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LESÕES MALIGNAS DE PELE

Nataly Luna Portugiesisch

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LESÕES MALIGNAS DE PELE

  1. PROCESSO PROLIFERATIVO

    • CARCINOGÊNESE
      • Melanoma maligno
        • Oncogenes: - BRAF: mais associado à exposição solar intermitente; - NRAS: melanomas nodulares, tumores mais espessos, maior indice mitótico de pior prognóstico; - KIT: fotodano crônico e áreas não expostas - melanomas acrais e mucosos (ex. agricultores - mais sujeitos a desenvolver o não-melanoma).
        • Alguns melanomas originam-se de nevo melanocítico displásico e nevo congênito. O risco é aumentado em paciente com sindrome do nevo atípico e com múltiplos nevos. O nevo melanocítico gigante (>20cm) apresenta um risco por toda a vida, devendo ser retirado, se possível.
      • Melanoma Extensivo Superficial
        • Apresenta-se como lesão leve ou francamente elevada, arciforme, pelo menos em parte, cujas margens são denteadas e irregulares e cuja coloração varia muito, desde acastanhada a negra, com áreas azuladas, esbranquiçadas, acinzentadas e até vermelhas
      • ESTÁGIO DE INICIAÇÃO
        • É o primeiro estágio da carcinogênese. Nele as células sofrem o efeito dos agentes carcinogênicos que provocam modificações em alguns de seus genes. Nesta fase as células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Encontram-se “preparadas”, ou seja, “iniciadas” para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.
        • ESTÁGIO DE PROMOÇÃO
          • É o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células geneticamente alteradas, ou seja, “iniciadas”, sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas.
          • ESTÁGIO DE PROGRESSÃO
            • É o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença. Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese. Mesmo quando uma célula se torna tumoral, o sistema imune frequentemente consegue destrui-la antes que ela se duplique e estabeleça um câncer. É mais provável que o câncer se desenvolva quando o sistema imune está comprometido.
  2. CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

    • Sexo e Idade: melanomas são mais frequentes após os 50 anos, havendo risco 1,6x maior em homem
    • História Pessoal de Melanoma: pacientes com história pessoal de melanoma apresentam risco de 3-7% mais chance de desenvolver um segundo tumor primário. Existe um risco de 900% de chance maior do que uma pessoa que nunca teve melanoma.
    • Melanoma Nodular
      • Apresenta crescimento vertical desde o princípio, com agressão de predomínio dérmico a partir da junção dermoepidérmica, atingindo apenas secundariamente a epiderme.
    • Câncer de pele não melanoma
      • Não apresentam alto índice de metástases e, portanto, têm baixa mortalidade. Infelizmente apresentam altíssima prevalência na população e é frequente a ocorrência de tumores primários múltiplos no paciente acometido – sempre pesquisar e investigar a pele como um todo.
    • Carcinoma basocelular
      • Localização preferencial nos dois terços superiores da face, acima de uma linha imaginária passando pelos lóbulos das orelhas e comissuras labiais.
      • A lesão, então, é típica, com as bordas cilíndricas, translúcidas, mostrando formações perláceas e, às vezes, finas telangiectasias. Pode apresentar cicatrização central ou em profundida, invadindo outros tecidos.
    • Carcinoma espinocelular
      • Na pele inicia com área queratósica infiltrada e dura ou nódulo, a lesão aumenta gradualmente e ulcera-se. Na evolução, pode adquirir aspecto de ulceração com infiltração na borda ou tornar-se vegetante ou córnea. Pode ocorrer a partir da formação de um corno cutâneo de base infiltrada.
      • Na mucosa pode iniciar-se em placa de leucoplasia, por área de infiltração ou lesão vegetante, podendo ser sangrante ou friável. No lábio inferior, ocorre em área de leucoplasia que se infiltra ou é lesão nodular. Na genitália, pode surgir sobre área de eritroplasia. Irritações crônicas pelo fumo, dentes defeituosos e aparelhos de próteses representam importante papel na gênese do quadro.
  3. CARACTERÍSTICAS DIAGNÓSTICAS

