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AVALIAÇÃO DO BRINCAR

Morg Reis Portugiesisch

Inhalt der Mindmap

AVALIAÇÃO DO BRINCAR

  1. INTRODUÇÃO

    • A priori, é preciso observar na criança as suas necessidades fundamentais, como fome, frio, calor, sono e etc, pois caso ela esteja passando por algumas dessas que foram supracitadas, o profissional deve dar prioridade a elas e só depois realizar a avaliação mediante o brincar. Nesse sentido, este ainda não tem uma definição concreta e que pode atingir diversas áreas sem haver restrição de idade. O brincar é mágico, através dele é possível promover o desenvolvimento da criança, já que ele é a ocupação desta, além disso, é por meio dele que é possível traçar o plano terapêutico, já que quando é mediado por um Terapeuta Ocupacional,a ação não é feita por fazer, mas sim com um significado e objetivo a ser alcançado.
    • Prévias da atividade lúdica
      • Segundo Pomelau e Malcuit (19833) Atenção seletiva -> Contato e Manipulação -> Comportamento Lúdico
        • De acordo com Grey, Thornburg e Ipra (1985) Curiosidade -> Exploração -> Brincadeira -> Criatividade
          • Esses conceitos são um ciclo retroativo, um a vez que, quanto mais um tópico é entendido, mais o outro será favorecido e quando isso acontece, maior será a atenção, o cuidado e a exploração. Ademais, antes das atividades serem realizadas, é necessário as prévias delas para que tenham uma boa evolução do brincar.
    • O BRINCAR CONSOANTE A AOTA
      • Por ser domínio da Terapia Ocupacional, a AOTA entende o brincar como ocupação, a qual consiste em qualquer atividade que seja feita de maneira organizada e espontânea, e que também promova satisfação, alegria e entretenimento. Nesse interim, ela é dividida em dois tópicos, o primeiro está relacionado com o brincar exploratório, em que nele seria possível identificar as atividades lúdicas apropriadas incluindo a prática do brincar, o brincar intencional, jogos com regra, o brincar exploratório e o brincar simbólico. O segundo está relacionado com a participação ao brincar em que o sujeito precisa ser participativo bem como equilibrar essa ação com suas outras ocupações diárias por meio de equipamentos especializados para isso.
        • Ademais, é a partir do domínio que o processo é entendido. Dessa maneira, é preciso citar o brincar durante a prática clínica por meio da promoção do prazer e do desenvolvimento global da criança, além de lembrar que cada criança possui um processo de recreação diferente, mas que eles se entrelaçam.
    • Funções do brincar
      • Proporcionam diversos efeitos na vida do sujeito como a a melhoria dos aspectos da vida e das habilidades, bem como a autonomia, socialização e autoestima.
      • Prazer
        • A novidade, a certeza e o desafio geram prazer na criança fazendo com que ela tenha mais motivação para realizar as atividades.
      • Descoberta
        • O prazer pela descoberta, pela exploração do mundo, proporciona a criação de estratégias de ação e de capacidade de ação.
      • Domínio da realidade
        • Ao realizar a brincadeira a criança experimenta um sentimento de domínio da realidade em que está inserida e assim, consegue construir uma ponte entre o que é familiar par si e aquilo que ainda lhe é desconhecido. A iniciativa do ato ajuda para que ela tenha autoestima e que esta seja mais fortalecida.
      • Imaginação e criatividade
        • A relação da criança com o mundo exterior é expressada conforme sua fantasia, uma vez que ela cria a brincadeira com toda liberdade, manifestando as suas habilidades criativas. Criatividade é o mesmo que imagem em ação, já a imaginação pode ser de dois tipos: Simbólica quando a realidade é vista de maneira subjetiva, fantasiosa e a Criativa, que é quando as representações são mais ligadas à realidade. Ou seja, a criatividade permite que a criança imagine as coisas da sua maneira e solucione os problemas e melhore o humor.
