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ANCILOSTOMOSE

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ANCILOSTOMOSE
CARACTERÍTICAS GERAIS:
- Nome popular: Amarelão/ Doença do Jeca Tatu.
- Ancylostoma duodenale e Necator americanus - As duas principais espécies de ancilostomatídeos de humanos.
- O A. duodenale, considerado como o ancilostoma do Velho Mundo, é predominante em regiões temperadas, embora ocorra também em regiões tropicais, onde o clima é mais temperado.
- O N.americanus, conhecido como ancilostoma do Novo Mundo, ocorre em regiões tropicais, onde predominam temperaturas altas.
- A. duodenale - Cápsula Bucal possui dentes.
- N. americanos- Cápsula bucal com placas cortantes.
MOROFOLOGIA DAS LARVAS
- LARVA RABDITOIDE:
- Imatura recém--eclodida de um ovo de ancilostomídeo esta forma morfológica é caracterizada pela presença de uma cavidade oral longa, conhecida como cavidade bucal ou cápsula bucal, e um pequeno primórdio genital.
- OVOS:
- Elípticos 60 μm, casca fina e transparente oviposição: A. duodenale: 30.000/dia, N. americanus: 9.000/dia
- LARVA FILARIOIDE:
- Infectante, que não se alimenta, sua identificação se dá primeiro, esta larva mais delgada possui um esôfago mais curto, em segundo, a larva filarioide de ancilostomídeo tem uma cauda pontiaguda distinta.
- LARVA RABDITOIDE:
MORFOLOGIA
- Ancylostoma duodenale :
- Adultos machos e fêmeas cilindriformes, com a extremidade anterior curvada dorsalmente; cápsula bucal profunda, com dois pares de dentes ventrais na margem interna da boca, e um par de lancetas ou dentes triagulares subventrais no fundo da cápsula bucal.
- MACHOS:
- Medindo 8 a 11mm de comprimento por 400um de largura; extremidade posterior com bolsa copuladora bem desenvolvida, gubernáculo bem evidente.
- FEMÊAS:
- Com 10 a 18mm de comprimento por 600um de largura; abertura genital (vulva) no terço posterior do corpo; extremidade posterior afilada, com um pequeno processo espiniforme terminal; ânus antes do final da cauda.
- Necator americanus:
- Adultos de forma cilíndrica, com a extremidade cefálica bem recurvada dorsalmente; cápsula bucal profunda, com duas lâminas cortantes, seminulares, na margem interna da boca, de situação subventral, e duas outras laminas cortantes na margem interna, subdorsal; fundo da cápsula bucal com um dente longo
- MACHOS:
- Menor do que a fêmea, medindo 5 a 9mm de comprimento por 300pm de largura; bolsa copuladora bem desenvolvida, com lobo dorsal simétrico aos dois laterais; gubernáculo ausente
- FEMEAS:
- Fêmeas medem 9 a 11mm de comprimento por 350p de largura, com abertura genital próxima ao terço anterior do corpo; extremidade posterior afilada, sem processo espiniforme terminal; ânus antes do final da cauda.
- Ancylostoma duodenale :
CICLO BIOLÓGICO:
- O ciclo é monoxênico. Durante o desenvolvimento, duas fases são bem definidas: a primeira, que se desenvolve no meio exterior, e a segunda, que se desenvolve no hospedeiro definitivo.
- Os ovos dos ancilostomídeos depositados pelas fêmeas (após a cópula), no intestino delgado do hospedeiro, são eliminados para o meio exterior através das fezes. No meio exterior, os ovos necessitam de um ambiente propício, principalmente boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada. São condições indispensáveis para que se processe a embrião, formação da larva de primeiro estádio (L1), do tipo rabditoide, e sua eclosão.
- No ambiente, a L1 recém-eclodida, se alimenta de matéria orgânica e microrganismos, devendo, em seguida, perder a cutícula externa, após ganhar uma nova, transformando-se em larva de segundo estádio (L2), que é também do tipo rabditóide. Subsequentemente, a L2 se alimenta de matéria orgânica e microrganismos, começa a produzir uma nova cutícula, internamente, que passa a ser coberta pela cutícula velha (agora cutícula externa) passando então a se transformar em larva de terceiro estádio (L3) do tipo filarióide, denominada larva infectante.
- A L3 é a única forma dos ancilostomídeos infectante para o hospedeiro. A infecção pelos ancilostomídeos para o homem só ocorre quando as L3 (larva filarióide ou infectante) penetram ativamente, através da pele, conjuntiva e mucosas, ou passivamente, por via oral. Uma vez dentro do corpo, a larva filarioide migra para o sistema linfático e sanguíneo. O sangue transporta as larvas até os pulmões, onde penetram nos capilares e chegam até os alvéolos.
- A migração das larvas contínua para o interior dos bronquíolos, onde são levadas até a faringe por meio da tosse, sendo, subsequentemente, deglutidas e depositadas no interior do intestino. Durante a migração pelos pulmões, a larva perde a cutícula e adquire uma nova, transformando-se em larva do quarto estágio (L4).
- Ao chegar no intestino delgado, a larva começa a exercer o parasitismo hematófago, fixando a cápsula bucal na mucosa do duodeno. A transformação da L4 para L5 ocorre aproximadamente 15 dias após a infecção, e a diferenciação de L5 em adultos ocorre após 30 dias da infecção.
