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Doenças Mitocondriais
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Doenças Mitocondriais
DNA mitocondrial
- síndrome de Kearns-Sayre
- Manifestação clínica: Ptose palpebral (acometimento muscular das pálpebras). Retinopatia pigmentar: despigmentação da mácula (responsável pela proteção dos fotorreceptores
- O diagnóstico é feito com base na tríade de oftalmoplegia progressiva, degeneração pigmentar da retina e bloqueio de condução cardíaco. O prognóstico para os pacientes portadores desta síndrome varia, dependendo da gravidade da desordem e dos órgãos acometidos.
- oftalmoplegia externa crônica progressiva
- Manifestação clínica: incapacidade de mover os olhos e as sobrancelhas
- Tratamento experimental com tetraciclina melhorou a motilidade ocular em um paciente. A Coenzima Q10 também foi utilizada para tratar esta condição. No entanto, a maioria dos neuro-oftalmologistas não recitam nenhuma medicação
- síndrome de Pearson
- Manifestação clínica: Neutropenia e trombocitopenia. Falhas no sistema hematopoiético; pode provocar anemia macrocítica e consequente dependência de transfusão
- A sua confirmação é feita pelo estudo molecular do DNA mitocondrial na biópsia muscular ou em qualquer outro órgão envolvido. O tratamento é de suporte e não altera a evolução da doença.
- epilepsia mioclônica e miopatia com RRF
- Manifestação clínica: Crises epiléticas repetidas e espontaneas
- · Reação da Cadeia da Polimerase + Sequenciamento · Biopsia muscular observando as fibras vermelhas anfractuadas
- encefalomiopatias mitocondriais e acidose láctica
- Manifestação clínica: retardo de crescimento,convulsões que podem progredir para encefalopatia
- Não há nenhum tratamento reconhecido para a Síndrome de Melas que está subjacente e é normalmente progressivo e fatal
- doença de Leigh, ataxia, retinite pigmentosa
- Manifestação clínica: degradação das habilidades motoras, atraso no desenvolvimento, dificuldade para aumentar de peso, convulsões
- um tratamento muito utilizado e comum a quase todas as crianças é a suplementação com vitamina B1, pois essa vitamina ajuda a proteger as membranas dos neurônios do sistema nervoso central, atrasando a evolução da doença e melhorando alguns sintomas.
- Neuropatia óptica hereditária de Leber
- Manifestação clínica: perda de visão súbita. Doença neurodegenerativa que ataca o nervo óptico
- Infelizmente, no momento não há cura para a LHON. No caso de um início agudo de cegueira em uma linhagem familiar reconhecido de Leber, é importante, se possível, a monitoração por um oftalmologista.
- Aparecimento esporádico
- Herança materna
- síndrome de Kearns-Sayre
DNA nuclear
- defeitos diretos em genes codificadores de enzimas da cadeia respiratória
- Embora todos os componentes da cadeia respiratória tenham subunidades codificadas pelo DNA nuclear, apenas mutações patogênicas dos Complexos I, II e IV foram identificadas. Nenhuma evidência em mutações nos Complexos III e V foi encontrada.
- Complexo I
- Apesar de a deficiência do Complexo I ser relativamente freqüente, mutações patogênicas foram encontradas em apenas 4 das 35 subunidades codificadas pelo DNA nuclear.
- É o maior complexo enzimático da cadeia respiratória e compreende pelo menos 42 subunidades diferentes, das quais apenas 7 são codificadas pelo DNAmt.
- Complexo II
- Mutações de genes nucleares do Complexo II manifestam-se clinicamente de maneira muito diversa, incluindo os seguintes fenótipos:
- SKS
- fraqueza muscular
- cardiomiopatia hipertrófica
- doença de Leigh
- atrofia óptica com ataxia cerebelar
- paraganglioma hereditário
- Até o momento, apenas três mutações patogênicas do Complexo II foram observadas.
- A primeira foi descrita no gene que codifica a subunidade FP ou succinato desidrogenase A22, convertendo um aminoácido arginina na posição 544 da cadeia protéica por triptofano.
- Uma segunda e uma terceira mutações foram encontradas em um mesmo gene modificando a cadeia polipeptídica na posição 1, convertendo metionina por leucina e, na posição 52423, convertendo alanina por valina.
