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Hemeplegia laringea
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Hemeplegia laringea
Relato de caso
- Paciente equino macho, de 11 anos, da área Quarto de Milha
- Primeiro sinal foi a apresentação de ruídos respiratórios e intensa dificuldade respiratória a uma semana e foi prescrito meloxican, dexametasona e ciftiofur sódico. Sua última participação em provas ocorreu 30 dias antes dos sinais clínicos e desde então não foi usado mais para trabalho.
- Oito dias após endoscopia, o equino apresentou dificuldade respiratória, sendo necessária a realização de traqueostomia de emergência. Foi encaminhado para o hospital onde foi submetido à cricoaritenoidepexia direita.
- Em novo exame físico, foi feita a prova do saco plástico para exacerbar os ruídos inspiratórios. Durante o teste, verificou-se ruído inspiratório alto e dispnéia. E uma nova avaliação foi realizada após 10 minutos de atividade física, apresentando novamente o ruído respiratório. Com o equino em repouso foi realizada nova endoscopia, utilizando-se o "slap test", confirmando o diagnóstico anterior. Então se fez um tratamento pré-operatório com descongestionante nas narinas, dexametasona, levamizole, penicilina e curativo diário na área de traqueostomia, três vezes ao dia.
- Após uma semana, sob jejum alimentar de 12 horas, o equino foi submetido a laringoplastia direita.
- Após o procedimento cirúrgico, com o uso do endoscópio, foi observado que ainda havia assimetria da aritenóide direita. No pós-operatório o animal continuou com o traqueotubo, retirado uma vez ao dia para observar a respiração do animal. Com a apresentação de ruído inspiratório demonstrou que a assimetria da cartilagem aritenóide direita não havia sido totalmente corrigida. Além disso, houve agravamento o quadro de condrite. Com esses sinais se optou-se por reintervenção que consistiu inicialmente da remoção da banda de tensão, seguida de laringotomia, aritenoidectomia total e ventriculectomia direita.
- O tratamento pós-operatório foi feito a instilação local de dexametasona com uso de uma sonda que chegava até a região da ferida cirúrgica; gentamicina, penicilina, flunixim meglumine, uma vez ao dia, por 4 dias limpeza da traqueostomia com solução fisiológica, três vezes ao dia. Durante o pós-operatório, o animal apresentou dispnéia quando era feita a oclusão da traqueostomia. Com isso ocorreu o desenvolvimento de tecido exuberante, na região onde foi feita a aritenoidectomia, que dificultava a respiração, produzindo ruído inspiratório. A traqueostomia foi mantida até que a granulação exuberante ser controlada com a terapia tópica.
- No decorrer do pós-operatório, foi obtendo resposta satisfatória e o traqueotubo foi sendo retirado por períodos regressivos para que o animal pudesse respirar pelas narinas e praticar a reabilitação dos tecidos em cicatrização na laringe.
- Cerca de três meses após o primeiro atendimento veterinário, o animal teve alta, sem sinais respiratórios anormais.
- Após cinco meses da cirurgia, o animal retornou a atividade atlética plena, sem sinais respiratórios anormais.
- Depois de dois anos da cirurgia, o animal não mais apresentou sinal de dificuldade ou ruído respiratório e continua em atividade atlética plena.
- Após cinco meses da cirurgia, o animal retornou a atividade atlética plena, sem sinais respiratórios anormais.
- No exame físico inicial, apresentava dispnéia grave e ruído inspiratório audível de longe e em repouso. A mucosa oral apresentava cianose discreta. E então foi realizado a endoscopia sendo diagnosticada HL direita grau IV e esquerda grau II com estenose parcial da rima da glote, condrite das aritenóides e deslocamento rostral do arco palato farÌngeo.
- Oito dias após endoscopia, o equino apresentou dificuldade respiratória, sendo necessária a realização de traqueostomia de emergência. Foi encaminhado para o hospital onde foi submetido à cricoaritenoidepexia direita.
Afecção atinge animais de várias raças e de ambos os sexos.
- Sua forma clássica, a HL é descrita como doença espontânea resultante da degeneração primária do nervo laríngeo recorrente por causas diversas, dentre as quais traumatismos por injeções de substâncias irritantes, inflamação e abscessos de bolsa gutural, infecções virais e bacterianas, dentre outras.
- O lado mais afetado é o esquerdo, levando atrofia do músculo cricoaritenóideo dorsal em cerca de 95% dos casos observados, levando à alterações na adução/abdução da cartilagem aritenóide, gerando ruído inspiratório característico (produzidos somente durante a inspiração) e intolerância ao exercício.
- A HL é classificada em quatro graus. A forma do graus mais intensos pode apresentar colapso respiratório em função da tensão causada pela prega ariteno-epiglótica junto com a paralisia da aritenóide e da corda vocal correspondente, em razão da elevada tensão de inspiração realizada. Os sinais de grande dificuldade respiratória podem ser progressivos ou se manifestar de forma aguda, gerando sinais de hipóxia, hipercapnia e acidose metabólica.
