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As perspectivas sobre a História da Linguística Aplicada- Maria Elisa Barbosa Siqueira
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As perspectivas sobre a História da Linguística Aplicada- Maria Elisa Barbosa Siqueira
O mapa mental se dividirá como um quadro comparativo de dois textos abordando o panorama da Linguística durante os meados do século XX e como isso levou ao surgimento do campo da Linguística Aplicada ou LA
- Os pontos em concordância abordados no livro"Linguística Aplicada" de Rosângela Hammes Rodrigues e Mary Elizabeth Cerutti-Rizzatti e no capítulo "Repensar o papel da linguística aplicada" de Kanavillil Rajagopalan do livro "Por Uma Linguística Aplicada Indisciplinar"
- Ambos concordam que a Linguística Aplicada precisou de espaço para despontar como um campo de estudos competente para estudar o que fosse necessário necessário e autônoma da Linguística Teórica
- O contexto de Guerras e ambiente instável politicamente dos anos 1940 foi extremamente marcante para a Linguística Teórica e Linguística Aplicada
- PONTOS DISSONANTES: As autoras Rodrigues e Cerutti-Rizzatti discutem de forma mais aprofundada o surgimento da Linguística Aplicada
- A LA "nasceu" em meio a necessidade, com a 2º Guerra Mundial percebeu a defasagem de tradutores e no ensino de línguas estrangeiras, isso fez surgir pesquisas para problemas urgentes, como esse
- Soluções científicas para preocupações notadas na linguagem em seu contexto de uso
- Mas o contexto formalista da época não ajudou a LA a se consolidar no meio acadêmico
- Soluções científicas para preocupações notadas na linguagem em seu contexto de uso
- A LA "nasceu" em meio a necessidade, com a 2º Guerra Mundial percebeu a defasagem de tradutores e no ensino de línguas estrangeiras, isso fez surgir pesquisas para problemas urgentes, como esse
- PONTOS DISSONANTES: Rajagopalan tem um foco maior em discutir a expansão e consolidação da Linguística Teórica as bases da herança estruturalista
- Principalmente nos Estados Unidos, o governo começou a buscar profissionais capazes de quebrar códigos e fazer traduções muito rápidas, oferecendo altas verbas para pesquisa na área
- Dessa forma, a Linguística começou a caminhar apenas no caminho dentro das necessidades do governo americano, se tornando cada vez mais cientificista e se afastando da linguagem real como objeto em análise
- Principalmente nos Estados Unidos, o governo começou a buscar profissionais capazes de quebrar códigos e fazer traduções muito rápidas, oferecendo altas verbas para pesquisa na área
- É notável nos dois textos, como que uma Linguística de cunho social e que previa a resolução de problemas da mesma não vingou nesses anos 1940, mas a situação piorou com a consolidação do Gerativismo de Chomsky
- Ambos dedicam vários parágrafos para explorar a força dos conceitos de Noam Chomsky e o efeito que trouxe a Linguística na década de 50:
- A teórica de Chomsky trouxe uma frente de análise que focava não a linguagem real, mas uma idealização da mesma. Como uma fábrica, o Gerativismo criava infinitas sintaxes artificiais e completamente afastada do contexto comunicativo do dia-a-dia, o resultado da operação era mais importante que seus aspectos de produção
- Em uma crítica ácida e com uso de ironia em vários momentos, Rajagopalan demonstra seu incômodo com os rumos da Linguística Teórica a partir dos anos 50
- A Linguística Teórica não se importava com linguagem humana real, tanto que muitos estudiosos da época afirmavam que a língua não era tão interessante de ser analisada quanto a sua abstração
- Se as teorias gerativistas se mantinham de estudar a língua e seus usos reais, era de se esperar que a opinião leiga também era desvalorizada. Para os linguistas da época, o indivíduo servia apenas como depósito de dados do qual ele devia retirar o que lhe era necessário, sem o influenciar de maneira nehuma
- Os questionamentos que o Gerativismo confrontava era principalmente com as Gramáticas Normativas, apontando como essa trabalhava apenas com práticas prescritivas, mesmo que a própria teórica de Chomsky analisava objetos infundados na realidade, afirma ironicamente Rajagopalan
- Se as teorias gerativistas se mantinham de estudar a língua e seus usos reais, era de se esperar que a opinião leiga também era desvalorizada. Para os linguistas da época, o indivíduo servia apenas como depósito de dados do qual ele devia retirar o que lhe era necessário, sem o influenciar de maneira nehuma
- A Linguística Teórica não se importava com linguagem humana real, tanto que muitos estudiosos da época afirmavam que a língua não era tão interessante de ser analisada quanto a sua abstração
