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Filosofia moral

Fernanda Garcia Portugiesisch

Mapa mental sobre filosofia moral: Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea

Mapa mental: Filosofia moral

Inhalt der Mindmap

Filosofia moral

  1. Antiguidade

    •    Durante a Antiguidade Clássica, surge o conceito de ética, mais precisamente nos séculos V e IV a.C. Surgem teorias sofísticas, socráticas e aristotélicas.  As teorias sofisticas defendiam o relativismo de todos os valores. As teorias socráticas falavam sobre o caráter eterno de certos valores como o Bem, Virtude, Justiça, Saber.  As teorias aristotélicas defendiam o valor supremo da felicidade.   
    • Sócrates
      • Sócrates acreditava na existência de uma essência humana, a partir da qual poderíamos conceber uma moral universalmente válida. Partia da premissa de que a qualidade essencial da humanidade é a razão, e dessa forma, o homem que age conforme a razão estaria, por conseguinte, agindo corretamente.
    • Platão
      •    Platão compreende a moral segundo a dicotomia ideal/material. De acordo com essa concepção, o corpo, sede dos desejos e das paixões, muitas vezes levaria o homem ao vício, desviando-o do caminho da virtude. Dessa maneira, o mundo material deveria se purificar para alcançar a perfeição da Idéia de Bem. Platão ainda considerava que esse ideal somente poderia ser perseguido em coletividade, não individualmente. Um homem bom, seria um bom cidadão da polis.   
    • Aristóteles
      •    A ética em Aristóteles passa pela seguinte questão: qual o fim último do ser humano? Segundo o filósofo, todos nós buscamos a felicidade. Para Aristóteles ela não se confundiria com o prazer, pura e simplesmente. A felicidade seria atingível pelo desenvolvimento da capacidade contemplativa, ou seja, a partir de uma vida teórica, em meditação. Nesse ponto seríamos capazes de distinguir o que é bom e o que é mau, considerando-se como virtude o equilíbrio. Assim como Platão, Aristóteles também considera a ética vinculada à vida política. Aristóteles considera a ética como um ramo da política. Esta seria voltada para o bem comum, ao passo que aquela, estaria voltada para o bem-estar individual.   
      • Eudaimonia
        •    Para Aristóteles, o fim por excelência do ser humano é a realização plena de seu próprio ser, condição necessária para chegar à felicidade. E essa realização da natureza humana consiste basicamente na atualização de tudo o que lhe é próprio, e o próprio no homem, o que o caracteriza como tal, distinguindo-o dos demais seres é a sua natureza racional. Esta doutrina se chama eudaimonista, do grego eudaimonia, que significa felicidade.   
      • Meio termo
        •    Em Aristóteles, a felicidade seria atingível pelo desenvolvimento da capacidade contemplativa, ou seja, a partir de uma vida teórica, em meditação. Nesse ponto seríamos capazes de distinguir o que é bom e o que é mau, considerando-se como virtude o equilíbrio. A coragem, por exemplo, seria uma virtude, meio-termo entre dois excessos: a temeridade (excesso de confiança) e a covardia (deficiência, ausência de confiança).    
  2. Idade Média

    • Na Idade Média, o pensamento filosófico se tornou dependente da teologia. É nessa época que o Cristianismo se torna a religião oficial do império Romano e começa a se buscar fundamentos filosóficos para essa religião na Grécia Antiga. 
    • Filosofia Cristã
      • Principais doutrinas da filosofia cristã:Há separação entre material-corporal e espiritual-corporalDeus e o mundo material são separadosDeus se manifesta em três pessoas distintas, a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo)O Pai é considerado o Ser do mundo, o Filho é a alma do mundo e o Espírito Santo a inteligênciaHá no mundo anjos, arcanjos, serafins e um reino espiritualA alma humana participa da divindadeA Providência divina governa todas as coisasPara ser perfeito, o homem precisa entregar-se à Providência divina e abandonar os impulsos carnaisÉ preciso crer em Cristo para ser santificadoO mal é demônioO mal age sobre a matéria, a carne, o mundo e o homem
      • Virtudes cardeais
        •    Segundo a Igreja Católica Apostólica Romana existem quatro virtudes cardeais que polarizam todas as ou­tras virtudes humanas: A prudência: dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. A justiça: é uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido. A força: assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem; A temperança: modera a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados.   
      • Virtudes teologais
        •    São as virtudes que ligam os seres diretamente a Deus. São três fundamentais: a fé, a esperança e a caridade. Fé: através dela, os cristãos creem em Deus, nas suas verdades reveladas e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a própria Verdade. Esperança: por meio dela, os crentes esperam a vida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Cristo. Caridade (ou amor): para os Católicos, a caridade é “o vínculo da perfeição”, logo a mais importante e o fundamento das virtudes.   
      • Pecados capitais
        •    Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os sete pecados capitais tratam-se de uma classificação de condições humanas conhecidas atualmente como vícios, que precedem o surgimento do cristianismo, mas que foram usadas mais tarde pelo catolicismo com o intuito de educar os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano e assim se aproximar de Deus. São 7 os pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba.   
  3. Idade Moderna