- Diagnóstico definitivo é através do exame endoscópico da laringe, onde é possível observar que a cartilagem afetada assume uma posição paramediana à rima da glote. E o exame endoscópico feito com o cavalo em movimento na esteira permite a observação de mudanças dinâmicas não aparentes quando parado e que ocorrem somente durante exercício máximo ou submáximo.
- O tratamento é cirúrgico feitos através dos procedimentos, tais como a laringoplastia associada ou não à ventriculectomia e, nos casos em que a HL seja grave ou associada a outras complicações, aritenoidectomia, além da traqueostomia.
- A laringoplastia é a técnica mais utilizada e seu objetivo principal é prevenir a permanência da cartilagem aritenóide e da corda na posição de adução durante o exercÌcio, mantendo a cartilagem na posição de abdução total e melhorando a passagem do ar. Com o animal sob anestesia geral, em decúbito lateral e com o pescoço estendido, é colocada uma banda de tensão entre a cricóide e o processo muscular da aritenóide, de modo que a aritenóide se mantenha em abdução permanente.
- As possíveis complicações incluem infecção da banda de tensão, fistulação, ossificação da cartilagem, disfagia, obstrução esofágica, pneumonia por aspiração de alimentos ou àgua, pólipos granulomatosos intra laríngeos, laringoespasmo durante exercÌcio, edema laríngeo, condrite e tosse.
- Taxa de sucesso desta técnica em cavalos submetidos a intensidade submáxima de exercício é de 90%.
- A ventriculectomia é feita com o animal em decúbito dorsal, sob anestesia geral, logo depois a técnica da laringoplastia, serve para reduzir o ruído associado com a HL. É feita a remoção da mucosa do ventrículo, podendo ser concomitante a remoção das cordas vocais (cordectomia). As complicações são semelhantes às descritas para a laringoplastia.
- A aritenoidectomia era o tratamento cirúrgico de eleição para a HL, mas a maioria dos animais apresentava disfagia pós-cirúrgica e pneumonia por aspiração. Vem sendo usada nos casos que não ocorre corretamente com a laringoplastia ou nos casos de condrite aritenóide. È realizada através de uma laringotomia, com o animal em decúbito dorsal e sob efeito de anestesia geral. São três técnicas: aritenoidectomia total (com remoção de toda a cartilagem aritenóide incluindo os processos muscular e corniculado), parcial (quando hà a remoção da cartilagem aritenóide e processo corniculado) e subtotal (quando há a remoção da cartilagem aritenóide, preservando os processos corniculado e muscular). A maioria dos animais retornam à função esportiva, mas com diminuição do seu desempenho e os com problema bilateral são menores as possibilidades de retornar a função atlética.
- As principais complicações são dispnéia e disfagia. O uso de traqueotubo e antiinflamatórios permite o animal respirar melhor enquanto a cicatrização ocorre e deve-se fazer acompanhamento com endoscopias.
- A laringoplastia é a técnica mais utilizada e seu objetivo principal é prevenir a permanência da cartilagem aritenóide e da corda na posição de adução durante o exercÌcio, mantendo a cartilagem na posição de abdução total e melhorando a passagem do ar. Com o animal sob anestesia geral, em decúbito lateral e com o pescoço estendido, é colocada uma banda de tensão entre a cricóide e o processo muscular da aritenóide, de modo que a aritenóide se mantenha em abdução permanente.
- O tratamento é cirúrgico feitos através dos procedimentos, tais como a laringoplastia associada ou não à ventriculectomia e, nos casos em que a HL seja grave ou associada a outras complicações, aritenoidectomia, além da traqueostomia.
- Diagnóstico definitivo é através do exame endoscópico da laringe, onde é possível observar que a cartilagem afetada assume uma posição paramediana à rima da glote. E o exame endoscópico feito com o cavalo em movimento na esteira permite a observação de mudanças dinâmicas não aparentes quando parado e que ocorrem somente durante exercício máximo ou submáximo.
- A HL é classificada em quatro graus. A forma do graus mais intensos pode apresentar colapso respiratório em função da tensão causada pela prega ariteno-epiglótica junto com a paralisia da aritenóide e da corda vocal correspondente, em razão da elevada tensão de inspiração realizada. Os sinais de grande dificuldade respiratória podem ser progressivos ou se manifestar de forma aguda, gerando sinais de hipóxia, hipercapnia e acidose metabólica.
- O lado mais afetado é o esquerdo, levando atrofia do músculo cricoaritenóideo dorsal em cerca de 95% dos casos observados, levando à alterações na adução/abdução da cartilagem aritenóide, gerando ruído inspiratório característico (produzidos somente durante a inspiração) e intolerância ao exercício.
- Sua forma clássica, a HL é descrita como doença espontânea resultante da degeneração primária do nervo laríngeo recorrente por causas diversas, dentre as quais traumatismos por injeções de substâncias irritantes, inflamação e abscessos de bolsa gutural, infecções virais e bacterianas, dentre outras.
O prognóstico é reservado em relação à função atlética dos animais que são feitas quaisquer das técnicas citadas.
Informationen
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- Mindmap am Hemeplegia laringea, erstellt von Leticia Carrassai De Rosso am 27/04/2022.
- Erstellt von
- Leticia Carrassai De Rosso
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