- Mutações de genes nucleares do Complexo II manifestam-se clinicamente de maneira muito diversa, incluindo os seguintes fenótipos:
- Complexo IV
- nenhuma mutação nos genes nucleares das subunidades que o formam foi encontrada até o momento
- três mutações em genes nucleares que codificam proteínas não relacionadas diretamente a uma das subunidades deste Complexo, mas requeridas para a sua montagem e seu funcionamento, têm sido recentemente associadas a encefalomiopatias com deficiências da COX.
- SURF125
- Mutações na SURF1 têm sido confirmadas por muitos grupos e são associadas a doença de Leigh.
- SCO226
- Mutações na SCO2 são associadas com cardiomiopatia hipertrófica e encefalomiopatia já notadas logo após o nascimento
- COX-1027
- Os sintomas apresentados por esses pacientes incluem: hipotonia, ataxia, miopatia e convulsões.
- SURF125
- Coenzima Q10 (CoQ10)
- Apesar de não fazer parte de nenhum dos complexos da cadeia respiratória, é uma molécula móvel que participa no transporte de elétrons como seu receptor, provindos dos Complexos I e II e os transferindo para o Complexo III.
- Complexo I
- Embora todos os componentes da cadeia respiratória tenham subunidades codificadas pelo DNA nuclear, apenas mutações patogênicas dos Complexos I, II e IV foram identificadas. Nenhuma evidência em mutações nos Complexos III e V foi encontrada.
- defeitos em genes codificadores de proteínas estruturais da mitocôndria
- defeitos em genes codificadores necessários para a montagem ou a importação de proteínas mitocondriais
- Recentemente, descobriu-se que mutações no gene para ANT1 (adenina nucleotide translocator) podem levar a quadro de OEP-AD34.
- ANT é uma translocadora do nucleotídeo adenina. As translocases são importantes para a passagem de metabólitos através da membrana mitocondrial interna.
- Recentemente, descobriu-se que mutações no gene para ANT1 (adenina nucleotide translocator) podem levar a quadro de OEP-AD34.
- defeitos na sinalização intergenômica
- Basicamente dois defeitos na sinalização intergenômica (comunicação entre o núcleo e a mitocôndria)
- deleções múltiplas (presença de deleções de diversos tamanhos em um mesmo tecido)
- A forma mais freqüente de deleções múltiplas é a oftalmoplegia externa progressiva de herança autossômica dominante (OEP-AD)
- Deleções múltiplas também podem ser encontradas sob herança autossômica recessiva, mas em síndromes com comprometimento mais multissistêmico
- como a oftalmoplegia-cardiomiopatia autossômica recessiva (ARCO), ataxia sensitiva, neuropatia, disartria e oftalmoplegia (SANDO) e encefalomiopatia neurogastrointestinal mitocondrial (MNGIE).
- depleção do DNAmt (diminuição na quantidade de DNAmt sem qualquer alteração na sua seqüência)
- O quadro de depleção do DNAmt pode ser herdado ou aparecer secundariamente
- A forma herdada é transmitida sob herança autossômica recessiva e manifesta-se por fraqueza, hipotonia e atraso no desenvolvimento.
- A depleção do DNAmt pode ser causada por problemas na replicação do DNAmt, provocando diminuição na quantidade do DNAmt na célula e, conseqüentemente, levando à disfunção mitocondrial por déficit na síntese de proteínas mitocondriais.
- O quadro de depleção do DNAmt pode ser herdado ou aparecer secundariamente
- deleções múltiplas (presença de deleções de diversos tamanhos em um mesmo tecido)
- Basicamente dois defeitos na sinalização intergenômica (comunicação entre o núcleo e a mitocôndria)
- defeitos diretos em genes codificadores de enzimas da cadeia respiratória
As doenças mitocondriais podem ser classifica das geneticamente quando forem:
- De apa recimento esporádico (por rearranjos do DNAmt -dup licações ou deleções)
- Por he rança materna (tipicamente por mutações de ponto no DNAmt)
- Por he rança mendeliana (tipicamente por defeitos do DNA nuclear)
Informationen
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- Mindmap am Doenças Mitocondriais, erstellt von Mateus Nogueira am 30/08/2018.
- Erstellt von
- Mateus Nogueira
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