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Processos de Cuidar de Lesões
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Processos de Cuidar de Lesões
História do Cuidado de Feridas
- Há registros desde a pré-história do uso de plantas ou extratos botanicos para estancar o sangue e favorecer a cicatrização
- Na antiguidade usavam água ou leite para lavar as feridas e mel e resina para os curativos
- No Egito há registros de mais de 700 substancias usadas no tratamento de feridas
- Algumas delas são: babosa, Aloe Vera, alho, cebola, mel, própolis, figo e óleos: de ricino, de mamona, de oliva...
- Entre 460 e 377 a.C. Hipócrates é o primeiro a receitar o uso de pomadas e remoção de material necrosado
- Entre 129 e 199 d.C. acontece a chegada de Galeno, era o cirurgião dos gladiadores, ele considerava o pus necessário para a cura da ferida e que deveria ser estimulado
- Galeano também foi o precursor de aplicação de tinta de escrever, teia de aranha e argila no tratamento de feridas.
- Celsus foi um estudioso que classificou diferentes tipos de lesões de pele, buscou direcionar um tratamento específico para cada uma delas
- No período do Cristianismo surgiu o mito das bruxas, que usavam rezas e elementos da natureza, teia de aranha, ovo e cauterização com óleo quente no tratamento de lesões.
- Entre o séc. XVIII e XIX houve o desenvolvimento da química com a descoberta de compostos a base de cloro e iodo que eram utilizados na limpeza da pele
- No séc. XX aconteceu a chegada dos antibióticos, os curativos e procedimentos passaram a ser assépticos. Entre 1930 e 1940 o tratamento de feridas passou gradualmente para a esfera da enfermagem e o cuidado de lesões se ampliou
Atuação do enfermeiro no cuidado aos pacientes com feridas
- Resolução do COFEN nº 567/2018: dispõe sobre a atuação do enfermeiro no cuidado aos pacientes com feridas, autonomia para prescrever produtos para higienização, proteção da pele, assim como alguns tipos de coberturas, sobressai com a nova resolução
- A Resolução nº 567/2018 ainda prevê a autonomia para o enfermeiro no que se refere aos artigos citados abaixo: Art. 2º O Enfermeiro tem autonomia para abertura de Clínica/Consultório de Prevenção e Cuidado de pessoas com feridas, respeitadas as competências técnicas e legais. Art. 3º Cabe ao Enfermeiro da área a participação na avaliação, elaboração de protocolos, seleção e indicação de novas tecnologias em prevenção e tratamento de pessoas com feridas.
- Pós Graduação - Enfermagem em Estomaterapia – Estomias, Feridas e Incontinência Cursos de Desbridamento de feridas
Conceito de LESÃO (Feridas): Qualquer lesão que provoque a descontinuidade do tecido corpóreo, impedindo suas funções básicas, podendo ser intencional (cirúrgica) ou acidental (trauma)
- Avaliação de Lesões:
- Tipos de tecidos presentes nas feridas: Tecidos viáveis à cicatrização=> epitelização e granulação. Tecidos inviáveis=> fibrinoso, biofilme, esfacelo, necrose
- Anamnese; Exame Físico Geral e Especifico; Persepções Sobre Sua Condição Geral de Saúde; Características da Lesao; Padrão de Oxigenação; Perfusão Tissular; Mobilidade Física; Estado Nutricional; Doenças Crônicas associadas; Uso de Drogas e Medicamentos; Condições Emocionais e Psicossociais.
- Critérios Clínicos Utilizados na Avaliação da Ferida: - Complexidade, - Etiologia, - Localização anatômica, - Exsudato, - Grau de contaminação, - Classificação da perda tecidual, - Tecido presente em seu leito, - Bordas/margens e pele perilesional, - Mensuração, – Dor.
- Avaliação de Lesões:
Pele
- Anatomia e funções da pele: É o maior órgão do corpo humano, representa 15% do peso corporal. Anexos: pelos e unhas, glândulas sebáceas e sudoríparas, proteção interna, termorregulação, proteção imunológica, percepção, secreção, síntese de vitaminas.
