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Nutrição artificial

Inês Magalhães Portugiesisch

Inhalt der Mindmap

Nutrição artificial

  1. Quem deve fazer NA

    • Doentes em risco nutricional que são identificados pela coexistÊncia de dois ou mais parâmetros
      • Perda de peso recente
      • Perda muscular óbvia
      • Edema periférico
      • Jejum à mais de 3 dias
      • Perda de nutrientes
      • Perdas crónicas que afetam a utilização de nutrientes
      • Albumina sérica <3 g/dL
  2. Nutrição entérica

    • Forma de administração de conteúdo alimentar no tubo digestivo em que são ultrapassadas a ingestão, a mastigação e fase cefálica de estimulação de secreções digestivas
      • Administração de nutrientes dá-se num determinado local do tubo digestivo
    • Aconselhada
      • Impossibilitada de ingestão oral
        • Patologias do tubo gastrointestinal alto
        • Intubação oro-traqueal
        • Distúrbios neurológicos com comprometimento do nível de consciência ou dos movimentos do trato digestivo
      • Ingestão oral baixa
        • Anorexia de diversas etiologias
    • Contra-indicada
      • Hemorragias gastrointestinais alta ativa
      • Oclusãp/íleus intestinal
      • Fístula entero-cutânea alta
      • Malabsorção grave
      • Terapêutica com aminas vasoativas durante areanimação
    • Via de acesso (de acordo com a patologia de base e do tempo previsto para o apoio nutricional)
      • Oral
      • Nasal (curta duração menos que 4 a 6 semanas)
        • Nasogástrica
          • Vantagens
            • Maior tolerância a fórmulas variadas
            • Introdução de grandes volumes em curto tempo
            • Fácil posicionamento da sonda
            • Progressão mais rápida
            • Boa aceitação de fórmulas hiperosmolares
          • Desvantagens
            • Saída acidental da sonda por tosse, náusea ou vómito
            • Alto risco de aspiração
        • Nasoenteral
          • Vantagens
            • Menor risco de aspiração
            • Maior dificuldade de saída acidental da sonda
            • Permite a nutrição entérica quando a via gástrica é inoportuna
          • Desvantagens
            • Requer dietas normo ou hiposmolares
            • Deslocação acidental da sonda
      • Transcutânea
    • Método de administração
      • Bolus
        • Injeção rápida com seringa 4 a 6 vezes por dia
        • Exigência de aspiração antes de cada administração
        • Frasco com conteúdo tem que ser mantido no frigorifico havendo maior risco de contaminação bacteriana e degradação
        • Consome muito tempo ao serviço de enfermagem
      • Semi-contínuo ou cíclico
        • Administração em regime gota a gota durante 10 a 12 horas e com pausas
        • Permite a utilização de bomba de infusão
        • Não permite maximizar o volume tolerado e consequentemente o aporte de nutrientes necessários, a menos que se aumente o débito com maior risco de complicações
      • Contínuo ou gota a gota
        • Método de eleição devido ao seu ritmo constante
        • Método obrigatório sempre que a sonda está no duodeno ou jejuno
        • Durante 16 a 24 horas
    • Cuidados a ter com a boca e o nariz
      • Fixar a sonda com adesivo hipoalérgico
      • Humedecer a boca regularmnte
      • Usar creme hidratante
      • Marcar a posição exterior da sonda
      • Escovar regularmente a boca
  3. Nutrição parentérica

    • Forma mais sofisticada e complexa de nutrição artificial que consiste na administração de quase todos os nutrientes via endovenosas
      • São ultrapassadas as fases de ingestão, digestão, absorção, estimulação de hormonas digestivas e primeira passagem do metabolismo hepático dos nutrientes
    • Soluções ou emulsões compostas por hidratos de carbono, aminoácidos, lipídos, vitaminas e minerais que devem ser estéreis
    • Indicada
      • As necessidades metabólico-nutricionais não podem ser atingidas por via oral ou entérica
      • Via digestiva está interdita ou não é eficaz
        • Trato digestivo não funcionante, obstruído ou inacessivel
          • Trauma grave
          • Obstrução como neoplasias
          • Grandes cirurgias abdominais
          • Diarreia grave
          • Vómitos intratavéis
            • Quimioterapia
            • Pancreatite aguda
      • Pré-operatório em casos de desnutrição grave na qual a cirurgia não possa ser adiada
      • Neonatologia
    • Contraindicada
      • Doentes hemodinamicamente instáveis
      • Doentes em estado terminal
    • Vias de administração
      • Via central
        • Doentes que vão necessitar de suporte nutricional por um período de tempo superior a 10 dias
      • Veia periférica
        • Doentes com grau moderado de desnutrição e que vão necessitar de suporte nutricional por um período de tempo inferior a 10 dias
        • Como complemento de dieta entérica/oral insuficiente
        • Ausência de justificação de nutrição parentérica total por via central, devido a uma relação custo-beneficio desfavorável
        • A tolerância dos fluidos infundidos nas veias periféricas depende da sua osmolaridade. Os únicos que não provocam lesão nestas veias são os isotónicos como o plasma. A restante maioria dos solutos podem atingir uma osmolaridade elevada que provoca flebites a curto prazo. A adição de emulsão lipidica e o aumento do volume da infusão reduzem a osmolaridade
  4. Administração de nutrientes através de diversas vias (oral, entérica ou parentérica) isoladamente ou em associação, com intuito terapêutico sempre que a nutrição oral seja impossível, contraindicada ou insuficiente

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Beschreibung
Mindmap am Nutrição artificial, erstellt von Inês Magalhães am 19/06/2022.
Erstellt von
Inês Magalhães
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