalt der Mindmap

CME

  1. SALA DE PREPARO

    • Inspeção e monitoramento dos artigos
    • Limpeza
    • Funcionamento (busca por falhas mecânicas através de testes)
    • Escolha de sistema de barreira de acordo com o processo de esterilização
    • Embalar, empacotar e selar
    • Utilizar EPIs
      •  Roupas privativas e gorro  Luvas não entalcadas (o talco é meio de contaminação para o material)  Máscaras cirúrgicas  Protetor auricular (a depender da exposição ao ruído)  Higienizar as mãos antes e depois da troca da roupa privativa
    • Inspeção
      • Busca pela presença de matéria orgânica ou inorgânica que interferem na eficiência dos agentes esterilizantes
      • A sujidade pode causar iatrogenias de natureza inflamatória ao paciente (Ex: SIRS e TASS)
  2. SISTEMA DE BARREIRA ESTÉRIL - EMBALAGENS

    • Invólucros de uso único e específico para esterilização de produtos de saúde.
      • Permitem um processo de esterilização eficaz
      • Mantém a esterilidade do conteúdo desde até a sua abertura e sua vida útil
      • Proporciona técnica asséptica
    • Composição: barreira estéril + proteção mecânica
    • O Sistema de Barreiras deve ser utilizado para garantir a segurança do processo, considerando o peso, a dimensão e a configuração do produto
    • Tipos de embalagem
      •  Tecido de algodão  Papel grau cirúrgico  Papel crepado  SMS  Tyvek  Caixa metálica perfurada  Contêiner rígido
    • Embalagem primária – Barreira
      • É suficiente em situações em que não há possibilidade de depósito de sujidade na embalagem ou em reutilização imediata do material.
    • Embalagem secundária – Proteção
      •  Proteção adicional contra sujidade  Maior resistência mecânica  Favorecimento da técnica asséptica
    • Requisitos
      •  Compatibilidade com o método de esterilização  Permitir a penetração e a remoção do agente esterilizante  Permitir uma selagem eficiente  Proteger o conteúdo contra danos físicos  Ser livre de resíduos tóxicos e corantes não fixos que manchem os materiais  Permitir a acomodação segura dos itens; compatível com o tamanho, peso e configuração do produto  Agir como barreira microbiana  Manter a esterilidade do produto  Resistir a umidade, tempo, tração, rasgos e furos  Não liberar fibras  Analisar o custo-benefício, a geração de resíduos (lixo) e o consumo de água
    • SELEÇÃO DE EMBALAGENS
      •  Compatibilidade  CCIH + CME  Instruções fidedignas do produto  Laudo laboratorial acerca da eficiência da embalagem  Registro ANVISA  Certificado de boas práticas de fabricação emitido pelo Ministério da Saúde
    • TIPOS DE EMBALAGENS
      • REUTILIZÁVEIS:  Contêiner Rígido (Inox, alumínio, plástico – perfurados e termorresistentes)  Estojos acrílicos perfurados  Vidros refratários para líquidos  Tecido de algodão (65 reprocessamentos)
      • DESCARTÁVEIS:  Papel crepado (facilitação da penetração do agente esterilizante devido a facilidade de furos)  Papel grau cirúrgico - Termorresistente  SMS – polipropileno  TYVEK – 100% Polietileno, resistente, alto custo e termossensível
      • Tecido de Algodão
        • • Foi o mais utilizado até o surgimento do sistema de barreira estéril descartável • Baixo custo • Deve ser 100% algodão para ser eficaz • Textura: 40 a 56 fios por cm² • Reutilizável de forma segura 65 vezes • Não ter nenhum tipo de reparo ou remendo, exceto com adesivos térmicos caso tecido novo ou dentro da validade • Deve ser lavado a cada uso • Deve-se ter critérios de substituição e aquisição • Não repele líquidos • Perde o padrão de fios devido a lavagens
      • Grau Cirúrgico
        • • É uma barreira estéril e descartável de tamanhos variados, com indicador químico tipo 1 • Indicado para embalar materiais pequenos • Baixa resistência a rasgos, tração e repelência a líquidos • Necessita de selagem térmica • Abertura asséptica • Validade de 3 meses
      • TYVEK
        • • Embalagem de alto custo • Descartável e termossensível (IQ 1) • Indicada para esterilização com peróxido de hidrogênio por não conter celulose • Selagem térmica de acordo com o fabricante • 100% polietileno • Barreira microbiana cerca de 99%, sendo de alta resistência a tração e perfuração • Hidrorrepelente • Selagem hermética • Reciclável
      • Papel Crepado
        • • Embalagem de maior flexibilidade que facilita embalar os produtos • 100% celulose • Possui 3 gerações, variando em resistência e hidrorrepelência • Baixa resistência a furos e rasgos
      • SMS
        • • É uma combinação de fibras de diversos materiais • Hidrorrepelente
      • Contêiner Rígido
        • • Sistema de barreira permanente de alto custo, acondicionado e mantido esterilizado • Filtro indicador de esterilização • Deve permitir a entrada e saída do agente esterilizante • Alta resistência e segurança no transporte • Não precisa ser embalado
      • Caixa Cirúrgica
        • • Não pode ser utilizada sem furos • Deve ser embalada com tecido de algodão ou grau cirúrgico
  3. SELAGEM E FECHAMENTO