    • Anamnese
      • A anamnese é considerada uma etapa fundamental para compreender as situações dermatológicas surgidas e, por meio da coleta de dados, possibilita o profissional de saúde descobrir a possível origem do problema, criar um raciocínio lógico capaz de levá-lo a hipóteses diagnósticas para, assim, planejar e por em prática a sua devida assistência.
    • Dermatoscopia
      • É um tipo de exame dermatológico não invasivo que tem como objetivo analisar a pele de forma mais detalhada, sendo útil na investigação e diagnóstico de alterações, como câncer de pele, ceratose, hemangioma e dermatofibroma, por exemplo.
        • ABCDE
          • A – Assimetria de forma ou de cor, B – Bordo irregular C – Cor variada (preto, castanho, vermelho), D – Diâmetro – sinal a aumentar ou com mais de 6 milímetros , E – Evolução
            • A exérese total da lesão suspeita (geralmente com margens de 1 a 2 mm), incluindo tecido celular subcutâneo, é mais adequada – BIÓPSIA EXCISIONAL – do que uma simples biópsia parcial. A biópsia parcial deve ser excepcional limitando-se aos casos em que a lesão for muito grande e a retirada se constituir em intervenção cirúrgica de porte significativo (no caso de biópsia simples, escolher o fragmento mais representativo).
              • O laudo histológico deve informar elementos essenciais como: a espessura máxima em milímetros, conforme o método de Breslow; o nível de invasão de Clark; a presença ou ausência de ulceração; a presença ou ausência de regressão; e o estado das margens da exérese.
        • Pesquisar sobre:
          • Alterações de Cor (eritema, mancha angiomatosa); Alterações de Espessura (atrofia, edema); Coleções Líquidas (vesícula, hematoma); Elevações Edematosas (urticária); Formações Sólidas (nódulos, verrugas); Perdas e Reparações Teciduais (escoriação, cicatriz).
    • Carcinoma espinocelular
      • Diagnóstico: deve envolver sempre a confirmação histopatológica a partir da suspeita clínica. ▪ Histopatológico: há células espinhosas atípicas e células diferenciadas que formam centros córneos.
      • Diagnóstico Diferencial: é necessário que sejam considerados queratoses actínicas, queratoacantoma, epitelioma basocelular, disqueratose de Bowen, queratoses seborreicas, melanoma amelanótico e tumores de células de Merkel, além de tumores malignos de anexos.
    • Carcinoma basocelular
      • Diagnóstico: em geral, é clínica e deve ser confirmada histopatologicamente. ▪ Histopatologia: existem vários padrões histológicos no carcinoma basocelular, a característica fundamental é a presença de massas de células basaloides que se dispõem perifericamente, em paliçada.
      • Diagnóstico Diferencial: nos epiteliomas basocelulares nódulo-ulcerados, devem ser considerados o queratoacantoma e o carcinoma espinocelular; as formas superficiais devem ser diferenciadas das queratoses actínicas e da disqueratose de Bowen; a forma esclerosante, da esclerodermia em placas; a forma pigmentar, da queratose seborreica e do melanoma maligno, e as formas nodulares, de tumores benignos de anexos, de tricoepitelioma, de cilindroma e de cistos epidérmicos.
    • Para avaliar por meio da técnica de palpação, o profissional pode fazer uso de digitopressão para sentir se na pele há sinais de desidratação, sensibilidade, elevações ou crostas, avaliando também a temperatura da região.
  4. DEFINIÇÃO

    • Lesões pré-cancerosas de pele são um conjunto de afecções dermatológicas que possuem um potencial de transformação maligna e constituem um importante problema de saúde devido sua elevada prevalência.
  5. DISCENTE: Kahlil Napy Hamad Pereira

    • DOCENTE: Núbia Ribeiro
    • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
      • Alichandre, T., & De, O. (2016).Câncer de Pele: Uma revisão sobre a prevenção como promoção da saúde. [Review of Câncer de Pele: Uma revisão sobre a prevenção como promoção da saúde.
      • Pulido, D. C., Horner, C., Morais, F. A., & Blanco, L. F. de O. (2019). Análise da demanda ambulatorial de fotodermatoses pré-malignas e malignas em uma universidade do sul catarinense.Saúde (Santa Maria),45(3).
      • Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Estimativa 2012. Disponível em http://www1.inca.gov.br/estimativa/2012/.
  6. MELANOMA

    • É a transformação atípica dos melanócitos da camada basal da epiderme, expandindo-se tanto em direção às camadas mais superficiais como às mais profunda
      • O nevus displásico é o fator de risco mais importante para o melanoma. Os sinais da pele com diâmetro superior a 6 mm, proeminentes, assimétricos, com bordos pouco definidos e pigmentação variável devem ser observados por dermatologistas.
        • Também devemos mencionar a queratose actínica, lesão pré-maligna caracterizada por um crescimento escamosos ou com crosta, em zonas expostas ao sol de forma mais ou menos contínua.

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Mindmap am LESÕES MALIGNAS DE PELE, erstellt von Nataly Luna am 12/06/2023.
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Nataly Luna
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