- Os espécimes adultos, exercendo o hematofagismo, iniciam a cópula, seguida de postura. O período de pré-patência, isto é, desde o momento da penetração das L3 até a eliminação dos ovos dos ancilostomideos durante de 30 a 60 dias.
- Ao chegar no intestino delgado, a larva começa a exercer o parasitismo hematófago, fixando a cápsula bucal na mucosa do duodeno. A transformação da L4 para L5 ocorre aproximadamente 15 dias após a infecção, e a diferenciação de L5 em adultos ocorre após 30 dias da infecção.
- A migração das larvas contínua para o interior dos bronquíolos, onde são levadas até a faringe por meio da tosse, sendo, subsequentemente, deglutidas e depositadas no interior do intestino. Durante a migração pelos pulmões, a larva perde a cutícula e adquire uma nova, transformando-se em larva do quarto estágio (L4).
- A L3 é a única forma dos ancilostomídeos infectante para o hospedeiro. A infecção pelos ancilostomídeos para o homem só ocorre quando as L3 (larva filarióide ou infectante) penetram ativamente, através da pele, conjuntiva e mucosas, ou passivamente, por via oral. Uma vez dentro do corpo, a larva filarioide migra para o sistema linfático e sanguíneo. O sangue transporta as larvas até os pulmões, onde penetram nos capilares e chegam até os alvéolos.
- No ambiente, a L1 recém-eclodida, se alimenta de matéria orgânica e microrganismos, devendo, em seguida, perder a cutícula externa, após ganhar uma nova, transformando-se em larva de segundo estádio (L2), que é também do tipo rabditóide. Subsequentemente, a L2 se alimenta de matéria orgânica e microrganismos, começa a produzir uma nova cutícula, internamente, que passa a ser coberta pela cutícula velha (agora cutícula externa) passando então a se transformar em larva de terceiro estádio (L3) do tipo filarióide, denominada larva infectante.
- Os ovos dos ancilostomídeos depositados pelas fêmeas (após a cópula), no intestino delgado do hospedeiro, são eliminados para o meio exterior através das fezes. No meio exterior, os ovos necessitam de um ambiente propício, principalmente boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada. São condições indispensáveis para que se processe a embrião, formação da larva de primeiro estádio (L1), do tipo rabditoide, e sua eclosão.
- O ciclo é monoxênico. Durante o desenvolvimento, duas fases são bem definidas: a primeira, que se desenvolve no meio exterior, e a segunda, que se desenvolve no hospedeiro definitivo.
TRASMISSÃO:
- A infecção por A. duodenale se estabelece, quando as L, penetram tanto por via oral como transcutânea, apesar de alguns autores admitirem que a via oral é mais efetiva. Já o N. americanus assegura maior infectividade, quando as larvas penetram por via transcutânea.
DIAGNÓSTICO:
- O principal mecanismo para o diagnóstico laboratorial de ancilostomídeos é a detecção de ovos em amostras de fezes. Se uma amostra de fezes for deixada em temperatura ambiente, sem a adição de um conservante, as larvas podem maturar e eclodir dos ovos.
- A determinação da espécie de ancilostomídeo só será possível se vermes adultos forem encontrados na amostra fecal; nestes casos, a diferenciação é feita pela morfologia da cápsula bucal.
- O principal mecanismo para o diagnóstico laboratorial de ancilostomídeos é a detecção de ovos em amostras de fezes. Se uma amostra de fezes for deixada em temperatura ambiente, sem a adição de um conservante, as larvas podem maturar e eclodir dos ovos.
TRATAMENTO:
- Consiste no uso de albendazol, mebendazol ou pamoato de pirantel. Bem como uso de antianemicos feita de preferência com sais ferrosos, por serem eles mais facilmente absorvíveis: sulfato ferroso, cloreto, oxalato, fumarato ou citrato de ferro amoniacal.
- Devido às possíveis manifestações de intolerância gástrica, esses compostos são administrados durante as refeições ou com leite, começando-se com doses pequenas que serão aumentadas progressivamente.
SINAIS E SINTOMAS:
- Lesões mínimas são imperceptíveis; ataque maciço por milhares de larvas ou hipersensibilidade: - erupções pápulo-eritematosas - edema - dermatite alérgica
- Lesões pulmonares: - pneumonite difusa - síndrome de Loeffer (febre, tosse produtiva e eosinofilia sanguínea)
- Lesões na mucosa intestinal (cápsula bucal contra a parede do I.D.) anemia – ação espoliadora deficiência nutricional palidez cansaço e fraqueza • tonturas e vertigens dores musculares
- Lesões pulmonares: - pneumonite difusa - síndrome de Loeffer (febre, tosse produtiva e eosinofilia sanguínea)
- Lesões mínimas são imperceptíveis; ataque maciço por milhares de larvas ou hipersensibilidade: - erupções pápulo-eritematosas - edema - dermatite alérgica
PROFILAXIA:
- Práticas adequadas de saneamento, em especial destino adequado das fezes, tratamento imediato e completo das pessoas infectadas.
- Além dessas medidas, o uso de calçados e luvas (para aqueles que lidam com solo, como os agricultores), são medidas que visam interromper o ciclo biológico dos ancilostomídeos.
- Práticas adequadas de saneamento, em especial destino adequado das fezes, tratamento imediato e completo das pessoas infectadas.
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Informationen
- Beschreibung
- Mindmap am ANCILOSTOMOSE, erstellt von Maria Luisa Mocatto Simoni am 02/12/2021.
- Erstellt von
- Maria Luisa Mocatto Simoni
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