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INTERPRETANDO A ALEGORIA DA CAVERNA
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INTERPRETANDO A ALEGORIA DA CAVERNA
Sócrates começou a fazer suas perguntas buscando conhecer o conceito de justiça, de bem, de belo. Perguntava ele: o quê faz uma ação ser justa? Um político ao aumentar o seu salário de 17 mil reais para 24 mil, dirá que o aumento foi justo. Mas o quê é a justiça para ele dizer que sua ação é justa? Alguém poderá dizer: a justiça não é nada, não existe justiça. No entanto, se admitirmos que não existe justiça, jamais poderemos reclamar que alguém agiu de maneira injusta conosco.
A maioria das pessoas tem opiniões sobre vários temas, mas não tem conhecimento sobre eles. Falam da justiça, mas não sabem dizer o quê é a justiça, falam da bondade, mas não sabem dizer o quê é a bondade.
OPINIÃO & CONCEITO
- Para Sócrates há uma distinção entre opinião e conceito. A opinião é algo que a pessoa tem mais nunca parou para pensar por que ela pensa daquele jeito. A opinião varia o tempo todo de acordo com as circunstâncias, além de variar de pessoa para pessoa. Já o conceito é algo justificado, fundamentado. O conceito é resultado do pensamento, da reflexão, chegamos ao conceito não por acaso, mas por meio de uma investigação rigorosa.
“Imagina uma caverna onde estão acorrentados os homens desde a infância, de tal forma que, não podendo se voltar para a entrada, apenas enxergam o fundo da caverna. Aí são projetadas as sombras das coisas que passam às suas costas, onde há uma fogueira. Se um desses homens conseguisse se soltar das correntes para contemplar à luz do dia os verdadeiros objetos, quando regressasse, relatando o que viu aos seus antigos companheiros, esses o tomariam por louco, não acreditando em suas palavras”.
- Nessa história as sombras representam as opiniões equivocadas que adquirimos da realidade, isto porque a sombra é sempre algo inconstante que muda o tempo todo de acordo com a variação dos reflexos, de modo que podemos ser levados a enganos por causa delas, tal como na caricatura ao lado.
- Deste modo, o fato de nossos sentidos nos enganarem faz com que estejamos sempre sujeitos a tomar o verdadeiro pelo falso, a aceitar as sombras como a verdadeira realidade. Na Antiguidade e na Idade Média, por exemplo, as pessoas acreditavam que a Terra ficava sempre parada, e o sol girava em torno dela. Esta opinião era fundamentada muito mais em uma percepção dos nossos sentidos do que em estudos astronômicos.
- Vemos então que, para Sócrates muitas das opiniões falsas surgem porque nossos sentidos nos enganam. No entanto, há outra forma como adquirimos opiniões em vez de conceitos é quando nos deixamos influenciar somente pelo senso-comum.
- O senso-comum é o conjunto de ideias e concepções ensinadas pela tradição e que a maioria das pessoas aceitam sem fazer a pergunta: por que tenho que aceitar isso? Até pouco tempo atrás, julgava-se que mulher decente não saía de casa para trabalhar, ficava em casa cuidando da casa e das crianças para o marido. As primeiras mulheres que questionaram essa opinião eram vistas com maus olhos.
- O senso-comum pode ser reproduzido pela família, pela televisão, pelas escolas, pelo cinema, pela música, etc. Sócrates acreditava que aceitar as opiniões do senso-comum é se eximir da atividade de pensar, deixando então que outro pense por você.
- Nessa história as sombras representam as opiniões equivocadas que adquirimos da realidade, isto porque a sombra é sempre algo inconstante que muda o tempo todo de acordo com a variação dos reflexos, de modo que podemos ser levados a enganos por causa delas, tal como na caricatura ao lado.
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- Mindmap am INTERPRETANDO A ALEGORIA DA CAVERNA, erstellt von Auã Leite am 07/06/2021.
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- Auã Leite
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