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CONSCIÊNCIA
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CONSCIÊNCIA
Podem-se resumir os usos do termo “consciência” em pelo menos três acepções diferentes, que implicam três definições distintas
- NEUROPSICOLÓGICA: emprega o termo “consciência” no sentido de estado vígil (vigilância), o que, de certa forma, iguala a consciência ao grau de clareza do sensório. Consciência, aqui, é fundamentalmente o estado de estar desperto, acordado, vígil, lúcido. Trata-se especificamente do nível de consciência. É a mais importante das instâncias psíquicas.
- PSICOLÓGICA: a conceitua como a soma total das experiências conscientes de um indivíduo em determinado momento. Nesse sentido, consciência é o que se designa campo da consciência. É a dimensão subjetiva da atividade psíquica do sujeito que se volta para a realidade. Na relação do Eu com o meio ambiente, a consciência é a capacidade do indivíduo de entrar em contato com a realidade, perceber e conhecer os seus objetos.
- ÉTICO-FILOSÓFICA: é utilizada mais frequentemente no campo da ética, da filosofia, do direito ou da teologia. O termo “consciência” refere-se à capacidade de tomar ciência dos deveres éticos e assumir as responsabilidades, os direitos e os deveres concernentes a essa ética. Assim, a consciência ético-filosófica é atributo do homem desenvolvido e responsável, engajado na dinâmica social de determinada cultura. Refere-se a consciência moral, ética e política.
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA CONSCIÊNCIA
- ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS : A consciência pode se alterar tanto por processos fisiológicos, normais, como por processos patológicos. A seguir, são apresentados os quadros patológicos de alteração da consciência. Em diversos quadros neurológicos e psicopatológicos, o nível de consciência diminui de forma progressiva, desde o estado normal, vígil, desperto, até o estado de coma profundo, no qual não há qualquer resquício de atividade consciente.
- Os diversos graus de rebaixamento da consciência (Ramos Jr., 1986) são: 1) obnubilação, 2) torpor, 3) sopor e 4) coma.
- ALTERAÇÕES QUALITATIVAS: Além dos diversos estados de redução global do nível de consciência, a observação psicopatológica registra uma série de estados alterados da consciência, nos quais se tem mudança parcial ou focal do campo da consciência. Uma parte do campo da consciência está preservada, normal, e outra, alterada. De modo geral, há quase sempre, nessas alterações qualitativas, algum grau de rebaixamento (mesmo que mínimo) do nível de consciência.
- Alterações de consciência: • Estados Crepusculares • Estado Segundo • Dissociação • Transe • Estado Hipnótico • Perplexidade Patológica • Experiência de quase-morte
- ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS : A consciência pode se alterar tanto por processos fisiológicos, normais, como por processos patológicos. A seguir, são apresentados os quadros patológicos de alteração da consciência. Em diversos quadros neurológicos e psicopatológicos, o nível de consciência diminui de forma progressiva, desde o estado normal, vígil, desperto, até o estado de coma profundo, no qual não há qualquer resquício de atividade consciente.
O nível de consciência facilita a interação da pessoa com o ambiente de forma adequada ao contexto no qual o sujeito está inserido.
O nível de consciência adequado pode ser evocado tanto por estímulos externos ambientais como por estímulos internos, como pensamentos, emoções, recordações.
O nível de consciência varia ao longo de um continuum que inclui desde o estado total de alerta, passando por níveis de redução da consciência até os estados de sono (variação normal) ou coma (variação patológica).
O nível de consciência pode ser modulado tanto pelas características dos estímulos externos como pela motivação que o estímulo implica para o indivíduo em questão.
SÍNDROMES PSICOPATOLÓGICAS
- DELIRIUM Termo usado para caracterizar as síndromes confusionais agudas. O delirium é uma das síndromes mais frequentes na prática clínica diária, principalmente em pacientes com doenças somáticas (emergências e enfermarias médicas e geriátricas) e idade avançada. Sinais e sintomas: rebaixamento do nível de leve a moderado, desorientação tempo-espacial, dificuldade para se concentrar, perplexidade, ansiedade, agitação e/ou lentificação psicomotora, ilusões/ alucinações, oscilação durante o dia com períodos de melhora e piora.
- ESTADO ONÍRICO É uma alteração da consciência na qual, paralelamente à turvação da consciência e à confusão mental, o indivíduo entra em um estado semelhante a um sonho muito vívido. Atividade alucinatória visual predominante com atividade cênica vívida. Ocorrem em psicoses tóxicas, quadros febris e em abstinências de drogas pesadas. Há carga emocional marcante na experiência onírica, com angústia, terror ou pavor. O doente manifesta esse estado onírico angustioso gritando, movimentando-se, debatendo-se na cama e apresentando, às vezes, sudorese profusa. Há geralmente amnésia consecutiva ao período em que o doente permaneceu nesse estado onírico.
Alterações Normais da Consciência
- Ritmos Circadianos: são sincronizados por pistas ambientais recorrentes (como o nível de luminosidade); permitem respostas eficientes perante os desafios e oportunidades no ambiente físico e social; modulam a homeostase interna do cérebro, assim como de outros sistemas, como demais órgãos e tecidos; se expressam em vários níveis do funcionamento do organismo, desde o molecular, celular, órgãos e circuitos orgânicos até sistemas sociais aos quais o indivíduo pertence.
- Sono: um estado reversível, tipicamente expresso pela postura de repouso, comportamento quieto e redução da responsividade; ter uma arquitetura neurofisiológica complexa, com estados cíclicos de sono não REM e de sono REM, tendo tais estados substratos neuronais distintos (neurotransmissores, moduladores, circuitos específicos) e propriedades oscilatórias do eletroencefalograma (EEG); ter duração e intensidade dos seus vários períodos afetadas por mecanismos de regulação homeostáticos; ser afetado por experiências ocorridas durante a vigília; ter efeitos restauradores e transformadores que otimizam funções neurocomportamentais da vigília.
- Sono NÃO-REM: Sono sincronizado (atividade cerebral síncrona) e sem movimentos oculares rápidos. Tem configurações EEG características e mantém os parâmetros fisiológicos mínimos. Possui quatro estágios.
- Sono REM: Caracteriza-se por instabilidade no sistema nervoso autônomo simpático, com variações das frequências cardíaca e respiratória, da pressão arterial, do débito cardíaco e do fluxo sanguíneo cerebral. No sono REM, há um padrão de movimentos oculares rápidos e conjugados (movimentos oculares sacádicos), bem como um relaxamento muscular profundo e generalizado (atonia muscular), interrompido esporadicamente por contrações de pequenos grupos musculares, como os dos olhos. Além de irregularidade das frequências cardíaca e respiratória e da pressão sanguínea, ocorrem ereções penianas totais e parciais. É durante o sono REM que ocorre a maior parte dos sonhos, e, em 60 a 90% das vezes, se o indivíduo for despertado durante a fase REM, relatará que estava sonhando.
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- Mindmap am CONSCIÊNCIA, erstellt von Gamester G am 04/05/2021.
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