    •  Fechamento hermético da embalagem garantindo a integridade após todos os procedimentos  A selagem deve atingir uma temperatura entre 90 e 200°C (Grau cirúrgico e TYVEK)  A Selagem deve ser verificada através do SEAL TESTE  Nos outros materiais o fechamento é realizado com uma fita adesiva.
  4. Identificação

    •  É obrigatória por meio de rótulos ou etiquetas  Deve ser fixada na embalagem em local de fácil visualização
    • Deve possuir:
      • • Nome do material • Número do lote • Data de esterilização • Data de validade • Método de esterilização • Nome do responsável pelo preparo
  5. Arsenal

    •  Local adequado para armazenamento  Deve ser frequentemente avaliada a validade e a disposição desses materiais  Controle e limpeza diários  Acesso limitado de pessoas (evitar contaminação)  Área crítica e estéril
  6. DESINFECÇÃO

    • o Processo de eliminação de microrganismos o Menor poder letal que a esterilização o Não destrói todas as formas microbianas (esporos)
    • Espectro de ação
      • Desinfecção de alto nível
        • • Processo físico (Termodesinfectadora) ou químico (Aldeídos) • Destrói a maioria dos microrganismos (exceto esporos)
      • Desinfecção de nível intermediário
        • • Processo físico ou químico (hipoclorito de sódio a 1%) • Destrói microrganismos na forma vegetativa, microbactérias e vírus
      • Desinfecção de baixo nível
        • • Elimina a maioria das bactérias, alguns vírus e fungos • Hipoclorito de sódio a 0,2%
    • Produtos semicríticos: • Obrigatoriamente a, no mínimo, desinfecção de alto nível • Assistência ventilatória e inaloterapia: desinfecção por imersão química liquida com saneantes a base de aldeídos
    • Métodos :  Físicos  Químicos  Físico-químicos
    • Forma : Manual: por imersão  Automatizada: Termodesinfectadora
    • o Desinfecção Física  Pasteurização: oscilação de temperatura por 30 minutos  Termodesinfectadora: 70 a 90°C em uma variação acima de 5 minutos
  7. ESTERILIZAÇÃO

    • o Processo de destruição de todas as formas de vida microbiana o Não há detecção de microrganismos após o processo o Deve ser feita em todo material crítico
    • Tipos
      •  Físico • Calor (úmida e seca) e radiação gama
      •  Físico-químicos gasosos • ETO • Vapor a baixa temperatura e formaldeído • Vapor/plasma de peróxido de hidrogênio
    • o Método  Varia a partir da termorresistência do produto
      • • Termorresistente: autoclave – vapor saturado sob pressão o Ideal: Vapor com 10% de umidade o É um método seguro, fácil, econômico e eficiente o Pode ser Gravitacional (remoção do ar por gravidade) ou Alto vácuo (pulsos de pulverização)
        • Fases da autoclave  Drenagem do ar  Admissão do vapor  Exaustão do vapor  Secagem de carga
        • o A qualidade da água é primordial para a eficácia da esterilização  Vapor contaminado altera a estética e gera corrosão do material  Cor iridescente: presença de metais pesados na água  Amarelo ou marrom escuro: detergentes impróprios ou resíduos inorgânicos  Cinza-azulada: resíduos de detergentes
        • Recomendações:
          •  Após esterilização não se deve colocar o produto em superfícies frias  Não esterilizar materiais têxteis e caixas instrumentais na mesma carga  Utilizar toalhas absorventes  Limpar com solução neutra a câmara interna
    • Monitoramento do processo
      • Físico: tempo, temperatura e pressão
        • • Ciclo Flash o Esterilização por vapor saturado sob pressão em tempo reduzido o Exclusivo para situações de urgência em caso de contaminação acidental de um instrumento em um processo em curso o O mecanismo de ação corresponde à autoclave utilizando o calor como agente de morte do microrganismo.
      • Químico: indicadores
        • • Classe I : tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de coloração quando exposto a determinada temperatura.
        • • Classe II – Teste de BOWIE & DICK: testa a eficácia da bomba de vácuo a partir da mudança uniforme da coloração do papel; realizado a cada
        • • Classe III – Parâmetro único: verifica apenas a temperatura • Classe IV – Multiparamétrico: temperatura e tempo
        • • Classe V – Temperatura, tempo e qualidade do vapor • Classe VI – Indicador emulador
      •  Biológico: Bacillus • 1ª Geração: inviável devido à demora de leitura de 7 dias. • 2ª Geração: leitura de 24 a 48 hrs • 3ª Geração: 1 a 3 hrs a 56°C
      • Termossensíveis: físico-químico a baixa temperatura o Temperatura, pressão e umidade + agente químico (VBTF, ETO, VPPH) o Artigos críticos e semicríticos o A limpeza é a fase mais importante no processo

Informationen

Beschreibung
Mindmap am CME, erstellt von Beatriz Santana am 13/11/2020.
Erstellt von
Beatriz Santana
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