- As autoras Rodrigues e Cerutti-Rizzatti tiveram um foco maior em analisar como afetou a disseminação de uma Linguística que não valorizava o trabalha com a língua em uso e os problemas que ela esboça em uma LA que busca entender e oferecer soluções para demandas reais:
- A Linguística Aplicada perdeu muito do seu propósito durante esse período, deixou de tentar responder os problemas reais da linguagem e foi subsidiada a apenas "aplicar" teorias vindas já prontas da Linguística Teórica
- Chegou a ser considerada uma área incapaz de criar teorias próprias bem fundamentadas como as da Linguística Gerativa
- O único espaço de ação disponível para LA eram nas escolas, ao qual Chomsky duramente criticava a metodologia de ensino baseado na Gramática Normativa. Basicamente, a Linguística Aplicada tinha apenas a função de refinar um objeto de pesquisa natural para a teórica
- Chegou a ser considerada uma área incapaz de criar teorias próprias bem fundamentadas como as da Linguística Gerativa
- A Linguística Aplicada perdeu muito do seu propósito durante esse período, deixou de tentar responder os problemas reais da linguagem e foi subsidiada a apenas "aplicar" teorias vindas já prontas da Linguística Teórica
- Mas a grande verdade é que o caráter mais "científico" e rigor teórico garantiram que a Linguística ganhasse o status de "nobreza" nas ciências humanas, cada vez mais próxima de ciência natural
- Os estudos sociológicos? Completamente inferiorizados pela comunidade acadêmica
- Mas as coisas começaram a mudar com as décadas finais do século XX
- No livro "Linguística Aplicada", aborda como a chegada de estudos voltados para a vertente social da língua durante os anos de 1980 e 1990, como as Teorias Enunciativas, Linguística Textual, Sociolinguística e Análise do Discurso começaram a ganhar força no meio acadêmico
- Nisso, podemos perceber que estava sendo criado um ambiente renovador para a Linguística
- No capítulo "Repensar o papel da linguística aplicada" vemos como estudos com a língua em uso começou a contrapor com a Linguística Teórica, como a Linguística de Corpus, Metacognição e Linguística Crítica na década de 80
- Enquanto isso, a Linguística Teórica perdia o prestígio por culpa própria, chegou um momento que ninguém acreditava que as pesquisa feitas seriam úteis a Guerra Fria e os processos de tradução simultânea e decodificação, algo já muito utópico nos anos 40
- Até o próprio meio acadêmico percebeu que esse afastamento do âmbito sociológico fazia com que as análises não tivessem nenhuma relevância no dia-a-dia do usuário da língua, apesar de muitos insistirem que havia sim pesquisas de impacto social
- No final, a Linguística Teórica acabou ficando muito descredibilizada
- Até o próprio meio acadêmico percebeu que esse afastamento do âmbito sociológico fazia com que as análises não tivessem nenhuma relevância no dia-a-dia do usuário da língua, apesar de muitos insistirem que havia sim pesquisas de impacto social
- Enquanto isso, a Linguística Teórica perdia o prestígio por culpa própria, chegou um momento que ninguém acreditava que as pesquisa feitas seriam úteis a Guerra Fria e os processos de tradução simultânea e decodificação, algo já muito utópico nos anos 40
- Ou seja, depois de 50 anos, finalmente se tinha o ambiente perfeito para a legitimação da Linguística Aplicada
- O século XXI trouxe um movimento de discutir o lugar teórico da Linguística Aplicada após todo esse panorama de desvalorização
- Tanto para Rodrigues e Cerutti-Rizzatti quanto Rajagopalan concordam que a Linguística Aplicada se apresenta como uma disciplina completamente autônoma, independente dos estudos da Linguística Teórica, capaz de criar suas próprias teóricas e que não precisava se manter mais da "disciplina mãe" para atuar efetivamente
- Caí por terra o conceito de que a prática é submissa a teoria, a Linguística Aplicada pode vagar para onde for necessário, buscando resoluções científicas para defasagens reais da linguagem
- Concluindo, ambos os autores determinam que a Linguística Aplicada é na verdade um campo de conhecimento interdisciplinar, rompendo limites e se unindo a diversas disciplinas para criar seus próprios conceitos
- Rajagopalan ainda afirma que a Linguística Aplicada é a única que tem forças para conseguir recuperar a credibilidade da Linguística Teórica, sua "disciplina mãe"
- Os principais pontos em que os textos se diferem é na maneira que aborda a linha histórica de Linguística Téorica e LA
- Os capítulos do texto "Linguística Aplicada" tentam criar uma sequência histórica de fatos que culminaram na história cruzada das Linguísticas e a busca de ressignificação da LA mais de 50 anos depois de seu surgimento
- De uma forma praticamente didática e bem explanada, as autoras foca nas características de cada momento histórico e como afetou diretamente a Linguística Aplicada