      • Expressão
        • Tendo em vista que o brincar é a linguagem primária da criança, é possível entender ao se expressar a criança consegue se comunicar com os seus pares e adultos e expressar seus sentimentos.
    • Desenvolvimento sequencial do brincar
      • O desenvolvimento cognitivo sugerido por Piaget traz as funções do brincar em suas respectivas idades. Criança com 6 meses: pratica a brincadeira do exercício, criança com 1 até 6 anos de idade: brincadeira simbólica e só posteriormente a esses período que ela passa a realizar a brincadeira com regras.
        • Assim é possível observar os comportamentos do brincar nas crianças em idade pré- escolar, e é de acordo com a idade da criança que será observado interesses e comportamentos relacionados aos tipos de brincadeiras ou brinquedos utilizados.
          • A partir dos 3 anos tem início a fase em que a criança pratica a brincadeira com excelência já que ela já consegue imaginar, desenhar, colaborar e socializar com o uso de brincadeiras que envolvam materiais como livros, papéis, tesoura, lápis, tinta e entre outros.
          • Dos 18 meses até os 3 anos de idade a criança, por meio da exploração, começa a interagir com seus pares de iguais e repete algumas ações.
          • Dessa maneira, do nascimento da criança até o os 18 meses inicia a descoberta pelo corpo e ambiente, por meio dos fatores sensoriais como cheio, toque, paladar olhar e outros, além disso, para esta fase algumas brincadeiras são adequadas como por exemplo, o cocalho, brinquedos musicais e etc.
      • Já no desenvolvimento psicossocial proposto por Erikson, é proposto que logo no nascimento se dá início a brincadeira autocosmica, dos 6 meses até os 3 anos de idade a microesfera e até os 7 anos de idade a macroesfera.
        • No que tange ao desenvolvimento nas atividades, Reily traz que os meses de idade a criança começa a fase de exploração, aos 3 anos as competências até os 7 anos e nessa fase começa a realização dessas atividades. No desenvolvimento social, aos 6 meses as brincadeiras solitárias têm início , aos 2 anos a brincadeira paralela, os 3 anos a associativa, nos 4 e 5 anos a cooperativa e até os 7 anos c competitiva.
          • Diante disso, urge o entendimento das perspectivas do desenvolvimento no brincar a fim de que o profissional seja capaz de oferecer o estímulo adequado levando em consideração a idade em que a criança se encontra.
    • O brincar e a Terapia Ocupacional
      • O brincar na T.O estabele uma relação com a criança, as ocupações e com a recreação. Esta última é quando o processo evolutivo do comportamento ocupacional inicia-se e é voltado para como a criança se relaciona/iterage com o ambiente e deriva de significações, descobertas e estrtaégias por meio de métodos como exploração, reprodução, repetição e transformação. Além disso, a recreação também promove competências como a melhoria da capacidade na realização de hábitos e dos papéis da vida diária, no que diz respeitos as capacidades, ela propõe a melhoria do cognitivo, do interativo e do criativo da criança.
  2. Ao realizar a avaliação é necessário traçar o perfil ocupacional, ele é um resumo da história ocupacional e experiências, dos padrões de vida, diária, interesse, valores e necessidades de cada criança, por meio disso é possível identificar o que a criança quer, e precisa fazer, bem como compreender os problemas e as questões atuais.

