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- Psicologia e violência de gênero:
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- Psicologia e violência de gênero:
relato de experiência sobre juizado especializado
- Os atendimentos são pontuais, com apenas a vítima/indiciado no contexto do processo jurídico, não é psicoterapia. Quando necessitam de psicoterapia, as vítimas vão para o Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra; onde, além de acolher e encaminhar as vítimas a uma rede de atendimento, disponibiliza tratamento psicológico especializado, através da psicoterapia grupal e individual, com vistas à empoderar a(s) vítima(s) na busca por seus direitos e na reconstrução de sua(s) vida(s).
- Atendimento com os agressores momento de explicar sua versão dos fatos. Momento de escuta necessário para conscientizar o agressor de suas ações, com o objetivo de recuperar o cidadão, educá-los sobre a Lei M Penha, e sobre as repercussões de um processo jurídico na vida do sujeito (por exemplo, a perda do porte legal de armas, dificuldades em arranjar empregos ou inscrever-se em concursos públicos), de modo a contribuir significativamente com a prevenção da violência doméstica e familiar.
- Os atendimentos são pontuais, com apenas a vítima/indiciado no contexto do processo jurídico, não é psicoterapia. Quando necessitam de psicoterapia, as vítimas vão para o Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra; onde, além de acolher e encaminhar as vítimas a uma rede de atendimento, disponibiliza tratamento psicológico especializado, através da psicoterapia grupal e individual, com vistas à empoderar a(s) vítima(s) na busca por seus direitos e na reconstrução de sua(s) vida(s).
Atividades realizadas pelo setor psicossocial
O Setor Psicossocial oferece um atendimento humanizado, utilizando-se da escuta ativa para compreender os fatos que deram origem ao processo jurídico, além de avaliar a situação atual da vítima após a situação de agressão.
visita in loco: residência da vítima, onde busca-se conhecer o ambiente no qual a vítima vive, para a equipe observar as características do aspecto socioambiental, a relação da vítima com família/vizinhos, e a cultura na qual foi constituída.
Vítimas encontram-se fragilizadas, nervosas, confusas, e mesmo envergonhadas com a situação de estarem em um ambiente jurídico. O atendimento é vital para apoiar a vítima, auxiliá-la na elaboração de seus conflitos e na verbalização dos fatos, além orientá-la sobre aonde ir e quais procedimentos tomar, dependendo do caso.
coleta de informações, são produzidos relatórios Os relatórios contem nome, idade, endereço e telefone da vítima, se possui e qual é o seu emprego, se possui filhos, seus nomes e idades, com quem mora e há quanto tempo, dados do indiciado, além de tudo que foi relatado pelo(s) mesmo(s) psicossociais
- O Setor Psicossocial produz dois tipos de relatórios
- um que avalia a real necessidade da concessão de medidas protetivas de urgência. escuta apenas com a vítima, esclarecimentos do conflito, se indivíduo é perigoso, se necessário, o agressor também é entrevistado
- Estudo psicossocial, avaliação mais profunda, melhor entendimento da situação escutando todos os envolvidos no processo. decorrente processos jurídicos mais crítico: graves agressões físicas, abuso infantil, indivíduos acometidos com doenças mentais, ou o envolvimento com idosos.
- objetivo de fornecer subsídios aos magistrados para que tomem decisões melhor fundamentada
- O Setor Psicossocial produz dois tipos de relatórios
fatores violência doméstica e familiar contra a mulher: ciúmes, a crença submissão ao homem, herança (um parente agride a vítima pelo direito a bens materiais), álcool e outras drogas (sob efeito ou na falta comete a agressão), e transtornos mentais (agressão em crise psicológica). Fatores como este sempre culminavam em agressões físicas (algumas leves e outras mais graves), e/ou agressões verbais (cuja consequência era uma redução da autoestima da vítima).
Algumas das vítimas não desejavam medidas protetivas por medo da reação do agressor “ao saber que estava na Justiça”, ou porque acreditam que não acontecerá novamente (álcool e outras drogas no momento da agressão). Alta dependência (material ou emocional) da vítima pelo agressor, também não desejam dar continuidade ao processo jurídico, com o pensamento de que “tudo iria melhorar”.
Nos momentos de intervenção, a equipe multidisciplinar ajuda a vítima e refletir sobre seus relacionamentos com o outro (agressor ou filhos), sobre seus sentimentos e vontades, esclarecendo os conflitos expostos por ela no intuito de ampliar sua compreensão acerca de suas vivências. Desta forma, a vítima pode fazer uma escolha mais consciente e congruente consigo mesma, tendo ciência das possibilidades e das consequências presentes em cada decisão. Além desta orientação, a equipe busca fortalecer a vítima acerca de sua escolha, para que, através desta força, ela possa sustentar a decisão que tomará. É importante destacar que se trabalha para que a própria vítima tome suas decisões
Registro das Atividades, livro
palestras em escolas públicas
Informationen
- Beschreibung
- Cadernos de Psicologia Jurídica : Psicologia Jurídica: desafios atuais. [Recursos Eletrônico]. / Associação Brasileira de Psicologia Jurídica. – São Luís: UNICEUMA, 2019
- Erstellt von
- Sandra da Veiga
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