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África

André Abritta Nogueira Portugiesisch

Inhalt der Mindmap

África

  1. Aspectos sociais

    • A África é, sem dúvida, o continente que apresenta os piores indicadores sociais do mundo. O continente africano abriga, atualmente, cerca de 930 milhões de habitantes. Desse total, grande parte se concentra na Nigéria, Egito, Etiópia, República Democrática do Congo e África do Sul, que são países mais populosos.
      • Grande parte da população africana é estruturada em clãs e tribos. O isolamento em que vivem explica a conservação de suas particularidades culturais. Verifica-se o predomínio das religiões nativas nos países ao sul do Saara e do islamismo nas nações do norte. Há ainda importantes centros cristãos, como a Etiópia (uma das nações cristãs mais antigas do mundo) e outros decorrentes da colonização europeia
        • A diversidade linguística é muito grande, as línguas e os dialetos locais convivem com os idiomas introduzidos pelos colonizadores europeus, em especial o inglês, o francês e o africâner
        • Maior parte da população africana é constituída por diferentes povos negros, mas há expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente na porção setentrional do continente, ao norte do deserto do Saara - por isso mesmo denominada África Branca.
          • Ao sul do Saara temos a chamada África Negra, povoada por grande variedade de grupos negróides que se diferenciam entre si principalmente pelo aspecto físico, mas também por diferenças culturais, como as religiões que professam e a grande diversidade de línguas que falam. Os grupos mais importantes são: sudaneses, bantos, nilóticos, pigmeus, bosquímanos e hotentotes.
      • As regiões que apresentam maiores densidades demográficas são aquelas que possuem solos férteis, como o vale fluvial e o delta dos rios Nilo e Níger, além da costa litorânea, lugar com boa incidência de chuvas.
    • Atualmente, o continente tem passado por um intenso processo de urbanização, mesmo assim, são restritos os centros urbanos de grande porte
      • Os países africanos possuem as piores taxas de mortalidade (13,5%), além de apresentar elevada taxa de natalidade (35,2%) e o maior crescimento vegetativo do mundo (2,17%), mostrando que a qualidade de vida da população é decadente. A fome e a AIDS são problemas que atingem a África quase que na totalidade.
        • Segundo dados da Organização das Nações Unidas, cerca de 150 milhões de africanos não ingerem a quantidade mínima de calorias diárias, e mais 23 milhões correm o risco de morrer de fome.
          • Todos os problemas sociais identificados na África (miséria, fome, desemprego, guerras, dentre muitas outras) podem ser agravados, tendo em vista que se o crescimento vegetativo continuar no mesmo passo (cerca de 1,9% ao ano), em 2015 a população africana será de 1 bilhão de habitantes. Fato que irá desencadear um aumento pela procura de alimentos, aumentando a fome.
          • As condições de vida a que a maior parte da população está submetida são as piores. A África subsaariana é a região mais pobre do planeta, com os piores indicadores socioeconômicos conhecidos. Poucos países africanos se enquadram no grupo médio de desenvolvimento humano, como é o caso da Líbia. Quase todos os países do continente estão no grupo de baixo desenvolvimento humano.
            • No ranking do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pela Organização das Nações Unidas, todos os países da África Subsaariana possuem IDH considerado baixo.
  2. Aspectos economicos

    • O continente africano é o menos desenvolvido economicamente. Os poucos polos de crescimento se devem à exploração mineral (África do Sul, Líbia, Nigéria e Argélia) e, em menor escala, à industrialização, como o caso da África do Sul, uma das poucas nações que alcançaram relativa estabilidade política e que sozinha detém um quinto do PIB de toda a África.
      • O continente africano é essencialmente agrícola. As monoculturas de exportação (café, cacau, algodão, amendoim, etc.) alternam-se com lavouras de subsistência - rudimentar, itinerante e extensiva - planta-se em grandes extensões de terra, que são cultivadas anos seguidos, até ocorrer o esgotamento do solo. Em seguida, busca-se outra área, em que se repete o mesmo processo. Produz-se: milhete, sorgo, mandioca, banana, feijão, pimenta, inhame e batata.
        • Pode-se dizer que existem três grandes formas de produção na zona rural africana: a comercial, voltada para atender o mercado formado pela população urbana; a de subsistência, mais antiquada e voltada para a sobrevivência das populações rurais; e a de plantations, originada com a colonização europeia e ligada ao mercado de exportação. Muitas vezes as propriedades encontram-se sob o comando de grandes empresas agroindustriais, que encaminham os artigos agrícolas para o processamento industrial.
          • A pecuária na África raramente tem função comercial. Devido às condições naturais pouco propícias à criação de gado bovino, a África tem na pecuária uma atividade econômica de limitado alcance, em geral praticada de forma nômade ou extensiva. O maior destaque é para a criação de carneiros na África do Sul e na Etiópia, além de pequenos rebanhos conduzidos por nômades nas regiões de estepes. Nos países situados ao norte do Saara, criam-se camelos e dromedários, animais de grande porte utilizados como meio de transporte. Nessa região, os rebanhos caprino e ovino também são significativos.
      • O subsolo do continente africano e os recursos minerais nele presentes são pouco conhecidos, em função da grande extensão territorial e do pequeno investimento em pesquisas geológicas e mineralógicas. Portanto, as reservas presentes no subsolo são pouco conhecidas e os dados sobre elas, especialmente na África, são desatualizados e pouco confiáveis. A exploração dos recursos conhecidos é muito dependente do capital transnacional e os poucos países que têm alguma exploração expressiva são aqueles com uma política de investimentos internacionais mais aberta, a exemplo da África do Sul. Dos 17 recursos minerais mais importantes do mundo, segundo seu volume e valor de produção, 7 são praticamente inexplorados na África. Os demais têm pouco desta- que, exceto o manganês, cuja extração no continente representava 35,2% da produção mundial, em 2016.
        • Embora sem grande expressão mundial, a exploração dos recursos minerais metálicos pode ser uma importante fonte de renda para alguns países africanos. Sua exploração foi intensificada na segunda metade do século XIX, com o progresso da Revolução Industrial na Europa e a entrada de empresas e capitais europeus no continente, com amplo destaque para a África do Sul. Até hoje essa atividade está associada aos interesses internacionais e é voltada para a exportação, já que a indústria africana, pouco desenvolvida, não faz grande uso desses recursos. Por outro lado, os investimentos internacionais são também dificultados pela instabilidade política da maior parte do continente, marcado por guerras e conflitos étnicos.
      • Em países do norte da África, como o Egito, Marrocos e Tunísia, o turismo tem um importante papel na economia. Esta atividade também é importante fonte de rendimento para Cabo Verde e a maioria dos países costeiros tanto no Oceano Atlântico, como no Índico.
        • Os parques naturais do Quênia e da África do Sul atraem turistas interessados em ver os grandes animais selvagens. A caça, ainda que polêmica, é responsável pelas receitas desses países também. Segundo dados elaborados pela ONU, o turismo na África, de 2011 a 2014, representou cerca de 8,5% do PIB e gerou 2,1 milhões de empregos.

Informationen

Beschreibung
Mindmap am África, erstellt von André Abritta Nogueira am 23/04/2021.
Erstellt von
André Abritta Nogueira · Apr 2021
Aktualisiert
23 Apr 2021
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