    • Posteriormente, é feita a Análise do Desempenho Ocupacional, é nesse momento que o profissional vai observar o desempenho da criança durante a realização das atividades relevantes às ocupações desejadas, verificar a eficácia das habilidades de desempenho e padrões de desempenho, e por último, selecionar e usar avaliações específicas para medir habilidades de desempenhos e ocupações.
      • Diante disso é preciso traçar alguns objetivos da avaliação do brincar, eles são compreendidos em: verificar os estímulos/ ambiente, identificar os atrasos no desenvolvimento, perceber o relacionamento interpessoal, identificar as demandas emocionais, identificar habilidades e limitações no desempenho ocupacional, e traçar metas e objetivos das intervenções.
        • São várias avaliações e elas podem ser feitas por meio da observação direta do brincar, de entrevista com os cuidadores ou fazer uso dos testes padronizados. Este último é vantajoso devido a objetividade da avaliação, é importante para medir os progressos, demonstrar a maior ou menor eficácia da intervenção, tanto na qualidade do serviço prestado quanto na maior credibilidade do processo terapêutico. Além disso, os testes facilitam a comunicação entre os profissionais e as diferentes equipes, permitem a fundamentação para pesquisas e permite comparação de técnicas.
  3. As Avaliações do Brincar

    • HISTÓRICO LÚDICO
      • É um teste avaliativo que parte da ideia de que a recreação e desenvolvimento estão relacionados, e a avaliação e intgervenção sober as disfunções lúdicas são vitais para o desenvolvimento contínuo da criança. Esse teste serve para avaliar o comportamento recreativo (passado e presente) e é uma avalição indireta do brincar, pois consiste em um roteiro no qual o objetivo é orientar os assuntos importantes relacionados à extensão em que os ambientes passados e presentes guiam, apoiam e trazem a tona o crescimento e o desenvolvimento de competência e capacidade para a competência.
      • Mediante a isso, ela será aplicada como um programa de entrevista, no qual vai registrar tanto a qualidade como a quantidade de brincadeiras, sendo esse teste um roteiro básico de perguntas, mas que podem ser aprofundadas pelo profissional. A entrevista contém informações importantes como experiências lúdicas, interações, oportunidades e ambientes. Dessa forma, registra informações sobre quantidade e qualidade de brincadeiras em cada etapa evolutiva e também os materiais, ações, pessoas e ambiente. Assim, pontua para cada questão, se foi encontrada evidência, se falta evidência ou se houve falta de oportunidade.
    • Teste de Entreterimento (TdE)
      • É a Avaliação direta observacional do entreterimento que pode ser aplicada em criança de 2 a 10 anos de idade, e essa observação pode ser feita durante 15 minutos. Ela serve para avaliar os componentes relacionados ao entreterimento, com componentes como motivação intrínseca (iniciar alguma ação), controle interno (controlar a ação, o ambiente) e a liberdade de suspender a realidade (diferenciar a realidade da fantasia), e o entendimento do quanto aquela criança está encaixada no ambiente.
        • O teste é aplicado por meio da observação da criança durante cerca de 15 minutos, pode ser feita tanto em ambientes fechados, quanto ao ar livre. Assim, é pontuada através de números de 0 a 3, em que 0 é a pontuação mínima, 3 é a pontuação máxima e NA é não aplicável.
    • Escala Lúdica Pré-Escolar
      • Foi desenvolvida nos Estados Unidos da América por uma terapeuta ocupacional, ela foi projetada para fornecer uma descrição evolutiva do comportamento lúdico típico de crianças de 0 a 6 anos de idade, por meio da observação do brincar. Essa observação pode ser feita tanto em ambientes fechados quanto em aberto, de forma que a avaliação das habilidades em que as crianças usam enquanto brincam seja feita. Desse modo, é possível avaliar o desenvolvimento através da observação do brincar do sujeito, há a divisão das faixas etárias é a partir delas que o terapeuta ocupacional precisa ter a competência necessária para avaliar a criança de acordo com a idade.
        • Para cada idade há uma versão da avaliação, a divisão é feita a cada seis meses, dos 0 aos 3 anos e anual, dos 3 aos 6 anos de idade. Além disso, é realizada apenas análise qualitativa (faz/não faz) e fornece ao terapeuta a identificação da àrea específica de disfunção do brincar que necessita de intervenção.

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Mindmap am AVALIAÇÃO DO BRINCAR, erstellt von Morg Reis am 13/05/2021.
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Morg Reis
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