- Aqui é perceptível um foco maior em como a Linguística Aplicada se desenvolveu até a atualidade
- De uma forma praticamente didática e bem explanada, as autoras foca nas características de cada momento histórico e como afetou diretamente a Linguística Aplicada
- Rajagopalan já traz uma perspectiva ideológica dos fatos históricos que fizeram a Linguística Aplicada ser o que é hoje, assim como expor os motivos da decadência da Linguística Teórica
- O texto é organizado a partir dos pensamentos característicos de cada momento da Linguística Teórica do século XX, e com o uso explícito da ironia em diversos trechos, deixa claro sua opinião sobre os rumos que a mesma tomou, levando a perda da credibilidade na comunidade acadêmica
- São dedicados vários parágrafos para explanar a questão da Linguística Gerativa, tem um foco maior em explicar como a Linguística Aplicada consegue sua legitimação do que entender seu próprio processo histórico
- O texto é organizado a partir dos pensamentos característicos de cada momento da Linguística Teórica do século XX, e com o uso explícito da ironia em diversos trechos, deixa claro sua opinião sobre os rumos que a mesma tomou, levando a perda da credibilidade na comunidade acadêmica
- Os capítulos do texto "Linguística Aplicada" tentam criar uma sequência histórica de fatos que culminaram na história cruzada das Linguísticas e a busca de ressignificação da LA mais de 50 anos depois de seu surgimento
- Os principais pontos em que os textos se diferem é na maneira que aborda a linha histórica de Linguística Téorica e LA
- Rajagopalan ainda afirma que a Linguística Aplicada é a única que tem forças para conseguir recuperar a credibilidade da Linguística Teórica, sua "disciplina mãe"
- Concluindo, ambos os autores determinam que a Linguística Aplicada é na verdade um campo de conhecimento interdisciplinar, rompendo limites e se unindo a diversas disciplinas para criar seus próprios conceitos
- Caí por terra o conceito de que a prática é submissa a teoria, a Linguística Aplicada pode vagar para onde for necessário, buscando resoluções científicas para defasagens reais da linguagem
- Tanto para Rodrigues e Cerutti-Rizzatti quanto Rajagopalan concordam que a Linguística Aplicada se apresenta como uma disciplina completamente autônoma, independente dos estudos da Linguística Teórica, capaz de criar suas próprias teóricas e que não precisava se manter mais da "disciplina mãe" para atuar efetivamente
- O século XXI trouxe um movimento de discutir o lugar teórico da Linguística Aplicada após todo esse panorama de desvalorização
- No livro "Linguística Aplicada", aborda como a chegada de estudos voltados para a vertente social da língua durante os anos de 1980 e 1990, como as Teorias Enunciativas, Linguística Textual, Sociolinguística e Análise do Discurso começaram a ganhar força no meio acadêmico
- Mas as coisas começaram a mudar com as décadas finais do século XX
- Os estudos sociológicos? Completamente inferiorizados pela comunidade acadêmica
- Em uma crítica ácida e com uso de ironia em vários momentos, Rajagopalan demonstra seu incômodo com os rumos da Linguística Teórica a partir dos anos 50
- A teórica de Chomsky trouxe uma frente de análise que focava não a linguagem real, mas uma idealização da mesma. Como uma fábrica, o Gerativismo criava infinitas sintaxes artificiais e completamente afastada do contexto comunicativo do dia-a-dia, o resultado da operação era mais importante que seus aspectos de produção
- Ambos dedicam vários parágrafos para explorar a força dos conceitos de Noam Chomsky e o efeito que trouxe a Linguística na década de 50:
- PONTOS DISSONANTES: As autoras Rodrigues e Cerutti-Rizzatti discutem de forma mais aprofundada o surgimento da Linguística Aplicada
- O contexto de Guerras e ambiente instável politicamente dos anos 1940 foi extremamente marcante para a Linguística Teórica e Linguística Aplicada
- Ambos concordam que a Linguística Aplicada precisou de espaço para despontar como um campo de estudos competente para estudar o que fosse necessário necessário e autônoma da Linguística Teórica
- Os pontos em concordância abordados no livro"Linguística Aplicada" de Rosângela Hammes Rodrigues e Mary Elizabeth Cerutti-Rizzatti e no capítulo "Repensar o papel da linguística aplicada" de Kanavillil Rajagopalan do livro "Por Uma Linguística Aplicada Indisciplinar"
Informationen
- Beschreibung
- Uma mapa mental comparativo sobre os pontos convergentes e divergentes entre dois textos que analisam a trajetória da Linguística Moderna e o surgimento da Linguística Aplicada
- Erstellt von
- Maria Elisa Barbosa Siqueira · Feb 2021
- Aktualisiert
- 18 Feb 2021
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