    •     A partir da Idade Moderna, culminando no movimento do Iluminismo, no século, XVIII, a moral se torna laica, ou seja, ser moral e ser religioso não são polos inseparáveis, sendo possível um homem ateu ser moral, afinal, o fundamento dos valores não está em Deus, mas no próprio homem.   
    • Espinosa
      •    A ética espinosista evita oferecer um quadro de valores ou de vícios e virtudes, distanciando-se de Aristóteles e da moral cristã, para buscar na ideia moderna de indivíduo livre o núcleo da ação moral. Em sua obra, Ética, Espinosa jamais fala em pecado e em dever; fala em fraqueza e em força para ser, pensar e agir.   
    • Kant
      •    Kant pensava que a moralidade deriva a sua autoridade apenas da razão. Só a razão determina se uma ação é boa ou má, independentemente dos desejos que as pessoas possam ter. Segundo Kant, quando agimos moralmente as nossas ações são guiadas pela razão. Quando a moralidade guia as nossas ações, a razão determina não só os meios mas também o fim.   
  4. Idade Contemporânea

    •    A ética contemporânea teve seu início em meados do século XIX, devido às mudanças que a evolução da ciência provocou na humanidade. O novo pensamento ético que nasceu começou a contestar o racionalismo absoluto, e assumir a existência de uma parte inconsciente em todos os homens. As principais correntes dessa Ética Contemporânea são: O Existencialismo, o Pragmatismo, a Psicanálise, o Marxismo, o Neopositivismo e a Filosofia Analítica.   
    • Stuart Mill
      •    Para Mill, todas as atividades humanas têm um objetivo último, isto é, são meios para uma finalidade que é o ponto de convergência de todas. Esse fim é a chamada felicidade ou bem-estar. Procuramos em todas as atividades que nos dedicamos viver experiências aprazíveis e evitar experiências dolorosas ou desagradáveis. Essa perspectiva que identifica a felicidade com o prazer ou o bem-estar tem o nome de hedonismo.   
      • Consequencialismo
        •    Considera-se que a ética de Mill é consequencialista porque defende que o valor moral de uma ação depende das suas consequências. É a boa ação que tem boas consequências ou dadas as circunstâncias melhores consequências do que ações alternativas. A ação é avaliada pelas suas consequências e o motivo ou a intenção não são decisivos porque se referem ao caráter do agente e não à ação em si mesma.   
      • Utilitarismo (consequência da ação humana)
        • O utilitarismo é um tipo de ética consequencialista. O seu princípio básico, conhecido como o Princípio da Utilidade ou da Maior Felicidade, é o seguinte: a acção moralmente certa é aquela que maximiza a felicidade para o maior número. E deve fazê-lo de uma forma imparcial: a tua felicidade não conta mais do que a felicidade de qualquer outra pessoa. Saber por quem se distribui a felicidade é indiferente. O que realmente conta e não é indiferente é saber se uma determinada acção maximiza a felicidade.
    • Charles Sanders Peirce
      • O filósofo norte-americano divide a filosofia em três partes: a fenomenologia, a ciência normativa e a metafísica. A primeira tem por objeto o estudo das categorias; a segunda, subdividida em estética, ética e lógica, apoia-se na ... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/biografias/charles-sanders-peirce.htm?cmpid=copiaecola
      • Consequencialismo
        • O consequencialismo é toda e qualquer teoria ética segundo a qual o fator decisivo da ação moral não é a intenção, abstractamente considerada. É um termo filosófico que começou por ser usado para um teoria acerca da responsabilidade, mas é agora habitualmente usado para uma teoria acerca do correto e do incorreto.
      • Pragmatismo
        •  Para o Pragmatismo, a verdade seria identificada como algo útil, que é essencial para vivermos e convivermos. Ou seja, algo só é considerado bom quando nos leva ao êxito
    • William James
      •    Junto com Charles Sanders Peirce (1839-1914), William James (1842-1910) é considerado o fundador do pragmatismo norte-americano, apesar de ambos os pensadores terem desenvolvido duas escolas distintas na tradição. Para James, o significado pragmático são os efeitos práticos que provoca na crença do indivíduo. Para uma doente, por exemplo, acreditar que Deus existe e que pode curá-lo pode ter efeitos práticos muito melhores do o caso de ele ser ateu e achar que vai morrer. Essa crença, por exemplo, poderia estimular seu sistema imunológico e contribuir para o tratamento da doença.   
    • Nietzsche
      • A ética nietzschiana se caracteriza, sobretudo, pelo combate à Filosofia Ocidental, de cunho metafísico, e à Ciência Moderna, por enaltecerem valores supremos como solução para as desditas humanas. Essa forma de pensar, estritamente racional, teria levado o homem a desprezar a vida no âmbito dos sentidos e se voltar para uma realidade idealizada, irreal, estática.
      • Niilismo
        •    O Niilismo é uma escola que exalta radicalmente a concepção materialista e positivista. Ela retira do âmbito do Estado, da Religião e da Família todo poder, a capacidade de reger os passos do Homem. Para seus seguidores toda e qualquer possibilidade de sentido, de significação da existência humana, inexiste. Não há forma alguma de se responder às questões levantadas pelo Homem. Eles desprezam convenções, verdades absolutas, normas e preceitos morais.   

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Mindmap am Filosofia moral, erstellt von Fernanda Garcia am 19/04/2017.
Erstellt von
Fernanda Garcia
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