- Estruturas da pele: Epiderme, Camada Basal, Camada espinhosa, Camada granulosa, Camada córnea, Derme, Tecido subcutâneo
- Classificação das feridas/lesões: Agentes=> Incisão, Perfuração, Contusão, Escoriação, Abrasão, Animais peçonhentos, Mordidas de animais e humanos, Lesões na pontas dos dedos, Térmicas, Laceração, Químicas. Quanto ao conteúdo=> Limpas, Limpas-contaminadas, Contaminadas, infectadas ou sujas.
- Quanto ao tipo e volume de exsudato: Exsudato seroso, Exsudato purulento, Exsudato sanguinolento, Exsudato seropurulento
- FISIOLOGIA DO PROCESSO CICATRICIAL
- Fase inflamatória: resposta à injúria tecidual; reação vascular (vasodilatação); hemostasia; reação inflamatória; células leucocitárias (neutrófilos e macrófagos). Fase proliferativa ou de granulação: angiogênese; tecido novo; fibroblastos sintetizam colágeno; epitelização. Fase de maturação ou remodelagem: diminuição da vascularização; reorganização das fibras de colágeno; alteração da coloração de vermelha para róseo/branco pálido; aumento da força tênsil
- O excesso de colágeno leva à formação de cicatriz hipertrófica e queloides.
- Tipos de cicatrização: Cicatrização por primeira intenção, Cicatrização por segunda intenção, Cicatrização por terceira intenção
- Fatores que afetam a cicatrização: Hematomas, Edema, Condição de oxigenação e perfusão tissular, Corpo estranho, Infecção, Ressecamento, Estado nutricional, Doenças crônicas, Tabagismo, Drogas e medicamentos, obesidade, idade avançada, pouca mobilidade, pressão contínua sobre área de lesão, complicações vasculares e pulmonares, hipertensão venosa e insuficiência arterial
- Fase inflamatória: resposta à injúria tecidual; reação vascular (vasodilatação); hemostasia; reação inflamatória; células leucocitárias (neutrófilos e macrófagos). Fase proliferativa ou de granulação: angiogênese; tecido novo; fibroblastos sintetizam colágeno; epitelização. Fase de maturação ou remodelagem: diminuição da vascularização; reorganização das fibras de colágeno; alteração da coloração de vermelha para róseo/branco pálido; aumento da força tênsil
- Mecanismo de lesão celular: Equilíbrio através da homeostase; Exposição a estresses fisiológicos e/ou estímulos patológicos; Adaptação celular, respostas estruturais e funcionais reversíveis para manutenção da vida e fisiologia celular; Respostas adaptativas: hipertrofia, hiperplasia, atrofia, metaplasia; Remoção agente causador: retorno a normalidade; manutenção do agente causador: mutações, lesão, isquemia, infecção e toxinas, morte celular
- Morte celular: Apoptose, Necrose
Lesões Específicas
- Pé diabético, Úlcera venosa, Úlcera arterial, Erisipela, Lesão neoplásica, Síndrome de Fournier
- Lesão por Pressão: É uma lesão localizada da pele e/ou tecido subjacente, normalmente sobre uma proeminência óssea, em resultado da pressão ou de uma combinação entre esta e forças de torção
- FATORES DE RISCO
- Fatores intrínsecos: Estado nutricional e peso, Idade, Tipo de pele, Patologias crônicas, Uso de Medicamentos
- Fatores extrínsecos: Tempo de internação, Pressão, Fricção, Humidade, Limitação a mudança de decúbito
- Estadiamento da Lesão por Pressão: Grau I=> Eritema Não branqueável. Grau II=> Perda Parcial da Espessura da Pele. Grau III=> Perda Total da Espessura da Pele. Grau IV=> Perda total da espessura dos tecidos. Não graduáveis/Inclassificáveis=> Profundidade Indeterminada. Suspeita de lesão nos tecidos profundos=> Profundidade Indeterminada
- Prevenção de Lesão por Pressão: avaliação de risco na admissão, usando o instrumento de avaliação a Escala de Bradem, reavaliação diária e inspeção diária da pele
- FATORES DE RISCO
Informationen
- Beschreibung
- Mindmap am Processos de Cuidar de Lesões, erstellt von Sheila Cunha am 13/05/2021.
- Erstellt von
- Sheila Cunha
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